- Eu assumo pessoal e profissionalmente, acho que devemos todos assumir os erros que cometemos e, na minha opinião e depois de uma análise, é minha interpretação que errámos e assumimos o erro, disse Oliveira Pereira.”

E eu, sem querer desculpar ou acusar ninguém, pergunto quantos portugueses ao olharem para a capa do livro não terão uma reacção, no mínimo, de espanto…
O quadro do pintor francês é tão realista que mais parece uma fotografia… e só quem estudou alguma coisa de História da Arte poderá saber que se trata de uma pintura de Gustave Courbet e não uma fotografia tirada por um qualquer voyeur a uma vadia de um dos bares de alterne de Braga…
Desde que a dita senhora foi pintada por Courbet que a polémica não larga a obra do pintor que viu a exibição do quadro ser proibida, tanto em França como noutros países. Aliás, classificar uma obra deste género como Arte é uma questão muito subjectiva, que apenas depende da convenção que se queira adoptar. Noutras circunstâncias, o quadro de Courbet poderia bem ser considerado pornografia, sem grande espanto.
Cá por mim, a PSP está desculpada… além de que esta historieta já atraiu mais atenção do que mereceria… o que só se justifica pela oportunidadezinha rara de se ter uma boa justificação para se publicar uma foto de uma gaja escancarada sem que pareça mal.

Título: “Retrato de Família”.
Para ser sincero, acho as pinturas murais da sala muito mais interessantes.
Mas quem sou eu...
Deve ser assim que os senhores deputados saem das longas discussões a que o ofício os obriga…
Os quadros constam de panos bordados e intitulam-se genericamente “As Profecias de Abdul Varetti, Escritor Falhado”.
Com profecias destas, não me admira que tenha falhado…
Está no meio do patamar da escadaria nobre do
São 7 quadros de Paulo rego, genericamente intitulados “Possessão”.
Uma obra de um vigor extraordinário.
Dos 7 quadros, mostro-vos quatro. Se quiserem ver os outros, apareçam no Parlamento.
Autor: Thomas Schutte. Título: Is There Life Before Death? (Haverá vida antes da morte?)…
Não deve ser preciso responder à pergunta, trata-se de uma questão meramente retórica... mas, é muita areia para a minha camioneta, confesso.
Na realidade, é um tubo de fibrocimento, daqueles que se usam nas canalizações.
Chama-se “Circuito de Manutenção” e é de Pedro Portugal. É uma manifestação de protesto contra o imenso eucaliptal em que se transformou o país. Gosto.
Eis um artista que, em eventual crise de mercado, se poderá dedicar à pintura de outdoors, paredes, tectos e muros.
Apesar da "leveza", esta rede de arame tem qualquer coisa de armadura medieval, invoca cintos de castidade, ferrolhos, coisas assim... embora a transparência da "peça de roupa" pareça contradizer essas ideias de clausura.
... mas não, é uma árvore apenas. Chama-se “Árvore: Mandala de Fogo” e é de Alberto Carneiro, um artista com preocupações ecológicas. 
Tinha ideia que este artista se dedicava mais a temas como o erotismo, desejo, sexualidade…
A escolha do local onde foi colocada, não deve ter sido inocente. Está à porta do grupo parlamentar do Bloco de Esquerda.
Pois deixa-me dizer-te, Isabel, que não és! Fica sabendo que isso aconteceria a qualquer um. A mim mesmo… num dos dias em que andei a observar as “instalações” que Serralves instalou na Assembleia da República, intriguei-me bastante com algumas “peças” que lá estavam…
... fartei-me de puxar pela cabeça, mas não conseguia perceber que raio queriam dizer com aqueles sofás deitados, as mesinhas no meio dos corredores…
... as cadeiras viradas de patas para o ar… até que escorreguei na cera e percebi que os móveis tinham sido deslocados pelas senhoras da limpeza… hum!...
Procurem bem no portfolio, são fotos improváveis, embora nenhuma delas tenha sido construída através de efeitos digitais, segundo garante o autor.
Para mim, o que é mais interessante, é o local onde o “Posto de Observação” foi colocado, como que a convidar os senhores deputados a observarem mais cuidadosamente o estado a que isto chegou…





