
Entre os milhares que vão ser despedidos, alguns são portugueses e, entre esses, um é um doente com cancro. Alguém que quando se preparava para lutar pela vida se vê na contingência de ter de lutar, também , pela subsistência…
Nem conheço o Pedro Murias. Pela foto, é um rapaz da minha idade. Deve ser um jornalista experiente, alguém capaz de enquadrar os mais jovens, de lhes transmitir conhecimentos vivenciados, de funcionar como filtro de qualidade numa redacção. Se a Media Capital acha que não precisa desse tipo de jornalistas, pior para a empresa. Mas não pode fazer tábua rasa de tudo o mais… e só a ideia de um doente poder ser despedido é algo de insuportável.

Não sei se Juan Luís Cebrian, o CEO da Prisa, sabe do que se está a passar. A ordem de despedir foi dele, por certo. Mas a escolha foi feita aqui, pelos gestores locais. Pode ser que para o senhor Cebrian também seja insuportável a intenção de despedir um doente cancerígeno. Na dúvida, enviei-lhe um email. Façam o mesmo. Para aqui: ceo@prisa.es
Vozes de burro não chegam ao céu, eu sei, mas pode ser que este CEO não seja assim tão castigador.
4 comentários:
Obrigada Carlos. Estou a tentar que mais colegas enviem. Tambem não conheço pessoalmente o Pedro mas creio que é o mínimo que podemos fazer. Vale a pena tentar. Obrigada mais uma vez.
Abraço
É um sintoma de como estão as coisas. Hoje em dia os chamados órgãos de comunicação social são corporações cujos únicos objectivos são a divulgação dos interesses/propaganda de grupos económicos e o lucro. Muitos órgãos de comunicação até dão prejuízo, apenas existem para divulgar propaganda.
Haja muitas pessoas como o Carlos.
Um por todos e todos por um.
Já mandei. Esperemos que cheguem ao CEO, a nossa voz.
Carlos, obrigada.
Estas situações já não causam surpresa ou espanto. Num país (aliás, não somos únicos!) completamente desumanizado qual é o problema de despedir seja quem for. Está doente? Problema dele!
Vou enviar o mail, JÁ.Haja um pingo de vergonha.
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