Hakuna mkate kwa freaks.
quarta-feira, abril 01, 2009
Os dias da mentira
terça-feira, março 31, 2009
LEIAM, POR FAVOR
segunda-feira, março 30, 2009
sexta-feira, março 27, 2009
Armas de destruição maciça (contra o vão de escada)

quinta-feira, março 26, 2009
Conversas no vão de escada

quarta-feira, março 25, 2009
No vão de escada
O “nosso” ministro fala no interesse público para avançar (protegido pela Lei) com a possibilidade de não ser necessário esperar pelas decisões soberanas (?) dos tribunais. Demoram muito tempo… é uma chatice, mas qual é a pressa? O país não pode passar sem mais este atropelo à cidadania?
terça-feira, março 24, 2009
Batotas, tribunais e analogias

Mais um pedido de indemnização cível por todos os prejuízos causados, mais uma acção contra os três elementos da ERC que votaram contra o projecto da Telecinco, a saber… Azeredo Lopes (presidente da ERC), Estrela Serrano e Elísio Oliveira.
Assim a Justiça funcionasse…

Na conferência de imprensa, do lado de lá da mesa, os cinco accionistas da Telecinco. Do lado de cá… alguns jornalistas, quase todos muito jovens, a maioria sem uma pergunta na cabeça. Autênticos pieds de micro…
Televisões, só a TVI. Compreende-se que a SIC não tenha ido (depois da festa, a ressaca….), mas a RTP já se percebe mal, já que se tratava de um assunto de relevância nacional e manifesto interesse público. Nem sequer o serviço audiovisual da Agência Lusa foi… o que só vem reforçar a ideia de que a ordem é para silenciar a polémica.
segunda-feira, março 23, 2009
Quem manda? Não é a ERC.

Para a Telecinco é a morte de um sonho. Mais um sonho que se desvanece, triturado na máquina dos interesses privados que dominam o sistema. A ERC voltou, agora, a reproduzir os mesmíssimos argumentos utilizados há 20 dias úteis… úteis, porque foram utilizados para encher de verborreia jurídica 75 páginas onde se aniquila cinicamente um projecto profissional válido.
O grande argumento da ERC para chumbar o projecto da Telecinco é que “a concorrente não fundamenta o share que se propõe atingir, situado num intervalo compreendido entre os 20% e os 25%, as estimativas da concorrente revelam-se irrealistas, desajustadas da realidade que caracteriza o sector…”.
A ERC, aconselhada pelos teóricos do CEGE da Universidade Nova de Lisboa, queria contabilidade organizada, estudos de mercado, e a Telecinco deu-lhes com uma televisão arrojada, moderna, recheada de bons profissionais, portanto uma televisão rica como já não há em Portugal. Talvez por isso o projecto tenha sido chumbado.
De facto, quem manda na televisão em Portugal? A questão é colocada no blog do Frederico Duarte Carvalho, um jornalista que gosta de investigar… e que nos vem lembrar que o dono da TVI, Juan Luís Cebrian, é um velho amigo e admirador de Balsemão, tal como o próprio escreveu num prefácio da biografia do então primeiro-ministro de Portugal.
Quem manda? Não é a ERC.
sábado, março 21, 2009
Cagadela
O que tem a Justiça a ver com boys e tachos ?
O Provedor de Justiça existe para reclamar, recomendar justiça, quando o “sistema” a nega ao comum do cidadão. Então, talvez devesse ser nomeado pelo Supremo Tribunal de Justiça…
Agora, o Provedor não deveria nunca ser um “boy” partidário. O que lá está foi ministro de governos PSD e o anterior ainda mais… Meneres Pimentel foi fundador, deputado e membro da Comissão Política Nacional do PSD.
Manuela Ferreira Leite reclama para a oposição o direito a nomear o Provedor de Justiça, o que só faria sentido se o homem se demitisse quando o partido que o nomeou vencesse eleições…
Que me lembre, isso nunca aconteceu. Nascimento Rodrigues foi nomeado na vigência de um governo de António Guterres, mas deixou-se lá ficar nos governos de Durão Barroso e Santana Lopes… E Meneres Pimentel conviveu alegremente com o correligionário Cavaco Silva.
Portanto, ou fazem com que o senhor Provedor de Justiça seja, de facto, independente do poder político ou então, talvez seja a melhor ideia, acabem com aquilo. Sempre se poupa uns tostões e se for para fazer o que este fez, que nem dei por ele, acho que podemos dispensá-lo.
sexta-feira, março 20, 2009
Um tiro no pé
O comunicado tem 704 caracteres, incluindo espaços. Um desastre, numa dúzia de linhas mal medida. A Manuela Moura Guedes tem razão, nunca antes a ERC emitiu um comunicado para dizer que ia investigar o trabalho de um grupo de jornalistas e já teve outras queixas contra jornais, jornalistas e empresas de comunicação social. E também tem razão ao notar que o comunicado saiu na véspera da edição por ela coordenada (que é às sextas-feiras). Não vi o jornal, não costumo ver, porque não gosto do tom que ali se emprega. Mas tenho essa liberdade de escolher o jornal televisivo que quero ver. Se a ERC pretendia amedrontar a TVI ou apenas a Manuela Moura Guedes, a presunção saiu errada. Pelo que conheço dela, jamais se calará assim. Se a ERC pretendia mostrar serviço a alguém, pois mostrou um mau serviço.
Estranho amor

O que diz a doutrina? O Código de Direito Canónico diz que qualquer pessoa que pratique aborto é excomungada através de uma penalidade conhecida por latae sententiae. Esta é uma sentença automática, já que o aborto é uma espécie de crime publico no Direito Canónico, basta que exista para que seja punido sem necessidade de accionar qualquer mecanismo religioso.
quarta-feira, março 18, 2009
Falibilidade papal

Curiosamente, alguns cardeais e bispos e muitos padres e missionários católicos não têm rebuço em desobedecer ao Papa. Eles sabem, em consciência, que este tipo de apelo apenas contribui para a expansão das doenças. Infelizmente, há milhões de pessoas, em todo o Mundo, que seguem à risca os ditames da ICAR. Em países como, por exemplo, as Filipinas, Timor-Leste ou Brasil, onde as populações são predominantemente católicas e crentes na infalibilidade das palavras papais, condenar o uso do preservativo pode ser, mesmo, uma condenação à morte. Em África, 25 milhões de mortos exigem outra ética menos dogmática.
Máxima política
José Estaline
(citação de memória)
terça-feira, março 17, 2009
A pastorinha Manela

Com a tia Manela é também assim, um pouco… o que ela já disse do Sócrates acaba por se tornar num miado permanente que cansa e não dá esperança a ninguém… ela é o achar “absolutamente impressionante, chocante e insultuoso” que o governo só se preocupe com a sua imagem, “verdadeiramente dramático, senão trágico” que se insista no TGV, “manifestação excessiva do culto de uma personalidade, absolutamente imprópria para um país que está na crise em que está” referindo-se ao congresso do PS, que todas as decisões do governo são “medidas altamente discricionárias”, que a governação não passa de um “longo intervalo publicitário”…
Por favor, ó tia, deixe-se de coisas! Ainda por cima, quando abre a boca para dizer mais alguma coisa que não seja adjectivar, sai-se com propostas tipo “internamentos e cirurgias não devem ser taxados” logo depois de ter dito que os gastos com a saúde são “irracionais”…Assim não vamos lá. Nas próximas eleições, o PS vai correr praticamente sozinho… talvez apenas contra a abstenção.
segunda-feira, março 16, 2009
Sinais: a cortina de proscénio

domingo, março 15, 2009
quinta-feira, março 12, 2009
Sinais: die shadenfreude

Sinais: money, money, money

quarta-feira, março 11, 2009
Jornalismo, Que Liberdade ? (medo e compadrio)
E porque se calam os jornalistas, perante estas situações de absoluta injustiça e perseguições iníquas? A maioria por medo de lhes vir a acontecer o mesmo. Outros por compadrio.
Em 29 de Setembro de 2008, o Jornal de Notícias deu à estampa uma crónica do Mário Crespo, onde ele lembra um debate que moderou na campanha autárquica de 1989. Foi um debate entre os candidatos Jorge Sampaio e Marcelo Rebelo de Sousa. Nesse debate, o jornalista confrontou os políticos com um documento proveniente dos arquivos da Câmara Municipal de Lisboa, onde constava um rol de personalidades a quem a Câmara tinha entregue apartamentos novos na Quinta do Lambert. Havia advogados, arquitectos, engenheiros, médicos, muitos políticos e jornalistas. A lista discriminava os montantes irrisórios que essas pessoas pagavam pelo arrendamento dos apartamentos topo de gama numa das zonas nobres da cidade. Confrontados com esta prova de ilicitude, os candidatos às autárquicas de 1989 prometeram, todos, pôr fim ao abuso. O desaparecido semanário Tal e Qual foi o único órgão de comunicação social que deu seguimento à notícia. Identificou moradores, fotografou o prédio e referiu outras situações de cedência questionável de património camarário a indivíduos que não configuravam nenhum perfil de carência especial. Mas não houve consequência desta denúncia pública.
O facto de haver jornalistas entre os beneficiários destas dádivas do poder político explica muito do apagamento da notícia nos órgãos de comunicação social.
Quem tem estas casas gratuitas (é isso que elas são) é gente poderosa. Há assessores e senadores da república, dispersos por várias forças políticas e a vários níveis do Estado, capazes de com uma palavra no momento certo construir ou destruir carreiras. Há jornalistas que com palavras adequadas favorecem ou omitem situações de gravidade porque isso é parte da renda cobrada nos apartamentos da Quinta do Lambert e noutros lados.
De um modo mais sintético, há algumas semanas, o juiz Rui Rangel escreveu no Correio da Manhã que é inegável que “a Comunicação Social vive tempos difíceis, de credibilidade, de afirmação, de rigor e de independência. Hoje, temos jornalistas amordaçados pelo medo. E temos jornalistas que estão na bolsa de valores, que se vendem ou deixam comprar, hipotecando no mercado de interesses a sua carteira profissional.”
Quando quisermos falar de Liberdade no jornalismo, temos de ter em conta tudo isto que acabei de vos contar.
Acerca de mim
- CN
- Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

