Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.











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quinta-feira, janeiro 06, 2011

Quantas vezes nasceu Cavaco?

terça-feira, abril 06, 2010

Cowboys ininputáveis

Vídeo dramático que revela bem a estupidez da guerra, principalmente quando feita por soldados mentecaptos. As vítimas, todas civis, foram confundidas com guerrilheiros, apesar de nenhum deles ter tido qualquer acção ameaçadora.
As armas, afinal, eram máquinas fotográficas e de filmar...



Nenhum dos soldados norte-americanos responsáveis por este massacre será alguma vez julgado por um tribunal internacional. Os Estados Unidos protegem os seus assassinos e não permitem que algum deles seja julgado fora do território americano.
Como me dizia hoje um colega de trabalho, esperemos que os remorsos e os pesadelos lhes tornem a vida num inferno e se acabem por suicidar um dia destes.

domingo, abril 04, 2010

A Man With a Dream

Foi o último discurso em 3 de Abril de 1968, 24 horas antes de ser assassinado.

quarta-feira, março 10, 2010

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Liberdade em perigo? Ou Justiça em perigo?


Há aqui um paradoxo absurdo neste drama das escutas do caso “Face Oculta”. Por um lado, os envolvidos pela suspeita querem que os preceitos legais do segredo de justiça não sejam aplicados, que as transcrições sejam integralmente publicitadas e publicadas na imprensa. O juiz que tem o caso não deixa. Simultaneamente, ele ou alguém que tem acesso ao processo, passa para os jornais excertos das escutas, parcelas que não sabemos bem se estão descontextualizadas ou, mesmo, se são verdadeiras. Se a coisa fosse feita às claras, seria o próprio juiz, ou alguém por ele, a validar as transcrições, a colar o selo e a remeter o envelope para as redacções. E evitava-se este estendal à volta de um segredo de justiça que ninguém respeita e evitavam-se providências cautelares e alegações de que a liberdade de expressão está em perigo.

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Ali Babá


Sócrates tem de perceber que de nada lhe serve condenar o mensageiro, quando o autor da mensagem prossegue impune. E também tem de perceber que de nada lhe serve argumentar contra o crime da publicação de escutas, mesmo que tenham sido escutas ilegais, se o conteúdo dessas conversas for política ou socialmente relevante. A velha máxima de que “à mulher de César não lhe basta ser séria, tem de parecer séria” aplica-se que nem uma luva a este primeiro-ministro.

terça-feira, janeiro 05, 2010

O preconceito


Também tenho opinião sobre a questão do referendo ao casamento gay. Sou contra. Acho que ninguém tem que se meter num contrato entre duas pessoas.
Se as organizações religiosas rejeitam casamentos entre pessoas do mesmo sexo, é lá com essas organizações e as pessoas que as integram. Mas daí a quererem intrometer-se na orientação do Estado regulando o casamento civil…
Acho lastimável que os partidos da direita estejam a utilizar este assunto para fazer política. Tudo isto apenas serve para acicatar os homofóbicos e os dissimulados que têm raiva em ser gays…
Se este referendo for avante, cria-se um antecedente perigoso. É que, depois, que argumento vão eles utilizar para impedir outros referendos ofensivos dos direitos humanos? Ou vamos referendar também, por exemplo, a expulsão dos pedintes e dos sem abrigo do centro das cidades? São tão incomodativos e sujos, não é…? Ou vamos referendar a introdução de uma sharia qualquer para castigar os adúlteros? Que mau exemplo essa gente dá, não acham?

quarta-feira, dezembro 23, 2009

Trampa em forma de letra


Jacques Rodrigues, que fez fortuna com sub-produtos jornalísticos e escritos rascas, foi condenado a pagar 12 mil € a Rita Blanco por causa de uma reportagem invasiva da vida privada da actriz.
Fico contente, embora saiba que o velhaco vai recorrer, empatar a aplicação da Justiça o mais que puder, tentar todos os truques para não pagar.
Pena é que as pessoas continuem a consumir a trampa que se publica em Ranholas.

quarta-feira, dezembro 02, 2009

A banalização do mal


Para quem aqui vem, não é novidade. Já escrevi, mais do que uma vez, sobre a inqualificável atitude da Media Capital Rádio ao despedir um trabalhador de baixa, doente com um cancro. O que fizeram ao Pedro Múrias é de uma crueldade absoluta. Evidencia a completa e total desprotecção que os trabalhadores sofrem às mãos de empregadores sem alma nem coração.
Despedido, doente, mas ainda combativo, o Pedro Múrias publicou no seu blog uma pequena entrevista com o advogado Garcia Pereira, especialista em Direito do Trabalho.
Diz Garcia Pereira que ...“vivemos outros tempos. Os Tribunais agora até já entendem que nem uma crise cardíaca gravíssima nem sequer a morte do Advogado constituído por um determinado cidadão faz suspender a instância do respectivo processo, já praticamente tudo é possível. Ou seja, temos julgadores ao mesmo nível dos empregadores que actuam como o seu!Agora, e como é óbvio, seja qual for a solução jurídico-formal que se perfilhe, promover o despedimento de alguém que se encontra doente, e sobretudo gravemente doente, constitui um acto inqualificável que em qualquer sociedade minimamente civilizada deveria suscitar a crítica e o repúdio unânimes.”
É o que diz Garcia Pereira, é o que eu penso, também. E lamento não ver nada disto reproduzido nos canais jornalísticos de referência, televisões, rádios ou jornais.

sábado, novembro 21, 2009

E o Porto aqui tão perto...


Iniciativa do blog Aventar.




Dia 5 de Dezembro, no Clube Literário do Porto, junto à Ribeira. Vasco Lourenço já confirmou que vai lá estar. Eu também gostava de ir...

sexta-feira, novembro 20, 2009

Palavras cruzadas


O senhor Procurador-Geral diz que anunciará amanhã (ao sábado?) a decisão que vai tomar sobre algumas das escutas policiais feitas às conversas de Vara com Sócrates mas, entretanto, parece que já mandou dizer pelos jornais o que se vai passar…
Só gostava de perceber como foi que nasceu a ideia de que Vara tinha pedido 10 mil € para propiciar contactos privilegiados ao empresário Godinho. É que, afinal de contas, dizem que a gravação dessa conversa não existe. E se a gravação não existe, como provar então que a conversa existiu? E se a gravação não foi feita, porque diabo só agora isso vem à baila, muitas manchetes depois de Vara estar a ser “frito”?

segunda-feira, novembro 16, 2009

CD's aos molhos


O presidente do Supremo Tribunal de Justiça mandou destruir as gravações das escutas telefónicas feitas a Sócrates. O juiz de instrução não lhe obedece. Porque as gravações envolvem outros interlocutores cujas escutas foram autorizadas. Ou seja, aquilo que jamais servirá para acusar Sócrates poderá servir para condenar Vara ou outros. Estranho? Ainda não viram nada…
Não viram nada, mas tenho a certeza que acabaremos todos por ver… as tais escutas, transcritas para papel de jornal com todas as vírgulas e pontos. Ou alguém acredita que a esta hora não tenham já sido feitas cópias suficientes para distribuir generosamente pelas redacções?

quinta-feira, novembro 12, 2009

justiças privadas


Diz-se que a Justiça é um dos pilares da Democracia. Bom, julgo que se pode dizer o mesmo de qualquer regime, porque a Justiça não é, infelizmente, um conceito universal. Molda-se à sociedade a que se dirige. Ou seja, cada um tem a Justiça que merece…
Nós, por exemplo, temos uma Justiça estranha nas atitudes. Uma Justiça que investiga à margem da Lei, que pretende primeiro afirmar-se na opinião pública e só depois nos tribunais, que serve desígnios políticos numa relação umbilical que vem desde os famigerados tribunais plenários do salazarismo. Pouco me importa se o juiz X vota no partido Y ou se o procurador N milita à esquerda ou à direita. Já me chateia que esses senhores utilizem a ferramenta que o estado lhes pôs nas mãos para fins alheios à Justiça.
Não me apetece viver num Estado judicial, à mercê de uns tipos que ninguém elegeu e que não me parecem ser, em algumas situações, nem competentes nem sérios para o desempenho pelo qual recebem bons salários e fartas regalias. E a questão não se prende com eventuais cabalas urdidas em torno de Sócrates… O problema tem mesmo a ver comigo, com os meus filhos, com os meus pares, com os que convivem mal com justiças privadas, corporativas ou ideológicas.

quarta-feira, novembro 11, 2009

Da sala de espera...

Pedro Múrias inaugurou o seu blog. Diz ele que "esperava poder contar estas histórias no Rádio Clube, somando-as a outras 70 que lá contei sobre a minha luta contra um cancro. Não vai acontecerr! A PRISA/MCR, vai despedir-me... Despede-me, ok...mas não me cala."
Ele fala: aqui.


terça-feira, novembro 10, 2009

Errar


As escutas telefónicas feitas a Sócrates são nulas porque não foram previamente validadas pelo Supremo.
Se isto for verdade, o homem safa-se por um erro processual e não por questões relativas à matéria de facto de que é suspeito: corrupção.
Esta notícia, que li no Público, sendo aparentemente boa para o primeiro-ministro, pode ter um resultado perverso. Primeiro, porque não isenta Sócrates da suspeita. Segundo, porque não o livra de continuar a ser frito em lume brando nas páginas dos jornais.
Sócrates não precisava disto... do que ele precisava era de uma completa e inequívoca isenção de qualquer suspeita.
Além disso, um erro processual numa investigação destas parece mesmo feito por encomenda. Então o juiz que dirigiu a investigação não sabia que tinha de pedir uma autorização especial ao Supremo, tendo em conta que o investigado era o primeiro-ministro?

sábado, novembro 07, 2009

blá blá blá


O Procurador-geral da República diz que vai tornar público o caso “Face Oculta”. Mas mais público do que ele já é? Não sei como…
Diz que entre os pormenores que ele quer divulgar está uma conversa entre José Sócrates e Armando Vara. Dito assim, tanto cheira a ameaça como a anti-clímax. Podemos partir do princípio de que se a conversa está incluída nos autos da investigação é porque é comprometedora. Mas sabemos bem que também pode ser só porque os interlocutores são quem são e isso, por si só, já é suspeito aos olhos de muita gente. É pena que o Procurador-geral não tenha especificado melhor que tipo de conversa se tratava… ou que não se tenha mantido calado como esteve durante os 4 longos meses em que guardou este inquérito na gaveta, provavelmente à espera do resultado das várias eleições.
O Procurador-geral diz que está a estudar as várias certidões extraídas da investigação para decidir se avança para os respectivos inquéritos. Mas não diz quais são os factores de ponderação que o fazem hesitar. Ou seja, falando muito, o senhor Procurador-geral acaba por dizer pouco ou nada e apenas contribui para avolumar a boateira e, de certo modo, legitimar as fugas de informação e as violações ao segredo de justiça praticadas debaixo do seu nariz.

quarta-feira, novembro 04, 2009

ou "No Cu de Judas"...


Extracto de um email que um amigo me enviou:


... nem toda a gente saberá: "Face Oculta" é o nome da mais luxuriante casa de alterne de Aveiro. Fica na Barra, virada para a ria e é lá que no segredo da noite católicos inimputáveis consomem a melhor febra brasileira, russa e ucraniana. Lembro-me de outros casos de investigação policial com nome de casa de alterne... Diamante negro, seria?

Fico a pensar... não haverá aqui uma questão semântica? Será que o léxico policial reflecte o universo em que a corporação se movimenta? Tenho para mim que investigação policial a sério, neste país, só a teremos quando as polícias conseguirem subir um degrau no patamar da nomenclatura. Fico à espera do caso "A Cidade e as Serras" ou d' "O Auto da Barca" e então passarei a confiar na polícia de investigação portuguesa.

Abraços.

J

quinta-feira, outubro 29, 2009

Filmes ocultos


A notícia do dia é a constituição de Armando Vara como arguido num processo de corrupção. Pelo que li, Vara terá pedido 10 mil € de luvas em troca de um favor qualquer. Dez mil euros não chegam para comprar um carro decente em 2ªmão… trata-se de um acto sem sentido lógico. Don Corleone não faria uma coisa dessas. Nem Tony Soprano. Deixemo-nos de fitas...
Envolver gestores de bancos com sucateiros, mais política q.b., é uma receita fantástica para entreter o povoléu e minar a honorabilidade dos visados.
Vara tem inimigos persistentes. Reparem só na biografia que um deles publicou na Wikipédia… um enxovalho cínico a coberto do anonimato, de face oculta.

quarta-feira, outubro 28, 2009

5º canal


Ou o governo assume a responsabilidade de encontrar uma solução política para a resolução do imbróglio jurídico que a ERC criou ou nunca iremos ter um 5ºcanal generalista em sinal aberto.
Se bem se lembram (passou meio ano…) a Telecinco interpôs uma providência cautelar na sequência do chumbo da sua candidatura à concessão do novo canal. Tarde e más horas, o tribunal deu razão à Telecinco… a ERC vai, agora, por sua vez, recorrer da decisão. Se os prazos legais continuarem a ser dilatados até ao infinito, o recurso talvez seja julgado ainda este século.
Contentes andarão os barões do meio, sem necessidade de dividirem o bolo por novos parceiros. Descontentes devemos ficar todos nós que continuamos sem novas opções televisivas. Pouco feliz andará também o governo que, assim, não tem como dourar a pílula da introdução da TDT e a obrigação de apagar a emissão analógica dentro de 2 anos. Está-se mesmo a ver que os privados vão começar a argumentar que a adaptação tecnológica é demasiado cara, que o negócio não compensa, que o Estado é que tem de pagar a coisa… enfim, a pedinchice chantagista do costume e em que Balsemão e quejandos são peritos.
Quando inviabilizou o concurso para o 5º canal, a ERC prestou um mau serviço à Nação. E se, por acaso, a Telecinco vencer o recurso, o estado ainda vai ter de abrir os cordões à bolsa numa indemnização milionária que, certamente, os membros da Telecinco não deixarão de exigir.

quinta-feira, outubro 15, 2009

Mas que gente horrível...

Hoje, através do Facebook, tomei conhecimento de uma situação inqualificável. Já não bastava que a Media Capital Rádios esteja a despedir pessoal, por razões de mera racionalização de meios. Ou seja, aos investidores não interessa manter o nível da despesa, não é que eles estejam a passar fome ou com problemas financeiros… não. Apenas lhes interessa manter o nível dos proventos e, portanto, quando se torna difícil ganhar mercado, a solução é despedir. Os despedidos que se amanhem. Mas a questão é que a Media Capital não se inibe de despedir mesmo aqueles que mais precisam de ter meios para combater uma doença… e isso já não é só insensibilidade social, é crueldade pura.
No Facebook, na página de Pedro Murias, estava esta mensagem deixada pelo próprio: “Hoje fui notificado pela Media Capital Rádios que estou numa lista para um despedimento colectivo. Adivinho que não sou caso único. Acredito que por esse país fora se aponta a porta da rua a quem está nestas lutas pela vida!”
Pedro Murias tem um cancro.

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Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

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