Já há muito que somalis, etíopes e aparentados se matam metódica e encarniçadamente. Há muitos anos que assim é e, parece, assim vai continuar a ser…
A Al Jazeera diz que o recrutamento somali está a ser um sucesso, com milhares de indivíduos a oferecerem-se para carne para canhão.

Em boa verdade, acho que esta guerra vai servir para clarificar a situação. Isto é, há dezenas de anos, desde que o ditador Hailé Selassié foi deposto, que a Somália vive em guerra fratricida. Nem os americanos conseguiram acabar com aquilo, embora tenham testado uma data de armas e engenhos de guerra novos, como já aqui contei.
O descalabro social deu origem ao surgimento da chamada União dos Tribunais Islâmicos, uma espécie de federação de grupos radicais que, sob o diáfano manto da religião, estão a tentar reunir o povo dividido em clãs e tribos. É claro que será uma união feita à lei da bala… mas não perece haver outro meio.
A comunidade internacional tentou reunir condições para a formação de um governo de união nacional, mas a coisa não funcionou. Os tais Tribunais Islâmicos entraram em cena e estão a dar cabo da milícia que apoia esse dito governo de união nacional. É aqui que entra a Etiópia, que alguém convenceu (adivinhem quem…) a apoiar militarmente o governo somali (que, do ponto de vista ocidental, são os "bons" deste filme)… os Tribunais Islâmicos (que farão o papel dos "maus"), que já se consideram o poder instituído (conquistaram Mogadíscio, a capital), afirmam que o país está a ser invadido por estrangeiros. A guerra vai então começar… mas, agora, sem o encanto de tropas mandatadas pela ONU, sem brancos à mistura, vai ser mais uma daquelas guerras invisíveis de que ninguém quer saber.


Até lá, é bem provável que o Dr.Balsemão, ou alguém mandado por ele, trate de passar o cheque de quase 4 anos de salários, décimo terceiro e subsídios de férias, tal como manda a lei. Certamente, o mesmo funcionário tratará de apresentar ao Jorge Schnitzer uma razoável proposta para a rescição amigável do contrato de trabalho. É que se o Schnitzer assume, de facto, o seu posto de trabalho, as gargalhadas de gozo vão abanar seriamente os alicerces do armazém.
Mas também me emocionei a vê-los em liberdade e segurança, como aconteceu no norte do Quénia, num sítio chamado Sweetwaters, perto de Nanyuki… Sweetwaters é uma reserva natural onde muitos biólogos de todo o Mundo vão realizar pesquisas científicas. Fui lá visitar um desses coca-bichinhos,
Para chegar a casa dele, percorríamos vários quilómetros por uma planície de savana e, um dia, demos com uma pequena manada de elefantes que se deleitavam na lama de um charco. A manada tinha crias e foi emocionante sentir a fraternidade que existia entre os elementos do grupo. Habituados a serem espiados, os elefantes não se sentiram ameaçados pela nossa presença e pude fotografá-los à vontade embora não fosse prudente aproximar-me demasiado. As fotos que aqui vos mostro são a memória desse momento.
Elefantes em estado selvagem existem, ainda, em 37 países africanos e Angola é o único que não assinou a convenção CITES (Convention on International Trade in Endangered Species).
Vem tudo na edição de hoje do DN, 
Esta foto de Timor faz parte do espólio dos afectos desta minha irmã que, um dia, para lá foi ensinar português e por lá deixou a alma… a causa de Timor foi, de resto, a mais bela causa colectiva que os portugueses foram capazes de levar a bom porto.

Só depois os frutos são colocados numa mó para serem esmagados. Tudo à força de braço... Depois de esmagado, tudo aquilo é fervido dentro de um bidão colocado sobre uma fogueira. Esta é a fase mais difícil de suportar, por causa do cheiro gordoroso, nauseabundo, que exala da fervura...
Dessa fervura escorre um óleo avermelhado que, juntamente com a água da fervura, é então separado dos resíduos sólidos. Depois, finalmente, basta tentar separar o óleo da água, aproveitando o facto de serem líquidos de densidades muito diferentes. Quanto menos água o óleo tiver, melhor. 




Agora, talvez queiram saber porque falo neste livro… primeiro, porque acho extraordinário que este livro, que é apresentado como obra de ficção, chame todos os bois pelo nome próprio. Isto é, Albino Luciani é o Papa João Paulo I, Paul Marcinkus é o arcebispo norte-americano que dirigia o Banco do Vaticano, Roberto Calvi é o banqueiro italiano conhecido como o “Banqueiro de Deus” e que foi encontrado enforcado debaixo de uma ponte em Londres, depois da morte do Papa, Lúcia dos Santos é a “nossa” irmã Lúcia, entre outros personagens que participam na história.
Em 1998 estive no Menongue. Uma terreola pobre perdida na planície e, naquela época, praticamente isolada do resto do Mundo. Cheguei lá em cima de um camião do PAM (Programa Alimentar Mundial, agência da ONU), escoltado por blindados pintados de branco (UNAVEM II)… O camião arrastou-se a 20 quilómetros por hora e sofreu sérias avarias mecânicas por duas vezes. Todas as pontes existentes entre Huambo e Menongue já tinham morrido em combate… o que fazia com que aquela viagem só fosse possível no cacimbo, quando não chove. Foram três dias muito penosos e duas noites de muito frio, a dormir debaixo do camião, alumiado por fogueiras e aquecido pelo whisky que a generosidade do motorista fez com que chegasse para nós também. Como faz frio naquele ermo em Agosto…



Ainda assim, a proposta de reduzir salários, segundo o que li na Lusa, parece-me ser o mal menor… mas preferia ter lido que o empresário e o director do jornal tinham acordado numa nova estratégia expansionista, que tinham decidido partir à conquista dos milhões de pessoas que, todos os dias, olham para o jornal no escaparate dos quiosques e não o compram…

