
Em 93, os marines enfiaram o rabinho entre as pernas e o Mundo decretou o isolamento da Somália. O povo ficou à mercê dos tiranos da terra que se continuaram a combater alegremente. Claro que nada mudou. A Somália permaneceu um santuário de doidos assassinos, de fanáticos de toda a espécie e um excelente campo de tiro.
Agora, o presidente dos EUA voltou a mandar bombardear a Somália. Alegadamente, para matar três supostos terroristas alegadamente responsáveis pelos atentados de Nairobi e Dar-es-Salam contra as embaixadas americanas, em 1998. Mas, para matar três supostos criminosos, os americanos bombardearam aldeias e mataram gente de todas as idades que não tem nada a ver com o assunto.
Não me parece que este método remedeie seja o que for. Matar indiscriminadamente não é solução. Mesmo que a eliminação dos tais três tenha sido bem sucedida, outros 30 acabaram de nascer, entre os que sobreviveram e viram as suas famílias assassinadas por bombas largadas de muito alto. Suponho que não será assim que se vence a guerra contra o terrorismo.
Há um provérbio somali que os generais americanos deveriam conhecer: La-yeele ma hilmaamo, lakiin yeele wuu hilmaamaa. As ofensas são esquecidas, não pelo ofendido mas pelo ofensor.




Vendem tudo, desde relógios a aviões. É sempre tudo tão chic, tão bem, tão in, que até chateia. Depois, porque os tipos que lá aparecem, à laia de exemplo do que deve ser o bom cidadão, são sempre homens bem sucedidos na vida, nunca se questionando o método utilizado para alcançar esse sucesso.
Estes tipos nunca se despenteiam, nunca se enganam na gravata, têm sempre as calças vincadas. Como diz uma amiga minha: "não cagam".




Isto fez-me lembrar as duas últimas viagens que fiz a Moçambique
Às vezes ponho-me a ouvir os mais velhos. Conversas de café de gente que nem conheço. Cada vez os escuto com maior atenção. Olhando para eles, vejo-me daqui a uns anos. A mim e a vocês todos, o que julgam? E já descobri que quando chegarmos perto do fim do tempo, teremos a ilusão de que quando éramos jovens todos os políticos eram nobres, os preços acessíveis e os miúdos respeitavam os mais velhos. Acabamos sempre a contar as mesmas mentiras.


Este ano comprei: uma camisola, uns calções, dois perfumes, dois casacos, um tamagotchi digital, um relógio, uma telefonia, um par de botas, um vestido para bonecas, dois equipamentos de basquetebol, cinco bonecas, um cachecol e um barrete, um action-man com um tigre que ruge e dá saltos, dois carrinhos do Faísca MacQueen, mais dois barretes, cinco kits de maquilhagem, uma web cam, um lenço e 5 livros. Contribuí decentemente para o aumento exponencial da tonelagem de lixo que tem de ser recolhido esta noite.

Carta escrita pelo meu amigo
Andamos há mais de 30 anos a dizer que o governo árabe sudanês pratica crimes contra o seu próprio povo e nunca nada se fez para por termo a essa situação.
O artigo baseia-se num relatório recente (Marijuana Production in the US) feito pela organização DrugScience que luta pela legalização da marijuana e, portanto, tudo isto podem ser dados manipulados… mas lá que tem piada, isso tem.
Um dia destes, tenho de voltar a por uma garrafa de ar comprimido às costas.



Uma das teorias mais conspirativas é a que aponta para a hipótese do atentado do 11 de Setembro ter sido auto-infligido... confesso que me custa acreditar numa monstruosidade dessas.
Mas, por vezes, surgem evidências que nos põem a pensar... Reparem então nestas fotos, obviamente obtidas nos dias seguintes ao atentado. 
Isto cheira a história mal contada, não acham?








De modo que ainda lá está e, agora, depois desta vitória eleitoral, com legitimidade reforçada. Bush já não deve saber o que há-de fazer, só lhe falta tentar os métodos do amigo Putin.
Todas estas casas têm dono. A Câmara Municipal podia, e devia, responsabilizar esses proprietários pelo estado de degradação dos edifícios e, em caso de recusa ou impossibilidade deles repararem esse património, então ele deveria ser recuperado coercivamente e a propriedade passar, também coercivamente, para a câmara. É que, esse património, embora tenha dono, pertence à Humanidade desde há 20 anos…


