
Hakuna mkate kwa freaks.
segunda-feira, maio 14, 2007
Cidadãos por Lisboa

domingo, maio 13, 2007
Estamos sempre a aprender
É verdade que são, todos eles, antigos agentes partidários, mas temos de lhes reconhecer o direito à mudança. Só não muda de opinião quem perdeu a capacidade de aprender. Na escola ou com a vida.

Quero então chamar-vos a atenção para o que escreveram José Pacheco Pereira e Paulo Pedroso nos respectivos blogues.
Pacheco Pereira, num texto intitulado A Terceira Entidade, relembra os seus tempos de líder da distrital de Lisboa do PSD, época em que confessa ter aprendido muito sobre o mecanismo partidário e diz que só ainda não escreveu as suas memórias sobre esse período porque “os nomes circulantes continuam por aí”. Gente que, segundo a opinião expressa por Pacheco Pereira, “farão tudo para se defender e aos seus lugares, e farão tudo para varrer os outros dos lugares. É a lei da selva mais dura que para aí anda, com um grau de produção de "inimigos íntimos" sem dimensão fora da política, mas "eles" são a distrital de Lisboa e não há outra.”
Lindo, não acham? Este texto foi publicado no Abrupto em 5 de Maio e também no jornal Público.

Uns dias depois, a 10 de Maio, no Canhoto, Paulo Pedroso amargava uma prosa incomodativa sobre os factos que obrigaram Helena Roseta a desfiliar-se do PS e a aventurar-se numa campanha eleitoral independente para a presidência da Câmara Municipal de Lisboa. Segundo Paulo Pedroso, há 3 meses que Helena Roseta escreveu uma carta a José Sócrates disponibilizando-se para a luta eleitoral e nunca recebeu resposta. E isso não se faz, diz Pedroso: “detesto a gestão política pelo silêncio, a corrosiva guerra de nervos. Ela tem efeitos perniciosos sobre a coesão dos grupos, mas conheço gente demais, por vezes até bem intencionada, que abusa desses silêncios convencida que assim fica mais vincada a assimetria da sua posição de poder sobre quem discorda ou diverge. Elegantemente, Roseta diz que as pessoas são livres de responder ou não às cartas que recebem, mas discordo dela nesse ponto. Qualquer militante tem direito a uma resposta, seca e curta que seja, do Secretário-Geral do partido a que pertence, quando se lhe dirija de forma urbana e cordata.”
Ou seja, e só posso concordar com Paulo Pedroso, o Secretário-Geral do PS devia ter respondido a essa carta, nem que fosse para dizer não. A soberba é que não se aceita.
sexta-feira, maio 11, 2007
É a isto que eu chamo um mau serviço
Decidi rescindir o contrato com a TV Cabo.A informação que consta no site da empresa indica um número de telefone para onde se deve ligar para tratar deste tipo de assunto. É 0 707299499. Ligo, aparece uma gravação a dizer que se pretendo não sei quê terei de marcar o 1, se pretendo outra coisa terei de marcar o 2, se pretendo com mais molho terei de marcar o 3, por aí fora. Escolho o que pretendo e surge uma segunda gravação com a mesma lengalenga… volto a marcar o número correspondente ao que pretendo e fico à espera que me atendam. Passado um minuto, atendem-me. “Fala fulana de tal, com quem tenho o prazer de falar?” E segue-se uma conversa pretensamente cordial que serve, essencialmente, para eu me identificar com nome completo e número de cliente. Depois, a menina diz-me que para satisfazer o meu pedido tem de transferir a chamada para outra secção. Transfere e fico a ouvir música de elevador de hotel… desde que liguei passaram-se 5 minutos e a chamada é paga. Passam mais dois ou três minutos e aparece, finalmente, outra menina. Esta já sabe o meu nome e ao que eu venho, mas pergunta-me porque razão pretendo cancelar o contrato. Respondo que vou viver para longe, que vou fechar a casa e, portanto, não preciso de tv cabo. Ela insiste em que permaneça cliente, a troco de um serviço mínimo que me custará apenas 11 € e tal por mês. Volto a explicar-lhe que não estou interessado…. E a chamada cai. Fiquei sem saldo.
Carrego o telefone e volto a ligar para o 707… repete-se tudo de novo. Passo a passo, palavra a palavra… até que chego à tal secção competente para resolver a minha questão, ou seja, onde estava quando a chamada telefónica caiu. Volto a repetir que não estou nada interessado em serviços mínimos a 11 € e tal por mês, que quero mesmo é rescindir o contrato. E de novo perguntam-me porquê. Porquê? Por que sim, porque me apetece, porque deixou de me apetecer, porque tenho mais onde gastar o dinheiro, porque prefiro a concorrência, porque estou desempregado, porque deixei de precisar, sei lá. Com que raio de direito se julgam eles para questionar as razões do cliente?
Mas sabem a melhor? É que, no fim disto tudo, depois de 20 minutos de conversa à custa do cliente (a chamada é paga, volto a lembrar) o funcionário da Tv Cabo termina dizendo que, sendo assim, terei de me deslocar a uma das lojas da Tv Cabo, com o BI, para preencher um impresso qualquer.
quinta-feira, maio 10, 2007
Ronaldo não quer ser reajustado
Não conheço o senhor Ronaldo Caiado, apenas sei que é deputado no parlamento brasileiro e que foi o único, entre todos, que votou contra o aumento de 28,05% dos salários dos políticos.O termo usado no Brasil para um aumento destes é “reajuste salarial” e eu gostava de saber se os senhores deputados também decidiram reajustar os salários dos restantes trabalhadores do país na mesma ordem de grandeza.
Segundo o que li na edição on-line do jornal Folha de São Paulo, os parlamentares aproveitaram a presença do Papa, que desviou todas as atenções dos media e do povo, para calmamente aprovarem o reajuste.
Engraçado era se o tiro lhes saísse pela culatra, ou seja, que o Papa chamasse a atenção para tamanho atrevimento num país com dezenas de milhões de cidadãos a viver abaixo do limiar da pobreza. Mas desconfio que o Papa está mais preocupado com outros problemas, como o aborto ou a canonização do primeiro santo brasileiro. Dizendo de outro modo, com a política do Vaticano.
quarta-feira, maio 09, 2007
Os independentes
As próximas eleições para a Câmara Municipal de Lisboa vão ser curiosas, do ponto de vista socio-político. Os partidos políticos vão ter grandes problemas para encontrar bons candidatos. Mas o grande problema dos partidos políticos é a candidatura de independentes. Para além do próprio Carmona Rodrigues, que deverá recandidatar-se para tentar uma vingança contra o PSD, temos a anunciada candidatura de Helena Roseta, que se desvinculou do PS para lutar pela edilidade. Helena Roseta é uma fortíssima candidata e não vejo como o PS e o PSD vão encontrar facilmente quem queira defrontar estes dois independentes.
Roseta tem bastante experiência política (foi deputada e presidente da Câmara de Cascais), é bastonária da Ordem dos Arquitectos e passa por ser incorruptível, o que é condição suficiente para ser eleita.segunda-feira, maio 07, 2007
Mar insonso
Fui ver o grande lago do Alentejo, aquela imensidão de água doce que transformou aldeias do interior alentejano em localidades ribeirinhas, onde pontuam novas tabuletas pintadas de azul com indicações que seriam bizarras há uns anos como, por exemplo, “ancoradouro” ou “cais”.Mudou tudo. Do alto de Monsaraz, para os lados de Espanha, onde dantes só se viam olivais e montados, rebanhos de vacas e de ovelhas, agora há água e ilhas.
Em 2002 fiz uma descida do Guadiana, de canoa, para a realização de um documentário sobre o que o Alqueva iria submergir. O Castelo da Lousa, a aldeia da Luz, o Convento do Alcance, uma fábrica de pasta de papel, o olival da Pega, os moinhos de água, os menires, antas e dólmenes, e uma imensidão de sítios arqueológicos nunca estudados. Daqui a 100 anos, talvez, quando a barragem já não existir, tudo aquilo voltará à luz do dia, só não sei em que condições de preservação. Intitulei esse documentário “Por esse rio abaixo”. Foi um trabalho que gostei de fazer, que passou uma única vez na SIC Notícias, no consulado do Nuno Santos enquanto director daquilo.
sexta-feira, maio 04, 2007
Habeas Corpus
Encontrámo-nos em Nice, durante uns Jogos Mundiais de Jornalistas, um evento bienal organizado por uma associação internacional de jornalistas a que o Sindicato dos Jornalistas português costumava aderir.Aquilo era sempre uma paródia e eu fazia tudo para não faltar. Daquela vez inscrevi-me na equipa de xadrez, mas acabei por ter de jogar futebol sob pena da equipa não poder entrar em campo por falta de quórum. Ela estava na bancada, a assistir ao jogo.
Nessa noite encontrei-a num cocktail. Começamos a conversar e nunca mais nos largámos. Até perdi a camioneta que trouxe a malta de volta para Lisboa. Tive de vir de comboio, no dia seguinte.
Umas semanas depois, namorávamos ao telefone. Eu em Lisboa, ela em Paris, onde trabalhava na embaixada do Canadá. Um dia, deu-me a louca e disse-lhe que no dia seguinte, ao meio-dia, estaria à espera dela debaixo da Torre Eiffel. Meti-me no carro, fui a casa enfiar umas t-shirts num saco e pus-me a caminho de Paris. Guiei 24 horas seguidas, mas ao meio-dia estava debaixo da Torre Eiffel. Ela apareceu à hora marcada. Foi um beijo muito louco.
Foi em 1983 e não sei porque me lembrei disto agora. Mas deu-me uma saudade de Paris. É uma cidade onde se pode ser feliz.
A foto é de Robert Doisneau.
quinta-feira, maio 03, 2007
A exaltação
Não vi o debate, mas na reportagem do Paulo Dentinho (hoje, no programa da manhã da RTP) ela aparecia indignada, com o tom de voz um pouco elevado. Logo o adversário lhe aconselhava calma, porque a exaltação parece mal, conforme está convencionado e ele tentou tirar partido disso. E ela respondia-lhe que não estava enervada, que estava, apenas, indignada, que mantinha intacta a sua capacidade de revolta, como quem diz que continua a ser gente, apesar de estar ali a disputar o poder total de uma das nações mais importantes da Europa.Porque parece mal aparecer enervado num debate político televisionado? Os nervos à flor da pele denunciam fraquezas escondidas? Pois eu acho que essa é mais uma convenção estipulada pelos cínicos, por aqueles que nunca se zangam porque são capazes de todas as cambalhotas e contorcionismos para se manterem à tona. Gosto de gente que se zanga e que se enerva, que se indigna e se escandaliza, se revolta e luta por aquilo em que acredita. Julgo que era disso que se tratava no debate entre Ségolène e Sarkozy, naquele extracto que apareceu na reportagem do Paulo Dentinho. Ela defendia uma lei que, quando fez parte do governo, tinha implementado em defesa dos direitos das crianças fisicamente incapacitadas, uma lei que ele desmantelou em nome de um liberalismo económico pouco sensível aos problemas das pequenas minorias da população. Se eu fosse francês, votaria em Ségolène.
quarta-feira, maio 02, 2007
1º de Maio

Como é que um povo que se lançou ao mar para dar novos mundos ao mundo se transformou nisto?
domingo, abril 29, 2007
Real Politik
É uma folha A3, com timbre da Agência Lusa, escrita à mão por mim. Não tem data, mas é de Outubro de 1998 e refere-se ao atentado contra a vida de Abel Chivukuvuku, à época o líder parlamentar da UNITA.Chivukuvuku (foto pequena) morava no bairro de Alvalade, numa rua muito movimentada e tinha segurança policial no portão, como habitualmente têm todos os tipos importantes em Luanda. No entanto, os polícias que lhe guardavam o portão de casa, nesse dia de manhã, não estavam lá, inexplicavelmente.
Às 9 horas, quando o carro de Abel Chivukuvuku passou o portão, conduzido pelo motorista que ia levar os dois filhos do patrão à escola, de um outro veículo que circulava pela rua saíram três tiros disparados de uma pistola com silenciador. Ninguém viu a cara do atirador, ninguém reparou na matrícula do carro utilizado no atentado, nem sequer ouviram os disparos por causa do silenciador. Mas duas balas ficaram cravadas na porta do carro e a terceira ficou no capôt. Chivukuvuku não ia no carro e as crianças não foram atingidas.
Não sei se quiseram mesmo matar Chivukuvuku, mas sei que o assustaram bastante. O passo seguinte foi a sua substituição forçada na direcção da bancada parlamentar da UNITA.
Foi por esses dias que surgiu a chamada UNITA-Renovada, um grupo dissidente de Jonas Savimbi e liderado por Eugénio Manuvakola e Jorge Valentim.
Manuvakola foi imposto como novo dirigente parlamentar da UNITA, num golpe palaciano levado à cena pelo próprio presidente do Parlamento angolano. Com os votos do MPLA, o Parlamento declarou ilegal a direcção de Chivukuvuku, que se mantinha leal a Savimbi e passou a reconhecer a dita UNITA-Renovada.

No dia em que isso sucedeu, eu estava lá, no Parlamento e assisti a tudo.
Enquanto a guerra regressava ao país, os primeiros tiros em Luanda contra a UNITA foram disparados neste episódio que aqui vos conto.
Em 98, Luanda voltava a transformar-se numa ratoeira para os tipos da UNITA, como já tinha sido em 92.
Já me tinha referido a este episódio aqui no blogue, em circunstâncias diferentes, mas o reencontro com este papel obrigou-me a regressar a este episódio paradigmático da real politik à angolana.
sábado, abril 28, 2007
Adoro miminhos
Penso logo existo, ora blogda-se.Um grande abraço aos que se lembraram disto.
Mas não sei se mereço tamanha distinção.
Não sei mesmo.
sexta-feira, abril 27, 2007
Arte e manhas da política. No caso, angolana.

O papel está datado de 31 de Julho de 1998. Eu estava em Angola há cerca de 15 dias, na companhia do Carlos Santos, o camera-man da SIC que me acompanhou. O comunicado fala de um terrível massacre ocorrido numa aldeia da Lunda Norte, onde terão morrido 600 pessoas, segundo se dizia em Luanda. Na verdade, ninguém sabe quantos morreram.
O governo acusou a UNITA da autoria do massacre. A UNITA nunca o reconheceu. O ataque foi, de facto, um assalto para rapinar os diamantes que estavam naquela aldeia que, como tantas outras do Norte de Angola, mais não era que um acampamento de garimpeiros. Atacaram e mataram todos de modo a não deixar testemunhas.
O comunicado da MONUA acusa o Jornal de Angola, a Televisão Pública de Angola e a Rádio Nacional de Angola de difundirem falsas notícias sobre o sucedido, nomeadamente a afirmação de que a MONUA teria identificado os atacantes como sendo militares da UNITA.

Na verdade, o que se dizia à boca pequena, em Luanda, é que o ataque teria sido feito por soldados governamentais, homens tresmalhados, cansados de esperarem por um soldo que nunca chegava, fartos de passar fome e medo.
Alguns dias depois, eu e o Carlos Santos estávamos em Bula, levados pela tropa angolana. Vimos os corpos enterrados nas valas cavadas para o garimpo, vimos as palhotas destruídas e vimos muitas cápsulas de munição espalhadas pelo chão de areia. Não sei quem disparou aquelas balas todas. Sei apenas que eram cápsulas de munição de fabrico espanhol. E sei que Espanha vendia munições e outro equipamento militar ao exército governamental.
quinta-feira, abril 26, 2007
A resignação e o inconformismo
Cavaco não põe cravos na lapela e não gosta das comemorações do 25 de Abril. Disse-o ontem, quando presidia às ditas celebrações por mera obrigação do ofício, como se depreende. Não gosta e não se resigna e, então, quer mudar tudo, quer alterar o ritual, quer modernizar a coisa, pelo que percebi. E falou da necessidade dos jovens não se resignarem perante a mediocridade vigente.Cavaco também não gosta de manifestações e, por isso, não alinhou na descida da Avenida da Liberdade, um outro modo de celebrar o 25 de Abril muito do agrado de milhares de cidadãos, como se viu. Lá estiveram alguns dos que já tinham estado nas comemorações oficiais realizadas no Parlamento. Foi o caso dos capitães de Abril, os tais que não se conformaram com a situação em 1974 e fizeram cair o regime. De manhã estiveram em São Bento a escutar o Presidente da República, de tarde juntaram-se ao povo que festejava.
quarta-feira, abril 25, 2007
25/A

terça-feira, abril 24, 2007
Termo de identidade e residência
Agora, os desempregados têm de se apresentar quinzenalmente na Junta de Freguesia onde vivem. Quando se inscrevem no centro do IEFP recebem a primeira intimação para se apresentarem na Junta e, depois, a Junta renova-lhes a data para a próxima apresentação e assim sucessivamente, de quinze em quinze dias.Porquê isto tudo? Porque parece que há pessoas que não se contentam com o subsídio de desemprego que o Estado português lhes dá e vão trabalhar para Espanha. Assim, se forem, têm de vir a casa todos os 15 dias e, porventura, a trabalheira deixa de compensar. Se falharem duas apresentações, o subsídio é cortado. Os outros todos pagam por tabela. O legislador terá pensado, porventura, que se o cidadão está desempregado bem pode passar umas horas numa fila inútil à porta da Junta de Freguesia. O cidadão pode, é claro. Os funcionários da Junta também podem, claro está, até porque se tinham pouco que fazer, antes, agora o seu posto de trabalho está completamente justificado. O Estado ganhará alguma coisa com isto? Não sei, mas julgo que não. A coisa é um bocadinho ridícula e não evita a economia clandestina. Quem pariu este esquema não devia estar imbuído daquele espírito simplex propalado pelo Primeiro-Ministro. Em pouco tempo, o cidadão desempregado vê-se obrigado a carregar um dossier cada vez mais cheio de folhas A4 onde se comprova “o dever de apresentação quinzenal previsto no artigo 17º do decreto-Lei nº220/2006 de 3 de Novembro”, além da colecção de provas quanto à obrigação de procurar activamente emprego, ou seja, o cidadão desempregado tem de provar que responde a anúncios de emprego, que vai a entrevistas, que envia currículos para empresas, etc. O dossier engorda, o cidadão talvez não.
segunda-feira, abril 23, 2007
Dans le divan
Em 2002 falou-se “no fim da democracia” quando o desinteresse do eleitorado francês deu espaço à extrema direita de Le Pen que chegou a meter medo ao sistema democrático.Agora, parece que os franceses se reconciliaram com a política, ou com os seus políticos, foram votar em massa e deram uma tareia eleitoral a Le Pen, como ele nunca deve ter imaginado.
Outro pormenor interessante foi o surgimento do terceiro elemento. Durante a campanha eleitoral, a candidata Ségolène Royal terá dito que François Bayrou era um homem “sem cadeira”, querendo dizer que ele não tinha lugar naquela luta pelo poder, que ela pretenderia disputar apenas com Nicolas Sarkozy. Como se vê, a senhora enganou-se bastante. Ironicamente, Bayrou sentou-se num confortável sofá e, agora, espera que Ségolène se chegue ao pé dele para negociar os tais 7 milhões de votos que amealhou nestas eleições. Como cavalheiro que deve ser, Bayrou certamente cederá algum espaço do seu sofá para que Ségolène se sente a seu lado e conversem sossegadamente. E se ela traçar a perna, tudo poderá acontecer… na segunda volta a 6 de Maio.
sexta-feira, abril 20, 2007
Na curva do rio

quarta-feira, abril 18, 2007
terça-feira, abril 17, 2007
Assassinos

De facto, estão a assassinar lentamente o carácter do homem. A cada dia uma nova facada. Sendo que o que sobra é vingança, apenas. Vingam-se pelo encerramento da universidade, como se a culpa fosse de Sócrates e não deles próprios, magníficos actores de cowboyadas.
Sócrates foi favorecido na obtenção da licenciatura? Em plena consciência, é difícil responder. Mas é possível que tenha sido, sim. O que não me admira, se pensarmos no sentido prático que os capitalistas dão à vida: o dinheiro não tem cor nem cheiro, mas dá prestígio. O que, no caso vertente, quereria dizer que valia tudo para atrair estudantes à UnI e, melhor ainda, se esses estudantes fossem deputados.
domingo, abril 15, 2007
A mudança da maré
O tom do que se escreve nos jornais já não é o mesmo. Por exemplo, hoje, o Diário de Notícias tem duas prosas favoráveis ao Primeiro-Ministro e o Público limita-se a descrever, pela enésima vez, as incongruências entre os vários certificados de habilitações de José Sócrates, nada que lhe possa ser imputado directamente.No PSD, Marques Mendes está praticamente a falar sozinho quando exige um inquérito independente ao dossier académico do Primeiro-Ministro.
Quando isto tudo acabar, vão sobrar os escombros da Universidade Independente e pouco mais. Dirão que a universidade não merece viver, que tem de pagar caro pela desorganização evidente em que viveu durante estes anos todos. Talvez. Mas é irónico que a encerrem quando, finalmente, parecem existir condições para a reorganizar. E quanto aos direitos dos actuais alunos, o silêncio dos governantes permanece.
Ainda quanto à desorganização da Independente, gostaria de ver a mesma justiça ser aplicada a outras instituições de peso bem maior na organização do Estado português. É que também a Assembleia da República não sabe explicar como foi que o registo biográfico de José Sócrates aparece emendado, limitando-se a afirmar que é impossível indagar porque já se passaram muitos anos. Se uma universidade privada tem a obrigação de preservar a integridade dos seus arquivos, a mesma obrigação se exige, por maioria de razão, à Assembleia da República. Ou não?
Acerca de mim
- CN
- Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média
