
A falência do banco deixou um rasto de miséria entre os clientes, pudera. O Tal&Qual relembra a história mais emblemática dessa fraude: o caso de José Fernandes, um tipo que, nas vésperas da fraude se consumar, tinha depositado 100 mil contos, fruto da venda de um negócio que tinha no Canadá. Num dia era um homem rico, no outro acordou pobre. A inoperância da justiça e a raiva levaram-no a matar a tiro o gerente do balcão.

José Fernandes matou, porventura, o operacional da fraude, mas não chegou aos mandantes. Esses, eram homens mais poderosos e com amigos mais influentes. Os arguidos deste caso são ex-ministros do governo do Dr.Balsemão, quando este foi cooptado para primeiro-ministro depois da morte de Sá Carneiro, em 1980.
De modo que, quando o programa que eu coordenava e apresentava na SIC pegou no assunto, o “Casos de Polícia”, a repórter Isabel Horta foi avisada (ameaçada?) de que a reportagem jamais iria para o ar, porque o Dr.Balsemão, certamente, não iria permitir.
Era essa a fé de Luís Morales, Serra de Moura, entre outros. E, de facto, o Dr.Balsemão tentou, embora timidamente. Estaria dividido entre a lealdade aos tais amigos e os cifrões que arrecadava nos intervalos do "Casos de Polícia"... o que sei é que perguntou, ou mandou perguntar, não me recordo já, ao Emídio Rangel (o Director-Geral da SIC) se a reportagem “tinha mesmo de ser exibida”. Rangel disse-lhe que sim, obviamente. A minha tarefa ficou muito mais simplificada.
Bons tempos.


E, por isso, Bush está cada vez mais só, nesta guerra imperialista que decidiu levar a cabo. Outro factor que não parece estar a ser levado em conta é o ódio visceral que os árabes ou outros povos islâmicos sempre tiveram, desde há séculos, por quem os invade e tenta dominar. Nem será preciso folhear muitos compêndios de História, basta puxar pela memória: a derrota militar francesa na Argélia; a derrota militar soviética no Afeganistão; a derrota militar americana na Somália; a recente derrota militar israelita no Líbano. Aprender com os erros dos outros, ou com os nossos próprios erros, é uma demonstração de bom senso e inteligência. Estes dirigentes americanos não aprenderam. 
Há um provérbio somali que os generais americanos deveriam conhecer: La-yeele ma hilmaamo, lakiin yeele wuu hilmaamaa. As ofensas são esquecidas, não pelo ofendido mas pelo ofensor.




Vendem tudo, desde relógios a aviões. É sempre tudo tão chic, tão bem, tão in, que até chateia. Depois, porque os tipos que lá aparecem, à laia de exemplo do que deve ser o bom cidadão, são sempre homens bem sucedidos na vida, nunca se questionando o método utilizado para alcançar esse sucesso.
Estes tipos nunca se despenteiam, nunca se enganam na gravata, têm sempre as calças vincadas. Como diz uma amiga minha: "não cagam".




Isto fez-me lembrar as duas últimas viagens que fiz a Moçambique
Às vezes ponho-me a ouvir os mais velhos. Conversas de café de gente que nem conheço. Cada vez os escuto com maior atenção. Olhando para eles, vejo-me daqui a uns anos. A mim e a vocês todos, o que julgam? E já descobri que quando chegarmos perto do fim do tempo, teremos a ilusão de que quando éramos jovens todos os políticos eram nobres, os preços acessíveis e os miúdos respeitavam os mais velhos. Acabamos sempre a contar as mesmas mentiras.


Este ano comprei: uma camisola, uns calções, dois perfumes, dois casacos, um tamagotchi digital, um relógio, uma telefonia, um par de botas, um vestido para bonecas, dois equipamentos de basquetebol, cinco bonecas, um cachecol e um barrete, um action-man com um tigre que ruge e dá saltos, dois carrinhos do Faísca MacQueen, mais dois barretes, cinco kits de maquilhagem, uma web cam, um lenço e 5 livros. Contribuí decentemente para o aumento exponencial da tonelagem de lixo que tem de ser recolhido esta noite.

Carta escrita pelo meu amigo
Andamos há mais de 30 anos a dizer que o governo árabe sudanês pratica crimes contra o seu próprio povo e nunca nada se fez para por termo a essa situação.
O artigo baseia-se num relatório recente (Marijuana Production in the US) feito pela organização DrugScience que luta pela legalização da marijuana e, portanto, tudo isto podem ser dados manipulados… mas lá que tem piada, isso tem.
Um dia destes, tenho de voltar a por uma garrafa de ar comprimido às costas.



Uma das teorias mais conspirativas é a que aponta para a hipótese do atentado do 11 de Setembro ter sido auto-infligido... confesso que me custa acreditar numa monstruosidade dessas.
Mas, por vezes, surgem evidências que nos põem a pensar... Reparem então nestas fotos, obviamente obtidas nos dias seguintes ao atentado. 
Isto cheira a história mal contada, não acham?







