Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.











sábado, fevereiro 28, 2009

A Arte é uma convenção

Segundo a Agência Lusa, “o Director Nacional da PSP, Oliveira Pereira, reconheceu que a PSP errou ao ter apreendido cinco exemplares de um livro que reproduz na capa uma pintura de Gustave Courbet mostrando o sexo de uma mulher, em Braga.
- Eu assumo pessoal e profissionalmente, acho que devemos todos assumir os erros que cometemos e, na minha opinião e depois de uma análise, é minha interpretação que errámos e assumimos o erro, disse Oliveira Pereira.”


E eu, sem querer desculpar ou acusar ninguém, pergunto quantos portugueses ao olharem para a capa do livro não terão uma reacção, no mínimo, de espanto…
O quadro do pintor francês é tão realista que mais parece uma fotografia… e só quem estudou alguma coisa de História da Arte poderá saber que se trata de uma pintura de Gustave Courbet e não uma fotografia tirada por um qualquer voyeur a uma vadia de um dos bares de alterne de Braga…

Desde que a dita senhora foi pintada por Courbet que a polémica não larga a obra do pintor que viu a exibição do quadro ser proibida, tanto em França como noutros países. Aliás, classificar uma obra deste género como Arte é uma questão muito subjectiva, que apenas depende da convenção que se queira adoptar. Noutras circunstâncias, o quadro de Courbet poderia bem ser considerado pornografia, sem grande espanto.

Cá por mim, a PSP está desculpada… além de que esta historieta já atraiu mais atenção do que mereceria… o que só se justifica pela oportunidadezinha rara de se ter uma boa justificação para se publicar uma foto de uma gaja escancarada sem que pareça mal.

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

24

Declarações do Pedro Pinto (em directo), na festa de lançamento da TVI (TVI 24, 01:35):
"...quando o Zé Eduardo Moniz me convidou para a TVI, mostrou-me as audiências, estávamos nos 12%, o objectivo era atingir os 18%... e a realidade é que dois meses depois estávamos nos 35%". (sic)


Bravo! A verdade acima de tudo. O que sucedeu em 2001 com a TVI é a prova de que são falsos os argumentos da ERC para pretender chumbar o projecto da Telecinco. Nós também acreditamos que é possível obter shares significativos no arranque do 5ºcanal.
O surgimento da TVI24 é outra evidência de que, mesmo em plena crise, os bons projectos empresariais têm possibilidades de sucesso. A não ser assim, nunca os accionistas da Prisa iriam embarcar numa aventura que lhes custou perto de 10 milhões de euros para terem um canal no cabo.
Curioso é também reparar que alguns opinion makers da nossa praça consideram que há “espaço” para a TVI24 crescer e negam essa mesma possibilidade a um projecto como o da Telecinco.

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Telenovelas brasileiras desencantam


A maior produtora mundial de telenovelas, a Rede Globo, está alarmada com a tendência que se verifica no Brasil, e não só, de perda de audiências das telenovelas, noticia o Diário de Notícias.

O instituto brasileiro de audiometria, o Ibope, regista valores mínimos recordes nas principais telenovelas em exibição. No horário das 18 horas, essencial para fixar as audiências do prime-time, a telenovela “Negócio da China” tem uma média de 17 pontos percentuais – a menor de sempre na história da Globo. A novela “Três Irmãs” também apresenta maus resultados, numa média de 23% de share, apenas. Mesmo a jóia da coroa, a novela “Caminho das Índias”, que domina o horário nobre do canal brasileiro (e da SIC, em Portugal) não conseguiu ainda atingir patamares satisfatórios de audiência. Em Portugal, a performance das novelas brasileiras ainda é pior...

Para tentar perceber o que se está a passar, a Globo decidiu renovar as Comissões de Telespectadores (órgão de aconselhamento que o canal brasileiro instituiu para o acompanhamento dos programas que produz) que passarão a integrar jornalistas, publicitários, pedagogos e psicólogos, num esforço para acompanhar a evolução que se verifica nas opções dos telespectadores.

A quebra das audiências deve estar relacionada com a crescente adesão às novas plataformas de comunicação, nomeadamente na internet, onde se multiplicam twitters, blogs, chats, youtubes, messengers ou Windows live, entre uma miríade de novos artefactos que distraem as pessoas da televisão tradicional, cada vez menos interessante.

Nada disto é novo para os mentores da Telecinco que, logo na apresentação do projecto para a televisão que propõem, declararam (com surpresa para alguns) que a grelha de programas do futuro 5ºcanal contempla “ficção portuguesa – filmes, mini-séries, telefilmes, etc. – em prime time e exclui o recurso a telenovelas por considerar este formato esgotado e gasto até à exaustão.”

A Telecinco garante, ainda que “o prime time será essencialmente consagrado à produção portuguesa e ao entretenimento ligeiro” e revela-se atenta e actualizada perante os novos desafios tecnológicos ao definir que ”uma estratégia multi-plataforma será prosseguida de forma consequente. A partir das 02:00 a emissão transformar-se-á num espaço de passatempos interactivos até às 07:00.”

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Zimler - 2

... "Quando eu cresci, o homossexual tinha que ultrapassar os seus próprio preconceitos. Eu entrei em pânico, pensei: “Estou mais interessado em homens do que em mulheres. O que é que isso signfica? Vou ter que mudar a minha personalidade toda? Deixar de gostar dos Beatles e dos Rolling Stones e passar a gostar mais de Judy Garland?” Não tinha modelos de comportamento com quem pudesse testar a minha personalidade. E depois, nem todas as pessoas estão em posição de assumir a sua homossexualidade sem que isso lhes traga repercussões graves e terríveis na vida. Há jovens que se o dissessem aos pais, seriam corridos de casa. E os políticos portugueses se dissessem: “Tenho uma relação com este homem”, não conseguiriam as posições altas que ambicionam.
- Acha mesmo que haveria essa relação de causa-efeito?
Não sei. Como ninguém o faz, não podemos saber. A homossexualidade só é assunto porque há preconceito. Caso contrário, seria tão banal como ter olhos azuis ou verdes, ser alto ou baixo. Luto para um dia seja assim.Eu não falo da minha sexualidade por mim; falo dela por causa do jovem que vive em Beja e da rapariga que vive em Vila de Conde. Ambos se sentem frágeis devido á sua sexualidade, não conseguem assumi-la porque estão rodeados de pessoas com preconceitos. Têm que viver atrás de uma máscara. É por causa deles que falo, para que entendam que podem ser felizes, realizados, viver com amor, com paixão, com tudo. E que não têm que mudar. É importante que cada um de nós viva como é."

Solidário e corajoso, como não se usa mais por estas bandas. Richard Zimler, em entrevista ao Jornal de Notícias.

Zimler - 1

... "Há 20 anos não era necessário pensar muito: o escritor já tinha nome no mercado e continuava a publicar livros medíocres e a vender; os professores não eram avaliados, os medíocres tinham a mesma carreira dos que são excelentes. Tudo isto era muito típico em Portugal. Os meus alunos diziam-me que não se esforçavam porque já sabem que quem vai conseguir a vaga X ou Y é quem tem tio tal ou o primo tal. Este país está sistematicamente a produzir pessoas medíocres, em parte por causa do sistema de cunhas."
Como ele nos conhece bem... o escritor norte-americano Richard Zimler, em entrevista ao Jornal de Notícias.

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Comprar português


Fui ao Continente que, aqui na minha terra, se chamava Carrefour até há muito pouco tempo. Apenas para comprar algumas coisas em falta nas prateleiras da dispensa.
Batatas espanholas, farinha Cérelac, da Suíça, assim como os cereais Cherrios. Bolachas Cuétara, de Espanha. Kellogg’s Mini Breaks, da Alemanha. Barras de muesly, espanholas. Cereais Alpen, da Inglaterra. Produtos nacionais, apenas uns burguers de tofu e algas, feitos numa fábrica no Algueirão e salsichas de frango, da Nobre de Rio Maior.
Produzimos cada vez menos e, assim, não vejo como se poderá equilibrar a balança de pagamentos. Um país que não é auto-sustentável corre o risco de se tornar, ele próprio, numa empresa inviável.

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

A convicção "funda" da ERC


A ERC chumbou as duas candidaturas ao 5ºcanal. No que diz respeito à Telecinco, uma decisão surpreendente e carregada de elementos subjectivos. Digo-o sem, no entanto, conhecer ao pormenor a candidatura em questão. O que sei é o que tenho lido nos jornais, o que me dizem alguns amigos ligados ao projecto e aquilo que a própria ERC tornou público, agora, quando fundamentou a sua decisão de excluir os candidatos.

Depois de ler os fundamentos invocados pela ERC, acredito que não se quis colocar em confronto os conteúdos dos dois projectos, porque estava patente que o da Telecinco era muito superior ao da ZON II. Se os projectos passassem esta fase, as respectivas candidaturas adquiriam direitos previstos na Lei, nomeadamente a capacidade de impugnar decisões da ERC que afectassem a sua posição no concurso e uma eventual decisão a favor da ZON II seria facilmente contrariada em tribunal.

Sendo assim, era necessário chumbar as duas candidaturas. De uma só penada, a ERC surgia como decisor impoluto, severo, rigoroso e equidistante.

Perante a pobreza do projecto da ZON II, foi fácil argumentar com a exiguidade dos meios técnicos propostos ("os meios técnicos propostos não incluem estúdios, equipas ENG, unidades móveis de reportagem ou outros meios de produção tidos como essenciais na actividade televisiva", diz a ERC). O projecto da ZON contempla a constituição de um quadro de pessoal de apenas 59 (cinquenta e nove) colaboradores, incluindo três administradores. A redacção, por exemplo, seria constituída por apenas seis jornalistas que teriam de suprir as necessidades da estação nos sete dias da semana. Como as pessoas têm de folgar dois dias por semana, não se percebe como é que a ZON II queria fazer um canal de televisão com apenas quatro jornalistas por dia em permanência. O projecto foi bem chumbado, nem podia ser de outra forma, depois da candidatura concorrente ter chamado a atenção para essa falha do projecto ZON II. Tratava-se de uma falha factual, concreta e impossível de ser contornada.

Já o argumento para chumbar a Telecinco está envolto em questões subjectivas e especulativas. Diz a ERC que a Telecinco não levou em linha de conta as actuais circunstâncias de recessão do mercado publicitário e que "a concorrente não fundamenta o share que se propõe atingir, situado num intervalo compreendido entre os 20% e os 25%" e que "as estimativas da concorrente revelam-se irrealistas, desajustadas da realidade que caracteriza o sector – por isso se impondo a convicção funda de que foram apresentados pressupostos de rendibilidade e sustentação económico-financeira do projecto que em nenhuma circunstância são devidamente fundamentados."

Gostava de saber se a ERC tem alguma estimativa para a duração da crise, ou se ponderou a evolução do mercado daqui a um ano, quando o 5ºcanal teria de iniciar as suas emissões… para garantir, sem sombra de qualquer dúvida, que as projecções da Telecinco são assim tão irrealistas.

Repito, não conheço ao pormenor a candidatura da Telecinco. Mas sei como se faz televisão. E sei que não há outra maneira de a fazer bem, senão investindo em bons programas de entretenimento, em bons programas de informação, na sabedoria, imaginação e irreverência dos que produzem e realizam os conteúdos e dos que dão a cara na pantalha. Essas condições eu sei que o projecto da Telecinco contempla, porque conheço quem o escreveu.

Por último, há que reconhecer que esta decisão, se for confirmada nos próximos 20 dias úteis (os concorrentes ainda podem recorrer), beneficia apenas os canais instalados e vem de encontro aos mais fervorosos pedidos de Francisco Balsemão (SIC) e de José Eduardo Moniz (TVI), os únicos que ficam realmente a ganhar com a anulação do concurso para a atribuição da concessão do 5ºcanal de televisão generalista de acesso livre em Portugal.

Vitória em toda a linha do Dr.Balsemão


Lisboa, 20 Fev (Lusa) - A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) rejeitou hoje as duas únicas candidaturas ao quinto canal de televisão generalista em sinal aberto, disse à Lusa fonte oficial daquele organismo.
Segundo a mesma fonte, a rejeição da candidatura da Zon deveu-se à falta de meios técnicos e recursos humanos e a da Telecinco por falta de viabilidade económico-financeira.

Reflexos - 8

Nunca os organizadores do carnaval de Torres Vedras imaginaram uma campanha de marketing tão original, tão bem sucedida e eficaz. Sugiro mesmo que se investigue as eventuais ligações familiares, empresariais ou outras, entre a Procuradora-adjunta da 1ª Delegação do Tribunal Judicial de Torres Vedras e algum dos organizadores do corso carnavalesco… quem sabe se a senhora não terá algum primo, tio ou amante por ali... ou tenha, sei lá!, recebido algum suborno para colaborar nesta campanha colorida. Num país como este, nunca se sabe…
Estranho apenas o facto da magistrada ter proibido a exibição das fotos de mulheres pouco vestidas num ecrã de um computador Magalhães… e tenha deixado incólume um boneco do Cristiano Ronaldo com um tomate de fora dos calções… Este facto indicia um certo conflito de interesses da magistrada, que nitidamente prefere os tomates do Cristiano aos rabiosques das moçoilas.
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foto de Alfredo Almeida Coelho da Silva

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Acontece muito a quem não sabe



Extracto do texto (Um think thank para melhorar as instituições públicas) publicado hoje no Público. O texto tem três particularidades: é assinado pelo próprio director do jornal; é louvaminheiro; tem um erro tantas vezes repetido que não pode ser gralha, apenas ignorância.

Por isso, em vez de financiar uma fundação para promover obras sociais ou fomentar a cultura ou a investigação científica - "para isso já existem outras" -, a família optou por uma espécie de think thank. Mas não exactamente um think thank, como os muitos que existem na Europa e nos Estados Unidos."Por regra, os think thanks prosseguem uma agenda política ou ideológica específica", explica António Barreto, que presidirá à administração da Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Até parece que de tanto querer agradar, acabou obrigado obrigado obrigado e venerando… e baralhou-se todo... tropeçou no thank you boss e dali não conseguiu sair... acontece...

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Sonhos cortados

Orico Santos é aquele homem que se automutilou em frente a uma juíza, num gabinete do Tribunal da Figueira da Foz. Num gesto de protesto, deixou cair sobre a própria mão um machado que lhe cortou um dedo. Na altura, Orico tentava convencer a juíza a parar com um processo em que ele se sente espoliado de uma propriedade de 20 hectares, numa zona privilegiada em frente ao mar, em Buarcos, e com vista para a serra da Boa Viagem.
Praia de Buarcos, Figueira da Foz
Não conheço o senhor Orico Santos, mas conheço uma filha dele. A propósito desta cena e do que a seguir veio publicado em alguns jornais, recebi um email dela que aqui reproduzo em síntese.
“O meu pai usou do poder de agir, não tendo o poder da palavra. O golpe que lhe cortou um dedo, era para cortar um processo que começou há muitos anos, um processo de falsas promessas, de má-fé, de abuso de poder por parte da autarquia, de actos de vandalismo nunca castigados (dois incêndios em 10 anos), de uma auto-estrada que cortou a propriedade ao meio, de muita despesa com advogados e de muita resistência a tudo isto.
O meu pai nunca desistiu. Construiu uma barragem, irrigou as partes férteis da quinta, cuidou do eucaliptal. Sonhou uma vida sossegada com as filhas e os netos, mas outros sonharam com hotéis de luxo e campos de golfe.
O meu pai automutilou-se porque não encontrou outra maneira de se fazer entender. Ninguém quer ouvir a voz de um reformado agarrado à terra e às convicções. Essa é a minha tristeza e a minha revolta.
O dedo que lhe falta será sempre, para mim, o indicador da luta pelo direito à Justiça.”

Orico Santos é um homem quase só contra o "sistema". Nos jornais, rádios e televisões, um silêncio negligente abafa este terrível caso humano.

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Folclore Xenófobo


Quem lançou o mote foi o primeiro-ministro inglês, com o slogan “British Jobs for British Works!" e, sem surpresa, paulatinamente, outros estão a aplicar a mesma medida. Agora foi o governo regional da Madeira, que impôs numerus clausus para trabalhadores estrangeiros: 20 por empresa e só se não houver madeirenses (devidamente registados e com pedigree comprovada) que se candidatem a esses postos de trabalho. Quando a discriminação começa, é difícil dizer onde vai parar...

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Reflexos - 7

Foto intitulada "Porto Seguro", autoria de Ana Mokarzel.


Jamais entrarei numa discussão em termos de teoria económica, matéria em relação à qual sou bastante ignorante… o que sei é aquilo que aprendo no dia-a-dia. E o que sei é que, hoje, ganho menos do que ganhava há 10 anos… e, pelo que tenho visto, julgo que o que se passa comigo acontece a muitos outros…
A diminuição salarial tem sido uma longa batalha que o capitalismo trava, desde sempre. Durante algum tempo, nomeadamente a seguir à II Guerra Mundial, creio que os trabalhadores conseguiram, com relativo sucesso, contrariar esse desígnio capitalista. Os patrões foram sendo obrigados a aumentar os salários, mas tratavam de subir os preços (já que havia quem os pudesse pagar…) … mas à medida que as empresas se transformavam em monstros multinacionais, algumas com volume de negócios bem mais volumoso que a maioria dos PIBs dos países existentes, os capitalistas acreditaram que poderiam baixar os custos de produção (salários) e continuar a vender cada vez mais, embora talvez um pouco mais barato, já que com a globalização os mercados alargaram-se exponencialmente…
Sabemos, hoje, que essa “engenharia” financeira não funciona bem. Estamos a viver cada vez pior e todos os dias fecham empresas, pequenas, média e grandes.
Estaremos, então, nessa fase da história económica mundial… na fase em que deixou de ser possível continuar a enganar a realidade, nem mesmo recorrendo ao endividamento privado ou à especulação bolsista. A verdade é que não ganhamos o suficiente para as nossas necessidades. E se deixarmos de comprar, as fábricas fecham… e seremos cada vez mais sem emprego.
Não percebo como é que isto não é entendido. Sem trabalho não há economia, estúpidos!

Não se queixe?


Estamos em ano de eleições e as máquinas partidárias e institucionais preparam-se para o duelo.
Uma das questões essenciais a combater, nesta época de crises, é a natural tendência para o abstencionismo dos povos. Perante a falta de soluções credíveis e sem grandes expectativas, o desinteresse pode generalizar-se e isso traz vários perigos.
É verdade que a falta de participação cívica pode dar maior espaço às intolerâncias e totalitarismos, mas isso não pode ser tábua de salvação para políticas incompetentes e políticos de má-fé… trata-se de um dilema que cabe a cada um de nós resolver em consciência.
Agora, nada disto justifica a agressividade com que o Parlamento Europeu publicita aquilo que entende serem as “boas razões” para se votar nas próximas eleições europeias no dia 7 de Junho… “Se não votar, não se queixe!”? Não conheço argumento mais estúpido… até porque, não votar é, digamos assim, votar em branco e, isso, é a mais pura manifestação de protesto que a Democracia contempla.

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Alguém na Zon não sabe jogar limpo. Pirata informático ataca site da Telecinco.


Sempre ouvi falar em pirataria informática, em hackers que assaltam sítios electrónicos de empresas, até assaltam bancos. Mas, realmente, nunca tinha estado próximo de um crime dessa natureza. Até hoje.
O site da Telecinco foi invadido por alguém, com o intuito de manipular o resultado do inquérito “Qual o Conteúdo que mais valoriza numa televisão generalista?” que lá decorre. O intruso conseguiu votar 600 e tal vezes (quando era suposto só ser possível votar uma vez), sempre na mesma resposta… a opção do intruso foi “telenovelas”.
Os técnicos do “service provider” do sítio da Telecinco seguiram o rasto deixado pelo intruso. A origem da intrusão teve origem num computador com IP 212.11.163.75, cuja morada electrónica é 212.113.163.75, domiciliado em a212-113-163-75.netcabo.pt, Lisboa, numa empresa que dá pelo nome de TV Cabo - Portugal backbone. Dizem os experts do “service provider” da Telecinco que por estar no backbone da TV Cabo, indicia que seja um IP interno da Zon.
A ser assim, alguém da Zon quis sabotar o resultado do inquérito em curso. O que só pode significar uma coisa: eles estão cheios de medo.

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Reflexos - 6



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Carlos,

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Chegaram as andorinhas!
Uma, banhou-se 5 vezes na piscina.


Abraços,


Waldemar


A foto intitula-se "Partitura", autoria de Anderson de Carvalho Soares.

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Reflexos - 5


O PS abriu uma nova frente de batalha, como se já não bastassem as que existem.
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Ao anunciar que na próxima legislatura vai propor a legalização dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo, o PS colocou-se em rota de colisão com a Igreja Católica, com todas as Igrejas.
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Esqueceram-se, porventura, que a Igreja só trata bem os homossexuais que entram para o Seminário.
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A foto de hoje é da autoria de Tiago Oliveira Peixoto Braga.

terça-feira, fevereiro 10, 2009

Uma Grande Incógnita

O projecto da Telecinco foi apresentado já lá vão 15 dias. Neste espaço de tempo, surgiram publicamente algumas reacções, mas quase todas de gente anónima. Em privado, acredito que muitos figurões da nossa praça mediática fizeram chegar mensagens de apoio e felicitações aos mentores do projecto. Porventura, poucos acreditarão que a Telecinco consiga vencer a Zon, mas à cautela lá vão dando palmadinhas nas costas ao homem…
Uma das primeiras iniciativas da Telecinco foi a abertura do seu sítio electrónico e de um blog, onde se coleccionam textos publicados nos vários órgãos de comunicação social sobre a candidatura da Telecinco à concessão do 5ºcanal de televisão generalista e as reacções que esse atrevimento suscitou. No blog, abriu-se um espaço de discussão pública sobre o mesmo tema e já lá foram colocados alguns textos interessantes como, por exemplo, as dificuldades no acesso à profissão, a precariedade no trabalho, o excesso de telenovelas nas grelhas de programas das televisões generalistas, a necessidade de se mudar o ambiente jornalístico em Portugal, etc. A maioria dos temas suscitou reacções e comentários dos visitantes do sítio e do blog e é interessante assistir a este fórum. Mas não há contributos de gente conhecida, daquelas caras que costumam aparecer nas revistas ou nas colunas de opinião dos jornais, exceptuando o escritor Francisco José Viegas que, no seu blog, já disse o que pensava sobre isto.
Folheio diariamente os jornais e não vejo uma única opinião publicada sobre esta questão da concessão do novo canal de televisão. Não há, de facto, uma discussão sobre o assunto, o que me leva a pensar que a guerra se trava muito mais nos bastidores da política do que na praça pública. Mais convicto disto fico quando o patrão da Impresa faz saber que prefere que o novo canal seja concessionado à Zon e não à Telecinco, logo depois do presidente da Omnicom Media Portugal ter vindo dizer que uma eventual vitória da Telecinco no concurso iria provocar uma espécie de tsunami no sector. Não há pressão mais descarada que esta.
Quem vai escolher entre os dois candidatos é a ERC - Entidade Reguladora para a Comunicação Social, organismo estatal que tutela o sector. Nos próximos dias, segundo o regulamento do concurso público, saberemos se os dois projectos são definitivamente aceites a concurso e, lá para Abril, a ERC terá de divulgar o nome do projecto vencedor. Os critérios de escolha são bastante técnicos e pouco subjectivos. Se o que está estipulado legalmente for cumprido, como deveria ser sempre, é certo que o projecto Telecinco sairá vencedor. Mas sabemos bem que este é o projecto mais detestado pelas outras empresas do sector. Já se viu que SIC, TVI e mesmo a RTP gostarão pouco de ter um concorrente empenhado a disputar-lhes quota de mercado publicitário. Sabemos bem como os grupos de pressão operam verdadeiros milagres e, só por isso, o resultado deste concurso público ainda é uma grande incógnita.

Reflexos - 4

Quando a crise estalou, os capitalistas correram de mão estendida para os governos, dizendo que se o Estado não resolver a crise vamos todos para o fundo. Claro que os capitalistas estavam, de facto, pouco preocupados com os problemas reais da população. O que eles querem mesmo é garantir a sobrevivência da sua própria "espécie", a perpetuação do poder do capital sobre todos os outros. Os Estados lá estão a injectar dinheiro no sistema financeiro internacional, garantindo a sobrevivência dos bancos, ao que nos dizem, essenciais para que tudo continue como dantes. A questão é saber se queremos mesmo que tudo continue na mesma... Cá para mim, que pouco ou nada entendo de finança, só tenho a certeza de uma coisa: a solução para a crise económica está na criação de empregos. Dar trabalho às pessoas, sem precariedade. Porque a principal mais-valia social é a dignidade.
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A foto de hoje é de Lúcio Letra e intitula-se "Dizer Não".

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Reflexos - 3

Na saga cinematográfica, o leão Alex, a zebra Melman, a girafa, o hipopótomo e os outros bichos resolveram mudar de vida e empreender uma viagem, para a qual não estavam autorizados. Lutam contra muitas adversidades, contra a polícia, o exército e até contra os bombeiros.
Na vida real, os tipos lá em Madagáscar também não têm uma vida fácil.

Fotografia intitulada "Madagáscar" e assinada por Nuno Lobito.

Sem novidade


A revista Meios&Publicidade tem um painel de 70 e tal personalidades a que pomposamente dá o nome de Conselho dos Notáveis. Esse painel serve para fornecer amostras de opinião sobre assuntos relacionados com os media. Vale o que vale, claro está. Mas não deixa de ser interessante observar a opinião do painel. Chamado a pronunciar-se sobre a concessão do 5ºcanal de televisão, o Conselho dos Notáveis pronunciou-se do seguinte modo. 42 % dizem que o projecto da Zon é o que está em melhor posição para ganhar o concurso para o quinto canal de televisão em sinal aberto. Apenas 8% apostam na Telecinco, enquanto 50% dos membros preferem não responder ou não têm opinião sobre o assunto.

O resultado não surpreende, mas gostava de conhecer os fundamentos desta votação.
A maioria dos membros deste conselho são notáveis desconhecidos do público, mas deixo-vos aqui alguns nomes mais populares: Ricardo Costa, Pedro Rolo Duarte, Miguel Coutinho, Martim Avillez de Figueiredo, Horácio Piriquito, Sérgio Figueiredo, Pedro Norton, Paulo Fidalgo, Paulo Fernandes, Mário Bettencourt Resendes, Gonçalo Reis, Nuno Santos, Paes do Amaral, Luís Mergulhão, José Fragoso, Magalhães Crespo, Pedro Norton, Mafalda Mendes de Almeida.

domingo, fevereiro 08, 2009

A Arte do Nim


Azeredo Lopes, quando se referia à liberdade de imprensa: ...E acho que, independentemente de exageros que há sempre em questões fundas, societais, políticas e económicas, tenho podido verificar que temos uma imprensa que é diversificada, plural, polémica.
Pergunta: Vivemos em democracia plena nesse campo?
Azeredo Lopes: O conceito de democracia plena é um ideal e eu como jurista há muito que aprendi que não há nada de pleno. Há uma prossecução contínua e um aperfeiçoamento contínuo. Não acredito sequer naquela lei que considera que há um caminho inelutável para melhor, há avanços e recuos.


Extracto da entrevista concedida pelo Presidente da ERC, publicada hoje no DN.

Reflexos - 2


Reflexos é um espaço dedicado a fotografias, aos seus autores (mesmo das fotos que chegam sem assinatura) e aos momentos perpetuados ou invocados por essas imagens. Fotografias que eu gostaria de ter feito.
A de hoje lembra-nos a última visita de Bush ao Iraque e a coragem do jornalista Muntazer al-Zaidi que lhe arremesou os sapatos dizendo que era "um beijo de despedida, cão!"

Eis o monumento, em bronze, ao sapato de Muntazer al-Zaidi, em Bagdad.

sábado, fevereiro 07, 2009

Emoções e Fantasias




  • O Procurador Geral da República diz que desafiou o SIS a descobrir a origem das fugas de informação no caso Freeport.


  • Os magistrados do Ministério Público ficaram muito preocupados… o corporativismo no seu melhor.


  • O SIS diz que não está a investigar nenhum magistrado.


  • Os partidos da oposição não comentam o caso, mas esfregam as mãos de contentes porque julgam que o tempo corre a seu favor e Sócrates não conseguirá vencer as próximas eleições.


  • As sondagens publicadas este fim-de-semana dizem que o Primeiro-Ministro resiste ao desgaste deste triste caso e que a popularidade de Manuela Ferreira Leite continua abaixo da linha de água.


  • As notícias são falsas e fantasiosas...

Reflexos - 1

Índio brasileiro olha para o futuro.



sexta-feira, fevereiro 06, 2009

British Jobs for British Workers




Ah é? Puto, podes ir. O Real Madrid espera por ti. Sem estrangeiros, o futebol inglês vai dar sono.

Barbaridades


Mutilação Genital Feminina foi o tema da dissertação da minha licenciatura em Relações Internacionais. Há coisas que não se podem aceitar, mesmo sabendo que são costumes antigos, tradições ancestrais. A estupidez não se pode perpetuar à conta disso. A tradição tem de deixar de ser…
Hoje é Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina. Portugal é considerado pela OMS como país de risco quanto à prática da mutilação, principalmente entre as comunidades islamizadas aqui radicadas, como é o caso, por exemplo, dos provenientes da Guiné-Bissau onde algumas etnias continuam a realizar esse ritual sinistro.

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Eles estão cheios de medo


Mergulhão, comerciante de publicidade, chamou jornalistas para lhes entregar um recado encomendado: o 5ºcanal é perigoso, muito mais perigoso se se tratar de um canal competitivo que vá disputar audiências com os outros já instalados no mercado.
Mergulhão defende um canal que finja competir, um canal de televisão que não interfira com os demais, tal qual queriam os poderes instalados. Até aqui, nada a opor, cada qual defende aquilo em que acredita. Mas, nesta defesa, Mergulhão cavalga a mentira e ultrapassa os limites do bom senso. Diz ele que o surgimento de mais um canal de televisão pode “ter um efeito perverso para o pluralismo”, alegando que uma maior repartição do bolo publicitário vai diminuir os orçamentos dos canais de televisão e, assim, afectar a o pluralismo da programação… Ah! Pois… então o melhor seria acabar com todos os canais de televisão e ficarmos só com um… que pudesse comer sozinho o bolo todo e, com a dinheirama, produzir excelentes e plurais programas de televisão. Se for um canal privado, melhor… pensará Mergulhão.
Portanto, em jeito de conclusão, e citando Francisco José Viegas, “o projecto da Telecinco é contra a liberdade de expressão. O projecto da Zon não é. Há coisas que se entendem logo.”

Na Cama Com...

O Correio da Manhã anuncia hoje que “o novo canal de notícias da TVI, TVI 24, que arranca no próximo dia 26 na TV Cabo, terá um programa semelhante ao famoso ‘Manhattan Connection’, que se popularizou nos anos 90 na grelha da brasileira GNT.
Francisco José Viegas, escritor e colunista, de 46 anos, João Pereira Coutinho, de 33 anos, professor universitário e colunista, e Fernanda Câncio, 44, jornalista e namorada do primeiro-ministro José Sócrates, já foram contactados pela TVI para conduzirem este formato semanal.”
O que me irrita, neste texto, é apresentarem a Fernanda Câncio como “jornalista e namorada”, sendo que ficamos com a impressão de que o facto dela se deitar com o Primeiro-Ministro é a sua real mais-valia para a TVI, pelo menos no entender do escriba do Correio da Manhã.
Com quem dormirão Francisco José Viegas e João Pereira Coutinho?

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Violência de hoje e de ontem (nas escolas)

Tinha ideia que, perante a Lei, os pais respondiam pelos filhos menores. Isto é, quando a criancinha parte uma jarra, os paizinhos têm de a pagar. Ou não? Se calhar não, porque se fosse realmente assim, as malfeitorias das criancinhas já não ficariam impunes...

Ao contrário do que tenho ouvido por aí, as agressões a professores não são um fenómeno recente. Quando eu era jovem inconsciente, também se agrediam professores. Em 1975, o Liceu Pedro Nunes era um campo de batalha. Defrontavam-se ali as várias juventudes partidárias e as várias classes sociais. Claro que a balbúrdia afectava tudo e todos e o comportamento geral deixava muito a desejar. A autoridade dos professores foi varrida pelos ventos da Liberdade e nem a polícia tinha mão naquilo. Aliás, naquele tempo, a polícia vivia encurralada nas esquadras, com medo até de sair à rua.
Lembro-me de entrar na aula de Matemática a abrir a porta da sala a pontapé. Era um dia de chuva copiosa e pingava água por todo o lado. Avancei agachado, com o chapéu-de-chuva fechado a imitar uma kalashnikov… espetei a ponta do chapéu na barriga do professor, como se fosse uma baioneta… o homem não teve coragem de abrir a boca, virou-se para o quadro e continuou a dar a aula, enquanto a sala rebentava em delírio demente… se me perguntarem porque diabo fiz eu aquilo, não tenho resposta.
Lembro-me de uma professora de Desenho (disciplina que eu não tive) ser molestada fisicamente por um grupo de alunos de direita, chateados porque achavam que as aulas dela eram comícios políticos de esquerda…
Lembro-me de um dia em que o director do liceu foi sovado e expulso a pontapé das instalações do Pedro Nunes, por um grupo afecto ao MRPP… e no dia seguinte a escola ser invadida por chaimites. Os militares fecharam o liceu, não deixaram ninguém sair até que o director, todo entrapado, veio reconhecer os agressores que foram detidos e enviados durante uns dias para Pinheiro da Cruz, onde eram acordados às cinco da manhã com um banho gelado de mangueira.
Outros tempos. Bastante mais violentos. Não eram estas historietas que hoje ocupam os tempos de antena das televisões, em reportagens indigentes que não têm nada para contar.

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Funerais gratuitos


Parece que a crise chegou até aos jornais gratuitos e alguns deles vão fechar ou já fecharam mesmo. É o caso do “Sexta” (coisa que eu nunca li), folha-de-couve feita a meias pelo “Público” e “A Bola”… e que, segundo ouvi dizer, era distribuída à porta dos supermercados e bombas de gasolina. Outro gratuito que desaparece das ruas é o “Meia Hora”, do grupo Cofina (proprietária do “Correio da Manhã”).
Digamos que estes e todos os outros gratuitos nem deviam ter chegado a existir. Para além de darem trabalho a pouquíssimas pessoas, aquilo não é jornalismo. Os gratuitos foram inventados para impingir publicidade, nada mais. Ajudaram a criar a falsa ideia de que um jornal podia ser feito por meia dúzia de pessoas e com único recurso ao serviço das agências noticiosas. Jornalismo não é corta-e-cola nem imitação de notícias com seis linhas.

domingo, fevereiro 01, 2009

Os lobbys e a Crise


Há uns dias, um conhecido e influente patrão dos media, pediu ao Governo para apoiar as empresas que invistam em publicidade. Na opinião deste senhor, seria um meio de dinamizar a economia, já que a publicidade leva as pessoas a consumir… mas explicando melhor o seu raciocínio, disse que “o incremento que se fizer na publicidade tem repercussão indirecta na comunicação social séria, que está em crise, mas prefere morrer de pé, a vender a alma ao diabo”.
Portanto, isto só vale se os tais investidores em publicidade mandarem publicar os seus anúncios nos órgãos sérios, seja lá o que for que isto queira dizer… A questão é deveras intrigante, até porque teríamos de definir bem esse conceito de “órgãos sérios”, mas adiante…
Pois, eu acho que o Governo só devia apoiar as empresas que optassem por não despedir pessoal, apesar da crise. Empresas que decidissem inovar, continuar a arriscar e a investir, como modo de ultrapassar a crise. Porque assim, o Governo acaba por pagar duas vezes… paga uma vez, quando apoia financeiramente, e paga a segunda quando os despedidos dessas empresas que apoiou chegam em massa aos centros de emprego para se inscreverem no subsídiozinho…

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Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

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