Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.
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terça-feira, outubro 18, 2011
quarta-feira, março 23, 2011
11 dias depois...
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segunda-feira, março 14, 2011
Manif à Rasca
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quinta-feira, dezembro 09, 2010
quinta-feira, dezembro 02, 2010
segunda-feira, abril 26, 2010
Feios, ricos e maus

As notícias são esclarecedoras. Por causa do que se passa na Grécia (o deficit, a bancarrota, o horror!), estão a subir os juros que a banca internacional exige a Portugal. Por sua vez, os gregos precisam de não sei quantos triliões a breve prazo, mas dizem que esses mesmos banqueiros exigem juros proibitivos… ou seja, os banqueiros construíram um círculo vicioso de onde os países empobrecidos jamais serão capazes de sair… Gostava de perceber o que ganham com isso esses tais banqueiros… Será para manterem coutadas de mão-de-obra barata?... Não sei... mas percebo que estamos nas mãos deles. São eles quem nos governam, realmente. Os financeiros, os grandes especuladores que movimentam orçamentos que metem o nosso OGE na cova do dente… E não há como exterminá-los.
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terça-feira, abril 13, 2010
segunda-feira, março 08, 2010
Não

Bom… ando com uma neura que nem posso. Tudo me irrita. Acho que é da chuva que não pára de cair. Já não sei quem me contou a graçola, mas que tal se puséssemos um contador da EPAL na chuva e mandássemos a conta para o S.Pedro?…
Irrita-me a perspectiva de ter de pagar mais do que a conta por esta crise para a qual eu e os meus pares nada contribuímos. Os bancos andaram a vender quimeras, os capitalistas engordaram pecúlios e quando ficou à mostra a mentira do sistema financeiro… põem-me uma conta à frente para pagar. Não quero pagar isto.
Não quero ficar com um salário cada vez mais magro, não quero ter de pagar cada vez mais, quando tenho de ir a um hospital do Estado nem quando envio os meus filhos para a escola pública. Não quero ver o Estado desfazer-se de empresas que constituem a própria essência do Estado… de que me serve que o Governo privatize a GALP, a REN, a CGD, a EDP?... se, com isso, nenhum dos serviços que essas empresas prestam vai baixar?
Estou cansado. Deve ser da chuva que não pára de cair…
Irrita-me a perspectiva de ter de pagar mais do que a conta por esta crise para a qual eu e os meus pares nada contribuímos. Os bancos andaram a vender quimeras, os capitalistas engordaram pecúlios e quando ficou à mostra a mentira do sistema financeiro… põem-me uma conta à frente para pagar. Não quero pagar isto.
Não quero ficar com um salário cada vez mais magro, não quero ter de pagar cada vez mais, quando tenho de ir a um hospital do Estado nem quando envio os meus filhos para a escola pública. Não quero ver o Estado desfazer-se de empresas que constituem a própria essência do Estado… de que me serve que o Governo privatize a GALP, a REN, a CGD, a EDP?... se, com isso, nenhum dos serviços que essas empresas prestam vai baixar?
Estou cansado. Deve ser da chuva que não pára de cair…
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terça-feira, fevereiro 23, 2010
Sei que há léguas a nos separar...Tanto mar, tanto mar...

Encostado ao balcão de atendimento ao cliente, no Continente de Loures/Odivelas.
A um metro e meio de mim, um casal espera para ser atendido. Uma funcionária aproximou-se e a senhora perguntou se tinham fichas de inscrição para candidatos a um posto de trabalho ali no supermercado. A funcionária diz que sim e entrega-lhe uma folha. Informa que terá de juntar fotocópias do BI e do cartão de contribuinte. A senhora abana com a cabeça e volta a colocar uma questão:
- Sabe se vocês pegam brasileiros?
A funcionária ficou a pensar e respondeu que, “por acaso”, não tinham nenhum brasileiro a trabalhar ali naquele supermercado. Mas que isso não queria dizer que não contratassem. No fundo, ela não sabia.
A senhora brasileira sorriu, agradeceu e foi embora. A ficha de inscrição ficou em cima do balcão.
A um metro e meio de mim, um casal espera para ser atendido. Uma funcionária aproximou-se e a senhora perguntou se tinham fichas de inscrição para candidatos a um posto de trabalho ali no supermercado. A funcionária diz que sim e entrega-lhe uma folha. Informa que terá de juntar fotocópias do BI e do cartão de contribuinte. A senhora abana com a cabeça e volta a colocar uma questão:
- Sabe se vocês pegam brasileiros?
A funcionária ficou a pensar e respondeu que, “por acaso”, não tinham nenhum brasileiro a trabalhar ali naquele supermercado. Mas que isso não queria dizer que não contratassem. No fundo, ela não sabia.
A senhora brasileira sorriu, agradeceu e foi embora. A ficha de inscrição ficou em cima do balcão.
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sábado, fevereiro 20, 2010
Notícia escrita por um "pé de microfone"

Acho fantástico que um jornal (qualquer um) faça eco de declarações deste tipo sem as contraditar. Para quem não sabe, o Governo regional paga, sustenta, é a razão de ser do Jornal da Madeira. Deste modo, apesar de ter um preço de capa (meramente simbólico) o jornal é, de facto, oferecido pelas esquinas do Funchal a todos quantos o queiram ler. Deste modo, AJJ não só tem o jornal nas mãos como mata qualquer tentativa de concorrência que surja. É que mais barato que o JM não é possível. Melhorzinho já não seria difícil...
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quinta-feira, fevereiro 18, 2010
quinta-feira, fevereiro 11, 2010
Liberdade em perigo? Ou Justiça em perigo?

Há aqui um paradoxo absurdo neste drama das escutas do caso “Face Oculta”. Por um lado, os envolvidos pela suspeita querem que os preceitos legais do segredo de justiça não sejam aplicados, que as transcrições sejam integralmente publicitadas e publicadas na imprensa. O juiz que tem o caso não deixa. Simultaneamente, ele ou alguém que tem acesso ao processo, passa para os jornais excertos das escutas, parcelas que não sabemos bem se estão descontextualizadas ou, mesmo, se são verdadeiras. Se a coisa fosse feita às claras, seria o próprio juiz, ou alguém por ele, a validar as transcrições, a colar o selo e a remeter o envelope para as redacções. E evitava-se este estendal à volta de um segredo de justiça que ninguém respeita e evitavam-se providências cautelares e alegações de que a liberdade de expressão está em perigo.
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segunda-feira, janeiro 18, 2010
Tarde e a más horas

Agora que aconteceu o irreparável, somos todos solidários com o Haiti. Antes, quando os haitianos eram só pobres e explorados pelas mais infames ditaduras, ninguém lhes ligava.
Morreram sabe-se lá quantos, falam em 100 mil… porque as casas lhes caíram em cima com o tremor de terra. Casas mal feitas, com mais areia que cimento, sem requisitos técnicos para zonas sísmicas.
Morreram sabe-se lá quantos, falam em 100 mil… porque as casas lhes caíram em cima com o tremor de terra. Casas mal feitas, com mais areia que cimento, sem requisitos técnicos para zonas sísmicas.
Noutros locais mais afortunados, o mesmo sismo não teria provocado mais do que um pequeno incómodo. Na Califórnia ou no Japão, sismos de grau 6 ou 7 da escala de Richter já não estragam grande coisa. Cai uma ou outra empena e só os muito azarados levam com um tijolo em cima. Em países pobres, daquela pobreza imensa e endémica, morrem aos milhares.
E, agora, já há dinheiro para ajudar, para dar de comer, para criar infra-estruturas, escolas, hospitais… dinheiro que antes nunca houve. E, por isso, o povo continuou ignorante, passivo, marginal, rebanho ao dispor da ganância dos canídeos selvagens a que costumamos chamar lobos. O subdesenvolvimento é tudo isto.
E, agora, já há dinheiro para ajudar, para dar de comer, para criar infra-estruturas, escolas, hospitais… dinheiro que antes nunca houve. E, por isso, o povo continuou ignorante, passivo, marginal, rebanho ao dispor da ganância dos canídeos selvagens a que costumamos chamar lobos. O subdesenvolvimento é tudo isto.
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quinta-feira, dezembro 31, 2009
segunda-feira, dezembro 28, 2009
Lá longe não há Natal

Não há só um novo paradigma comunicacional com o advento dos novos média mas, também, um novo paradigma informativo. Para quê máquinas de filmar ou gravadores de vídeo se temos telemóveis? Para quê jornais e televisões, se temos blogs e redes sociais na Internet? Para quê jornalistas...?
O que se está a passar no Irão e na China, onde por maior que seja a repressão as imagens dos protestos não cessam de chegar a todo o Mundo, não é só o estertor de regimes velhos e a inevitável renovação, é também uma nova maneira de comunicar e de dar notícias. Por enquanto, os velhos média ainda são utilizáveis, mas dentro de pouco tempo tudo estará mudado. Que novas formas os média irão adoptar, não sei… mas não tenho dúvidas de que a metamorfose é inevitável. Isso e a democratização dos regimes. De todos os regimes.
O que se está a passar no Irão e na China, onde por maior que seja a repressão as imagens dos protestos não cessam de chegar a todo o Mundo, não é só o estertor de regimes velhos e a inevitável renovação, é também uma nova maneira de comunicar e de dar notícias. Por enquanto, os velhos média ainda são utilizáveis, mas dentro de pouco tempo tudo estará mudado. Que novas formas os média irão adoptar, não sei… mas não tenho dúvidas de que a metamorfose é inevitável. Isso e a democratização dos regimes. De todos os regimes.
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sábado, dezembro 19, 2009
Zero

Como era bom de ver, a Cimeira de Copenhaga deu em nada, malgrado a encenação feita à volta de um tal acordo não vinculativo que não vale o papel em que foi redigido…
A questão climática está a ser discutida por aqueles que não a podem resolver. Não cabe aos políticos uma decisão dessas. Já há muito que os Estados privatizaram as competências que tinham na execução das decisões que poderiam influenciar esse tipo de políticas. A partir de então, cabe aos capitalistas decidirem como, quando e onde implantam unidades industriais e outras estruturas com impacto ambiental. Estou a falar de quê? De tudo… da industria, das obras públicas e construção civil, dos transportes, da extracção mineira, da agricultura e pescas, até da guerra… É que se, como parece, dentro de uns anos já poderemos andar com automóveis eléctricos, tudo o resto continuará a ser movido a petróleo. Já imaginaram uma guerra sem combustível, para além da carne para canhão?
A questão climática está a ser discutida por aqueles que não a podem resolver. Não cabe aos políticos uma decisão dessas. Já há muito que os Estados privatizaram as competências que tinham na execução das decisões que poderiam influenciar esse tipo de políticas. A partir de então, cabe aos capitalistas decidirem como, quando e onde implantam unidades industriais e outras estruturas com impacto ambiental. Estou a falar de quê? De tudo… da industria, das obras públicas e construção civil, dos transportes, da extracção mineira, da agricultura e pescas, até da guerra… É que se, como parece, dentro de uns anos já poderemos andar com automóveis eléctricos, tudo o resto continuará a ser movido a petróleo. Já imaginaram uma guerra sem combustível, para além da carne para canhão?
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quinta-feira, dezembro 10, 2009
Deve ser inginheiro...

Medina Carreira especializou-se em partir a loiça. Não há vez nenhuma em que abra a boca para dizer coisas simpáticas. É sempre para partir. Assim se tem desdobrado a aceitar convites das televisões privadas, sempre sedentas de sangue e polémica, e dos círculos da oposição, sempre sedentos de tirar partido de todos os que se põem a jeito. E Medina, que também fez carreira à conta da política (militou no PS, foi ministro, apoiou Cavaco Silva na candidatura presidencial de 2006), lá anda a propalar ideias e críticas que, porventura, outros gostariam de expressar mas calam por conveniências de circunstância.
Confesso que não sei avaliar bem da justeza das críticas. Acho que muitas das teorias carecem de experimentação. Talvez Medina Carreira volte a ser ministro, um dia destes, e queira testar as suas próprias receitas.
Mas, por vezes, acho-o excessivo, injusto e parcial. Como, por exemplo, agora quando veio dizer que tudo está mal no sistema de ensino português, que os miúdos saem das escolas sem saber ler nem escrever e, portanto, não têm futuro: “o que é que se vai fazer com esta cambada, de 14, 16, 20 anos que anda por aí à solta? Nada, nenhum patrão capaz vai querer esta tropa-fandanga”, diz ele.
Este senhor bacharel em engenharia mecânica acha que ninguém sabe nada de nada, excepto ele. Mas está enganado… até porque muitos dos patrões que ele agora defende preferem mesmo a tal “tropa-fandanga” que sai da escola sem saber ler nem escrever… apenas porque são baratos e submissos, qualidades que o patronato valoriza em detrimento das qualificações profissionais e da experiência com provas dadas. Como podem imaginar, sei do que estou a falar.
Confesso que não sei avaliar bem da justeza das críticas. Acho que muitas das teorias carecem de experimentação. Talvez Medina Carreira volte a ser ministro, um dia destes, e queira testar as suas próprias receitas.
Mas, por vezes, acho-o excessivo, injusto e parcial. Como, por exemplo, agora quando veio dizer que tudo está mal no sistema de ensino português, que os miúdos saem das escolas sem saber ler nem escrever e, portanto, não têm futuro: “o que é que se vai fazer com esta cambada, de 14, 16, 20 anos que anda por aí à solta? Nada, nenhum patrão capaz vai querer esta tropa-fandanga”, diz ele.
Este senhor bacharel em engenharia mecânica acha que ninguém sabe nada de nada, excepto ele. Mas está enganado… até porque muitos dos patrões que ele agora defende preferem mesmo a tal “tropa-fandanga” que sai da escola sem saber ler nem escrever… apenas porque são baratos e submissos, qualidades que o patronato valoriza em detrimento das qualificações profissionais e da experiência com provas dadas. Como podem imaginar, sei do que estou a falar.
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quarta-feira, dezembro 02, 2009
A banalização do mal

Para quem aqui vem, não é novidade. Já escrevi, mais do que uma vez, sobre a inqualificável atitude da Media Capital Rádio ao despedir um trabalhador de baixa, doente com um cancro. O que fizeram ao Pedro Múrias é de uma crueldade absoluta. Evidencia a completa e total desprotecção que os trabalhadores sofrem às mãos de empregadores sem alma nem coração.
Despedido, doente, mas ainda combativo, o Pedro Múrias publicou no seu blog uma pequena entrevista com o advogado Garcia Pereira, especialista em Direito do Trabalho.
Diz Garcia Pereira que ...“vivemos outros tempos. Os Tribunais agora até já entendem que nem uma crise cardíaca gravíssima nem sequer a morte do Advogado constituído por um determinado cidadão faz suspender a instância do respectivo processo, já praticamente tudo é possível. Ou seja, temos julgadores ao mesmo nível dos empregadores que actuam como o seu!Agora, e como é óbvio, seja qual for a solução jurídico-formal que se perfilhe, promover o despedimento de alguém que se encontra doente, e sobretudo gravemente doente, constitui um acto inqualificável que em qualquer sociedade minimamente civilizada deveria suscitar a crítica e o repúdio unânimes.”
É o que diz Garcia Pereira, é o que eu penso, também. E lamento não ver nada disto reproduzido nos canais jornalísticos de referência, televisões, rádios ou jornais.
Despedido, doente, mas ainda combativo, o Pedro Múrias publicou no seu blog uma pequena entrevista com o advogado Garcia Pereira, especialista em Direito do Trabalho.
Diz Garcia Pereira que ...“vivemos outros tempos. Os Tribunais agora até já entendem que nem uma crise cardíaca gravíssima nem sequer a morte do Advogado constituído por um determinado cidadão faz suspender a instância do respectivo processo, já praticamente tudo é possível. Ou seja, temos julgadores ao mesmo nível dos empregadores que actuam como o seu!Agora, e como é óbvio, seja qual for a solução jurídico-formal que se perfilhe, promover o despedimento de alguém que se encontra doente, e sobretudo gravemente doente, constitui um acto inqualificável que em qualquer sociedade minimamente civilizada deveria suscitar a crítica e o repúdio unânimes.”
É o que diz Garcia Pereira, é o que eu penso, também. E lamento não ver nada disto reproduzido nos canais jornalísticos de referência, televisões, rádios ou jornais.
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quarta-feira, novembro 11, 2009
Da sala de espera...
Pedro Múrias inaugurou o seu blog. Diz ele que "esperava poder contar estas histórias no Rádio Clube, somando-as a outras 70 que lá contei sobre a minha luta contra um cancro. Não vai acontecerr! A PRISA/MCR, vai despedir-me... Despede-me, ok...mas não me cala."
Ele fala: aqui.
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Acerca de mim
- CN
- Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média