Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.











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segunda-feira, setembro 05, 2011

Bairro Negro, reportagem de 1984

sexta-feira, dezembro 03, 2010

Falando sobre os dias que se aproximam

domingo, maio 16, 2010

De repente

De repente ficou doente e de repente morreu. Assim, de repente, fiquei sem um amigo. Eu, que já sou pobre.
Como não sei cantar, peço emprestada uma canção a quem sempe as soube fazer. Aqui fica, para que a ouças e dances e rias e ironizes como sempre fazias. Um abraço, Fernando… até um dia.



Soneto do amigo

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...

Vinicius de Moraes

quarta-feira, maio 12, 2010

Cyber esperteza


O texto anterior menciona um caso de suicídio. A palavra “suicidou-se” consta desse texto. Assim como outras relacionadas como, por exemplo, “morte”, “morreu”, “matar”. Hoje, reparei que havia um novo anúncio Google aqui no blog. Para espanto meu, é um anúncio de uma agência funerária… Claro que nada disto é coincidência. A Google deve ter uma aplicação qualquer que detecta temas, palavras-chave utilizadas nos textos, e que encaixa propaganda adequada a essas temáticas. Como se nunca escrevêssemos sobre coisas odiosas.

quarta-feira, abril 28, 2010

À conversa (no virtual)

cliquem na imagem (para poderem ler sem lupa...)


segunda-feira, abril 12, 2010

Brutalidade absoluta

quinta-feira, abril 08, 2010

Cinismo mórbido

O vídeo é mais um anúncio da Nike, marca patrocinadora do famoso golfista Tiger Woods. Na verdade, é um bocadinho mais que um anúncio... é a prova provada de que quando há dinheiro envolvido, vale tudo até tirar o pai da campa... é que a voz que foi utilizada no vídeo é a voz do defunto pai do golfista. O pai pergunta-lhe se "aprendeste alguma coisa"...



... e a resposta é, obviamente, sim. A fingir... porque fingir continua a dar. A dar belos cachets e patrocínios, claro.

quarta-feira, abril 07, 2010

Benda Bilili - grande música, alma enorme



Vêm cá tocar no festival de Músicas do Mundo, em Sines, no próximo Verão.

domingo, abril 04, 2010

A Man With a Dream

Foi o último discurso em 3 de Abril de 1968, 24 horas antes de ser assassinado.

sábado, abril 03, 2010

Mulher

Durante semanas estava em todo o lado. Alegrava os tempos de espera nas paragens do autocarro e nas estações do metro. Animava a paisagem citadina nos cruzamentos, nas rotundas. Íamos à janela do escritório e lá estava ela, na esquina, com aquele olhar terno. Lisboa foi... uma cidade mais acolhedora. Depois, desapareceu. Tiraram-na. Mas ficou-nos na memória. E aqui, e no Face... e no Youtube

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Sei que há léguas a nos separar...Tanto mar, tanto mar...


Encostado ao balcão de atendimento ao cliente, no Continente de Loures/Odivelas.
A um metro e meio de mim, um casal espera para ser atendido. Uma funcionária aproximou-se e a senhora perguntou se tinham fichas de inscrição para candidatos a um posto de trabalho ali no supermercado. A funcionária diz que sim e entrega-lhe uma folha. Informa que terá de juntar fotocópias do BI e do cartão de contribuinte. A senhora abana com a cabeça e volta a colocar uma questão:
- Sabe se vocês pegam brasileiros?
A funcionária ficou a pensar e respondeu que, “por acaso”, não tinham nenhum brasileiro a trabalhar ali naquele supermercado. Mas que isso não queria dizer que não contratassem. No fundo, ela não sabia.
A senhora brasileira sorriu, agradeceu e foi embora. A ficha de inscrição ficou em cima do balcão.

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

segunda-feira, janeiro 18, 2010

Tarde e a más horas


Agora que aconteceu o irreparável, somos todos solidários com o Haiti. Antes, quando os haitianos eram só pobres e explorados pelas mais infames ditaduras, ninguém lhes ligava.
Morreram sabe-se lá quantos, falam em 100 mil… porque as casas lhes caíram em cima com o tremor de terra. Casas mal feitas, com mais areia que cimento, sem requisitos técnicos para zonas sísmicas.

Noutros locais mais afortunados, o mesmo sismo não teria provocado mais do que um pequeno incómodo. Na Califórnia ou no Japão, sismos de grau 6 ou 7 da escala de Richter já não estragam grande coisa. Cai uma ou outra empena e só os muito azarados levam com um tijolo em cima. Em países pobres, daquela pobreza imensa e endémica, morrem aos milhares.
E, agora, já há dinheiro para ajudar, para dar de comer, para criar infra-estruturas, escolas, hospitais… dinheiro que antes nunca houve. E, por isso, o povo continuou ignorante, passivo, marginal, rebanho ao dispor da ganância dos canídeos selvagens a que costumamos chamar lobos. O subdesenvolvimento é tudo isto.

sábado, janeiro 09, 2010

Ideias purificadoras

Rectificar significa emendar, corrigir alguma coisa que está errada. Isto, em linguagem corrente. No meio científico, rectificar pode significar purificar, nomeadamente quando se pretende depurar algum componente químico de um líquido, destilando-o.
Dito isto, chego a pensar que aquilo que aparentemente é uma gralha do Diário de Notícias (no título do inquérito que promove hoje na edição online), pode não ser. Não faltam por aí apologistas do veto presidencial à lei que legaliza o casamento gay. Seria uma maneira de rectificar algo impuro.
Mas, já agora, reparem no "andamento" do inquérito (a meio da tarde de hoje): o "não" vai à frente com 672 votos, o que significará que existem mais leitores do DN a preferir que Cavaco "rectifique" as intenções dos partidos da esquerda parlamentar que votaram a favor do casamento gay.
Vamos ver o que faz Cavaco.
Mas, espero que a gralha seja mesmo gralha e que a ideia teria sido escrever ratificar (que significa confirmar, validar). É mau errar no vocabulário, mas é pior fazer de um jornal papel impróprio até para embrulhar castanhas assadas.

terça-feira, janeiro 05, 2010

O preconceito


Também tenho opinião sobre a questão do referendo ao casamento gay. Sou contra. Acho que ninguém tem que se meter num contrato entre duas pessoas.
Se as organizações religiosas rejeitam casamentos entre pessoas do mesmo sexo, é lá com essas organizações e as pessoas que as integram. Mas daí a quererem intrometer-se na orientação do Estado regulando o casamento civil…
Acho lastimável que os partidos da direita estejam a utilizar este assunto para fazer política. Tudo isto apenas serve para acicatar os homofóbicos e os dissimulados que têm raiva em ser gays…
Se este referendo for avante, cria-se um antecedente perigoso. É que, depois, que argumento vão eles utilizar para impedir outros referendos ofensivos dos direitos humanos? Ou vamos referendar também, por exemplo, a expulsão dos pedintes e dos sem abrigo do centro das cidades? São tão incomodativos e sujos, não é…? Ou vamos referendar a introdução de uma sharia qualquer para castigar os adúlteros? Que mau exemplo essa gente dá, não acham?

quinta-feira, dezembro 31, 2009

sábado, dezembro 26, 2009

O espírito da coisa...


Passei o Natal com as pessoas do costume. Uma delas disse-me “Ai, não sabia que estavam cá, ninguém me disse que vocês estavam cá. O que vale é que a mim ninguém me apanha desprevenida”, e puxa de uns embrulhos que escondiam meias para qualquer mau gosto e toma lá um, que é a tua prenda.

quarta-feira, dezembro 23, 2009

"quando ouviu, o que sentiu?"


Ninguém é culpado se o vento sopra com demasiada força, se cai chuva a mais, se a temperatura desce mais do que o habitual. Mas alguém há-de ser culpado por se construírem estruturas débeis e em locais inapropriados, por não se mandarem limpar valas e leitos de cheia, por não haver planos que antecipem soluções para os danos previsíveis em caso de catástrofe. A incompetência pode ser criminosa e está, de resto, plasmada legalmente. Chama-se negligência dolosa. E são estas questões que eu gostava de ver tratadas nas reportagens sobre o mau tempo de hoje e ontem. Mas não, os jornalistas, hoje, preferem virar-se para a vítima e perguntar banalidades tipo "mas quando se apercebeu, o que é que ouviu?"... Ficamos a saber que a estufa do senhor tal ficou danificada, que a vivenda da dona tal ficou alagada, que a velhota do fundo da rua apanhou um grande susto, que não há luz em Torres Vedras, que ali ficou uma estrada cortada… mas nada sabemos quanto à eficácia e à eficiência dos serviços públicos ou privados que nos devem proteger e ajudar a ultrapassar este tipo de dificuldades. É pena e é mau jornalismo, mesmo se as imagens reais são interessantes.

terça-feira, dezembro 22, 2009

strange activity


Todos os que escrevinham no Twitter sabem que, volta e meia, surgem seguidores/as que, pouco tempo depois, são postos fora do circuito por quem controla o sistema. Normalmente, são mulheres da má vida que tentam vender os seus serviços. Esse é um negócio (chamado de "strange activity"...) que o Twitter não aceita, talvez porque a rede é susceptível de ser frequentada por menores. Nada contra. Mas, por outro lado, acho injusto que se tratem as prostitutas à pedrada (é um tanto medieval) e, por outro lado, se dê bom acolhimento a tanto parvalhão que anda por ali a vender outro tipo de serviços bem mais perniciosos, como o das ideias xenófobas ou simplesmente idiotas.

domingo, dezembro 20, 2009

straight


Straight Edge: o punk sem drogas e sem álcool. Ou como as aparências iludem e não é lá por se usar piercings e tatuagens que se tem de levar uma vida marginal e alienada.

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Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

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