Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.











domingo, fevereiro 28, 2010

Estou Farto de Chuva

Euskadi Ta Askatasuna


Um tipo que se chama Ibon Gogeascoechea foi preso em França. Leio nos jornais que é o “chefe”, o “nº1” da ETA. Periodicamente, os jornais anunciam a detenção de chefes da ETA. Os governos espanhóis, de direita ou de esquerda e desde os tempos da ditadura, prometem uma solução definitiva para a questão basca e… falham. Hoje, Espanha tem aliados em todo o lado, nomeadamente nos países vizinhos, Portugal e França prendem bascos e extraditam-nos. Tratam-nos como se fossem criminosos comuns. Mas não são. E enquanto a questão basca não for encarada como um problema político, não haverá solução.
Espanha tem mais de 800 bascos encarcerados. Os bascos não são mais de 3 milhões… ou seja, 2,7% dos bascos estão presos… Se isto não é um problema político, não sei o que será… Gostaria de ver a comunidade internacional preocupada com esta questão, preocupada em encontrar uma solução negociada e não, apenas, preocupada em esmagar um anseio de Liberdade que, olhando para a História dos povos, jamais será completamente afogado.

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Sei que há léguas a nos separar...Tanto mar, tanto mar...


Encostado ao balcão de atendimento ao cliente, no Continente de Loures/Odivelas.
A um metro e meio de mim, um casal espera para ser atendido. Uma funcionária aproximou-se e a senhora perguntou se tinham fichas de inscrição para candidatos a um posto de trabalho ali no supermercado. A funcionária diz que sim e entrega-lhe uma folha. Informa que terá de juntar fotocópias do BI e do cartão de contribuinte. A senhora abana com a cabeça e volta a colocar uma questão:
- Sabe se vocês pegam brasileiros?
A funcionária ficou a pensar e respondeu que, “por acaso”, não tinham nenhum brasileiro a trabalhar ali naquele supermercado. Mas que isso não queria dizer que não contratassem. No fundo, ela não sabia.
A senhora brasileira sorriu, agradeceu e foi embora. A ficha de inscrição ficou em cima do balcão.

Fellatio sem fumo


Associar o consumo de tabaco a sexo forçado é uma idiotice. Para alguns publicitários não é. Em França, foi agora apresentada uma campanha anti-tabaco que provoca essa associação. Uma das fotos da campanha mostra um rapaz a ser “conduzido” para um fellatio… embora tenha um cigarro na boca.
A ideia dos publicitários é chocar. São peritos nessa área. Mas, sinceramente, associar o fellatio ao cancro que o cigarro provoca é coisa que me indigna. Diabolizar o sexo é uma idiotice. Para deixar de fumar, não precisamos de abandonar o sexo. Eu já deixei de fumar há uns anos e continuo a foder. Embora com mais parcimónia….

sábado, fevereiro 20, 2010

Notícia escrita por um "pé de microfone"


Acho fantástico que um jornal (qualquer um) faça eco de declarações deste tipo sem as contraditar. Para quem não sabe, o Governo regional paga, sustenta, é a razão de ser do Jornal da Madeira. Deste modo, apesar de ter um preço de capa (meramente simbólico) o jornal é, de facto, oferecido pelas esquinas do Funchal a todos quantos o queiram ler. Deste modo, AJJ não só tem o jornal nas mãos como mata qualquer tentativa de concorrência que surja. É que mais barato que o JM não é possível. Melhorzinho já não seria difícil...

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

sábado, fevereiro 13, 2010

Pinheiro Chagas dixit (muy antigo Primeiro-Ministro)


Está absolutamente demonstrado que só os poderes enfraquecidos perseguem a imprensa e, por outro lado, está igualmente demonstrado que nem por isso se tornam mais robustos e que, ao contrário, acabam quase sempre por se declarar vencidos. Só os poderes enfraquecidos temem a imprensa porque a imprensa não é para temer. - João Pinheiro Chagas (1863/1925)

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Liberdade em perigo? Ou Justiça em perigo?


Há aqui um paradoxo absurdo neste drama das escutas do caso “Face Oculta”. Por um lado, os envolvidos pela suspeita querem que os preceitos legais do segredo de justiça não sejam aplicados, que as transcrições sejam integralmente publicitadas e publicadas na imprensa. O juiz que tem o caso não deixa. Simultaneamente, ele ou alguém que tem acesso ao processo, passa para os jornais excertos das escutas, parcelas que não sabemos bem se estão descontextualizadas ou, mesmo, se são verdadeiras. Se a coisa fosse feita às claras, seria o próprio juiz, ou alguém por ele, a validar as transcrições, a colar o selo e a remeter o envelope para as redacções. E evitava-se este estendal à volta de um segredo de justiça que ninguém respeita e evitavam-se providências cautelares e alegações de que a liberdade de expressão está em perigo.

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Ali Babá


Sócrates tem de perceber que de nada lhe serve condenar o mensageiro, quando o autor da mensagem prossegue impune. E também tem de perceber que de nada lhe serve argumentar contra o crime da publicação de escutas, mesmo que tenham sido escutas ilegais, se o conteúdo dessas conversas for política ou socialmente relevante. A velha máxima de que “à mulher de César não lhe basta ser séria, tem de parecer séria” aplica-se que nem uma luva a este primeiro-ministro.

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Calhandreiros

O Mário Crespo tem o direito de escrever o que lhe vai pela alma e o primeiro-ministro o direito de pensar que o Mário é um “débil mental”. Isto não significa que aquilo que o Mário escreveu seja verdade nem que o primeiro-ministro tenha o direito de considerar o jornalista como “um problema a solucionar”.
O problema é que esta história é, de facto, uma “calhandrice” e descortinar a verdade é das tais tarefas difíceis de concretizar, até porque cada qual tem a sua… O Mário considera a fonte credível e publicou. Mas pode estar a beber de uma fonte “inquinada”, isso não podemos avaliar porque o Mário não a revelou. Só o facto da crónica ter sido publicada num site do PSD indicia o aproveitamento político da questão.
Para mim, trata-se de um fait divers pouco dignificante. Para todos os intervenientes.
Ainda assim, acho que devemos escutar o piar do pássaro. Não para o repetir, mas para aprender.

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Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

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