Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.
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quinta-feira, março 01, 2012
sexta-feira, outubro 21, 2011
A REVOLTA DOS MAIS VELHOS
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segunda-feira, setembro 05, 2011
Bairro Negro, reportagem de 1984
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quarta-feira, junho 30, 2010
domingo, março 28, 2010
Benfica... TV (?)
Modo peculiar de "dar" um jogo de futebol na televisão... Nunca tinha visto coisa tão estúpida.
E tão inútil. Foi assim durante 90 minutos, mais os descontos.
E tão inútil. Foi assim durante 90 minutos, mais os descontos.
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quinta-feira, fevereiro 18, 2010
segunda-feira, janeiro 11, 2010
Vitorino à solta, Marcelo sem escolha

O inefável Marcelo e o cerebral Vitorino deixam de ter, em breve, espaços privilegiados de opinião na televisão pública. Os respectivos programas terminam e não voltarão a ser repostos. “Notas Soltas” termina a pedido do próprio Vitorino, já o outro termina para a RTP evitar novas críticas da ERC que, em tempos, considerou que o solo de Marcelo na RTP representava um atentado ao pluralismo político.
Aliás, o pensamento da ERC (pelo menos do seu presidente) é claro: “custa aceitar que não existam em Portugal representantes das correntes democrata-cristã, comunista, trotskista - só para citar algumas - com competência para fazer comentário político em televisão”, disse Azeredo citado, agora, pelo Público.
Vão ver que é desta que Garcia Pereira vai ter direito a palanque no horário nobre da estação pública… a bem do pluralismo. Por acaso… se alguém quisesse dar a machadada final no PC… era a jogada a fazer.
Aliás, o pensamento da ERC (pelo menos do seu presidente) é claro: “custa aceitar que não existam em Portugal representantes das correntes democrata-cristã, comunista, trotskista - só para citar algumas - com competência para fazer comentário político em televisão”, disse Azeredo citado, agora, pelo Público.
Vão ver que é desta que Garcia Pereira vai ter direito a palanque no horário nobre da estação pública… a bem do pluralismo. Por acaso… se alguém quisesse dar a machadada final no PC… era a jogada a fazer.
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quarta-feira, novembro 25, 2009
So many, so many

Os miúdos hoje já passam mais tempo no computador que a ver televisão. Pelo menos, os miúdos que vivem nos chamados países ricos e os que residem nos meios urbanos. Mas, globalmente, a televisão ainda tem a fatia de leão no que respeita à atenção que a população mundial presta aos meios de comunicação. E a preponderância da pantalha ainda está para durar, mesmo se os novos media galopam mais rápido. Nos Estados Unidos (onde tudo acontece primeiro), um estudo agora publicado revela que, em média, cada lar norte-americano tem 2,5 pessoas e 2,86 aparelhos de televisão. Ou seja, há mais televisores que pessoas, na América.
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quarta-feira, outubro 28, 2009
5º canal

Ou o governo assume a responsabilidade de encontrar uma solução política para a resolução do imbróglio jurídico que a ERC criou ou nunca iremos ter um 5ºcanal generalista em sinal aberto.
Se bem se lembram (passou meio ano…) a Telecinco interpôs uma providência cautelar na sequência do chumbo da sua candidatura à concessão do novo canal. Tarde e más horas, o tribunal deu razão à Telecinco… a ERC vai, agora, por sua vez, recorrer da decisão. Se os prazos legais continuarem a ser dilatados até ao infinito, o recurso talvez seja julgado ainda este século.
Contentes andarão os barões do meio, sem necessidade de dividirem o bolo por novos parceiros. Descontentes devemos ficar todos nós que continuamos sem novas opções televisivas. Pouco feliz andará também o governo que, assim, não tem como dourar a pílula da introdução da TDT e a obrigação de apagar a emissão analógica dentro de 2 anos. Está-se mesmo a ver que os privados vão começar a argumentar que a adaptação tecnológica é demasiado cara, que o negócio não compensa, que o Estado é que tem de pagar a coisa… enfim, a pedinchice chantagista do costume e em que Balsemão e quejandos são peritos.
Quando inviabilizou o concurso para o 5º canal, a ERC prestou um mau serviço à Nação. E se, por acaso, a Telecinco vencer o recurso, o estado ainda vai ter de abrir os cordões à bolsa numa indemnização milionária que, certamente, os membros da Telecinco não deixarão de exigir.
Se bem se lembram (passou meio ano…) a Telecinco interpôs uma providência cautelar na sequência do chumbo da sua candidatura à concessão do novo canal. Tarde e más horas, o tribunal deu razão à Telecinco… a ERC vai, agora, por sua vez, recorrer da decisão. Se os prazos legais continuarem a ser dilatados até ao infinito, o recurso talvez seja julgado ainda este século.
Contentes andarão os barões do meio, sem necessidade de dividirem o bolo por novos parceiros. Descontentes devemos ficar todos nós que continuamos sem novas opções televisivas. Pouco feliz andará também o governo que, assim, não tem como dourar a pílula da introdução da TDT e a obrigação de apagar a emissão analógica dentro de 2 anos. Está-se mesmo a ver que os privados vão começar a argumentar que a adaptação tecnológica é demasiado cara, que o negócio não compensa, que o Estado é que tem de pagar a coisa… enfim, a pedinchice chantagista do costume e em que Balsemão e quejandos são peritos.
Quando inviabilizou o concurso para o 5º canal, a ERC prestou um mau serviço à Nação. E se, por acaso, a Telecinco vencer o recurso, o estado ainda vai ter de abrir os cordões à bolsa numa indemnização milionária que, certamente, os membros da Telecinco não deixarão de exigir.
quinta-feira, outubro 15, 2009
Mal-me-quer bem-me-quer, muito pouco ou nada...

Quando em Maio o Conselho Regulador da ERC deliberou "reprovar a actuação da TVI”… “por desrespeito de normas ético-legais aplicáveis à actividade jornalística", os membros da Entidade foram acusados, em vários órgãos de comunicação social, de serem serventuários do poder já que, em causa, estavam 13 queixas que, em comum, tinham o facto de acusarem a TVI, nomeadamente o Jornal Nacional de 6ªfeira, de falta de rigor e de isenção em trabalhos jornalísticos sobre a questão do Freeport e que implicavam o primeiro-ministro.
Agora, a ERC vem dizer que a decisão de suspender o referido programa foi um acto ilegal da Administração da empresa que, por lei, não se pode imiscuir nas questões editoriais. Curioso, não é? Tenho de ler o Público, um dia destes…
Na verdade, a lei separa as águas entre actos administrativos e questões editoriais, numa tentativa de salvaguardar a Liberdade de Expressão… coitadita. Mas estas coisas só vêm à tona quando há bronca… Quando não, quem sabe das reuniões regulares do dono da SIC com a estrutura hierárquica da direcção de Informação do canal? Quem reclama por esse controlo eventualmente abusivo e pernicioso?
Ai, Liberdade, Liberdade…
Agora, a ERC vem dizer que a decisão de suspender o referido programa foi um acto ilegal da Administração da empresa que, por lei, não se pode imiscuir nas questões editoriais. Curioso, não é? Tenho de ler o Público, um dia destes…

Na verdade, a lei separa as águas entre actos administrativos e questões editoriais, numa tentativa de salvaguardar a Liberdade de Expressão… coitadita. Mas estas coisas só vêm à tona quando há bronca… Quando não, quem sabe das reuniões regulares do dono da SIC com a estrutura hierárquica da direcção de Informação do canal? Quem reclama por esse controlo eventualmente abusivo e pernicioso?
Ai, Liberdade, Liberdade…
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segunda-feira, setembro 14, 2009
Uma estopada monumental

Estou a ver o Prós&Contras da RTP-1. É um debate com os chamados “pequenos partidos”. São dez… e não é um debate, apenas uma sequência longa e fastidiosa de declarações de intenção e propostas políticas. Para quem vê, fica tudo demasiado confuso, não se percebe quem é quem e até já nem sei o que disse o primeiro que falou, Garcia Pereira do PCTP/MRPP.
Se queriam debater as propostas dos “pequenos”, então deveriam ter organizado uma série de debates como fizeram com os “grandes”. Mais curtos, cerca de meia-hora para cada debate chegava e sobrava para ficarmos a saber com algum pormenor o que cada um deles propõe.
O serviço público de televisão justificava uma decisão dessas.
Se queriam debater as propostas dos “pequenos”, então deveriam ter organizado uma série de debates como fizeram com os “grandes”. Mais curtos, cerca de meia-hora para cada debate chegava e sobrava para ficarmos a saber com algum pormenor o que cada um deles propõe.
O serviço público de televisão justificava uma decisão dessas.
domingo, setembro 13, 2009
Televisão, da boa

Começaram hoje os tempos de antena relativos à campanha eleitoral. Uma oportunidade para rever algumas caras de políticos que só têm acesso à pantalha nesta ocasião. Na RTP-1, nem de propósito, o primeiro tempo de antena foi do POUS, de Carmelinda Pereira (na foto). Aposto que ninguém com menos de 30 anos sabe quem ela é.
O vídeo do POUS foi o mais pobre de todos. Limitou-se a um monólogo da líder, num estúdio sem decoração.
Seguiu-se o Partido Trabalhista Português. A ideia do vídeo baseou-se numa tentativa de humor completamente falhada. Foi tudo de um amadorismo confrangedor. Não acredito que, assim, consigam convencer muitos eleitores.
São assim, os vídeos de campanha de quase todos os partidos pobres…
Depois vieram CDS, CDU, BE… trabalhos profissionais, sem surpresas. Sem nada de realce o do PND, o MEP apresentou o apoio de Catalina Pestana (ex-Provedora da Casa Pia), o PS (épico) a exibir o medo de perder votos para o PSD e para o BE, e depois veio o 2ºpartido mais antigo de Portugal, PCTP/MRPP, que surpreendeu (e de que maneira!) ao apresentar o apoio de António Pires de Lima, ex-Bastonário da Ordem dos Advogados e personalidade tida como próxima do CDS. Se isto não é surpresa, não sei o que vos poderá surpreender…
O vídeo do POUS foi o mais pobre de todos. Limitou-se a um monólogo da líder, num estúdio sem decoração.
Seguiu-se o Partido Trabalhista Português. A ideia do vídeo baseou-se numa tentativa de humor completamente falhada. Foi tudo de um amadorismo confrangedor. Não acredito que, assim, consigam convencer muitos eleitores.
São assim, os vídeos de campanha de quase todos os partidos pobres…
Depois vieram CDS, CDU, BE… trabalhos profissionais, sem surpresas. Sem nada de realce o do PND, o MEP apresentou o apoio de Catalina Pestana (ex-Provedora da Casa Pia), o PS (épico) a exibir o medo de perder votos para o PSD e para o BE, e depois veio o 2ºpartido mais antigo de Portugal, PCTP/MRPP, que surpreendeu (e de que maneira!) ao apresentar o apoio de António Pires de Lima, ex-Bastonário da Ordem dos Advogados e personalidade tida como próxima do CDS. Se isto não é surpresa, não sei o que vos poderá surpreender…
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sábado, setembro 12, 2009
Águas paradas

A Ongoing vai ter de comprar a TVI se, realmente, quiser ter uma televisão generalista em sinal aberto… as pressões de Nuno Vasconcellos sobre o padrinho não surtiram efeito. Balsemão não sai, só morto.
A questão que se coloca é saber se isso é bom ou mau… assim à primeira vista parece-me mau, primeiro porque se a Ongoing tem 25% da SIC e tomar o controlo da TVI passa a ter uma posição dominante no mercado do audiovisual que, de resto, julgo até ser contrária à Lei. Depois, porque se a Ongoing tiver de comprar a TVI, Moniz voltará ao controlo do canal e nada disto terá servido para mexer as águas.
O que eu gostava de voltar a ver era Moniz e Rangel, frente-a-frente, num último duelo ao pôr-do-sol. Mas, isso, só seria possível com Moniz na SIC e Rangel na TVI.
A questão que se coloca é saber se isso é bom ou mau… assim à primeira vista parece-me mau, primeiro porque se a Ongoing tem 25% da SIC e tomar o controlo da TVI passa a ter uma posição dominante no mercado do audiovisual que, de resto, julgo até ser contrária à Lei. Depois, porque se a Ongoing tiver de comprar a TVI, Moniz voltará ao controlo do canal e nada disto terá servido para mexer as águas.
O que eu gostava de voltar a ver era Moniz e Rangel, frente-a-frente, num último duelo ao pôr-do-sol. Mas, isso, só seria possível com Moniz na SIC e Rangel na TVI.
segunda-feira, julho 06, 2009
Break a leg (salvo seja...)

Não quero parecer demagógico, nem ciumento, nem invejoso… mas acho que o que se passou hoje com a sacralização de Cristiano Ronaldo ultrapassou todos os limites do bom senso e do pudor.
Cristiano Ronaldo é um belíssimo jogador de futebol. Ponto. Não é um cientista de renome, não ganhou nenhum Prémio Nobel, não se distinguiu em nada excepto a jogar à bola. Mesmo dando de barato que o futebol é um desporto do agrado da maioria das pessoas, nada justifica que todas as televisões do país tenham enveredado por dar cobertura a uma mera operação de marketing de um clube espanhol que, por manifesta falta de vergonha, decidiu pagar um balúrdio pela transferência de um jogador de futebol. No que toca à RTP, não vi nenhum serviço público na indigestão de directos realizados ao longo do dia, desde o aeródromo de Tires até ao hotel de luxo onde o rapaz foi tomar um duche antes de se apresentar à massa associativa madrilena. Quanto à SIC e à TVI, não surpreende a orientação tablóide do critério…
Resumindo, gostaria de saber quanto pagou o Real Madrid pela parceria das televisões portuguesas na operação de propaganda que montou.
Cristiano Ronaldo é um belíssimo jogador de futebol. Ponto. Não é um cientista de renome, não ganhou nenhum Prémio Nobel, não se distinguiu em nada excepto a jogar à bola. Mesmo dando de barato que o futebol é um desporto do agrado da maioria das pessoas, nada justifica que todas as televisões do país tenham enveredado por dar cobertura a uma mera operação de marketing de um clube espanhol que, por manifesta falta de vergonha, decidiu pagar um balúrdio pela transferência de um jogador de futebol. No que toca à RTP, não vi nenhum serviço público na indigestão de directos realizados ao longo do dia, desde o aeródromo de Tires até ao hotel de luxo onde o rapaz foi tomar um duche antes de se apresentar à massa associativa madrilena. Quanto à SIC e à TVI, não surpreende a orientação tablóide do critério…
Resumindo, gostaria de saber quanto pagou o Real Madrid pela parceria das televisões portuguesas na operação de propaganda que montou.
segunda-feira, junho 29, 2009
Speaky TV

A Speaky.tv é uma das muitas webtv que já existem em Portugal. Mas esta tem uma particularidade, em vez de servir para a divulgação de uma região ou de uma cidade (como a maioria), serve a causa do seu mentor, Fernando Alvim.
A webtv foi inaugurada há dias, entre várias curiosidades, com uma entrevista ao Emídio Rangel, o que por si só é uma boa ideia para uma emissão de estreia, já que Rangel é pai de vários sucessos mediáticos, casos da TSF, SIC e SIC-Notícias. Sucessos que quando “largados” pelo progenitor entraram em declínio ou quanto muito estagnaram.
Essa entrevista, apesar de ter sido gravada há mais de 1 mês, é um documento curioso face à actualidade dos últimos dias. Sobre a TVI, por exemplo, posto perante a probabilidade de Moniz abandonar a direcção do canal e dele ser convidado a assumir, Rangel revelou-se um crítico feroz do estilo “carnívoro” de Manuela Moura Guedes, diz que o que ela faz ofende qualquer jornalista e que o Jornal das 6ªfeiras é “um capricho” de uma pessoa preguiçosa que não prepara as entrevistas. Em conclusão, Rangel diz que se alguma vez for ele a decidir que a demite, até “por razões estéticas”.
A entrevista tem outros tópicos interessantes, Rangel lembra que Balsemão é um “unhas de fome”, e um difamador, alguém com apetência para se rodear por yes men incompetentes. E revela que o homem que já vendeu Presidentes como quem vende sabonetes, já um dia teve de andar a vender enciclopédias para viver.
A webtv foi inaugurada há dias, entre várias curiosidades, com uma entrevista ao Emídio Rangel, o que por si só é uma boa ideia para uma emissão de estreia, já que Rangel é pai de vários sucessos mediáticos, casos da TSF, SIC e SIC-Notícias. Sucessos que quando “largados” pelo progenitor entraram em declínio ou quanto muito estagnaram.
Essa entrevista, apesar de ter sido gravada há mais de 1 mês, é um documento curioso face à actualidade dos últimos dias. Sobre a TVI, por exemplo, posto perante a probabilidade de Moniz abandonar a direcção do canal e dele ser convidado a assumir, Rangel revelou-se um crítico feroz do estilo “carnívoro” de Manuela Moura Guedes, diz que o que ela faz ofende qualquer jornalista e que o Jornal das 6ªfeiras é “um capricho” de uma pessoa preguiçosa que não prepara as entrevistas. Em conclusão, Rangel diz que se alguma vez for ele a decidir que a demite, até “por razões estéticas”.
A entrevista tem outros tópicos interessantes, Rangel lembra que Balsemão é um “unhas de fome”, e um difamador, alguém com apetência para se rodear por yes men incompetentes. E revela que o homem que já vendeu Presidentes como quem vende sabonetes, já um dia teve de andar a vender enciclopédias para viver.
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terça-feira, junho 23, 2009
Cara a Cara

Acabei de assistir ao “Cara a Cara”, programa de debate na TVI. No plateau estão sempre os mesmos, no canto direito, pelo PSD, Morais Sarmento… no canto esquerdo, pelo PS, Santos Silva, o ministro dos Assuntos Parlamentares.
O debate trouxe pouca ou nenhuma novidade. Os senhores limitaram-se a defender os respectivos partidos, utilizaram os respectivos arsenais de setas envenenadas, falaram sem surpresa de assuntos já batidos: TGV, auto-estradas, novo aeroporto, quem vai vencer as próximas eleições, blá blá blá… acredito que nenhum convenceu ninguém…
Este tipo de programas, comum a todos os canais televisivos, é pouco ou nada eficaz no que respeita ao esclarecimento do público sobre os problemas que nos afectam. Acredito que a principal razão de existirem nas grelhas de todos os canais é por serem televisão barata. Para fazer aquilo bastam dois tipos que se queiram insultar politicamente, um mediador, três cadeiras e um cenário minimalista. Não há nada mais barato, isto se os cachets dos “artistas” não forem exagerados.
O único atractivo deste “Cara a Cara” é um pouco mórbido… reside em verificar quem chega em pior estado ao final do duelo, se o atirador de esgrima se o boxeur…
O debate trouxe pouca ou nenhuma novidade. Os senhores limitaram-se a defender os respectivos partidos, utilizaram os respectivos arsenais de setas envenenadas, falaram sem surpresa de assuntos já batidos: TGV, auto-estradas, novo aeroporto, quem vai vencer as próximas eleições, blá blá blá… acredito que nenhum convenceu ninguém…
Este tipo de programas, comum a todos os canais televisivos, é pouco ou nada eficaz no que respeita ao esclarecimento do público sobre os problemas que nos afectam. Acredito que a principal razão de existirem nas grelhas de todos os canais é por serem televisão barata. Para fazer aquilo bastam dois tipos que se queiram insultar politicamente, um mediador, três cadeiras e um cenário minimalista. Não há nada mais barato, isto se os cachets dos “artistas” não forem exagerados.
O único atractivo deste “Cara a Cara” é um pouco mórbido… reside em verificar quem chega em pior estado ao final do duelo, se o atirador de esgrima se o boxeur…
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Leilão?

A ser verdade o que vem hoje noticiado no jornal i e no Público, a Prisa está prestes a vender 30% da Media Capital, ou seja, da TVI. Haverá três candidatos, a saber, a PT, o senhor Joaquim Oliveira e o senhor Nuno Vasconcellos (com dois elles). Parece que o governo “acompanha” as negociações… não sei bem o que isto quererá dizer, mas se acompanha é bom que repare no seguinte:
1- Nuno Vasconcellos é o dono da Ongoing e já detém 20% da SIC, sendo de prever que com a retirada por velhice ou morte de Balsemão fique ele a controlar o canal de Carnaxide, já que (dizem as más línguas) Balsemão parece que não gerou descendência capaz de assegurar a continuidade do negócio. Logo, se Nuno Vasconcellos ficar com 30% da TVI mais os 20% que para já tem na SIC, arriscamo-nos a ter o senhor Nuno com uma posição de dominância no sector, o que julgo ser contrário à Lei.
2- O senhor Joaquim Oliveira, dono da Controlinveste e da Sport TV, andou a comprar meio Mundo, endividou-se na banca, diz-se que está com dificuldades em cumprir com os juros da dívida, anda a despedir funcionários (na TSF, no Diário de Notícias), fechou o Tal&Qual… e quer, agora, comprar a TVI? Será que a banca lhe empresta mais ainda? Na TVI, Oliveira tem um amigo fiel, o próprio director-geral. Para Moniz seria a oportunidade de passar a controlar um verdadeiro império comunicacional, somando à Média Capital a Controlinveste. Maior concentração de meios seria difícil de imaginar.
1- Nuno Vasconcellos é o dono da Ongoing e já detém 20% da SIC, sendo de prever que com a retirada por velhice ou morte de Balsemão fique ele a controlar o canal de Carnaxide, já que (dizem as más línguas) Balsemão parece que não gerou descendência capaz de assegurar a continuidade do negócio. Logo, se Nuno Vasconcellos ficar com 30% da TVI mais os 20% que para já tem na SIC, arriscamo-nos a ter o senhor Nuno com uma posição de dominância no sector, o que julgo ser contrário à Lei.
2- O senhor Joaquim Oliveira, dono da Controlinveste e da Sport TV, andou a comprar meio Mundo, endividou-se na banca, diz-se que está com dificuldades em cumprir com os juros da dívida, anda a despedir funcionários (na TSF, no Diário de Notícias), fechou o Tal&Qual… e quer, agora, comprar a TVI? Será que a banca lhe empresta mais ainda? Na TVI, Oliveira tem um amigo fiel, o próprio director-geral. Para Moniz seria a oportunidade de passar a controlar um verdadeiro império comunicacional, somando à Média Capital a Controlinveste. Maior concentração de meios seria difícil de imaginar.
A PT… não tem canais de televisão em sinal aberto, mas tem plataformas de distribuição no cabo. A PT é, em si mesma, um bom negócio para os accionistas, não sei se a aquisição de um canal de televisão em sinal aberto será uma mais-valia para o grupo. A TVI hoje é um canal rentável, mas tem um passivo grande que vem dos anos em que as audiências que tinha pareciam um número de telefone… 9 – 2 – 3 – 5 – 4 – 4 – 7 – 8 – 7 …. nos idos de 90. Mas não sou eu que vou dar lições de gestão à PT, até porque não sei.
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domingo, junho 21, 2009
Espreitar o futuro
Um blogue sem caixa de comentários é um blogue amputado. Por muito que nos custe (refiro-me aos que escrevem nos seus próprios blogues) aturar alguns chatos que por aqui aparecem, a caixa de comentários é a ponte do blogue com o resto do Mundo e é um palco privilegiado para a troca de ideias, para a discussão. Vem isto a propósito de um texto publicado no Novo Mundo e que eu gostaria de ter tido oportunidade de comentar publicamente, até para ter reacções ao meu próprio comentário.
Bom, a Isabela fala sobre o futuro dos jornais, se as edições impressas vão morrer e ser ou não substituídas por versões on line. Diz ela que não se imagina a ler o seu jornal favorito num ecrã de computador... pois eu já só leio jornais no computador e acredito que dentro de alguns anos teremos alguns novos meios de comunicação bem mais populares que os tradicionais.
De acordo com dados do Netscope, o número de visitas aos principais sites noticiosos portugueses aumentou 15 por cento nos primeiros meses de 2009, quando comparado com o período homólogo do ano passado. Os
sites noticiosos mais visitados este ano foram A Bola, o Record, O Jogo, o PÚBLICO, Sapo Notícias, Correio da Manhã e o Jornal de Notícias.
Na média dos cinco primeiros meses deste ano, o PÚBLICO lidera entre os jornais generalistas, atingindo pouco mais do que cinco milhões de visitas por mês, um crescimento de 17 por cento face ao ano passado. Já no ranking relativo a Maio de 2009, o PÚBLICO ocupa também a primeira posição no segmento dos generalistas, com 5,3 milhões de visitas. Falamos do Público, um jornal que não consegue vender de modo a tornar-se um verdadeiro negócio para o seu proprietário e que só ainda não fechou porque Belmiro de Azevedo não quis.
De resto, alguns dos grandes patrões do sector acreditam que essa mudança é impossível de conter. Há dias, li uma notícia que dava conta de que Rupert Murdoch vê num futuro próximo o fim da maioria das edições em papel e a transformação dos jornais em produtos analógicos, com actualização constante de notícias. Não haverá volta a dar-lhe, é uma questão geracional, os jovens já não compram jornais mas lêem no computador, no notebook, no iPhone.
Esta revolução já está em marcha. Já há exemplos, como nos EUA e na Finlândia, por exemplo, de jornais que abandonaram o papel para se dedicarem em exclusivo à internet.
Em Portugal, essa mudança ainda não aconteceu, ainda nenhum jornal se atreveu a abandonar o papel, mas todos os principais órgãos de comunicação social têm uma versão net, quer sejam jornais, revistas, rádios ou canais de televisão. E não se limitam a difundir texto, mesmo os jornais e as rádios incluem notícias vídeo nos seus sites, o que revela o formato futuro dos órgãos de comunicação social, que deixarão de se diferenciar em imprensa escrita, rádio ou tv, para serem todos tudo isso ao mesmo tempo.
Alguns jornalistas portugueses mais empreendedores, julgo que empurrados pelo desemprego e a falta de perspectiva de voltarem a ser assalariados, já estão a ensaiar os seus próprios sites noticiosos. Chamo a atenção para o Jornal do Pau, o Diário2.com ou, se quiserem ver uma coisa estrangeira, a Current TV americana. Espreitem… é o futuro.
Bom, a Isabela fala sobre o futuro dos jornais, se as edições impressas vão morrer e ser ou não substituídas por versões on line. Diz ela que não se imagina a ler o seu jornal favorito num ecrã de computador... pois eu já só leio jornais no computador e acredito que dentro de alguns anos teremos alguns novos meios de comunicação bem mais populares que os tradicionais.
De acordo com dados do Netscope, o número de visitas aos principais sites noticiosos portugueses aumentou 15 por cento nos primeiros meses de 2009, quando comparado com o período homólogo do ano passado. Os
sites noticiosos mais visitados este ano foram A Bola, o Record, O Jogo, o PÚBLICO, Sapo Notícias, Correio da Manhã e o Jornal de Notícias.Na média dos cinco primeiros meses deste ano, o PÚBLICO lidera entre os jornais generalistas, atingindo pouco mais do que cinco milhões de visitas por mês, um crescimento de 17 por cento face ao ano passado. Já no ranking relativo a Maio de 2009, o PÚBLICO ocupa também a primeira posição no segmento dos generalistas, com 5,3 milhões de visitas. Falamos do Público, um jornal que não consegue vender de modo a tornar-se um verdadeiro negócio para o seu proprietário e que só ainda não fechou porque Belmiro de Azevedo não quis.
De resto, alguns dos grandes patrões do sector acreditam que essa mudança é impossível de conter. Há dias, li uma notícia que dava conta de que Rupert Murdoch vê num futuro próximo o fim da maioria das edições em papel e a transformação dos jornais em produtos analógicos, com actualização constante de notícias. Não haverá volta a dar-lhe, é uma questão geracional, os jovens já não compram jornais mas lêem no computador, no notebook, no iPhone.
Esta revolução já está em marcha. Já há exemplos, como nos EUA e na Finlândia, por exemplo, de jornais que abandonaram o papel para se dedicarem em exclusivo à internet.
Em Portugal, essa mudança ainda não aconteceu, ainda nenhum jornal se atreveu a abandonar o papel, mas todos os principais órgãos de comunicação social têm uma versão net, quer sejam jornais, revistas, rádios ou canais de televisão. E não se limitam a difundir texto, mesmo os jornais e as rádios incluem notícias vídeo nos seus sites, o que revela o formato futuro dos órgãos de comunicação social, que deixarão de se diferenciar em imprensa escrita, rádio ou tv, para serem todos tudo isso ao mesmo tempo.
Alguns jornalistas portugueses mais empreendedores, julgo que empurrados pelo desemprego e a falta de perspectiva de voltarem a ser assalariados, já estão a ensaiar os seus próprios sites noticiosos. Chamo a atenção para o Jornal do Pau, o Diário2.com ou, se quiserem ver uma coisa estrangeira, a Current TV americana. Espreitem… é o futuro.
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sábado, junho 13, 2009
Apagão

Ontem, nos Estados Unidos, mais de 2 milhões de lares viveram uma noite diferente: não conseguiram ligar a televisão. Ou por outra, ligaram mas nada deu na pantalha. A situação vai durar ainda algum tempo a ser resolvida e só daqui a uns meses poderemos ter a certeza das consequências deste apagão televisivo nos índices demográficos das regiões mais afectadas.
Não foi nenhum acto terrorista, apenas uma imposição legal que obrigou ao início das emissões em sinal digital. As tradicionais antenas deixaram de funcionar, a não ser que os utentes tenham adquirido um descodificador para converter o sinal analógico em digital.
O governo americano tem um programa de ajuda financeira para esta fase de adaptação dos utentes à nova tecnologia, mas os 40 dólares de financiamento parece que não chegam para comprar o descodificador…
Cerca de 1800 estações de televisão foram afectadas por esta transição tecnológica.
Em Portugal também estamos à beira de um evento idêntico (o apagão televisivo), já que o Estado (através da ERC) torpedeou o concurso para a atribuição do 5ºcanal generalista (lembram-se?) e não me parece que alguém queira gastar dinheiro para comprar novos equipamentos de recepção do sinal de televisão para continuar a ver a mesma televisão que já vemos. É verdade que em Portugal a Lei diz que a fase transitória pode ir até 2012… mas a PT está em marcha acelerada para dar início às emissões digitais até ao fim deste ano.
Não foi nenhum acto terrorista, apenas uma imposição legal que obrigou ao início das emissões em sinal digital. As tradicionais antenas deixaram de funcionar, a não ser que os utentes tenham adquirido um descodificador para converter o sinal analógico em digital.
O governo americano tem um programa de ajuda financeira para esta fase de adaptação dos utentes à nova tecnologia, mas os 40 dólares de financiamento parece que não chegam para comprar o descodificador…
Cerca de 1800 estações de televisão foram afectadas por esta transição tecnológica.
Em Portugal também estamos à beira de um evento idêntico (o apagão televisivo), já que o Estado (através da ERC) torpedeou o concurso para a atribuição do 5ºcanal generalista (lembram-se?) e não me parece que alguém queira gastar dinheiro para comprar novos equipamentos de recepção do sinal de televisão para continuar a ver a mesma televisão que já vemos. É verdade que em Portugal a Lei diz que a fase transitória pode ir até 2012… mas a PT está em marcha acelerada para dar início às emissões digitais até ao fim deste ano.
A propósito disto (do 5ºcanal), soubemos que um dos concorrentes interpôs uma providência cautelar para “congelar” a decisão da ERC e, assim, impedir que o governo pudesse avançar com novo concurso sem antes o tribunal se pronunciar sobre o modo como o anterior foi anulado. Mas isto foi em Abril, se a memória não me falha e nunca mais se ouviu falar do assunto. Quem sabe o que o tribunal decidiu sobre a providência cautelar? Nenhum OCS pega no assunto, excepção honrosa da revista Telecabo, o que revela bem o apagão que por aí vai sobre isto…
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governança,
televisão
domingo, maio 24, 2009
Maravilhoso Mundo Novo

A notícia já tem 3 dias, mas só hoje a li no Publico online (esta é uma das vantagens da net, poder ler notícias atrasadas sem que o jornal já tenha servido para embrulhar o peixe). Trata-se do propalado aumento de telespectadores subscritores de um qualquer serviço de televisão. Isso é o que diz o título: “Televisão paga superou 2,3 milhões de clientes no final do primeiro trimestre”. Mas, no corpo da notícia, explica-se que não é bem assim, que os serviços de tv por cabo estão a perder clientes, mas que se assiste a uma migração de telespectadores para a oferta de IPTV. E não nos explicam o que diabo é isso da IPTV, que deve ser coisa boa para as pessoas andarem a subscrever esse serviço…
Para quem não sabe, vou tentar explicar: IPTV é televisão fornecida através do chamado “internet protocol”, mas não é webtv. Ou seja, com a IPTV em casa podemos ver o que queremos dentro do naipe de programas que o fornecedor nos disponibiliza. Podemos ver um programa e, em simultâneo gravar outro. Não precisamos de um televisor, basta ter um pc. Além disso, o sistema permite realizar telefonemas e, por exemplo, utilizando uma webcam, podemos estar a ver televisão e ao mesmo tempo estar a falar com alguém no outro lado do Mundo, vendo essa pessoa numa janela que se abre no ecrã. Que eu saiba, a IPTV é disponibilizada em Portugal pela PT e pela Clix, mas pode ser que haja outros fornecedores, não sei.
Julgo que a PT, com o serviço MEO, tem tido bastante sucesso e isso deve explicar o que se diz na notícia que citei acima, quando se refere que a diminuição do número de subscritores da tv por cabo e satélite foi contrabalançada pelo aumento de clientes de “outras tecnologias, como o IPTV, onde se registou um crescimento de 26 por cento”.
Há um maravilhoso mundo novo em tecnologia que nos está a bater à porta. Só precisamos de algum dinheiro para poder usufruir dele.
Para quem não sabe, vou tentar explicar: IPTV é televisão fornecida através do chamado “internet protocol”, mas não é webtv. Ou seja, com a IPTV em casa podemos ver o que queremos dentro do naipe de programas que o fornecedor nos disponibiliza. Podemos ver um programa e, em simultâneo gravar outro. Não precisamos de um televisor, basta ter um pc. Além disso, o sistema permite realizar telefonemas e, por exemplo, utilizando uma webcam, podemos estar a ver televisão e ao mesmo tempo estar a falar com alguém no outro lado do Mundo, vendo essa pessoa numa janela que se abre no ecrã. Que eu saiba, a IPTV é disponibilizada em Portugal pela PT e pela Clix, mas pode ser que haja outros fornecedores, não sei.
Julgo que a PT, com o serviço MEO, tem tido bastante sucesso e isso deve explicar o que se diz na notícia que citei acima, quando se refere que a diminuição do número de subscritores da tv por cabo e satélite foi contrabalançada pelo aumento de clientes de “outras tecnologias, como o IPTV, onde se registou um crescimento de 26 por cento”.
Há um maravilhoso mundo novo em tecnologia que nos está a bater à porta. Só precisamos de algum dinheiro para poder usufruir dele.
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Acerca de mim
- CN
- Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média