Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.











quinta-feira, janeiro 22, 2009

5ºcanal - II


Ontem, tudo parecia perdido. Hoje, há uma nova esperança.
Digam lá se não é uma boa notícia!

quarta-feira, janeiro 21, 2009

5ºcanal

Amanhã se verá se teremos um 5ºcanal a sério, capaz de perturbar o situacionismo vigente, ou se o novo canal de televisão vai ser uma coisa inócua, incapaz de abanar consciências e de formar opinião.
Aquilo que hoje se leu nos jornais é um desastre quase absoluto. Depois de terem ousado convidar o proscrito Emídio Rangel para a realização de um projecto capaz de vencer o concurso aberto pelo governo, parece que a ZON se arrependeu de tanto atrevimento. Pela voz do porta-voz, o ex-jornalista da SIC Paulo Camacho, a ZON desistiu do projecto de Rangel e poderá avançar com um modelo alternativo cozinhado pela prata da casa onde, acredito, o próprio Camacho deve ter tido grande influência…
E de que modelo se trata? Citando o Diário de Notícias, será uma televisão que não irá “correr atrás de audiências e com custos controlados, mas obedecendo ao caderno de encargos estipulado pelo governo. Um canal com a maior parte dos serviços e conteúdos contratados em outsourcing, logo incapaz de concorrer com os canais em sinal aberto SIC, TVI e RTP” – fim de citação.
Dito assim, até parece bonitinho… mas, na verdade, é uma coisa estranhíssima. Para que quer a ZON um canal “incapaz”? Quem acredita numa tv privada que não corre atrás das audiências? Será que os accionistas da ZON deram em beneméritos do serviço público, assim de repente? Como será possível que prefiram deitar fora 25 milhões de euros (o custo referido nos jornais do tal canal alternativo), em vez de investirem 50 ou 60 milhões num projecto ganhador?
Na verdade, não consigo entender. Mas, provavelmente, a culpa é dos jornais que não souberam explicar bem os meandros do negócio… é que o tal projecto alternativo magicado pelos quadros da ZON não me parece ter sustentabilidade económica. Limita-se a gastar relativamente pouco dinheiro (25 milhões… para distribuir pelos outsourcings mais amiguinhos) … e embora não conheça o projecto elaborado pelo Emídio Rangel, tenho a certeza de que a sustentabilidade do canal foi uma das suas principais preocupações.
Se o 5ºcanal não se revelar um verdadeiro concorrente dos canais já instalados, o Dr.Balsemão e o señor Polanco ficarão muito agradecidos. O que é um descanso em relação ao futuro de alguns dos quadros da ZON.

terça-feira, janeiro 20, 2009

American Dream


A marcha iniciada em 1964 por Martin Luther King, só agora terminou, com a vitória de Barack Obama nas eleições presidenciais norte-americanas. Mas, este facto notável, não deve ser encarado como a vitória de um negro sobre os brancos. Primeiro, porque Obama foi eleito por uma maioria de eleitores brancos. Segundo, porque o novo presidente dos Estados Unidos é tão negro como branco e é até estúpido reduzir Obama a uma única esfera étnica. Terceiro, porque o que é bonito é pensar que o que esta eleição traz de novo é, precisamente, o abandono do preconceito racial.
Pessoalmente, alegra-me o facto do novo presidente dos Estados Unidos da América ser um tipo que se chama Barack Obama, mestiço de pai negro e mãe branca. Olho para os meus filhos e acredito que, para eles, se abriu uma nova janela de oportunidades.
Dito isto, acrescento apenas que Obama tem muito para provar, a partir de hoje, dia da tomada de posse. Como vai ele resolver a questão da retirada das tropas do Iraque? Como vai ele orientar as relações com a Rússia? Como vai ele influenciar a questão palestiniana? Como vai ele resolver o descalabro financeiro em que os EUA estão metidos? Como vai ele fechar a prisão de Guantanamo? Cá estaremos para ver do que será capaz, embora não devamos esperar milagres. Não é por Obama ter sido eleito que muda o regime político dos Estados Unidos.

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Controlinvest: um tiro no porta-aviões

Lisboa, Portugal 15/01/2009 12:03 (LUSA) Temas: Media, empresas, Trabalho, Emprego, Crises



Lisboa, 15 Jan (Lusa) - A administração da Controlinveste deu início a um processo de despedimento colectivo que abrange 122 colaboradores em diferentes áreas do grupo, de acordo com um comunicado interno a que a Lusa teve hoje acesso.
Segundo disse à Lusa fonte da empresa, cerca de metade dos dispensados são jornalistas, sendo que os títulos mais afectados serão os dois maiores jornais do grupo, o Diário de Notícias e o Jornal de Notícias.



O síndroma da crise ou a incapacidade de inovar, de inventar, de revolucionar. Vão sempre pelo caminho mais fácil, o corte de cabeças. O pior é que sem cabeças também não há matéria cinzenta...
Outra coisa que nunca me deixa de espantar, é o facto destas crises raramente serem notícia nos órgãos de comunicação social onde se desenrolam. Ainda hoje comprei o DN e não vi lá nada sobre isto...

quarta-feira, janeiro 14, 2009

"Pensem duas vezes antes de casar com muçulmanos. É arranjar um monte de sarilhos!"

Palavras do Cardeal Patriarca de Lisboa...
Dito assim, fora de qualquer contexto, até parece uma frase xenófoba mas, na verdade, trata-se de um dado factual.
São muitas as histórias de mulheres que perdem todos os seus direitos de cidadania, pelo simples facto de terem casado com homens muçulmanos. O problema não se põe, enquanto a família reside na Europa, mas passa a existir quando o homem regressa às origens e leva a mulher europeia com ele… A viver sob um qualquer regime islâmico, ela fica igual às outras mulheres. Ou seja, perde direitos patrimoniais, perde direitos de poder paternal, pode até perder (consoante o país onde vive) os simples direitos a sair de casa sozinha, de conduzir automóvel, de vestir a seu belo prazer, de ir ao cinema ou de se sentar numa esplanada a beber um chá.

domingo, janeiro 11, 2009

Políticamente muito incorrecto



Quem conhece o Mário Crespo não estranha o efeito daquilo que ele escreve ou diz… o homem escreve com martelo pneumático e fala sem medo (uma raridade…). Quem anda atento ao que se lê nos jornais, também já há-de ter reparado no mesmo que o Mário reparou e que, segundo o Diário de Notícias, motivou uma reacção estranha por parte dos serviços da presidência da república…
Abreviando, para quem não leu o DN de ontem, o Mário Crespo terá dito que “a Presidência recorria a um método "algo preocupante": o uso de fontes anónimas para passar informações falsas para a imprensa (comentário feito a propósito de uma manchete recente do semanário Sol).”
Ora, sentindo-se ofendida, a Presidência da República fez queixa, apresentou o seu protesto, o que é legítimo e normal. Enviou as suas queixas para a direcção de informação da SIC, mas não se deixou ficar por aqui… enviou também a queixinha ao dono do canal…
Ao Diário de Notícias, Mário Crespo disse que estranhava que a Presidência “tenha mandado para o Dr. Balsemão. Não sei o que Nunes Liberato (chefe da Casa Civil do Presidente) pretende com isso. Este é um assunto editorial e não administrativo. Que mande, como mandou, à direcção de informação acho normal. Ao Dr. Balsemão já não acho. E estranho que não me tenha mandado o comunicado a mim."
E eu estranho que não o tenha feito junto da ERC, o organismo do estado que tem a incumbência de zelar pelo cumprimento da Lei no que diz respeito à Comunicação Social.
A única coisa que eu não estranho, volto a dizer, é aquilo que o Mário referiu… ainda aqui há tempos (em 13 de Abril de 2007), escrevi neste blog o seguinte: “Para os mais distraídos ou distantes destas coisas, vou aqui demonstrar como o poder político manipula jornalistas. E não é preciso fazer grande esforço. No passado dia 6, o Diário de Notícias, entre outros jornais, publicava a notícia (sustentada por uma fonte da presidência) de que o Presidente da República, preocupado com as consequências da polémica em torno da licenciatura do Primeiro-Ministro, tinha reunido “discretamente com os seus colaboradores mais próximos para preparar eventuais ondas de choque do caso Universidade Independente”. Leiam aqui.
Horas depois, vários órgãos de comunicação social citavam uma notícia da Lusa, onde se negava que tal reunião se tivesse realizado, segundo “fonte da Presidência da República”, que desmentiu «categoricamente o teor da notícia de hoje publicada pelo Diário de Noticias». Leiam aqui.
Ou seja, duas fontes do mesmo fontanário deram informações díspares. Isto é, a mensagem de Cavaco passou, sem que ele tivesse tido necessidade de abrir a boca. O destinatário recebeu e entendeu o alcance da coisa. E daí a entrevista do Primeiro-Ministro à RTP. Isto é política pura, meus amigos. E não vi nenhum jornalista a denunciar a “fonte” que os levou a fazer este papelão.”
Agora já vi. Boa, Mário, já não me sinto tão só. Espero é que o patrão se porte bem contigo…

sábado, janeiro 10, 2009

2009 em perspectiva nos Media - II parte




Antigo companheiro de trabalho enviou-me esta triste mensagem: três títulos do Grupo Impala vão encerrar... Não será por causa da crise, estou certo, mas o velho Jacques Rodrigues (apesar de ser muito rico) utiliza a conjuntura e aproveita para deitar "carga ao mar"... pouco lhe importando o que vai suceder na vida dos que ali trabalharam... Para já, apenas 39 despedidos, mas as "fontes seguras" falam em 200 até ao fim de 2009...

Paris - Lisboa, de mota

Cheguei hoje às 4 da tarde. Foi mais uma viagem de malucos... No primeiro dia, chuva a granel e frio q.b., mas parei às 17 em Bayonne, já perto de Espanha. Dormi num motel que há mesmo à beira da autoestrada, do lado direito. No dia seguinte, mais chuva mas menos frio. Aliás, ao fim do dia até estava quase bom, com 7 graus de temperatura ambiente. Fiquei em Tordesilhas, mais uma vez. Sou fã do Parador de lá e, nesta época do ano, arranjei um quartito por 70 €...
Esta manhã estavam 2 negativos às 9 horas... a mota toda coberta com uma película de gelo, parecia feita de vidro... esperei até às 10 e meia, antes de me por a andar. Estavam zero graus à porta do Parador, mas quando cheguei à autoestrada a temperatura voltou a ser negativa e não se via a mais de 50 metros de distância, por causa do nevoeiro. Fiz 250 quilómetros com temperaturas entre -1 e 3 graus, neve e gelo por todo o lado e um nevoeiro do cacete. Tive de parar para abastecer, estava ao pé de um letreiro que indicava uma estação de serviço a 100 metros de distância e não conseguia ver o edifício. Os pés pareciam de pau... nunca tive tanto frio na vida, mas só nos pés. Senão, não tinha aguentado. Só depois de ter entrado em Portugal, depois de passar a Guarda é que o nevoeiro levantou. A partir daí foi um passeio, com céu azul e a temperatura a chegar aos 11 graus.Moral da história: não acredites em previsões meteorológicas a 3 dias. E, mesmo no próprio dia, espreita pela janela antes de saires à rua.

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Paris - Lisboa, de camião


Partimos por volta das 17, chovia a potes, choveu a potes o tempo todo, esteve um temporal desatado o caminho todo, até mesmo aqui à porta em Odivelas. Fizemos a viagem directa, só com paragens para beber café e mijar. Foram 23 horas, contando com duas que estivemos parados na autoestrada no País Basco, sem gasóleo... a carripana tinha o manómetro avariado e o tipo fez mal as contas e deixou o depósito secar... À conta disso, fiz 4 quilómetros à pata para ir buscar socorro... debaixo de chuva. Eram 3 da manhã. Foi lindo. Revezámo-nos na condução... por mais de uma vez cheguei a fechar os olhos quando ia ao volante... mas nunca consegui dormir quando ia sentado no pendura...Acabou por correr tudo bem, mas agora tenho a casa feita em armazém... nem sei como arrumar tanta tralha...

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Luso Jornal



O Luso Jornal não é daquelas "folhas de couve" que só existem para vender publicidade barata. Ao contrário da maioria das publicações existentes nas várias comunidades de portugueses radicados no estrangeiro, o Luso Jornal é um órgão de comunicação social, onde se faz algum jornalismo, nem sempre bom, mas sempre bem intencionado.
O jornal tem edições separadas em França e na Bélgica, distribuição gratuita e acesso livre na net.
Carlos Pereira, o director, faz-me o favor de publicar umas cronicazecas que lhe envio volta e meia (para não perder a prática...).
Enfim, digo-vos isto tudo apenas para vos propôr uma leitura rápida, na página 2 do número desta semana...
Façam o favor de clicar aqui.

Recessão


O primeiro-ministro admitiu que vamos entrar em recessão. Porventura, já entrámos… Mas não vejo onde está a admiração. Se estar em recessão significa produzir menos riqueza do que aquela que precisaríamos para viver melhor, então… Portugal está em recessão há uns 500 anos… Sempre vivemos acima das nossas possibilidades, isso vem em todos os livros de História. Fomos subsidiados pela Liga Hansiática que patrocinou as naus e caravelas que lançamos ao mar, vivemos do ouro surripiado ao Brasil e do infame comércio de escravos, sustentámo-nos com as potencialidades de Angola e Moçambique, delapidámos os fundos do FSE… De modo que, agora, não entendo este frenesim à volta da recessão. Pobre não teme recessões nem se suicida por causa disso. Já os alemães não podem dizer o mesmo…

terça-feira, janeiro 06, 2009

Matar

Na Palestina, em Gaza, morreram dezenas de pessoas que se encontravam abrigadas numa escola que o exército israelita atacou. Os soldados israelitas dizem que responderam a disparos vindos da escola…
Em Lisboa, um polícia da PSP matou com um tiro na cabeça um adolescente de 14 anos. O agente em questão diz que disparou depois de ter sido ameaçado pelo rapaz que empunhava uma pistola.
Do lado das vítimas, em Gaza e em Lisboa, acusa-se a outra parte de violência desmedida, desproporcionalidade de meios, abuso, atentado contra os direitos humanos.




No que diz respeito ao sucedido em Gaza, a versão israelita é plausível. Conheço muitos estratagemas utilizados por soldados em conflito e vivi situações parecidas… também em Bissau, durante a guerra civil de 98/99, por exemplo, os soldados de Nino utilizavam artilharia móvel que colocavam junto a habitações na hora de disparar e que, logo a seguir, retiravam. Quando a resposta vinha, os soldados já lá não estavam, apenas os civis… que eram os que levavam com os obuses em cima.
Quanto ao que se passou em Lisboa, sabemos que o rapaz estava num veículo roubado, com outros quatro comparsas, que não obedeceram à ordem de parar da polícia, fugiram e, depois de apanhados, resistiram à prisão. Foi nessa luta que o polícia disparou…
Lamento as mortes mas não consigo condenar os matadores. Acredito que tanto uns como outros sejam vítimas das circunstâncias... embora seja sempre difícil saber quem está a mentir.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Arafat, a oportunidade perdida



Estive em Gaza, em circunstâncias que já relatei aqui… Vinte anos depois, embora nunca mais lá tenha voltado, julgo que pouco ou nada mudou, pelo menos para melhor.
Já naquela altura não se conseguia vislumbrar uma solução para resolver o conflito israelo-palestiniano… Acredito até que, hoje, o conflito está mais longe de uma solução negociada do que estava há 20 anos. Na altura, existia Yasser Arafat, um dirigente palestiniano que estava disposto a negociar uma solução com Israel. Arafat tinha uma missão na vida, que era a de criar o estado palestiniano independente e era, portanto, um homem disposto a negociar, ao mesmo tempo que lutava, e os dirigentes israelitas deveriam ter percebido isso. Mas Arafat nunca quis uma paz sem condições e os israelitas nunca estiveram dispostos a fazer reais concessões políticas… perderam-se anos a negociar as fronteiras irreais de um futuro estado palestiniano, que acabou dividido e sem continuidade territorial entre Gaza e a Cisjordânia… Israel preferiu isolar Arafat e deixá-lo morrer e, agora, não tem um verdadeiro interlocutor para negociar… o Hamas responde, primeiro, aos interesses hegemónicos de potências regionais como o Irão e a Síria, que utilizam a causa palestiniana como arma de arremesso para ferir Israel… e ao Hamas pouco interessa o bem estar da população palestiniana…
De modo que percebo, agora, a opção militarista assumida por Israel. Não conseguindo negociar com quem não pode ter boa-fé, resta o confronto aberto e a possibilidade de uma vitória militar. O problema é que este conflito pode não ser controlável, dirigentes árabes e islâmicos mais extremistas podem sentir-se compelidos a agir… e tudo isto pode descambar perigosamente…
Por outro lado, a actual invasão de Gaza pode resultar num fiasco para os estrategas israelitas. Gaza é um imenso aglomerado urbano, com milhares de ruelas e túneis, uma anarquia urbanística super-populada, um sítio ideal para emboscar as patrulhas israelitas. Já era assim há 20 anos, quando por lá andei e hoje não será muito diferente, volto a dizer.

domingo, dezembro 28, 2008

2009 em perspectiva nos Media



Disseram-me há dias que a Controlinvest vai iniciar em Janeiro o processo de despedimento de 150 pessoas. Portanto, a ser assim, algumas dezenas de jornalistas do DN, JN, 24 Horas, TSF, etc., vão entrar para o mercado de desemprego. A SIC, como se sabe, tem já em fase adiantada um processo semelhante de rescições mais ou menos amigáveis... Se juntarmos mais umas dezenas que vão saindo de outras empresas é óbvio que a oferta (independentemente da qualidade) é cada vez maior e atingirá lá para o Verão números deprimentes. Digo deprimentes porque isso implica uma forte depressão salarial. A situação é idêntica a nível de produtoras e é possível que a RTP tente também alijar pessoal a curto prazo, a não ser que o governo lhes dê instruções para ficarem quietos... mas uma administração inteligente aproveita sempre estas oportunidades para cortar despesas e, no caso dos jornalistas, até lhes pode dar a entender que nem tudo é mau porque levam umas indemnizações e podem ter oportunidades dado que vêm aí um novo diário e um canal de TV. Para quem arranca é, por seu turno, o ideal para contratar gente ao preço da chuva. O que acontece a seguir é merda pura, mas já nem interessa.

terça-feira, dezembro 23, 2008

(Des)Encontros

(no passado dia 16)
Fernando,
Por mais estranho que te pareça, acabei de te ver e ouvir na pantalha da RTP-I, dizendo como ninguém o "Adeus".
Contigo, meu irmão, as palavras nunca estão gastas.
Tenho uma espécie de nostalgia por uma coisa que nunca aconteceu... a nossa amizade.
Abraços.
Carlos







(ontem)
Carlos,
Por mais estranho que te pareça, os gajos que continuam a passar na pantalha isso que foi gravado há meia dúzia de Natais, ainda não me pagaram um tostão. E todos eles fazem grandes vidas, é Natal sempre que eles querem.
Mas para a fogueira que conta, são palavras como as tuas que aquecem o coração.
Partilho a mesma nostalgia, tão episódico foi o nosso encontro numa Redacção (e as Redacções sempre foram a nossa outra casa; agora que as Redacções se degradam aceleradamente, sentimos que vivemos uma parte essencial da nossa vida sob escombros).
Mas as Redacções dão muitas voltas, tal como a vida, e felizmente também não aconteceu, entre nós... a inimizade. Temos mais de meio caminho andado.
Que em 2009 possamos brindar a coisas boas.
Abraços.
Fernando

domingo, novembro 30, 2008

Juramento de Hipócrates



Mas a senhora não cumpre com o protocolo!, diz ela de modo alterado. Assim, não pode ser, acrescenta, e o timbre nervoso acentua-se quando refere que será necessário regressar ao centro de saúde da área de residência, marcar nova consulta com o médico de família para obter as credenciais para ir fazer as análises e, só depois, voltar ali ao hospital onde poderá ser vista por um médico especializado se, e só se, a triagem assim o indicar.
Meia-hora depois, na urgência do mesmo hospital, outro médico diagnosticava risco iminente de aborto mas, estranhamente, enviou a paciente para o centro de saúde e para o mesmo sacrossanto périplo estabelecido num qualquer protocolo que institui a primazia da consulta com o médico de família que, como sabemos, é um médico generalista e que pode não ser minimamente competente para questões especificas como, no caso, gravidez de risco…
O desfecho previsível desta caso que vos relato será uma interrupção involuntária de gravidez e eu só gostava de saber a quem devo bater… talvez aos médicos que se deixaram "protocolarizar" e não passam, hoje, de administrativos zelosos em saber se o doente que ali aparece reside de facto na área de atendimento do hospital ou se o centro de saúde cumpriu com todos os preceitos do protocolo estabelecido com o hospital… e deixam o acto médico para segundo plano.

quarta-feira, novembro 26, 2008

E-mail para BB



BB,


Gostei da tua recente crónica no DN. É bom saber que ainda há quem tenha memória: "o que ocorreu nas redacções dos jornais, das rádios e das televisões, com a imposição de uma nova ordem que principiava pela substituição das chefias e a remoção de jornalistas qualificados, mas desafectos ou mesmo dissentes - é uma história sórdida, e esquecida por muitos." Pois é, camarada... um dia fui enviado para a cobertura de um comício do PSD, na campanha para a segunda vitória de Cavaco, reportei uma história paralela ao comício, em que um grupo de trabalhadores quis entregar uma carta ao senhor primeiro-ministro lembrando-lhe uma promessa da primeira campanha que não tinha sido cumprida. Fiz a reportagem no local e, chegado à redacção, procurei no arquivo e encontrei declarações do Cavaco, na anterior campanha, que corroboravam as reclamações dos trabalhadores. Meti tudo na reportagem... e foi a última coisa que fiz de política nacional na RTP. O meu chefe recebeu ordens expressas do director para me deixar quieto. E assim fiquei, de 1989 a 1992, até ir para a SIC.
Um grande abraço.

sábado, julho 28, 2007

Interrupção

O PROGRAMA SEGUE DENTRO DE ALGUNS ANOS.
QUANTO MAIS TARDE, MELHOR.

segunda-feira, julho 09, 2007

O malandro do Carlos Pinto Coelho escreveu: "Quero partilhar contigo a imagem dos campos alentejanos quando saí de casa, esta manhã. A sete minutos de viagem, não resisti, parei o carro e guardei para sempre a memória de um espectáculo."

E eu que nas ultimas cinco semanas tenho apanhado chuva todos os dias, não posso deixar de partilhar tanta luz.

quarta-feira, julho 04, 2007

Ousadias

O video é um extracto de um programa produzido pela Teresa Guilherme, julgo que para a SIC, em 1997 ou 98. Supostamente, a gravação da entrevista seria para incluir num programa para as comunidades emigrantes, num canal qualquer de cabo nos Estados Unidos. Enfiei o barrete todo, todinho, da cabeça aos pés. Foi um trabalho bem feito que contou com a minha tradicional ingenuidade... não ha' nada a fazer. Vou morrer assim. Um abraço ao Frederico Duarte Carvalho, que me enviou o link do YouTube.

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Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

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