Os grandes patrões dos médias europeus anunciaram um cerrar de fileiras na guerra que travam já há uns anos contra os motores de busca e os agregadores de notícias, que utilizam os conteúdos das páginas digitais dos órgãos de comunicação social, casos do Google News ou, numa versão caseira, o eusou.com . 
O que eles querem é, cito o que li no Público (que cita Mathias Döfner, presidente do grupo alemão Axel Springer), “uma fatia justa das receitas que são geradas pela exploração comercial dos nossos conteúdos”.

O que eles querem é, cito o que li no Público (que cita Mathias Döfner, presidente do grupo alemão Axel Springer), “uma fatia justa das receitas que são geradas pela exploração comercial dos nossos conteúdos”.
Portanto, o que eles querem é dinheiro, mas argumentam eufemísticamente com a necessidade de se respeitar a propriedade intelectual e, como diz Balsemão (citado pelo Público na sua qualidade de presidente do European Publishers Council), “apelamos aos governos para que apoiem o direito de autor na era da Internet”.
Mathias e Francisco querem receber por aquilo que se recusam a pagar aos jornalistas que trabalham para eles. Quem é o jornalista que recebe direitos de autor pelo seu trabalho? Quem é então o detentor da propriedade intelectual de uma obra, quem a faz ou quem paga o salário ao criativo? Qual destes magnatas da comunicação já alguma vez pagou a um jornalista por utilizar o seu trabalho nas sinergias dos grupos que controlam?
De resto, acho que está por fazer o cálculo dos benefícios usufruídos pelos órgãos de comunicação social ao serem citados pelos serviços agregadores de notícias e motores de busca. É que, invariavelmente, o utente acaba por lá ir parar, quando não é imediatamente dirigido para lá.
Mathias e Francisco querem receber por aquilo que se recusam a pagar aos jornalistas que trabalham para eles. Quem é o jornalista que recebe direitos de autor pelo seu trabalho? Quem é então o detentor da propriedade intelectual de uma obra, quem a faz ou quem paga o salário ao criativo? Qual destes magnatas da comunicação já alguma vez pagou a um jornalista por utilizar o seu trabalho nas sinergias dos grupos que controlam?
De resto, acho que está por fazer o cálculo dos benefícios usufruídos pelos órgãos de comunicação social ao serem citados pelos serviços agregadores de notícias e motores de busca. É que, invariavelmente, o utente acaba por lá ir parar, quando não é imediatamente dirigido para lá.


















