Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.
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terça-feira, outubro 18, 2011
quarta-feira, março 23, 2011
11 dias depois...
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segunda-feira, março 14, 2011
Manif à Rasca
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quinta-feira, janeiro 06, 2011
Quantas vezes nasceu Cavaco?
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terça-feira, dezembro 14, 2010
quinta-feira, dezembro 02, 2010
domingo, setembro 19, 2010
segunda-feira, abril 26, 2010
Feios, ricos e maus

As notícias são esclarecedoras. Por causa do que se passa na Grécia (o deficit, a bancarrota, o horror!), estão a subir os juros que a banca internacional exige a Portugal. Por sua vez, os gregos precisam de não sei quantos triliões a breve prazo, mas dizem que esses mesmos banqueiros exigem juros proibitivos… ou seja, os banqueiros construíram um círculo vicioso de onde os países empobrecidos jamais serão capazes de sair… Gostava de perceber o que ganham com isso esses tais banqueiros… Será para manterem coutadas de mão-de-obra barata?... Não sei... mas percebo que estamos nas mãos deles. São eles quem nos governam, realmente. Os financeiros, os grandes especuladores que movimentam orçamentos que metem o nosso OGE na cova do dente… E não há como exterminá-los.
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domingo, abril 11, 2010
domingo, abril 04, 2010
A Man With a Dream
Foi o último discurso em 3 de Abril de 1968, 24 horas antes de ser assassinado.
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domingo, março 21, 2010
Quem nos defende da polícia?
Há um silêncio que me incomoda e não posso ser cúmplice de tamanha cobardia. Há dias, um polícia matou um cidadão que não obedeceu à ordem de parar o carro. Poucos se arrepiaram com isto, e até me parece que muitos estarão com pena do coitado do polícia que alega nunca ter tido treino de tiro e, até, de não saber utilizar a arma. Eu diria que… não parece. Um único tiro contra um carro em fuga e foi o suficiente para matar o condutor. Revela belíssima pontaria e extrema destreza no manuseamento do instrumento. Azar? Azar teve o que morreu…
Claro que a corporação policial cerrou fileiras em torno do seu polícia, ajudando a fazer passar a ideia de que será ele a verdadeira vítima deste infeliz incidente e que o outro se não parou é porque tinha algum peso na consciência.
Pois, dou de barato as razões que levaram a vítima mortal a não obedecer à operação stop. Por si só, isso não justifica que um polícia dispare contra alguém. É que quando se dispara uma arma, corre-se o risco de matar. Já no tempo da “outra senhora” a GNR disparava para o ar e havia sempre um alentejano que morria. Era no tempo dos famigerados “alentejanos voadores”.
Não quero que esses tempos voltem.
Claro que a corporação policial cerrou fileiras em torno do seu polícia, ajudando a fazer passar a ideia de que será ele a verdadeira vítima deste infeliz incidente e que o outro se não parou é porque tinha algum peso na consciência.
Pois, dou de barato as razões que levaram a vítima mortal a não obedecer à operação stop. Por si só, isso não justifica que um polícia dispare contra alguém. É que quando se dispara uma arma, corre-se o risco de matar. Já no tempo da “outra senhora” a GNR disparava para o ar e havia sempre um alentejano que morria. Era no tempo dos famigerados “alentejanos voadores”.
Não quero que esses tempos voltem.
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quarta-feira, março 10, 2010
sábado, fevereiro 20, 2010
Notícia escrita por um "pé de microfone"

Acho fantástico que um jornal (qualquer um) faça eco de declarações deste tipo sem as contraditar. Para quem não sabe, o Governo regional paga, sustenta, é a razão de ser do Jornal da Madeira. Deste modo, apesar de ter um preço de capa (meramente simbólico) o jornal é, de facto, oferecido pelas esquinas do Funchal a todos quantos o queiram ler. Deste modo, AJJ não só tem o jornal nas mãos como mata qualquer tentativa de concorrência que surja. É que mais barato que o JM não é possível. Melhorzinho já não seria difícil...
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quinta-feira, fevereiro 11, 2010
Liberdade em perigo? Ou Justiça em perigo?

Há aqui um paradoxo absurdo neste drama das escutas do caso “Face Oculta”. Por um lado, os envolvidos pela suspeita querem que os preceitos legais do segredo de justiça não sejam aplicados, que as transcrições sejam integralmente publicitadas e publicadas na imprensa. O juiz que tem o caso não deixa. Simultaneamente, ele ou alguém que tem acesso ao processo, passa para os jornais excertos das escutas, parcelas que não sabemos bem se estão descontextualizadas ou, mesmo, se são verdadeiras. Se a coisa fosse feita às claras, seria o próprio juiz, ou alguém por ele, a validar as transcrições, a colar o selo e a remeter o envelope para as redacções. E evitava-se este estendal à volta de um segredo de justiça que ninguém respeita e evitavam-se providências cautelares e alegações de que a liberdade de expressão está em perigo.
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sábado, janeiro 09, 2010
Cão e gatilho

Tudo indica que Manuel Alegre está prestes a anunciar a sua candidatura às próximas eleições presidenciais. O evento aproxima-se e Alegre precisa de ir ocupando terreno (leia-se atenção dos media) para tentar apresentar-se como alternativa real ao actual PR. Não li a entrevista do Expresso. Não dou dinheiro aquele tipo e a edição online só tem trampa e lantejoulas no acesso gratuito.
Mas Cavaco leu, pela certa. Para ele ainda não chegou o dia. O cadeirão é dele e não há memória de um presidente que não tenha conseguido a reeleição para o 2º mandato. Cavaco espera por uma oportunidade. Dizem que será na visita do Papa a Portugal, em Maio próximo. Os salamaleques foram combinados entre a Presidência portuguesa e o Episcopado. Até houve uma aparente indelicadeza de Cavaco, quando o anúncio da visita foi feito primeiro pela Presidência, sem esperar (como seria protocolar) pelo comunicado dos bispos. O Papa será, assim, a espoleta da campanha de Cavaco, o que será uma definitiva separação de águas perante um adversário laico, republicano e socialista.
Mas Cavaco leu, pela certa. Para ele ainda não chegou o dia. O cadeirão é dele e não há memória de um presidente que não tenha conseguido a reeleição para o 2º mandato. Cavaco espera por uma oportunidade. Dizem que será na visita do Papa a Portugal, em Maio próximo. Os salamaleques foram combinados entre a Presidência portuguesa e o Episcopado. Até houve uma aparente indelicadeza de Cavaco, quando o anúncio da visita foi feito primeiro pela Presidência, sem esperar (como seria protocolar) pelo comunicado dos bispos. O Papa será, assim, a espoleta da campanha de Cavaco, o que será uma definitiva separação de águas perante um adversário laico, republicano e socialista.
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terça-feira, janeiro 05, 2010
O preconceito

Também tenho opinião sobre a questão do referendo ao casamento gay. Sou contra. Acho que ninguém tem que se meter num contrato entre duas pessoas.
Se as organizações religiosas rejeitam casamentos entre pessoas do mesmo sexo, é lá com essas organizações e as pessoas que as integram. Mas daí a quererem intrometer-se na orientação do Estado regulando o casamento civil…
Acho lastimável que os partidos da direita estejam a utilizar este assunto para fazer política. Tudo isto apenas serve para acicatar os homofóbicos e os dissimulados que têm raiva em ser gays…
Se este referendo for avante, cria-se um antecedente perigoso. É que, depois, que argumento vão eles utilizar para impedir outros referendos ofensivos dos direitos humanos? Ou vamos referendar também, por exemplo, a expulsão dos pedintes e dos sem abrigo do centro das cidades? São tão incomodativos e sujos, não é…? Ou vamos referendar a introdução de uma sharia qualquer para castigar os adúlteros? Que mau exemplo essa gente dá, não acham?
Se as organizações religiosas rejeitam casamentos entre pessoas do mesmo sexo, é lá com essas organizações e as pessoas que as integram. Mas daí a quererem intrometer-se na orientação do Estado regulando o casamento civil…
Acho lastimável que os partidos da direita estejam a utilizar este assunto para fazer política. Tudo isto apenas serve para acicatar os homofóbicos e os dissimulados que têm raiva em ser gays…
Se este referendo for avante, cria-se um antecedente perigoso. É que, depois, que argumento vão eles utilizar para impedir outros referendos ofensivos dos direitos humanos? Ou vamos referendar também, por exemplo, a expulsão dos pedintes e dos sem abrigo do centro das cidades? São tão incomodativos e sujos, não é…? Ou vamos referendar a introdução de uma sharia qualquer para castigar os adúlteros? Que mau exemplo essa gente dá, não acham?
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segunda-feira, janeiro 04, 2010
"scanners" para ver o corpo inteiro nos aeroportos

É o Público quem o diz: "Os aeroportos britânicos vão ser equipados com scanners que permitem visualizar todo o corpo dos passageiros"... (...) ... "O anúncio feito ontem pelo primeiro-ministro, Gordon Brown, e segue-se a idêntica iniciativa das autoridades holandesas, que fixaram um prazo de três semanas para a adopção de scanners corporais completos no aeroporto de Schiphol, em Amsterdão, na sequência da tentativa, no dia de Natal, de um suspeito de ligação à Al-Qaeda fazer explodir um avião de passageiros que ligava a cidade a Detroit, nos EUA"... (...) ... "A Alemanha poderá adoptar os scanners, mas está a avaliar os efeitos na privacidade dos passageiros, e a Itália pondera fazê-lo em Roma e Milão. A Nigéria já anunciou a intenção de dotar os seus aeroportos com aparelhos do mesmo tipo."
Trabalhar na Polícia de Fronteiras vai ser um posto muito pretendido...
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sábado, janeiro 02, 2010
Serôdio

Não gostei da mensagem de Ano Novo do senhor Presidente da República. Achei o discurso um somatório de frases feitas, ideias repetidas e “bocas” atiradas para a plateia, sem destinatário certo. O Presidente não teve peito para chamar os bois pelos nomes e foi pena. Além disso, detectei algumas contradições. Por um lado, Cavaco diz que devemos ter cuidado na aplicação do dinheiro público e por outro lembra-nos que “possuímos uma longa História de que nos orgulhamos, porque no passado não tivemos medo”. Ora, esse passado glorioso deveu-se ao atrevimento sem limites dos dirigentes da época que, se tivessem tido cuidado, nunca se teriam lançado numa aventura desmedida e, à partida, nada apropriada a um pequeno país, pobre e semi-despovoado como era Portugal no século 15. Cavaco nem teria molhado os pés na rebentação suave do Atlântico…
Foi, enfim, um discurso em louvor de si mesmo. Cavaco começou por lembrar que há um ano tinha avisado de que 2009 iria ser um ano difícil e, agora, veio cobrar-nos essa premonição fácil. No final, disse que “no meio de tantas incertezas, os Portugueses podem ter uma certeza: pela minha parte, não desistirei e nunca me afastarei dos meus deveres e dos meus compromissos.” Que bom, fiquei aliviado…
Foi, enfim, um discurso em louvor de si mesmo. Cavaco começou por lembrar que há um ano tinha avisado de que 2009 iria ser um ano difícil e, agora, veio cobrar-nos essa premonição fácil. No final, disse que “no meio de tantas incertezas, os Portugueses podem ter uma certeza: pela minha parte, não desistirei e nunca me afastarei dos meus deveres e dos meus compromissos.” Que bom, fiquei aliviado…
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sábado, dezembro 19, 2009
Zero

Como era bom de ver, a Cimeira de Copenhaga deu em nada, malgrado a encenação feita à volta de um tal acordo não vinculativo que não vale o papel em que foi redigido…
A questão climática está a ser discutida por aqueles que não a podem resolver. Não cabe aos políticos uma decisão dessas. Já há muito que os Estados privatizaram as competências que tinham na execução das decisões que poderiam influenciar esse tipo de políticas. A partir de então, cabe aos capitalistas decidirem como, quando e onde implantam unidades industriais e outras estruturas com impacto ambiental. Estou a falar de quê? De tudo… da industria, das obras públicas e construção civil, dos transportes, da extracção mineira, da agricultura e pescas, até da guerra… É que se, como parece, dentro de uns anos já poderemos andar com automóveis eléctricos, tudo o resto continuará a ser movido a petróleo. Já imaginaram uma guerra sem combustível, para além da carne para canhão?
A questão climática está a ser discutida por aqueles que não a podem resolver. Não cabe aos políticos uma decisão dessas. Já há muito que os Estados privatizaram as competências que tinham na execução das decisões que poderiam influenciar esse tipo de políticas. A partir de então, cabe aos capitalistas decidirem como, quando e onde implantam unidades industriais e outras estruturas com impacto ambiental. Estou a falar de quê? De tudo… da industria, das obras públicas e construção civil, dos transportes, da extracção mineira, da agricultura e pescas, até da guerra… É que se, como parece, dentro de uns anos já poderemos andar com automóveis eléctricos, tudo o resto continuará a ser movido a petróleo. Já imaginaram uma guerra sem combustível, para além da carne para canhão?
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quinta-feira, dezembro 03, 2009
Lobos disfarçados de cordeiros

Sim, o que aconteceu na Suiça foi a expressão democrática da maioria da população que votou naquele referendo. Mas depois desse referendo, a Suíça ficou um país menos democrático. Bastante menos. E se a direita política continuar a utilizar a Democracia para implantar xenofobia, racismo e medo, os regimes democráticos deveriam pensar no modo de impedir que isso aconteça.
Enfim, existe uma maneira, mas não vejo que se caminhe para lá. Seria preciso que o bem-estar geral da população fosse suficiente para tornar infértil a sementeira da intolerância. Isso implicaria uma redistribuição da riqueza feita noutros moldes e duvido que os marajás estejam para aí virados.
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Acerca de mim
- CN
- Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média