Telefonei para a Netcabo. Expliquei o que vos acabei de contar. Disseram-me que não, que a culpa não seria deles, antes da TMN… Fiquei muito cansado, de repente… Perguntei como fazer para uma reclamação formal. Deram-me o endereço electrónico vocacionado para receber queixas e reclamei para lá. Passado umas duas horas, talvez, recebo uma resposta da Netcabo com o seguinte teor:
“Estimado Cliente,
Na sequência do seu contacto, que desde já agradecemos, comunicamos que para procedermos à análise da ocorrência, necessitamos que nos reenvie, por favor, o presente e-mail com a seguinte informação:
Nº de Cliente
Nº de Bilhete de Identidade
Nº de Identificação Fiscal
Nº de série do equipamento (encontra-se na zona inferior do equipamento)
Mac-Adress (número que se encontra na zona inferior do equipamento)
Serviço que possui.”

Não acham estranho que a empresa que me vendeu o referido equipamento (modem) e que me cobra religiosamente a factura mensal não saiba do meu número fiscal ou do meu número de cliente, do número de série do equipamento e do número MAC (seja lá isso o que for) nem, sequer, qual o serviço que possuo (e que eles me prestam e pelo qual se fazem cobrar)? Acham isto normal? Ou será só para irritar o parceiro, que estas empresas se entretêm com estas merdas? Desculpem, mas não há espírito natalício que aguente…
Carta escrita pelo meu amigo
Andamos há mais de 30 anos a dizer que o governo árabe sudanês pratica crimes contra o seu próprio povo e nunca nada se fez para por termo a essa situação.
O artigo baseia-se num relatório recente (Marijuana Production in the US) feito pela organização DrugScience que luta pela legalização da marijuana e, portanto, tudo isto podem ser dados manipulados… mas lá que tem piada, isso tem.
Um dia destes, tenho de voltar a por uma garrafa de ar comprimido às costas.



Uma das teorias mais conspirativas é a que aponta para a hipótese do atentado do 11 de Setembro ter sido auto-infligido... confesso que me custa acreditar numa monstruosidade dessas.
Mas, por vezes, surgem evidências que nos põem a pensar... Reparem então nestas fotos, obviamente obtidas nos dias seguintes ao atentado. 
Isto cheira a história mal contada, não acham?








De modo que ainda lá está e, agora, depois desta vitória eleitoral, com legitimidade reforçada. Bush já não deve saber o que há-de fazer, só lhe falta tentar os métodos do amigo Putin.
Todas estas casas têm dono. A Câmara Municipal podia, e devia, responsabilizar esses proprietários pelo estado de degradação dos edifícios e, em caso de recusa ou impossibilidade deles repararem esse património, então ele deveria ser recuperado coercivamente e a propriedade passar, também coercivamente, para a câmara. É que, esse património, embora tenha dono, pertence à Humanidade desde há 20 anos…




Conheço vários casos em que pessoas negras foram rejeitadas para determinadas funções porque “seria mau para o negócio”. Ora, se isto não é racismo, não sei o que será. Revela o preconceito do empregador, provavelmente consequência do preconceito generalizado na população.






Estavam mais de 70 pessoas a ver televisão, esbugalhados, a olhar para um velho documentário da BBC. Às vezes riam-se muito, outras vezes comentavam entre si o sucedido na pantalha. Era uma experiência partilhada com muito entusiasmo, curiosidade, atenção e alegria. Sei que, hoje, desde que haja energia, as sessões de televisão repetem-se em Bili, no norte do Congo. Em Santo Tirso é que já não (excepto quando joga o fêquêpê).
A televisão, como entretenimento inodoro, faz sono. Mesmo as notícias não substituem a realidade. Não se limitem a conhecer o mundo por essa falsa janela.
Agora, transponham esta história que acabo de relatar para a actualidade. Uma outra potência invade um estado bastante mais fraco, sob o pretexto de ir livrar a população da opressão exercida pelos dirigentes políticos locais. Tudo acaba numa chacina inútil, em que ninguém se dá ao trabalho de contar as dezenas de milhar de mortos de um lado, mas sabe-se com exactidão que já morreram 2.263 marines do outro lado. Tudo isto, finalmente, apenas para controlar os “armazéns de marfim”…
Um dia destes andei de metropolitano, de novo. Aproveitei para um tour pelas novas linhas e estações (embora já estejam feitas há anos, para mim são novas). Foi bom, até que apareceu um cego tocador de sanfona, com uma caixa de esmola pendurada. O homem entrou na carruagem e tocou… tocou… tocou… volta e meia, entoava o refrão “Olhó ceguinho!! Ajuuudem o ceguinhoooo!...”. Insistiu durante uma boa parte do trajecto. Angariou alguns cêntimos e, depois, mudou de carruagem. Também saí… no corredor em direcção à superfície, havia outros tocadores de miséria. Uns sentados em banquinhos, outros no chão exibindo mazelas físicas. Tal e qual há 20 anos. Não mudou quase nada, afinal de contas.

Há 23 anos (o tempo voa…) estavam três dos melhores repórteres da RTP, no Rossio, a preparar o arranque de uma reportagem conjunta sobre “Lisboa à Noite”, discutíamos (eu, o Mário Lindolfo e o Paulo Dentinho) como fazer a ligação entre o trabalho dos três… e foi, então, que o Mário Lindolfo olhou para a copa de uma daquelas árvores que ainda lá estão e viu um homem pendurado lá em cima. Estava a desmontar as luzes do natal, disse o operário. E vinha de Espinho. Dormia numas arrecadações na Feira Popular, em Entrecampos. Era a primeira vez que estava em Lisboa. Tínhamos encontrado o elo de ligação para as nossas histórias! Desconfiado das nossas intenções, primeiro recusou-se a descer da árvore para falar connosco. Mesmo assim, convencemo-lo a alinhar, depois de muita conversa e da promessa de lhe pagarmos o incómodo. Cada um de nós iria levar aquele homem a conhecer um aspecto de Lisboa by night. Ele, que quando tinha saído de casa trouxera consigo o bilhete de identidade da sua senhora, para que ela não pudesse circular muito à vontade… durante duas noites inteirinhas não dormiu e aprendeu a conhecer Lisboa como poucos. Foi assim que ele foi às casas de fado do Bairro Alto, desceu com o piquete de emergência aos esgotos da cidade, provou a diferença entre vodka laranja e tinto carrascão, dançou com travestis no Finalmente e foi apanhado numa rusga no Intendente. O que aquele homem cresceu naquelas duas noites é algo difícil de explicar. No fim, aquele a quem chamávamos afectuosamente “bimbo”, na sua última entrevista, ao amanhecer do segundo dia, no Miradouro da Senhora do Monte, olhava para Lisboa e dizia, efectivamente…
Comprei um novo. Chama-se Toshiba. Primeira constatação: em quatro anos, os portáteis baixaram de preço 50%. Segunda constatação: a máquineta já está desactualizada. 


