Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.











domingo, janeiro 31, 2010

Manif muito sonora, em Belém

Reportagem de telemóvel em punho.

quarta-feira, janeiro 27, 2010

Propaganda


A notícia vem em todo o lado. A empresa que lançou este novo "electrodoméstico" não podia esperar melhor propaganda. Jornais, rádios e televisões encharcaram-nos com o nascimento desta "coisa", como se isto viesse contribuir para a felicidade de mais alguém além do dono da dita empresa...

E a propaganda é de tal ordem que o dado mais interessante não é divulgado: o preço.

segunda-feira, janeiro 25, 2010

Transportes Aéreos Pedantes


Estes tipos da TAP não se enxergam...
Conversa sobre a TAP no Facebook dá origem a sanção - Economia - DN
Esta história é de um pedantismo insuportável.

sexta-feira, janeiro 22, 2010

Coice

Como se o grande coice da Terra não nos tivesse acertado em cheio na alma, no ânimo, na fé…
O que fazer, agora, com tantos funerais? Qual deles escolher...?








clicar na imagem

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Política americana no Haiti (no século XX)

Catana e roda dentada


Eu acho o homem sincero. Não é um democrata e não pretende fingir. Suporta a oposição política na medida em que ela se deixe comprar por um punhado de diamantes de sangue, tolera alguma imprensa maledicente porque não tem modo de a calar sem provocar alarme social e alarido político internacional, mas não pretende passar por aquilo que não é.
Eleições livres são uma chatice, obrigam a calcorrear o país, a apanhar poeira nos musseques e a implementar um esquema para as aldrabar. Depois vêm os observadores internacionais, outros chatos. Depois há que encenar toda aquela pose de político amigo do povo. Mais vale assim. Não há e acabou-se.

segunda-feira, janeiro 18, 2010

Tarde e a más horas


Agora que aconteceu o irreparável, somos todos solidários com o Haiti. Antes, quando os haitianos eram só pobres e explorados pelas mais infames ditaduras, ninguém lhes ligava.
Morreram sabe-se lá quantos, falam em 100 mil… porque as casas lhes caíram em cima com o tremor de terra. Casas mal feitas, com mais areia que cimento, sem requisitos técnicos para zonas sísmicas.

Noutros locais mais afortunados, o mesmo sismo não teria provocado mais do que um pequeno incómodo. Na Califórnia ou no Japão, sismos de grau 6 ou 7 da escala de Richter já não estragam grande coisa. Cai uma ou outra empena e só os muito azarados levam com um tijolo em cima. Em países pobres, daquela pobreza imensa e endémica, morrem aos milhares.
E, agora, já há dinheiro para ajudar, para dar de comer, para criar infra-estruturas, escolas, hospitais… dinheiro que antes nunca houve. E, por isso, o povo continuou ignorante, passivo, marginal, rebanho ao dispor da ganância dos canídeos selvagens a que costumamos chamar lobos. O subdesenvolvimento é tudo isto.

sábado, janeiro 16, 2010

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Grippe A : fin de l'épidémie


A epidemia da gripe A… acabou… pelo menos em França – dizem os médicos franceses.
Espero que em Portugal a sorte do vírus não seja diferente.
Agora, Sarkozy tem 70 milhões de doses de vacina para saldar…
Acho que por cá também há umas sobras, não?

quarta-feira, janeiro 13, 2010

enviem livros para Timor

pedido chegado por email:


"Caros amigos,
Alguns sabem e outros nem por isso (e assim aqui vai a notícia) mas estou em Timor a dar aulas na UNTL (Universidade Nacional de TimorLeste) no âmbito de uma colaboração com a ESE do Porto. Aquilo que vos venho pedir é o seguinte: livros. Não vou dar a grande conversa que é para montar uma biblioteca ou seja o que for, porque não é. O que se passa é o seguinte... não sei muito bem como funcionam as instituições, nem fui mandatada para angariar seja o que for, mas o que é certo é que sou (somos!) muitas vezes abordados na rua por pessoas que desejariam aprender português mas não possuem um livro sequer e vão pedindo, o que é mto bom. O que é certo é que a minha biblioteca pessoal não suportaria tanta pressão e nem eu, nos míseros 50 quilos a que tive direito na viagem, pude trazer grande coisa para além dos livros de trabalho de que necessito.
COMO MANDAR? Basta dirigirem-se aos correios (CTT) e mandarem uma encomenda tarifa económica para Timor (insistam porque nem todos os funcionários conhecem este tarifário!) e mandam a coisa por 2,49 €. Claro que a encomenda não pode exceder os 2 quilos para poder ser enviada por este preço. Devem enviar as encomendas em meu nome (Joana Alves dos Santos) para: Embaixada de Portugal em Díli, Av. Presidente Nicolau Lobato, Edifício ACAIT, Díli - TIMOR LESTE
E O QUE MANDAR? Mandem por favor livros de ficção, romances, novela, ensaio, livros infantis etc, etc. Evitem gramáticas e manuais escolares. Dicionários, mesmo que um pouquinho desatualizados são bem vindos. Este critério é meu e explico porquê. Alguns timorenses (estudantes e não só) são um bocado fixados em aprender gramática mas ainda não têm os skills básicos de comunicação. Parece-me melhor ideia que possam ler outras coisas, deixar-se apaixonar um bocadinho pelas histórias mesmo que não entendam as palavras todas, do que andarem feitos tolinhos a marrar manuais e gramáticas. O caso dos dicionários é outro. Um aluno, por exemplo, usa um dicionário português-inglês para tentar adivinhar o significado das palavras. Como o inglês dele tb não é grande charuto imaginam como é a coisa.
Bom, espero ter vendido bem o peixe do povo timorense. Falam pouco e mal mas na sua grande maioria manifesta simpatia pela língua portuguesa. De qualquer forma isto não vai lá (muito sinceramente) com umas largas dezenas de professores portugueses por cá. É preciso ter a língua a circular em vários meios e suportes. Espero que respondam ao meu apelo!! Eu por cá andarei sempre com um livrito na carteira para alguém que peça!
beijos grandes

j."

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Vitorino à solta, Marcelo sem escolha


O inefável Marcelo e o cerebral Vitorino deixam de ter, em breve, espaços privilegiados de opinião na televisão pública. Os respectivos programas terminam e não voltarão a ser repostos. “Notas Soltas” termina a pedido do próprio Vitorino, já o outro termina para a RTP evitar novas críticas da ERC que, em tempos, considerou que o solo de Marcelo na RTP representava um atentado ao pluralismo político.
Aliás, o pensamento da ERC (pelo menos do seu presidente) é claro: “custa aceitar que não existam em Portugal representantes das correntes democrata-cristã, comunista, trotskista - só para citar algumas - com competência para fazer comentário político em televisão”, disse Azeredo citado, agora, pelo Público.
Vão ver que é desta que Garcia Pereira vai ter direito a palanque no horário nobre da estação pública… a bem do pluralismo. Por acaso… se alguém quisesse dar a machadada final no PC… era a jogada a fazer.

sábado, janeiro 09, 2010

Cão e gatilho


Tudo indica que Manuel Alegre está prestes a anunciar a sua candidatura às próximas eleições presidenciais. O evento aproxima-se e Alegre precisa de ir ocupando terreno (leia-se atenção dos media) para tentar apresentar-se como alternativa real ao actual PR. Não li a entrevista do Expresso. Não dou dinheiro aquele tipo e a edição online só tem trampa e lantejoulas no acesso gratuito.
Mas Cavaco leu, pela certa. Para ele ainda não chegou o dia. O cadeirão é dele e não há memória de um presidente que não tenha conseguido a reeleição para o 2º mandato. Cavaco espera por uma oportunidade. Dizem que será na visita do Papa a Portugal, em Maio próximo. Os salamaleques foram combinados entre a Presidência portuguesa e o Episcopado. Até houve uma aparente indelicadeza de Cavaco, quando o anúncio da visita foi feito primeiro pela Presidência, sem esperar (como seria protocolar) pelo comunicado dos bispos. O Papa será, assim, a espoleta da campanha de Cavaco, o que será uma definitiva separação de águas perante um adversário laico, republicano e socialista.

Ideias purificadoras

Rectificar significa emendar, corrigir alguma coisa que está errada. Isto, em linguagem corrente. No meio científico, rectificar pode significar purificar, nomeadamente quando se pretende depurar algum componente químico de um líquido, destilando-o.
Dito isto, chego a pensar que aquilo que aparentemente é uma gralha do Diário de Notícias (no título do inquérito que promove hoje na edição online), pode não ser. Não faltam por aí apologistas do veto presidencial à lei que legaliza o casamento gay. Seria uma maneira de rectificar algo impuro.
Mas, já agora, reparem no "andamento" do inquérito (a meio da tarde de hoje): o "não" vai à frente com 672 votos, o que significará que existem mais leitores do DN a preferir que Cavaco "rectifique" as intenções dos partidos da esquerda parlamentar que votaram a favor do casamento gay.
Vamos ver o que faz Cavaco.
Mas, espero que a gralha seja mesmo gralha e que a ideia teria sido escrever ratificar (que significa confirmar, validar). É mau errar no vocabulário, mas é pior fazer de um jornal papel impróprio até para embrulhar castanhas assadas.

quinta-feira, janeiro 07, 2010

qui trompe qui?


Sócrates foi a Paris fazer pela vida. Desconheço em absoluto de que tratam as negociações com Sarkozy… e suspeito que, seja lá o que for, o francês não dará muito crédito ao português.
Os franceses têm uma ideia generalizada sobre nós que abona pouco a nosso favor. Em tempos, sentado ao balcão de um bistrot parisiense, escutei a conversa de dois vizinhos. Um deles tinha um carro velho que queria vender. O outro dizia-lhe que iria ser difícil desfazer-se do calhambeque. O primeiro explicou que tinha um esquema pensado: iria pintar de fresco o carro e colocar-lhe um ailleron… e, depois, “je vais faire un portugais!” Logo nós, que temos a mania de que somos mais espertos que os outros… no centro da Europa somos tomados por lorpas.
Bom. Põe-te a pau, Sócrates! Não vás na conversa desse tipo.

terça-feira, janeiro 05, 2010

O preconceito


Também tenho opinião sobre a questão do referendo ao casamento gay. Sou contra. Acho que ninguém tem que se meter num contrato entre duas pessoas.
Se as organizações religiosas rejeitam casamentos entre pessoas do mesmo sexo, é lá com essas organizações e as pessoas que as integram. Mas daí a quererem intrometer-se na orientação do Estado regulando o casamento civil…
Acho lastimável que os partidos da direita estejam a utilizar este assunto para fazer política. Tudo isto apenas serve para acicatar os homofóbicos e os dissimulados que têm raiva em ser gays…
Se este referendo for avante, cria-se um antecedente perigoso. É que, depois, que argumento vão eles utilizar para impedir outros referendos ofensivos dos direitos humanos? Ou vamos referendar também, por exemplo, a expulsão dos pedintes e dos sem abrigo do centro das cidades? São tão incomodativos e sujos, não é…? Ou vamos referendar a introdução de uma sharia qualquer para castigar os adúlteros? Que mau exemplo essa gente dá, não acham?

segunda-feira, janeiro 04, 2010

"scanners" para ver o corpo inteiro nos aeroportos


É o Público quem o diz: "Os aeroportos britânicos vão ser equipados com scanners que permitem visualizar todo o corpo dos passageiros"... (...) ... "O anúncio feito ontem pelo primeiro-ministro, Gordon Brown, e segue-se a idêntica iniciativa das autoridades holandesas, que fixaram um prazo de três semanas para a adopção de scanners corporais completos no aeroporto de Schiphol, em Amsterdão, na sequência da tentativa, no dia de Natal, de um suspeito de ligação à Al-Qaeda fazer explodir um avião de passageiros que ligava a cidade a Detroit, nos EUA"... (...) ... "A Alemanha poderá adoptar os scanners, mas está a avaliar os efeitos na privacidade dos passageiros, e a Itália pondera fazê-lo em Roma e Milão. A Nigéria já anunciou a intenção de dotar os seus aeroportos com aparelhos do mesmo tipo."
Trabalhar na Polícia de Fronteiras vai ser um posto muito pretendido...

sábado, janeiro 02, 2010

Serôdio


Não gostei da mensagem de Ano Novo do senhor Presidente da República. Achei o discurso um somatório de frases feitas, ideias repetidas e “bocas” atiradas para a plateia, sem destinatário certo. O Presidente não teve peito para chamar os bois pelos nomes e foi pena. Além disso, detectei algumas contradições. Por um lado, Cavaco diz que devemos ter cuidado na aplicação do dinheiro público e por outro lembra-nos que “possuímos uma longa História de que nos orgulhamos, porque no passado não tivemos medo”. Ora, esse passado glorioso deveu-se ao atrevimento sem limites dos dirigentes da época que, se tivessem tido cuidado, nunca se teriam lançado numa aventura desmedida e, à partida, nada apropriada a um pequeno país, pobre e semi-despovoado como era Portugal no século 15. Cavaco nem teria molhado os pés na rebentação suave do Atlântico…
Foi, enfim, um discurso em louvor de si mesmo. Cavaco começou por lembrar que há um ano tinha avisado de que 2009 iria ser um ano difícil e, agora, veio cobrar-nos essa premonição fácil. No final, disse que “no meio de tantas incertezas, os Portugueses podem ter uma certeza: pela minha parte, não desistirei e nunca me afastarei dos meus deveres e dos meus compromissos.” Que bom, fiquei aliviado…

sexta-feira, janeiro 01, 2010

Índio quer fumaça...

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Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

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