Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.











quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Na Cama Com...

O Correio da Manhã anuncia hoje que “o novo canal de notícias da TVI, TVI 24, que arranca no próximo dia 26 na TV Cabo, terá um programa semelhante ao famoso ‘Manhattan Connection’, que se popularizou nos anos 90 na grelha da brasileira GNT.
Francisco José Viegas, escritor e colunista, de 46 anos, João Pereira Coutinho, de 33 anos, professor universitário e colunista, e Fernanda Câncio, 44, jornalista e namorada do primeiro-ministro José Sócrates, já foram contactados pela TVI para conduzirem este formato semanal.”
O que me irrita, neste texto, é apresentarem a Fernanda Câncio como “jornalista e namorada”, sendo que ficamos com a impressão de que o facto dela se deitar com o Primeiro-Ministro é a sua real mais-valia para a TVI, pelo menos no entender do escriba do Correio da Manhã.
Com quem dormirão Francisco José Viegas e João Pereira Coutinho?

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Violência de hoje e de ontem (nas escolas)

Tinha ideia que, perante a Lei, os pais respondiam pelos filhos menores. Isto é, quando a criancinha parte uma jarra, os paizinhos têm de a pagar. Ou não? Se calhar não, porque se fosse realmente assim, as malfeitorias das criancinhas já não ficariam impunes...

Ao contrário do que tenho ouvido por aí, as agressões a professores não são um fenómeno recente. Quando eu era jovem inconsciente, também se agrediam professores. Em 1975, o Liceu Pedro Nunes era um campo de batalha. Defrontavam-se ali as várias juventudes partidárias e as várias classes sociais. Claro que a balbúrdia afectava tudo e todos e o comportamento geral deixava muito a desejar. A autoridade dos professores foi varrida pelos ventos da Liberdade e nem a polícia tinha mão naquilo. Aliás, naquele tempo, a polícia vivia encurralada nas esquadras, com medo até de sair à rua.
Lembro-me de entrar na aula de Matemática a abrir a porta da sala a pontapé. Era um dia de chuva copiosa e pingava água por todo o lado. Avancei agachado, com o chapéu-de-chuva fechado a imitar uma kalashnikov… espetei a ponta do chapéu na barriga do professor, como se fosse uma baioneta… o homem não teve coragem de abrir a boca, virou-se para o quadro e continuou a dar a aula, enquanto a sala rebentava em delírio demente… se me perguntarem porque diabo fiz eu aquilo, não tenho resposta.
Lembro-me de uma professora de Desenho (disciplina que eu não tive) ser molestada fisicamente por um grupo de alunos de direita, chateados porque achavam que as aulas dela eram comícios políticos de esquerda…
Lembro-me de um dia em que o director do liceu foi sovado e expulso a pontapé das instalações do Pedro Nunes, por um grupo afecto ao MRPP… e no dia seguinte a escola ser invadida por chaimites. Os militares fecharam o liceu, não deixaram ninguém sair até que o director, todo entrapado, veio reconhecer os agressores que foram detidos e enviados durante uns dias para Pinheiro da Cruz, onde eram acordados às cinco da manhã com um banho gelado de mangueira.
Outros tempos. Bastante mais violentos. Não eram estas historietas que hoje ocupam os tempos de antena das televisões, em reportagens indigentes que não têm nada para contar.

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Funerais gratuitos


Parece que a crise chegou até aos jornais gratuitos e alguns deles vão fechar ou já fecharam mesmo. É o caso do “Sexta” (coisa que eu nunca li), folha-de-couve feita a meias pelo “Público” e “A Bola”… e que, segundo ouvi dizer, era distribuída à porta dos supermercados e bombas de gasolina. Outro gratuito que desaparece das ruas é o “Meia Hora”, do grupo Cofina (proprietária do “Correio da Manhã”).
Digamos que estes e todos os outros gratuitos nem deviam ter chegado a existir. Para além de darem trabalho a pouquíssimas pessoas, aquilo não é jornalismo. Os gratuitos foram inventados para impingir publicidade, nada mais. Ajudaram a criar a falsa ideia de que um jornal podia ser feito por meia dúzia de pessoas e com único recurso ao serviço das agências noticiosas. Jornalismo não é corta-e-cola nem imitação de notícias com seis linhas.

domingo, fevereiro 01, 2009

Os lobbys e a Crise


Há uns dias, um conhecido e influente patrão dos media, pediu ao Governo para apoiar as empresas que invistam em publicidade. Na opinião deste senhor, seria um meio de dinamizar a economia, já que a publicidade leva as pessoas a consumir… mas explicando melhor o seu raciocínio, disse que “o incremento que se fizer na publicidade tem repercussão indirecta na comunicação social séria, que está em crise, mas prefere morrer de pé, a vender a alma ao diabo”.
Portanto, isto só vale se os tais investidores em publicidade mandarem publicar os seus anúncios nos órgãos sérios, seja lá o que for que isto queira dizer… A questão é deveras intrigante, até porque teríamos de definir bem esse conceito de “órgãos sérios”, mas adiante…
Pois, eu acho que o Governo só devia apoiar as empresas que optassem por não despedir pessoal, apesar da crise. Empresas que decidissem inovar, continuar a arriscar e a investir, como modo de ultrapassar a crise. Porque assim, o Governo acaba por pagar duas vezes… paga uma vez, quando apoia financeiramente, e paga a segunda quando os despedidos dessas empresas que apoiou chegam em massa aos centros de emprego para se inscreverem no subsídiozinho…

sábado, janeiro 31, 2009

Já há culpados, no caso Freeport


Não sei se há alguma “campanha negra” contra o primeiro-ministro, mas sei que já houve. Quem se lembra das insinuações que surgiram na imprensa em 2004 e durante a campanha eleitoral de 2005, sobre a orientação sexual de Sócrates? Eu lembro-me… e lembro-me de ouvir piadas brejeiras de mau gosto de Santana Lopes sobre o assunto… ele que é o protótipo do macho ibérico. Foi um caso raro de infracção à hipócrita solidariedade institucional que, normalmente, os políticos têm uns pelos outros.
Mas, neste caso do licenciamento do Freeport, julgo que há questões que têm de ser bem explicadas. Se já foram, repitam a explicação, agora que estamos todos com atenção. É que também acho estranho que aquela obra tenha sido aprovada tão em cima da data das eleições e, aparentemente, com tanta pressa.
Digo isto, mas não tenho convicções sobre a culpabilidade de Sócrates. Já o mesmo não acontece em relação a outros intervenientes deste processo. Neste caso, há corruptores confessos, os promotores e administradores do Freeport… e há abusadores confessos do bom nome de outrem, como é o caso do primo do actual primeiro-ministro. A esses, se a justiça portuguesa vale de alguma coisa, já ninguém lhes deve tirar uma condenação judicial.

sexta-feira, janeiro 30, 2009

5º canal - IV

No sítio do projecto Telecinco pode-se ler que “o 5º Canal irá marcar o início de uma nova aventura tecnológica e ocupará o último espaço disponível no espectro radio-eléctrico. O projecto da TELECINCO constitui a derradeira oportunidade para o país dispor de uma televisão de qualidade”.
Por ser verdade e porque estamos perante um tremendo desafio e uma luta desigual, convido-vos não só a visitar o sítio mas, também, a deixar uma mensagem de apoio, a lançar um tema para discussão pública, a participar.

"Inspectora" Fletcher


Acabei por não perceber porque estão a demorar tanto as investigações do caso Freeport. Ao fim de 4 anos, nem suspeitos há… mas ninguém impede as fugas de informação, as violações do segredo de justiça, a propositada degradação da imagem de alguém que pode estar inocente. Até já dou de barato os custos políticos de mais esta trapalhada judicial, mas o que está a acontecer não devia ser possível. A inoperância dos investigadores judiciais e policiais é inaceitável, tanto mais que se torna recorrente…

Lembremo-nos do caso Maddie, que depois de tantas perícias científicas, tanto CSI, depois de constituírem como arguidos os pais da criança desaparecida, os investigadores acabaram por enfiar o rabinho entre as pernas e colocar o dossier na prateleira à espera de melhor prova…
Reparem bem no que está a acontecer com o caso Casa Pia… ao fim de 5 anos de julgamento, a única condenação que se prepara é a do infeliz Bibi… os outros já encomendaram garrafas de champagne e preparam as acções que vão mover contra o Estado para exigirem chorudas indemnizações por perdas e danos irreparáveis, como já fez o deputado Paulo Pedroso.
E a triste figura que o sistema judicial fez no caso Apito Dourado, com as cenas televisionadas da detenção de Pinto da Costa para, no fim, arquivarem o processo…
São “barracas” a mais, dona Cândida.

quinta-feira, janeiro 29, 2009

O Cara de Pau


Dias Loureiro diz que "caso sentisse o menor incómodo por parte do Presidente da República", ou se "sentisse ter feito alguma coisa que colocasse em causa o seu papel", se demitiria do Conselho de Estado. Duas frases que, na prática, se opõem. É óbvio que o Presidente da República só pode estar incomodado por tudo o que se passa à volta de um dos seus compagnons de route, mas é óbvio também que Dias Loureiro acha que não é nada com ele. Até dá vontade de rir. O homem está a fazer tudo para ver se se aguenta à tona e cara de pau não lhe falta.

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Cão não come melão


Nunca fui muito amigo de pão com marmelada
Do que me lembro é do sabor fresco e sumarento do melão de casca de carvalho, em dias quentes de liberdade absoluta.
De manhã cedo, apanhava um melão na dispensa, punha um canivete no bolso, enfiava o melão numa sacola a tiracolo, chamava o cão e partia para o monte. Íamos à caça de “fracas”, umas galinhas do mato de Angola que vieram dar aos eucaliptais e pinhais de Caneças e Montemor.
Eram horas de grande excitação, principalmente para o cão. Mas aquilo não passava de uma brincadeira, embora um pouco cruel para as galinhas. Depois de farejadas, o cão não as largava… os voos de 20 ou 30 metros de puro desespero não eram suficientes para o cão as perder de vista… aquilo durava até as bichas perderem algumas penas cinzentas e serem abocanhadas. Era então que as galinhas deixavam de se debater e o cão perdia o interesse por elas. Partia logo à procura de outra que ainda mexesse.
A meio do dia, esventrava o melão e refastelava-me sentado à sombra numa pedra, num tronco. O cão só comia quando voltávamos a casa.

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Sem mediação é mais simpático


Os discursos, algumas entrevistas, declarações,
os sound-bytes do Presidente da República
podem ser vistos, agora, na Net... http://videos.sapo.pt/OyU2B8vCEuP4s861v6MK.
Iniciativas muito aplaudidas pelo povo,
encantado com as modernices do Presidente.
Longe vão os tempos em que Cavaco Silva declarava não ter tempo (pachorra?) para ler jornais...
Agora já se pode ver na pantanha,
admirar as fotos do seu dia-a-dia http://flickr.com/photos/presidencia,
sem ter de se preocupar com critérios jornalísticos.

Dúvidas freeportianas


Porque será que um decreto governamental assinado a 3 dias da realização de eleições (e que tantas dúvidas levanta agora) foi, semanas mais tarde, calmamente ratificado pelo Presidente da República? A ratificação presidencial não é um mero acto formal. Pelo menos, não devia ser.

Não há mulheres feias, há é homens que bebem pouco


Nos idos de 80, no "Ainda a Noite é Uma Criança",
um bar ali na Praça das Flôres, em São Bento,
havia uma cliente assídua que dava pelo nome de "Bo Derek".
Era bastante baixa, gorducha,
tinha buço e um hálito a cerveja que metia dó...
E, ainda assim, a rapariga não se queixava de falta de homem, dizem...

sábado, janeiro 24, 2009

5ºcanal - III

A surpresa provocada pelo surgimento de um projecto concorrente ao da ZON para a concessão do 5ºcanal de televisão foi mencionada por vários jornais.
A coisa passou-se mais ou menos assim: por volta das 15 e picos, os promotores da iniciativa acompanhados por uma excelente advogada em matéria de concursos públicos, deslocaram-se à ERC para a entrega da candidatura… a essa hora, a comitiva da ZON também já estava a caminho, mas ainda não tinha chegado. Na ERC, os diligentes funcionários não pareceram acreditar no que estava a acontecer. Terão julgado que se tratava de uma “ratoeira” para os apanhados do CQC? Solicitaram logo ali a exibição da caução de 250 mil € exigida por lei. Mas o documento estava dentro de um dos muitos envelopes lacrados e a advogada teve de dizer ao funcionário que se quisesse ver a caução teria de abrir por sua conta e risco o envelope… o que é contra as regras do concurso. Os envelopes, todos os envelopes, só poderiam ser abertos no dia seguinte, às 10 da manhã. Lá tiveram de se conformar… Mas a guerra ainda só agora começou. E de uma coisa podemos todos ter a certeza. Este era um concurso feito para atribuir o canal à ZON… seria uma espécie de pró-forma, um mero ritual, uma encenação sem complicações… a candidatura da Telecinco estragou-lhes a festa.
Curiosamente, minutos depois deste happening, a ZON foi informada do que se estava a passar e até quem eram os promotores da coisa. Informação que só pode ter saído de dentro da própria ERC, acredito. Alguém que tinha o contacto telefónico do porta-voz da ZON… que se apressou a telefonar a um dos autores do projecto, talvez para confirmar que não estava a ser gozado…
De uma maneira ou de outra, estava mesmo.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

5ºcanal - II


Ontem, tudo parecia perdido. Hoje, há uma nova esperança.
Digam lá se não é uma boa notícia!

quarta-feira, janeiro 21, 2009

5ºcanal

Amanhã se verá se teremos um 5ºcanal a sério, capaz de perturbar o situacionismo vigente, ou se o novo canal de televisão vai ser uma coisa inócua, incapaz de abanar consciências e de formar opinião.
Aquilo que hoje se leu nos jornais é um desastre quase absoluto. Depois de terem ousado convidar o proscrito Emídio Rangel para a realização de um projecto capaz de vencer o concurso aberto pelo governo, parece que a ZON se arrependeu de tanto atrevimento. Pela voz do porta-voz, o ex-jornalista da SIC Paulo Camacho, a ZON desistiu do projecto de Rangel e poderá avançar com um modelo alternativo cozinhado pela prata da casa onde, acredito, o próprio Camacho deve ter tido grande influência…
E de que modelo se trata? Citando o Diário de Notícias, será uma televisão que não irá “correr atrás de audiências e com custos controlados, mas obedecendo ao caderno de encargos estipulado pelo governo. Um canal com a maior parte dos serviços e conteúdos contratados em outsourcing, logo incapaz de concorrer com os canais em sinal aberto SIC, TVI e RTP” – fim de citação.
Dito assim, até parece bonitinho… mas, na verdade, é uma coisa estranhíssima. Para que quer a ZON um canal “incapaz”? Quem acredita numa tv privada que não corre atrás das audiências? Será que os accionistas da ZON deram em beneméritos do serviço público, assim de repente? Como será possível que prefiram deitar fora 25 milhões de euros (o custo referido nos jornais do tal canal alternativo), em vez de investirem 50 ou 60 milhões num projecto ganhador?
Na verdade, não consigo entender. Mas, provavelmente, a culpa é dos jornais que não souberam explicar bem os meandros do negócio… é que o tal projecto alternativo magicado pelos quadros da ZON não me parece ter sustentabilidade económica. Limita-se a gastar relativamente pouco dinheiro (25 milhões… para distribuir pelos outsourcings mais amiguinhos) … e embora não conheça o projecto elaborado pelo Emídio Rangel, tenho a certeza de que a sustentabilidade do canal foi uma das suas principais preocupações.
Se o 5ºcanal não se revelar um verdadeiro concorrente dos canais já instalados, o Dr.Balsemão e o señor Polanco ficarão muito agradecidos. O que é um descanso em relação ao futuro de alguns dos quadros da ZON.

terça-feira, janeiro 20, 2009

American Dream


A marcha iniciada em 1964 por Martin Luther King, só agora terminou, com a vitória de Barack Obama nas eleições presidenciais norte-americanas. Mas, este facto notável, não deve ser encarado como a vitória de um negro sobre os brancos. Primeiro, porque Obama foi eleito por uma maioria de eleitores brancos. Segundo, porque o novo presidente dos Estados Unidos é tão negro como branco e é até estúpido reduzir Obama a uma única esfera étnica. Terceiro, porque o que é bonito é pensar que o que esta eleição traz de novo é, precisamente, o abandono do preconceito racial.
Pessoalmente, alegra-me o facto do novo presidente dos Estados Unidos da América ser um tipo que se chama Barack Obama, mestiço de pai negro e mãe branca. Olho para os meus filhos e acredito que, para eles, se abriu uma nova janela de oportunidades.
Dito isto, acrescento apenas que Obama tem muito para provar, a partir de hoje, dia da tomada de posse. Como vai ele resolver a questão da retirada das tropas do Iraque? Como vai ele orientar as relações com a Rússia? Como vai ele influenciar a questão palestiniana? Como vai ele resolver o descalabro financeiro em que os EUA estão metidos? Como vai ele fechar a prisão de Guantanamo? Cá estaremos para ver do que será capaz, embora não devamos esperar milagres. Não é por Obama ter sido eleito que muda o regime político dos Estados Unidos.

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Controlinvest: um tiro no porta-aviões

Lisboa, Portugal 15/01/2009 12:03 (LUSA) Temas: Media, empresas, Trabalho, Emprego, Crises



Lisboa, 15 Jan (Lusa) - A administração da Controlinveste deu início a um processo de despedimento colectivo que abrange 122 colaboradores em diferentes áreas do grupo, de acordo com um comunicado interno a que a Lusa teve hoje acesso.
Segundo disse à Lusa fonte da empresa, cerca de metade dos dispensados são jornalistas, sendo que os títulos mais afectados serão os dois maiores jornais do grupo, o Diário de Notícias e o Jornal de Notícias.



O síndroma da crise ou a incapacidade de inovar, de inventar, de revolucionar. Vão sempre pelo caminho mais fácil, o corte de cabeças. O pior é que sem cabeças também não há matéria cinzenta...
Outra coisa que nunca me deixa de espantar, é o facto destas crises raramente serem notícia nos órgãos de comunicação social onde se desenrolam. Ainda hoje comprei o DN e não vi lá nada sobre isto...

quarta-feira, janeiro 14, 2009

"Pensem duas vezes antes de casar com muçulmanos. É arranjar um monte de sarilhos!"

Palavras do Cardeal Patriarca de Lisboa...
Dito assim, fora de qualquer contexto, até parece uma frase xenófoba mas, na verdade, trata-se de um dado factual.
São muitas as histórias de mulheres que perdem todos os seus direitos de cidadania, pelo simples facto de terem casado com homens muçulmanos. O problema não se põe, enquanto a família reside na Europa, mas passa a existir quando o homem regressa às origens e leva a mulher europeia com ele… A viver sob um qualquer regime islâmico, ela fica igual às outras mulheres. Ou seja, perde direitos patrimoniais, perde direitos de poder paternal, pode até perder (consoante o país onde vive) os simples direitos a sair de casa sozinha, de conduzir automóvel, de vestir a seu belo prazer, de ir ao cinema ou de se sentar numa esplanada a beber um chá.

domingo, janeiro 11, 2009

Políticamente muito incorrecto



Quem conhece o Mário Crespo não estranha o efeito daquilo que ele escreve ou diz… o homem escreve com martelo pneumático e fala sem medo (uma raridade…). Quem anda atento ao que se lê nos jornais, também já há-de ter reparado no mesmo que o Mário reparou e que, segundo o Diário de Notícias, motivou uma reacção estranha por parte dos serviços da presidência da república…
Abreviando, para quem não leu o DN de ontem, o Mário Crespo terá dito que “a Presidência recorria a um método "algo preocupante": o uso de fontes anónimas para passar informações falsas para a imprensa (comentário feito a propósito de uma manchete recente do semanário Sol).”
Ora, sentindo-se ofendida, a Presidência da República fez queixa, apresentou o seu protesto, o que é legítimo e normal. Enviou as suas queixas para a direcção de informação da SIC, mas não se deixou ficar por aqui… enviou também a queixinha ao dono do canal…
Ao Diário de Notícias, Mário Crespo disse que estranhava que a Presidência “tenha mandado para o Dr. Balsemão. Não sei o que Nunes Liberato (chefe da Casa Civil do Presidente) pretende com isso. Este é um assunto editorial e não administrativo. Que mande, como mandou, à direcção de informação acho normal. Ao Dr. Balsemão já não acho. E estranho que não me tenha mandado o comunicado a mim."
E eu estranho que não o tenha feito junto da ERC, o organismo do estado que tem a incumbência de zelar pelo cumprimento da Lei no que diz respeito à Comunicação Social.
A única coisa que eu não estranho, volto a dizer, é aquilo que o Mário referiu… ainda aqui há tempos (em 13 de Abril de 2007), escrevi neste blog o seguinte: “Para os mais distraídos ou distantes destas coisas, vou aqui demonstrar como o poder político manipula jornalistas. E não é preciso fazer grande esforço. No passado dia 6, o Diário de Notícias, entre outros jornais, publicava a notícia (sustentada por uma fonte da presidência) de que o Presidente da República, preocupado com as consequências da polémica em torno da licenciatura do Primeiro-Ministro, tinha reunido “discretamente com os seus colaboradores mais próximos para preparar eventuais ondas de choque do caso Universidade Independente”. Leiam aqui.
Horas depois, vários órgãos de comunicação social citavam uma notícia da Lusa, onde se negava que tal reunião se tivesse realizado, segundo “fonte da Presidência da República”, que desmentiu «categoricamente o teor da notícia de hoje publicada pelo Diário de Noticias». Leiam aqui.
Ou seja, duas fontes do mesmo fontanário deram informações díspares. Isto é, a mensagem de Cavaco passou, sem que ele tivesse tido necessidade de abrir a boca. O destinatário recebeu e entendeu o alcance da coisa. E daí a entrevista do Primeiro-Ministro à RTP. Isto é política pura, meus amigos. E não vi nenhum jornalista a denunciar a “fonte” que os levou a fazer este papelão.”
Agora já vi. Boa, Mário, já não me sinto tão só. Espero é que o patrão se porte bem contigo…

sábado, janeiro 10, 2009

2009 em perspectiva nos Media - II parte




Antigo companheiro de trabalho enviou-me esta triste mensagem: três títulos do Grupo Impala vão encerrar... Não será por causa da crise, estou certo, mas o velho Jacques Rodrigues (apesar de ser muito rico) utiliza a conjuntura e aproveita para deitar "carga ao mar"... pouco lhe importando o que vai suceder na vida dos que ali trabalharam... Para já, apenas 39 despedidos, mas as "fontes seguras" falam em 200 até ao fim de 2009...

AddThis

Bookmark and Share

Acerca de mim

A minha foto
Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

Seguidores