57 minutos e 24 segundos muito interessantes.
Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.
Hakuna mkate kwa freaks.
Mostrar mensagens com a etiqueta Politicamente incorrecto. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Politicamente incorrecto. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, dezembro 14, 2010
sexta-feira, março 26, 2010
Brincando
Brincando com as imagens e os sons... que sempre é melhor que chorar...
Etiquetas:
eleições,
Politicamente incorrecto
domingo, março 21, 2010
Quem nos defende da polícia?
Há um silêncio que me incomoda e não posso ser cúmplice de tamanha cobardia. Há dias, um polícia matou um cidadão que não obedeceu à ordem de parar o carro. Poucos se arrepiaram com isto, e até me parece que muitos estarão com pena do coitado do polícia que alega nunca ter tido treino de tiro e, até, de não saber utilizar a arma. Eu diria que… não parece. Um único tiro contra um carro em fuga e foi o suficiente para matar o condutor. Revela belíssima pontaria e extrema destreza no manuseamento do instrumento. Azar? Azar teve o que morreu…
Claro que a corporação policial cerrou fileiras em torno do seu polícia, ajudando a fazer passar a ideia de que será ele a verdadeira vítima deste infeliz incidente e que o outro se não parou é porque tinha algum peso na consciência.
Pois, dou de barato as razões que levaram a vítima mortal a não obedecer à operação stop. Por si só, isso não justifica que um polícia dispare contra alguém. É que quando se dispara uma arma, corre-se o risco de matar. Já no tempo da “outra senhora” a GNR disparava para o ar e havia sempre um alentejano que morria. Era no tempo dos famigerados “alentejanos voadores”.
Não quero que esses tempos voltem.
Claro que a corporação policial cerrou fileiras em torno do seu polícia, ajudando a fazer passar a ideia de que será ele a verdadeira vítima deste infeliz incidente e que o outro se não parou é porque tinha algum peso na consciência.
Pois, dou de barato as razões que levaram a vítima mortal a não obedecer à operação stop. Por si só, isso não justifica que um polícia dispare contra alguém. É que quando se dispara uma arma, corre-se o risco de matar. Já no tempo da “outra senhora” a GNR disparava para o ar e havia sempre um alentejano que morria. Era no tempo dos famigerados “alentejanos voadores”.
Não quero que esses tempos voltem.
Etiquetas:
Democracia,
Politicamente incorrecto,
socorro tirem-me daqui
domingo, fevereiro 28, 2010
Euskadi Ta Askatasuna

Um tipo que se chama Ibon Gogeascoechea foi preso em França. Leio nos jornais que é o “chefe”, o “nº1” da ETA. Periodicamente, os jornais anunciam a detenção de chefes da ETA. Os governos espanhóis, de direita ou de esquerda e desde os tempos da ditadura, prometem uma solução definitiva para a questão basca e… falham. Hoje, Espanha tem aliados em todo o lado, nomeadamente nos países vizinhos, Portugal e França prendem bascos e extraditam-nos. Tratam-nos como se fossem criminosos comuns. Mas não são. E enquanto a questão basca não for encarada como um problema político, não haverá solução.
Espanha tem mais de 800 bascos encarcerados. Os bascos não são mais de 3 milhões… ou seja, 2,7% dos bascos estão presos… Se isto não é um problema político, não sei o que será… Gostaria de ver a comunidade internacional preocupada com esta questão, preocupada em encontrar uma solução negociada e não, apenas, preocupada em esmagar um anseio de Liberdade que, olhando para a História dos povos, jamais será completamente afogado.
Espanha tem mais de 800 bascos encarcerados. Os bascos não são mais de 3 milhões… ou seja, 2,7% dos bascos estão presos… Se isto não é um problema político, não sei o que será… Gostaria de ver a comunidade internacional preocupada com esta questão, preocupada em encontrar uma solução negociada e não, apenas, preocupada em esmagar um anseio de Liberdade que, olhando para a História dos povos, jamais será completamente afogado.
Etiquetas:
Liberdade,
Politicamente incorrecto
terça-feira, fevereiro 02, 2010
Calhandreiros
O Mário Crespo tem o direito de escrever o que lhe vai pela alma e o primeiro-ministro o direito de pensar que o Mário é um “débil mental”. Isto não significa que aquilo que o Mário escreveu seja verdade nem que o primeiro-ministro tenha o direito de considerar o jornalista como “um problema a solucionar”. 
O problema é que esta história é, de facto, uma “calhandrice” e descortinar a verdade é das tais tarefas difíceis de concretizar, até porque cada qual tem a sua… O Mário considera a fonte credível e publicou. Mas pode estar a beber de uma fonte “inquinada”, isso não podemos avaliar porque o Mário não a revelou. Só o facto da crónica ter sido publicada num site do PSD indicia o aproveitamento político da questão.
Para mim, trata-se de um fait divers pouco dignificante. Para todos os intervenientes.

O problema é que esta história é, de facto, uma “calhandrice” e descortinar a verdade é das tais tarefas difíceis de concretizar, até porque cada qual tem a sua… O Mário considera a fonte credível e publicou. Mas pode estar a beber de uma fonte “inquinada”, isso não podemos avaliar porque o Mário não a revelou. Só o facto da crónica ter sido publicada num site do PSD indicia o aproveitamento político da questão.
Para mim, trata-se de um fait divers pouco dignificante. Para todos os intervenientes.
Ainda assim, acho que devemos escutar o piar do pássaro. Não para o repetir, mas para aprender.
sábado, novembro 21, 2009
L'épouse du président

O nu artistico de Carla Bruni leiloado ontem em Paris, não teve comprador.
A venda decorreu na sala 6 do luxuoso Hôtel Drouot-Richelieu, foram muitos os mirones presentes, mas nenhum com intenções de abrir os cordões à bolsa.
Quando Bruni se casou com o presidente Sarkozy, a mesma foto foi vendida em Nova Iorque, num leilão da Christie’s, pela bonita soma de 91 mil dólares (para aí uns 80 mil euros).
Não sei qual a causa do fiasco do leilão de ontem… mas estranho, estranho mesmo, é que nem o marido licitou a fotografia da mulher.
A venda decorreu na sala 6 do luxuoso Hôtel Drouot-Richelieu, foram muitos os mirones presentes, mas nenhum com intenções de abrir os cordões à bolsa.
Quando Bruni se casou com o presidente Sarkozy, a mesma foto foi vendida em Nova Iorque, num leilão da Christie’s, pela bonita soma de 91 mil dólares (para aí uns 80 mil euros).
Não sei qual a causa do fiasco do leilão de ontem… mas estranho, estranho mesmo, é que nem o marido licitou a fotografia da mulher.
Etiquetas:
França,
Politicamente incorrecto
terça-feira, setembro 08, 2009
Recados
As notícias já não são o que eram e, hoje, torna-se difícil confiar abertamente naquilo que lemos nos jornais ou ouvimos nas rádios e tv’s…

Hoje, por exemplo, li uma notícia que “cheira a recado” à distância… Depois de dar conta da pretensão de Manuela Moura Guedes em ser ouvida na ERC, por causa do conflito que a opõe à administração da TVI, o escriba escreve que “as negociações entre a Prisa (dona da TVI) e a Ongoing parecem correr pelo melhor” … Parecem? A quem?
Escrito assim, parece-me a mim que o recado tem um destinatário: o dono da SIC. O remetente será o dono da Ongoing. O segundo quer comprar a televisão do primeiro, a que está ligado por laços familiares e vinte e tal por cento de acções… mas como o padrinho não quer vender (talvez, afinal, se trate apenas de uma questão de preço…), o afilhado ameaça comprar a empresa rival. Assim, talvez consiga vergar a teimosia do velho.
Talvez não seja nada disto que estou para aqui a dizer e, de facto, a Ongoing queira mesmo comprar a TVI para dar cabo da SIC. Se for assim, a Prisa vai acabar por vender a quem lhe roubou o director-geral que, no âmbito do actual conflito interno, já disse cobras e lagartos dos administradores com quem conviveu durante 11 anos. Além disso, se a Ongoing comprar mesmo a TVI, esse mesmo director-geral acaba por regressar às origens e passará a ser o primeiro português a quem pagaram 3 milhões de € para ir de férias.
Entretanto, outros jornais e alguns partidos políticos alimentam a novela da suspensão do Jornal Nacional de 6ªfeira, teimando em criar um facto político onde só existe uma decisão administrativa, quer queiram, quer não...
Etiquetas:
jornais,
Jornalismo,
Politicamente incorrecto,
TVI
Os capitalistas de quem gosto

Se tivesse um cauteleiro que, todas as semanas, me proporcionasse embolsar o 1ºprémio da lotaria, com toda a certeza que seria generoso com ele… qualquer um de nós faria o mesmo, não? Pois é isso mesmo que fazem os actuais accionistas de empresas que já foram públicas e que são tão rentáveis, tão rentáveis, que os seus gestores recebem chorudos prémios anuais, na ordem das dezenas de milhar de euros per capita. Já sei que me estão a chamar de invejoso… não vou contrapor.
Em 2008, o lucro da EDP subiu 20% e atingiu os 1092 milhões de €. A Galp aumentou os lucros em quase 200%. A PT tem lucros acima dos 580 milhões… Podia continuar, mas fiquemo-nos por aqui… O que me indigna, é que esses lucros se baseiam no tarifário que todos nós temos de pagar pelos serviços que essas empresas prestam, serviços que se fossem públicos seriam, com toda a certeza, mais baratos.
Fez algum sentido o Estado privatizar essas empresas para que, agora, meia dúzia de capitalistas se encham à nossa custa? Ganhámos o quê, com a privatização destas empresas? Os tarifários baixaram alguma vez? O atendimento é melhor? Não… Os únicos que ganharam bastante com as privatizações foram os compradores que, apesar de tudo, compraram barato e compraram com o dinheiro dos bancos. Quem paga, somos nós. Assim, também eu seria um grande capitalista, dessem-me acesso ao crédito bancário e empresas públicas de lucro garantido para comprar.
O que eu gosto de ver são aqueles empreendedores que pegam numa ideia, arriscam o pescoço e as pratas da família, criam novos postos de trabalho, que transformam produtos e a vida das pessoas para novas e melhores realidades. Esses são os capitalistas que admiro.
Etiquetas:
Crise,
Politicamente incorrecto
quarta-feira, agosto 19, 2009
Caspa

O PS orçamentou 5 milhões 540 mil € para a próxima campanha eleitoral. Se tiver 1 milhão e meio de votos, perde as eleições mas a campanha sai-lhe de borla. Com 2 milhões de votos, talvez ganhe as eleições e acaba por ter lucro significativo. Isto, porque o Estado subvenciona os partidos políticos que obtiverem mais de 50 mil votos nas eleições. São, se não erro, 3 € e 50 cêntimos por cada voto. Façam as contas e vejam o negócio que isto não representa. Já não falo das sinecuras que ficam à disposição dos correligionários e amigos, belos tachos com direito a BMW e cartão de crédito para despesas de representação. Mas isso são outras contas do rosário…
Se compararmos o orçamento dos partidos políticos com assento parlamentar com os outros, verificamos que a luta é completamente desigual. Enquanto que os primeiros têm mundos e fundos para gastar em propaganda, os segundos contam tostões e lançam-se à luta se a colecta entre os correligionários chegar para alguma coisa…
Do PS já falámos, agora comparemos o PSD com 3 milhões 340 mil € com a Frente Ecologia e Humanismo que só tem 25 mil €… ou o PCP/PEV com 1 milhão 950 mil € e o MMS com, apenas, 40 mil €… ou mesmo o Bloco de Esquerda com 993 mil € ao pé do PCTP/MRPP com singelos 45 mil €… ou seja, enquanto uns podem comprar os serviços de agências de comunicação, prometer bons empregos e facilitar a carreira dos amigos, outros mal conseguem fazer-se ouvir perante a berraria das máquinas propagandistas dos que andam próximos do poder e dele se alimentam.
Ou seja, os resultados eleitorais têm muito pouco a ver com programas políticos ou ideologias. Apenas com propaganda. Andamos a votar como quem vai ao supermercado à procura do "melhor" shampoo para a caspa.
Se compararmos o orçamento dos partidos políticos com assento parlamentar com os outros, verificamos que a luta é completamente desigual. Enquanto que os primeiros têm mundos e fundos para gastar em propaganda, os segundos contam tostões e lançam-se à luta se a colecta entre os correligionários chegar para alguma coisa…
Do PS já falámos, agora comparemos o PSD com 3 milhões 340 mil € com a Frente Ecologia e Humanismo que só tem 25 mil €… ou o PCP/PEV com 1 milhão 950 mil € e o MMS com, apenas, 40 mil €… ou mesmo o Bloco de Esquerda com 993 mil € ao pé do PCTP/MRPP com singelos 45 mil €… ou seja, enquanto uns podem comprar os serviços de agências de comunicação, prometer bons empregos e facilitar a carreira dos amigos, outros mal conseguem fazer-se ouvir perante a berraria das máquinas propagandistas dos que andam próximos do poder e dele se alimentam.
Ou seja, os resultados eleitorais têm muito pouco a ver com programas políticos ou ideologias. Apenas com propaganda. Andamos a votar como quem vai ao supermercado à procura do "melhor" shampoo para a caspa.
Etiquetas:
eleições,
Politicamente incorrecto
quinta-feira, agosto 06, 2009
Tabefes nada Molex
Diz o “Le Parisien”, simpático diário tablóide da capital francesa, que um administrador da multinacional americana Molex, que fabrica componentes automóveis, foi violentamente agredido por um grupo de trabalhadores em greve, na sequência de um conflito laboral que surgiu depois da empresa ter anunciado o encerramento para o próximo mês de Outubro.
O caldo entornou quando o administrador em questão foi alvejado com ovos podres e os seus guarda-costas tentaram reagir contra os atiradores de ovos. No final, dois guarda-costas foram parar ao hospital e o senhor engenheiro obteve um atestado de baixa médica de 7 dias.
Desde que foi anunciado o encerramento definitivo da fábrica que os trabalhadores entraram em greve. O problema é que a empresa continua a ter muitas encomendas e a administração tentou contratar pessoal eventual para assegurar a produção. Os grevistas, muito justamente, endureceram a luta e deu nisto.
O caso da Molex é a prova provada de que muitos empresários se estão nas tintas para a responsabilidade social e não têm o mínimo rebuço em fechar uma fábrica para a deslocalizar para um país onde seja permitido ter mão-de-obra quase escrava.
O caldo entornou quando o administrador em questão foi alvejado com ovos podres e os seus guarda-costas tentaram reagir contra os atiradores de ovos. No final, dois guarda-costas foram parar ao hospital e o senhor engenheiro obteve um atestado de baixa médica de 7 dias.
Desde que foi anunciado o encerramento definitivo da fábrica que os trabalhadores entraram em greve. O problema é que a empresa continua a ter muitas encomendas e a administração tentou contratar pessoal eventual para assegurar a produção. Os grevistas, muito justamente, endureceram a luta e deu nisto.
O caso da Molex é a prova provada de que muitos empresários se estão nas tintas para a responsabilidade social e não têm o mínimo rebuço em fechar uma fábrica para a deslocalizar para um país onde seja permitido ter mão-de-obra quase escrava.

Desde 1789 que de França só nos chegam boas notícias...
Etiquetas:
Crise,
desemprego,
Politicamente incorrecto
domingo, julho 19, 2009
As boas razões para um corte de estradas

Odeio praias cheias de gente, mas os meus filhos não querem saber disso e acham que a água nunca está demasiado fria. Então, lá fui até Carcavelos…
Em Paço D’Arcos, engarrafamento. Trânsito bloqueado, marchava-se a passo lento. Depois de Paço D’Arcos, a explicação… a marginal estava cortada desde ali até à rotunda de Carcavelos, informação fidedigna transmitida por um polícia de serviço ao corte de estrada. As razões em concreto não sei, nem quis saber, mas imagino que esteja relacionado com alguma corrida de bicicletas ou de patins de roda em linha promovida por alguma associação de adeptos do desporto ao ar livre. Nada contra, mas não percebo porque o fazem na via pública. Se a Lei não permite que a indignação da população seja razão para um justo corte de estradas, então não percebo porque se permite este outro tipo de manifestação que, pese embora todas as boas intenções, acaba por redundar no mesmo transtorno para quem precisa de circular pela estrada cortada. Só acrescento que admito que se corte uma estrada por um bom e justo protesto, mas já me chateia ser prejudicado porque há uns tipos que gostam de se exibir a andar de bicicleta. Mas isso sou eu a falar, que tenho mau feitio.
Em Paço D’Arcos, engarrafamento. Trânsito bloqueado, marchava-se a passo lento. Depois de Paço D’Arcos, a explicação… a marginal estava cortada desde ali até à rotunda de Carcavelos, informação fidedigna transmitida por um polícia de serviço ao corte de estrada. As razões em concreto não sei, nem quis saber, mas imagino que esteja relacionado com alguma corrida de bicicletas ou de patins de roda em linha promovida por alguma associação de adeptos do desporto ao ar livre. Nada contra, mas não percebo porque o fazem na via pública. Se a Lei não permite que a indignação da população seja razão para um justo corte de estradas, então não percebo porque se permite este outro tipo de manifestação que, pese embora todas as boas intenções, acaba por redundar no mesmo transtorno para quem precisa de circular pela estrada cortada. Só acrescento que admito que se corte uma estrada por um bom e justo protesto, mas já me chateia ser prejudicado porque há uns tipos que gostam de se exibir a andar de bicicleta. Mas isso sou eu a falar, que tenho mau feitio.
Etiquetas:
Politicamente incorrecto
quinta-feira, julho 02, 2009
Burro chifrudo

Manuel Pinho era um ministro politicamente frágil. Por mais de uma vez demonstrou essa fragilidade, deixando-se enredar na maledicência do duelo político-partidário de modo ingénuo. Não é fácil ter estrutura mental para aguentar com todas as torpezas próprias do exercício político. Há quem nunca o consiga e Pinho parece-me ser um deles. Hoje, escorregou fatalmente. Perante um comentário feito em surdina que considerou ofensivo, o ministro partiu para o insulto. Pelo gesto, não percebo se chamava cornudo ao outro se burro. Os dedinhos espetados tanto podem querer significar um par de chifres ou um par de orelhas grandes. Qualquer que seja o significado, acho que todos os dias os senhores deputados se insultam mutuamente de alto a baixo, guarnecidos pelas respectivas imunidades que a qualidade de eleitos lhes confere e nada demais acontece. Ora, Pinho não tem essas prerrogativas, como ministro não foi eleito. Foi despedido, para gáudio da oposição e do “burro chifrudo”.
Etiquetas:
governança,
Politicamente incorrecto
sexta-feira, junho 26, 2009
Coisas do circo (como diz o outro...)

Será que Manuela Ferreira Leite ou Cavaco Silva vão perguntar à Cofina se pretende manter a actual linha editorial da TVI, caso a consigam comprar? E se a resposta for sim, obviamente demito-o, será que Manuela Ferreira Leite e Cavaco Silva irão sentir a liberdade de expressão em perigo? E caso sentirem, será que irão clamar por transparência, não se dê o caso de Sócrates ter convencido o senhor Paulo Fernandes a gastar 150 milhões para o livrar de um incómodo? Será que a palhaçada não tem fim?
Etiquetas:
Liberdade,
manipulação,
Politicamente incorrecto,
TVI
quinta-feira, junho 25, 2009
Manuela, Cavaco e a vaca sagrada
A Portugal Telecom nasceu em 1994, pela fusão da Telecom Portugal S.A., da companhia de Telefones de Lisboa e Porto S.A. e da Teledifusora de Portugal S.A.. À época era operador monopolista das telecomunicações e, por isso, o Estado reservou para si 500 acções tipo A, as chamadas golden shares. Mas é uma sociedade de capitais privados, sendo que o Estado reserva para si a prerrogativa de vetar negócios que considere lesivos do interesse nacional.
Lendo os estatutos da PT, chega-se à conclusão que é bem possível que a administração da PT tivesse iniciado contactos para a aquisição de 30% da Media Capital sem pedir licença ao accionista Estado. Como é possível que não tenha participado ainda a nenhum outro accionista.
O artigo terceiro nº1 dos estatutos diz que “a sociedade tem por objecto a gestão de participações sociais noutras sociedades” e o nº2 do mesmo artigo acrescenta que “a sociedade pode, sem restrições, adquirir ou deter quotas ou acções de quaisquer sociedades”… Sendo certo que, conforme reza o artigo 14º nº2 deliberações desse tipo “não serão aprovadas contra maioria dos votos correspondentes às acções de categoria A”(as tais golden shares detidas pelo Estado), mas isso (julgo eu) não implica que o Estado tenha de acompanhar a par e passo todas as iniciativas da administração da PT, apenas tem de as aprovar no final, votando com todos os outros accionistas em Assembleia Geral.
Portanto, quando Manuela Ferreira Leite vem dizer que “não acredita” que a PT não tivesse consultado o primeiro-ministro sobre a intenção de estabelecer contactos com a PRISA para uma eventual compra de uma percentagem da Media Capital, parece-me obvio que se trata de pura especulação política própria da pré-campanha. Uma pré-campanha em que o Presidente da República decidiu participar activamente, caucionando, dirigindo quiçá a estratégia do PSD, ao abrir “uma excepção” para se referir às fortes suspeitas que esta negociação comercial lhe suscita.
Cada qual vê o Mundo com os próprios olhos, e a mim só me apetece dizer asneiras… já ninguém se lembra do sucedido em Abril de 2002, quando o governo de Durão Barroso tomou posse e a principal preocupação do ministro Morais Sarmento foi sanear o director-geral da RTP, Emídio Rangel. Nesse saneamento foram todos eles cúmplices, de Cavaco a Ferreira Leite e hoje arvoram-se cinicamente em defensores da liberdade de imprensa quando suspeitam que o director-geral da TVI pode vir a ser substituído com a entrada de novos accionistas na Media Capital. Como se Moniz fosse uma vaca sagrada do PSD. Como se a TVI não fosse propriedade privada e os seus accionistas soberanos nas decisões que entenderem por bem tomar. Assim como, de resto, a PT.
Lendo os estatutos da PT, chega-se à conclusão que é bem possível que a administração da PT tivesse iniciado contactos para a aquisição de 30% da Media Capital sem pedir licença ao accionista Estado. Como é possível que não tenha participado ainda a nenhum outro accionista.

O artigo terceiro nº1 dos estatutos diz que “a sociedade tem por objecto a gestão de participações sociais noutras sociedades” e o nº2 do mesmo artigo acrescenta que “a sociedade pode, sem restrições, adquirir ou deter quotas ou acções de quaisquer sociedades”… Sendo certo que, conforme reza o artigo 14º nº2 deliberações desse tipo “não serão aprovadas contra maioria dos votos correspondentes às acções de categoria A”(as tais golden shares detidas pelo Estado), mas isso (julgo eu) não implica que o Estado tenha de acompanhar a par e passo todas as iniciativas da administração da PT, apenas tem de as aprovar no final, votando com todos os outros accionistas em Assembleia Geral.
Portanto, quando Manuela Ferreira Leite vem dizer que “não acredita” que a PT não tivesse consultado o primeiro-ministro sobre a intenção de estabelecer contactos com a PRISA para uma eventual compra de uma percentagem da Media Capital, parece-me obvio que se trata de pura especulação política própria da pré-campanha. Uma pré-campanha em que o Presidente da República decidiu participar activamente, caucionando, dirigindo quiçá a estratégia do PSD, ao abrir “uma excepção” para se referir às fortes suspeitas que esta negociação comercial lhe suscita.
Cada qual vê o Mundo com os próprios olhos, e a mim só me apetece dizer asneiras… já ninguém se lembra do sucedido em Abril de 2002, quando o governo de Durão Barroso tomou posse e a principal preocupação do ministro Morais Sarmento foi sanear o director-geral da RTP, Emídio Rangel. Nesse saneamento foram todos eles cúmplices, de Cavaco a Ferreira Leite e hoje arvoram-se cinicamente em defensores da liberdade de imprensa quando suspeitam que o director-geral da TVI pode vir a ser substituído com a entrada de novos accionistas na Media Capital. Como se Moniz fosse uma vaca sagrada do PSD. Como se a TVI não fosse propriedade privada e os seus accionistas soberanos nas decisões que entenderem por bem tomar. Assim como, de resto, a PT.
Etiquetas:
eleições,
manipulação,
nacional,
Politicamente incorrecto,
socorro tirem-me daqui
sexta-feira, junho 12, 2009
As razões da abstenção (2)

Diz Baptista-Bastos, no Diário de Notícias:
"É verdade que o Bloco subiu, o PCP aumentou o número de votantes, e o CDS sacudiu a letargia com a qual desejavam amortalhá-lo. Mas as coisas estão rigorosamente na mesma: elementares e antigas. A mesa está posta para os mesmos. E não é preciso restaurar a frase de Lampedusa; basta reler, por exemplo, o "Portugal Contemporâneo", do Oliveira Martins, para se entender quem manda e sempre aqui mandou."
Etiquetas:
eleições,
Politicamente incorrecto
quarta-feira, maio 06, 2009
Vichyssoise
O banqueiro sorvendo lentamente a sua vichyssoise: «Fomos inicialmente convidados a participar com garantia do Estado no Banco Privado mas não sabemos de mais nada. Além disso, não estamos interessados em participar em nada…» - palavras de Ricardo Espírito Santo Salgado, CEO do Banco Espírito Santo, comentando a provável falência do BPP, banco do qual Francisco Balsemão é o principal accionista.
Recordo que o BPP afirma precisar urgentemente de 300 milhões de euros para sobreviver, 150 dos quais foram pedidos ao Estado. O resto, teria de vir de outros bancos portugueses…
Mais uma colherada de sopa fria…
Há uns meses, foi público e notório o desentendimento entre os dois capitalistas, a propósito de umas notícias do Expresso que desagradaram ao CEO do BES. Na altura, Ricardo Salgado cortou toda a publicidade no grupo de média de Balsemão, bateu-lhe onde mais dói ao velho, que é no bolso das patacas. Depois, lá fizeram as pazes, mas a vichyssoise ficou guardada…
Continuando a desfiar a memória… a vichyssoise é uma receita de sopa francesa que Paulo Portas celebrizou quando, há uns anos atrás, resolveu contar na televisão uma história sobre Marcelo Rebelo de Sousa. Disse Portas que Rebelo de Sousa o tinha enganado, ao descrever-lhe uma reunião partidária que nunca se tinha realizado, chegando mesmo ao pormenor de referir que os confrades tinham jantado uma vichyssoise…
Assim acabou a segunda AD, mesmo antes de ter começado. Agora que se volta a falar tanto em novo Bloco Central, vale a pena remexer a vichyssoise, mesmo azeda e bolorenta.
Recordo que o BPP afirma precisar urgentemente de 300 milhões de euros para sobreviver, 150 dos quais foram pedidos ao Estado. O resto, teria de vir de outros bancos portugueses…
Mais uma colherada de sopa fria…
Há uns meses, foi público e notório o desentendimento entre os dois capitalistas, a propósito de umas notícias do Expresso que desagradaram ao CEO do BES. Na altura, Ricardo Salgado cortou toda a publicidade no grupo de média de Balsemão, bateu-lhe onde mais dói ao velho, que é no bolso das patacas. Depois, lá fizeram as pazes, mas a vichyssoise ficou guardada…
Continuando a desfiar a memória… a vichyssoise é uma receita de sopa francesa que Paulo Portas celebrizou quando, há uns anos atrás, resolveu contar na televisão uma história sobre Marcelo Rebelo de Sousa. Disse Portas que Rebelo de Sousa o tinha enganado, ao descrever-lhe uma reunião partidária que nunca se tinha realizado, chegando mesmo ao pormenor de referir que os confrades tinham jantado uma vichyssoise…
Assim acabou a segunda AD, mesmo antes de ter começado. Agora que se volta a falar tanto em novo Bloco Central, vale a pena remexer a vichyssoise, mesmo azeda e bolorenta.
Etiquetas:
Crise,
Jornalismo,
manipulação,
nacional,
Politicamente incorrecto
sábado, abril 25, 2009
25 de Abril, sempre !

Através da televisão, durante a manhã, estive nas comemorações do 25 de Abril no Parlamento. Ouvi os discursos da praxe e notei que nenhuma bancada ovacionou outro discurso que não o seu próprio… Claro que discursos como o do CDS não merecem aclamação, e percebo que o PS não consiga bater palmas a quem nem mesmo hoje se poupou a críticas à governação de Sócrates, mas que mal vinha ao Mundo se os outros -PSD, PCP, BE e PEV- aplaudissem democraticamente os discursos alheios?
Se nem estas comemorações se conseguem livrar das quezílias partidárias e do calculismo político… ao menos, um pouco de respeito pela grandeza da data.
Se nem estas comemorações se conseguem livrar das quezílias partidárias e do calculismo político… ao menos, um pouco de respeito pela grandeza da data.
Etiquetas:
Crise,
Liberdade,
Politicamente incorrecto
terça-feira, abril 21, 2009
Uns são filhos, outros enteados (do que se fala e o que se cala)
O actual Conselho de Estado tem 16 membros. Alguns estão lá por inerência dos cargos que ocupam, como é o caso do Presidente da Assembleia da República ou do Primeiro-Ministro, outros têm direito ao cadeirão por inerência dos cargos que já ocuparam, como é o caso dos antigos Presidentes da República, outros foram nomeados por Cavaco Silva. Uma das prerrogativas do Presidente é, precisamente, nomear os seus conselheiros…
Um deles, o banqueiro Dias Loureiro, tem andado nas bocas do mundo por causa do seu envolvimento no caso BPN, um banco que andou a servir de veículo a aldrabices de todo o tamanho e que só se salvou da falência porque foi nacionalizado.
Toda a gente acha que Dias Loureiro se devia demitir, que a sua permanência no Conselho de Estado prejudica não só o órgão mas também a imagem do actual Presidente da República. Cavaco Silva não demite o seu antigo compagnon de route porque não pode. Os senhores Conselheiros não podem ser destituídos, diz a Lei. Também não sabemos se Cavaco quereria demitir o seu amigo de longa data. Ficaremos sempre com essa dúvida… não há forma de a esclarecer convenientemente. E Dias Loureiro não se demite porque enquanto lá estiver goza de imunidade… não pode ser detido nem julgado, portanto, não pode ser condenado, por maior ou mais grave que seja a trafulhice em que se envolveu.
Em rigor, diz o estatuto do Conselho de Estado:
Um deles, o banqueiro Dias Loureiro, tem andado nas bocas do mundo por causa do seu envolvimento no caso BPN, um banco que andou a servir de veículo a aldrabices de todo o tamanho e que só se salvou da falência porque foi nacionalizado.Toda a gente acha que Dias Loureiro se devia demitir, que a sua permanência no Conselho de Estado prejudica não só o órgão mas também a imagem do actual Presidente da República. Cavaco Silva não demite o seu antigo compagnon de route porque não pode. Os senhores Conselheiros não podem ser destituídos, diz a Lei. Também não sabemos se Cavaco quereria demitir o seu amigo de longa data. Ficaremos sempre com essa dúvida… não há forma de a esclarecer convenientemente. E Dias Loureiro não se demite porque enquanto lá estiver goza de imunidade… não pode ser detido nem julgado, portanto, não pode ser condenado, por maior ou mais grave que seja a trafulhice em que se envolveu.
Em rigor, diz o estatuto do Conselho de Estado:
CAPÍTULO III
Imunidades
Artigo 13.º(Irresponsabilidade)
Os membros do Conselho de Estado não respondem civil, criminal ou disciplinarmente pelos votos e opiniões que emitirem no exercício das suas funções.
Artigo 14.º(Inviolabilidade)
1. Nenhum membro do Conselho de Estado pode ser detido ou preso sem autorização do Conselho, salvo por crime punível com pena maior e em flagrante delito.
Ora bem, mas há outros que também estão no Conselho de Estado e que também estão envolvidos (não sei se em maior ou menor grau – não sou da polícia) em escândalos financeiros e de que ninguém fala…
Consultada a lista dos Conselheiros, o 16º nome que nos aparece é o do Dr.Balsemão. Este nosso amigo é dos tais que foi escolhido pelo actual Presidente. Ou indicado pelo PSD, vem a dar no mesmo. Toda a gente sabe que Balsemão é o principal accionista do BPP – Banco Privado Português, outro banco que está à beira da falência e a ser investigado judicialmente por alegadas trafulhices de gestão. Enquanto accionista de referência do BPP, o nosso amigo sacou lucros durante anos, lucros esses que, estamos agora a ver, foram obtidos através de uma gestão danosa dos interesses dos depositantes. Estranhamente, ou não, na última assembleia geral do Banco Privado Português um grupo de três dos maiores accionistas da instituição propôs "um voto de louvor e confiança" à administração liderada por João Rendeiro. Nessa proposta, Francisco Pinto Balsemão, Stefano Saviotti, ambos com participações de 6% na Privado Holding, e a Sofip, ligada à família Vaz Guedes, da construtora Somague, com uma posição de 3% no banco, sublinhavam "a forma eficiente e escrupulosa como foi conduzida a actividade da sociedade", bem como "o bom senso e rigor evidenciados na respectiva gestão".
Quer isto dizer que os principais accionistas do BPP aclamaram e beneficiaram despudoradamente dos actos de gestão praticados por João Rendeiro e que as autoridades judiciais indiciam como crime. São, no senso comum (face à Lei, não sei), comparsas, cúmplices, suspeitos de benefícios ilegítimos.
Mas disto ninguém fala, é claro. É muito mais fácil investigar o fripor.
Consultada a lista dos Conselheiros, o 16º nome que nos aparece é o do Dr.Balsemão. Este nosso amigo é dos tais que foi escolhido pelo actual Presidente. Ou indicado pelo PSD, vem a dar no mesmo. Toda a gente sabe que Balsemão é o principal accionista do BPP – Banco Privado Português, outro banco que está à beira da falência e a ser investigado judicialmente por alegadas trafulhices de gestão. Enquanto accionista de referência do BPP, o nosso amigo sacou lucros durante anos, lucros esses que, estamos agora a ver, foram obtidos através de uma gestão danosa dos interesses dos depositantes. Estranhamente, ou não, na última assembleia geral do Banco Privado Português um grupo de três dos maiores accionistas da instituição propôs "um voto de louvor e confiança" à administração liderada por João Rendeiro. Nessa proposta, Francisco Pinto Balsemão, Stefano Saviotti, ambos com participações de 6% na Privado Holding, e a Sofip, ligada à família Vaz Guedes, da construtora Somague, com uma posição de 3% no banco, sublinhavam "a forma eficiente e escrupulosa como foi conduzida a actividade da sociedade", bem como "o bom senso e rigor evidenciados na respectiva gestão".Quer isto dizer que os principais accionistas do BPP aclamaram e beneficiaram despudoradamente dos actos de gestão praticados por João Rendeiro e que as autoridades judiciais indiciam como crime. São, no senso comum (face à Lei, não sei), comparsas, cúmplices, suspeitos de benefícios ilegítimos.
Mas disto ninguém fala, é claro. É muito mais fácil investigar o fripor.
Etiquetas:
Jornalismo,
Justiça,
Liberdade,
life as it is,
manipulação,
nacional,
Politicamente incorrecto,
televisão
segunda-feira, março 09, 2009
Jornalismo, Que Liberdade ? (mordaças)
O que se está a passar com o licenciamento do 5ºcanal pode ter todas as leituras políticas que cada um de nós desejar. A minha é a seguinte: num ano de várias lutas eleitorais, com a crise económica e as outras crises originadas por campanhas negras de origem incerta, o governo não quis afrontar directamente dois dos mais poderosos grupos de imprensa, nomeadamente a Impresa do Dr.Balsemão, tanto mais que a TVI, como é público e notório pelo menos às sextas-feiras, não morre de amores pelo primeiro-ministro. Como também não era possível, sem originar um escândalo clamoroso, privilegiar o projecto Zon II em detrimento do projecto Telecinco, surgiu esta habilidosa decisão de eliminar os dois, atrasando o surgimento do 5ºcanal para uma data longínqua.
É isto sinal de ausência de Liberdade, no jornalismo? Penso que sim. Não vi nenhum esforço por parte dos principais órgãos de comunicação social em esclarecer uma só destas dúvidas e não acredito ser o único a tê-las…
Voltando a citar o presidente da ERC, na mesma entrevista ao Diário de Notícias e à TSF que mencionei no início da minha intervenção, Azeredo Lopes disse que a liberdade de imprensa em Portugal é “substancialmente mais rica” do que ele pensava antes de ser presidente do órgão regulador. Diz que considera a imprensa portuguesa diversificada, plural e polémica. E, portanto, depreende-se, é uma imprensa livre. Será, mas ao dizer isto devemos acrescentar que a grande maioria dos órgãos de comunicação social, ou mesmo a totalidade, são projectos profissionais de imprensa – escrita, radiofónica ou televisiva – ou seja, são empresas que estão ali para dar lucro aos accionistas, embora por vezes também possam dar um jeito aos interesses privados do patrão, sejam eles económicos ou mesmo políticos. É ao lucro que elas se dirigem e não, propriamente, à defesa das liberdades. As empresas privadas de comunicação social usam a Liberdade, de imprensa e de expressão, e só nesse sentido a defendem, porque quando a Liberdade prejudica os interesses dos accionistas, tendencialmente… deixam-na cair, como se vê.
De resto, a liberdade de imprensa e de expressão são direitos constitucionais. Estão regulamentados num número razoável de diplomas legais, tais como o Estatuto do Jornalista, o Regulamento da Carteira Profissional, a Lei de Imprensa, a Lei da Televisão, a Lei da Rádio, a Lei do Serviço Público de Rádio e Televisão, Código Civil, o Código Penal, entre outras leis que balizam ou influenciam a actividade dos média. Não é por aqui que a porca torce o rabo.
O problema está (como estou a tentar explicar) na dependência económica dos jornalistas, condição que se agrava cada vez mais à medida que a legislação liberaliza as relações laborais nas empresas. Sendo mais fácil despedir, é muito mais fácil condicionar a liberdade de expressão.
O que neste momento se passa, com a excessiva concentração dos médias – cada vez há menos patrões – é uma convergência da ingerência das administrações nos conteúdos publicados ou emitidos com a auto-censura dos jornalistas que têm medo de perder o emprego, o que resulta num jornalismo doentio, politicamente dirigido. E mau jornalismo significa democracia empobrecida.
É isto sinal de ausência de Liberdade, no jornalismo? Penso que sim. Não vi nenhum esforço por parte dos principais órgãos de comunicação social em esclarecer uma só destas dúvidas e não acredito ser o único a tê-las…
Voltando a citar o presidente da ERC, na mesma entrevista ao Diário de Notícias e à TSF que mencionei no início da minha intervenção, Azeredo Lopes disse que a liberdade de imprensa em Portugal é “substancialmente mais rica” do que ele pensava antes de ser presidente do órgão regulador. Diz que considera a imprensa portuguesa diversificada, plural e polémica. E, portanto, depreende-se, é uma imprensa livre. Será, mas ao dizer isto devemos acrescentar que a grande maioria dos órgãos de comunicação social, ou mesmo a totalidade, são projectos profissionais de imprensa – escrita, radiofónica ou televisiva – ou seja, são empresas que estão ali para dar lucro aos accionistas, embora por vezes também possam dar um jeito aos interesses privados do patrão, sejam eles económicos ou mesmo políticos. É ao lucro que elas se dirigem e não, propriamente, à defesa das liberdades. As empresas privadas de comunicação social usam a Liberdade, de imprensa e de expressão, e só nesse sentido a defendem, porque quando a Liberdade prejudica os interesses dos accionistas, tendencialmente… deixam-na cair, como se vê.
De resto, a liberdade de imprensa e de expressão são direitos constitucionais. Estão regulamentados num número razoável de diplomas legais, tais como o Estatuto do Jornalista, o Regulamento da Carteira Profissional, a Lei de Imprensa, a Lei da Televisão, a Lei da Rádio, a Lei do Serviço Público de Rádio e Televisão, Código Civil, o Código Penal, entre outras leis que balizam ou influenciam a actividade dos média. Não é por aqui que a porca torce o rabo.
O problema está (como estou a tentar explicar) na dependência económica dos jornalistas, condição que se agrava cada vez mais à medida que a legislação liberaliza as relações laborais nas empresas. Sendo mais fácil despedir, é muito mais fácil condicionar a liberdade de expressão.
O que neste momento se passa, com a excessiva concentração dos médias – cada vez há menos patrões – é uma convergência da ingerência das administrações nos conteúdos publicados ou emitidos com a auto-censura dos jornalistas que têm medo de perder o emprego, o que resulta num jornalismo doentio, politicamente dirigido. E mau jornalismo significa democracia empobrecida.
Assim se cala a malta.
(continua)
Etiquetas:
Jornalismo,
Liberdade,
nacional,
Politicamente incorrecto,
Telecinco
sexta-feira, março 06, 2009
Uma Palavra Grande

Este deputado do PSD (na foto) mandou “pró caralho!” um deputado do PS.
O palavrão saiu no calor de uma azeda troca de galhardetes entre os dois.
Não vejo que venha mal ao Mundo o uso do palavrão. Não fica bem a quem o utilizou, é certo… mas, também, quem não se sente não é filho de boa gente… e o homem reagiu assim, à falta de melhor argumento oratório.
A questão é que a irritação surgiu depois de uma alusão a eventual conflito de interesses desse deputado, que é advogado de privados que se movem na área em que se centrava a discussão que se travava no Parlamento. Aqui é que a porca torce o rabo, digamos assim… porque, de facto, continua a ser possível que deputados exerçam actividades extra-parlamentares potencialmente conflituantes com o mandato para o qual foram eleitos.
Isso é que é o caralho!
O palavrão saiu no calor de uma azeda troca de galhardetes entre os dois.
Não vejo que venha mal ao Mundo o uso do palavrão. Não fica bem a quem o utilizou, é certo… mas, também, quem não se sente não é filho de boa gente… e o homem reagiu assim, à falta de melhor argumento oratório.
A questão é que a irritação surgiu depois de uma alusão a eventual conflito de interesses desse deputado, que é advogado de privados que se movem na área em que se centrava a discussão que se travava no Parlamento. Aqui é que a porca torce o rabo, digamos assim… porque, de facto, continua a ser possível que deputados exerçam actividades extra-parlamentares potencialmente conflituantes com o mandato para o qual foram eleitos.
Isso é que é o caralho!
Etiquetas:
palavrão,
Politicamente incorrecto
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Acerca de mim
- CN
- Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média