Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.











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quinta-feira, outubro 15, 2009

Mal-me-quer bem-me-quer, muito pouco ou nada...



Quando em Maio o Conselho Regulador da ERC deliberou "reprovar a actuação da TVI”… “por desrespeito de normas ético-legais aplicáveis à actividade jornalística", os membros da Entidade foram acusados, em vários órgãos de comunicação social, de serem serventuários do poder já que, em causa, estavam 13 queixas que, em comum, tinham o facto de acusarem a TVI, nomeadamente o Jornal Nacional de 6ªfeira, de falta de rigor e de isenção em trabalhos jornalísticos sobre a questão do Freeport e que implicavam o primeiro-ministro.
Agora, a ERC vem dizer que a decisão de suspender o referido programa foi um acto ilegal da Administração da empresa que, por lei, não se pode imiscuir nas questões editoriais. Curioso, não é? Tenho de ler o Público, um dia destes…
Na verdade, a lei separa as águas entre actos administrativos e questões editoriais, numa tentativa de salvaguardar a Liberdade de Expressão… coitadita. Mas estas coisas só vêm à tona quando há bronca… Quando não, quem sabe das reuniões regulares do dono da SIC com a estrutura hierárquica da direcção de Informação do canal? Quem reclama por esse controlo eventualmente abusivo e pernicioso?
Ai, Liberdade, Liberdade…

quarta-feira, outubro 14, 2009

Muito económico


Vi hoje na Net, pela 1ª vez, o novo jornal Brasil Económico que a Ongoing (a tal empresa que comprou a TVI) acaba de lançar no Brasil, precisamente. Parece, segundo rezaram algumas crónicas cá do burgo, que se trata de um projecto que José Eduardo Moniz acompanha de perto.
Gostei do grafismo do jornal, tem boas fotos e uma paginação agradável. Tem pouca publicidade formal, digamos assim… porque anda por aí muito “jornalismo” económico que mais não é que serviço de agência de comunicação bem pago. Mas enfim, que saber ler nas entrelinhas.
Procurei a ficha técnica e contei 63 jornalistas. Para um jornal não está mal, isto comparando com a meia dúzia de estagiários imberbes que a mesma Ongoing contratou para o novo Canal Económico que deve estrear no cabo dentro de algumas semanas. Meia dúzia de estagiários, para um canal de televisão que vai emitir 7/7 e 24/24… parece-me manifestamente insuficiente. A não ser que seja a redacção da TVI a tomar conta daquilo…

sábado, setembro 12, 2009

Águas paradas


A Ongoing vai ter de comprar a TVI se, realmente, quiser ter uma televisão generalista em sinal aberto… as pressões de Nuno Vasconcellos sobre o padrinho não surtiram efeito. Balsemão não sai, só morto.
A questão que se coloca é saber se isso é bom ou mau… assim à primeira vista parece-me mau, primeiro porque se a Ongoing tem 25% da SIC e tomar o controlo da TVI passa a ter uma posição dominante no mercado do audiovisual que, de resto, julgo até ser contrária à Lei. Depois, porque se a Ongoing tiver de comprar a TVI, Moniz voltará ao controlo do canal e nada disto terá servido para mexer as águas.
O que eu gostava de voltar a ver era Moniz e Rangel, frente-a-frente, num último duelo ao pôr-do-sol. Mas, isso, só seria possível com Moniz na SIC e Rangel na TVI.

terça-feira, setembro 08, 2009

Recados

As notícias já não são o que eram e, hoje, torna-se difícil confiar abertamente naquilo que lemos nos jornais ou ouvimos nas rádios e tv’s…

Hoje, por exemplo, li uma notícia que “cheira a recado” à distância… Depois de dar conta da pretensão de Manuela Moura Guedes em ser ouvida na ERC, por causa do conflito que a opõe à administração da TVI, o escriba escreve que “as negociações entre a Prisa (dona da TVI) e a Ongoing parecem correr pelo melhor” … Parecem? A quem?
Escrito assim, parece-me a mim que o recado tem um destinatário: o dono da SIC. O remetente será o dono da Ongoing. O segundo quer comprar a televisão do primeiro, a que está ligado por laços familiares e vinte e tal por cento de acções… mas como o padrinho não quer vender (talvez, afinal, se trate apenas de uma questão de preço…), o afilhado ameaça comprar a empresa rival. Assim, talvez consiga vergar a teimosia do velho.
Talvez não seja nada disto que estou para aqui a dizer e, de facto, a Ongoing queira mesmo comprar a TVI para dar cabo da SIC. Se for assim, a Prisa vai acabar por vender a quem lhe roubou o director-geral que, no âmbito do actual conflito interno, já disse cobras e lagartos dos administradores com quem conviveu durante 11 anos. Além disso, se a Ongoing comprar mesmo a TVI, esse mesmo director-geral acaba por regressar às origens e passará a ser o primeiro português a quem pagaram 3 milhões de € para ir de férias.
Entretanto, outros jornais e alguns partidos políticos alimentam a novela da suspensão do Jornal Nacional de 6ªfeira, teimando em criar um facto político onde só existe uma decisão administrativa, quer queiram, quer não...

quinta-feira, setembro 03, 2009

E quem vai acreditar nele?...


... mesmo que seja por demais evidente que o homem, neste momento, só tem a perder com tudo isto.
O que mais me intriga é o modo como esta trapalhada se tem desenvolvido. Primeiro, foi o "drama" da rescisão com o Moniz que, aparentemente, se desenrolou sem que a TVI tivesse acautelado um substituto à altura para o lugar de director-geral do canal. Agora, o modo como se tenta afastar a mulher do Moniz, quando já era público e notório que esse afastamento seria inevitavelmente transformado em facto político... e, entretanto, ninguém na TVI parece notar a constante descida das audiências do canal que quase se deixou ultrapassar pela RTP, nos últimos dias.
No bas fond, os interessados em calçar as botas do defunto alinhavam argumentos a favor deles mesmo e os nomes já rolam na passadeira das apostas: Paulo Camacho... Júlia Pinheiro... Tino de Rans...
Mas será que esses espanhóis não têm o telefone do Emídeo Rangel?

Mitos, não!


Manuela Moura Guedes diz que tem pronta uma peça sobre o Freeport… exibam-na. Se não for na TVI, ofereçam-na à SIC ou à RTP. Alguém a há-de meter no ar. Deixem outros jornalistas, dos jornais, das rádios, visionar essa peça tomba-governos. Não a escondam… não criem mais um mito.

quarta-feira, agosto 05, 2009

Bye bye


O “capitão Gancho” abandonou o barco, dizem que a troco de 6 milhões de euros e um lugar na administração da Ongoing, uma empresa de média que quer crescer muito nos próximos tempos.
Aparentemente sai sozinho, mas ninguém acredita que não acabe por levar um ou dois homens de mão. Mesmo contra o que dizem os jornais, acredito que a Manuela também não ficará muito mais tempo… tudo depende da rapidez com que os patrões se decidam a negociar justas indemnizações.
Rei morto, Rei posto. Mas quem será o novo Rei?

segunda-feira, julho 06, 2009

Break a leg (salvo seja...)


Não quero parecer demagógico, nem ciumento, nem invejoso… mas acho que o que se passou hoje com a sacralização de Cristiano Ronaldo ultrapassou todos os limites do bom senso e do pudor.
Cristiano Ronaldo é um belíssimo jogador de futebol. Ponto. Não é um cientista de renome, não ganhou nenhum Prémio Nobel, não se distinguiu em nada excepto a jogar à bola. Mesmo dando de barato que o futebol é um desporto do agrado da maioria das pessoas, nada justifica que todas as televisões do país tenham enveredado por dar cobertura a uma mera operação de marketing de um clube espanhol que, por manifesta falta de vergonha, decidiu pagar um balúrdio pela transferência de um jogador de futebol. No que toca à RTP, não vi nenhum serviço público na indigestão de directos realizados ao longo do dia, desde o aeródromo de Tires até ao hotel de luxo onde o rapaz foi tomar um duche antes de se apresentar à massa associativa madrilena. Quanto à SIC e à TVI, não surpreende a orientação tablóide do critério…
Resumindo, gostaria de saber quanto pagou o Real Madrid pela parceria das televisões portuguesas na operação de propaganda que montou.

domingo, junho 28, 2009

MFL errou


Quando Manuela Ferreira Leite disse ter a certeza que Sócrates sabia que a PT estava em negociações com a Media Capital, ou mentiu ou não sabia o que dizia.
Mesmo sabendo que a mentira em política é corriqueira, prefiro pensar que a senhora disse o que disse por mera ignorância. Porque MFL revelou ignorância tanto em relação aos estatutos da PT como ao campo de acção do Estado por possuir 500 acções golden share. É que, como já se viu, nem a PT tinha qualquer obrigação de informar o governo sobre as suas intenções, nem o Estado podia vetar o negócio em causa. Ora, Manuela Ferreira Leite não pode errar tanto, não só por ser candidata a primeiro-ministro mas, também, porque ainda há pouco tempo foi ministra de Estado e das Finanças (XV governo constitucional) e tinha obrigação de saber, ao menos, a capacidade de intervenção do Estado na PT. Esta gaffe só veio lembrar que a senhora, de facto, foi uma má ministra… Agora, só não sei se foi ela quem levou ao engano o Presidente da República, se foi Cavaco que fez com que ela errasse...

sábado, junho 27, 2009

TVI, um estorvo


José Eduardo Moniz tem dado milhões a ganhar à TVI. Ele foi um dos responsáveis pela ultrapassagem da TVI à SIC (o outro foi o próprio Balsemão…) quando percebeu que o Big Brother era o veículo perfeito para subir as audiências do canal. A partir de 2001, a SIC entrou em queda livre e a TVI cimentou-se no 1ºlugar do prime time televisivo, até hoje.
Mas, hoje, Moniz transformou-se num incómodo. Fizeram dele cavalo de batalha entre a oposição e o governo, o que não só estigmatiza politicamente o canal como, pelo que vemos, estorva a concretização de um negócio essencial para os donos da TVI, os espanhóis da Prisa, a contas com uma dívida bancária complicada de gerir e, por isso, obrigados a alienar activos.
Quando um negócio como o da venda de 30% da Media Capital (que engloba a TVI) à PT não se faz porque a eventual substituição de um director-geral se confunde com a luta político-partidária, a permanência desse director-geral transforma-se num pesadelo impossível de gerir. Hoje, Moniz é mais prejudicial que benéfico para a TVI, a Média Capital ou a Prisa.

sexta-feira, junho 26, 2009

Coisas do circo (como diz o outro...)


Será que Manuela Ferreira Leite ou Cavaco Silva vão perguntar à Cofina se pretende manter a actual linha editorial da TVI, caso a consigam comprar? E se a resposta for sim, obviamente demito-o, será que Manuela Ferreira Leite e Cavaco Silva irão sentir a liberdade de expressão em perigo? E caso sentirem, será que irão clamar por transparência, não se dê o caso de Sócrates ter convencido o senhor Paulo Fernandes a gastar 150 milhões para o livrar de um incómodo? Será que a palhaçada não tem fim?

terça-feira, junho 23, 2009

Cara a Cara


Acabei de assistir ao “Cara a Cara”, programa de debate na TVI. No plateau estão sempre os mesmos, no canto direito, pelo PSD, Morais Sarmento… no canto esquerdo, pelo PS, Santos Silva, o ministro dos Assuntos Parlamentares.
O debate trouxe pouca ou nenhuma novidade. Os senhores limitaram-se a defender os respectivos partidos, utilizaram os respectivos arsenais de setas envenenadas, falaram sem surpresa de assuntos já batidos: TGV, auto-estradas, novo aeroporto, quem vai vencer as próximas eleições, blá blá blá… acredito que nenhum convenceu ninguém…
Este tipo de programas, comum a todos os canais televisivos, é pouco ou nada eficaz no que respeita ao esclarecimento do público sobre os problemas que nos afectam. Acredito que a principal razão de existirem nas grelhas de todos os canais é por serem televisão barata. Para fazer aquilo bastam dois tipos que se queiram insultar politicamente, um mediador, três cadeiras e um cenário minimalista. Não há nada mais barato, isto se os cachets dos “artistas” não forem exagerados.
O único atractivo deste “Cara a Cara” é um pouco mórbido… reside em verificar quem chega em pior estado ao final do duelo, se o atirador de esgrima se o boxeur…

Leilão?


A ser verdade o que vem hoje noticiado no jornal i e no Público, a Prisa está prestes a vender 30% da Media Capital, ou seja, da TVI. Haverá três candidatos, a saber, a PT, o senhor Joaquim Oliveira e o senhor Nuno Vasconcellos (com dois elles). Parece que o governo “acompanha” as negociações… não sei bem o que isto quererá dizer, mas se acompanha é bom que repare no seguinte:

1- Nuno Vasconcellos é o dono da Ongoing e já detém 20% da SIC, sendo de prever que com a retirada por velhice ou morte de Balsemão fique ele a controlar o canal de Carnaxide, já que (dizem as más línguas) Balsemão parece que não gerou descendência capaz de assegurar a continuidade do negócio. Logo, se Nuno Vasconcellos ficar com 30% da TVI mais os 20% que para já tem na SIC, arriscamo-nos a ter o senhor Nuno com uma posição de dominância no sector, o que julgo ser contrário à Lei.
2- O senhor Joaquim Oliveira, dono da Controlinveste e da Sport TV, andou a comprar meio Mundo, endividou-se na banca, diz-se que está com dificuldades em cumprir com os juros da dívida, anda a despedir funcionários (na TSF, no Diário de Notícias), fechou o Tal&Qual… e quer, agora, comprar a TVI? Será que a banca lhe empresta mais ainda? Na TVI, Oliveira tem um amigo fiel, o próprio director-geral. Para Moniz seria a oportunidade de passar a controlar um verdadeiro império comunicacional, somando à Média Capital a Controlinveste. Maior concentração de meios seria difícil de imaginar.


A PT… não tem canais de televisão em sinal aberto, mas tem plataformas de distribuição no cabo. A PT é, em si mesma, um bom negócio para os accionistas, não sei se a aquisição de um canal de televisão em sinal aberto será uma mais-valia para o grupo. A TVI hoje é um canal rentável, mas tem um passivo grande que vem dos anos em que as audiências que tinha pareciam um número de telefone… 9 – 2 – 3 – 5 – 4 – 4 – 7 – 8 – 7 …. nos idos de 90. Mas não sou eu que vou dar lições de gestão à PT, até porque não sei.

quarta-feira, junho 03, 2009

Debate


Vai passar sem ninguém ver, porque o canal 2 está longe de ser a 1ªopção do telespectador típico português, mas o assunto é interessante. Por isso fica aqui o aviso: hoje, lá plas 11 e meia da noite, no programa da responsabilidade editorial do Clube de Jornalistas, debate-se a alegada e propalada degradação do jornalismo português, nomeadamente o jornalismo televisivo tablóide produzido nos estúdios de Queluz.
Sentam-se à mesa, os jornalistas Francisco Sarsfield Cabral (um veterano da classe, julgo até que já estará reformado…) e João Miguel Tavares (jovem escriba de um diário da capital e que há tempos alimentou uma polémica com Miguel Sousa Tavares (ex-jornalista e actual comentador no Jornal Nacional da TVI) e… (mas que bela ideia!) o bastonário Marinho Pinto. Pena é que, segundo me dizem, a Manuela Moura Guedes não tenha aceite o convite para participar… então sim, seria imperdível.

sexta-feira, maio 29, 2009

ERC/TVI: um pouco mais do mesmo


Nada de surpreendente, nas reacções de alguns dos que trabalham na TVI, relativamente à apreciação da ERC sobre o Jornal nacional de 6ªfeira. Quando estamos integrados numa equipa, é normal um sentimento corporativo de defesa do grupo, mesmo se em consciência não estamos muito certos das razões que invocamos. Sempre foi assim, aconteceu também comigo noutras circunstâncias, e aprendi que acabamos quase sempre por concluir que a empresa ou os chefes não mereciam esse esforço nem o sacrifício de vestir uma camisola incomodativa.
Acredito que, hoje, a redacção da TVI vive sentimentos opostos. Alguns quererão cerrar fileiras à volta de Manuela Moura Guedes e José Eduardo Moniz, outros, os mais espertos, estarão a fingir que os apoiam e a dissimular a dissidência, os restantes assumirão a atitude de encolher os ombros e limitar o esforço à realização das tarefas atribuídas, distantes do duelo de interesses de que se consideram estranhos. Comum a todos, apenas a necessidade de preservar o emprego e, por isso, poucos estarão verdadeiramente preocupados com o debate em torno da ética e da deontologia.
Pelas razões contrárias, os da TVI dirão que é muito fácil criticar para quem está de fora. E é a mais pura das verdades. E por isso (porque estou de fora) digo que a liberdade de expressão deve ser um dos pilares do Estado de Direito Democrático em que vivemos. É um direito constitucional, mas não é o único… e por maior que seja o interesse público das notícias relacionadas com eventuais manchas no percurso profissional ou político do actual primeiro-ministro, a Constituição também proclama o direito ao bom nome e reputação, à imagem, à reserva da intimidade da vida privada e familiar…
E se é verdade que um órgão de Comunicação Social não deve ser condenado por reportar a verdade, nem a divulgação dessa verdade deve ser considerada atentatória do direito ao bom nome de quem quer que seja, neste caso falta saber, primeiro, onde está a verdade e, segundo, que a Manuela Moura Guedes deixe de se mascarar de justiceira do povo.
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post scriptum: leio às 00h45, no Público online, que o Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas considerou que "os jornalistas não podem substituir a acutilância pela agressividade, e devem permitir que os seus entrevistados expressem os seus pontos de vista com serenidade e não sejam apenas convidados a participar num espectáculo de enxovalho, em que eles são as vítimas".

quinta-feira, maio 28, 2009

Decisão sem consequências


Como seria de esperar, a ERC condenou a TVI por má conduta ético-deontológica. Diz o comunicado da ERC, que “em causa estão sete peças de três edições do Jornal Nacional de sexta da TVI, que foram analisadas pelos serviços técnicos da ERC depois de terem sido apresentadas 13 queixas na ERC sobre essas edições do serviço noticioso. Todas as queixas têm como elemento comum o facto de acusarem a TVI de violar deveres ético-legais do jornalismo, designadamente de falta de rigor e de isenção, em peças jornalísticas que apresentam o Primeiro-Ministro ou outras pessoas ligadas ao Governo e ao PS como protagonistas.”
A ERC apreciou 13 queixas que lhe foram dirigidas, uma das quais pelo deputado Arons de Carvalho, entre os dias 16 de Fevereiro e 30 de Março de 2009. Não sabemos se haverá mais queixas do mesmo teor, mas é possível que haja. E, sendo assim, é possível que a TVI continue a levar com cartões amarelos. Só que, neste caso, a acumulação de cartões amarelos não dá direito nem a suspensão nem a expulsão do jogo, ou seja, nada disto tem consequências e a TVI poderá continuar a fazer o que tem feito sem problemas, para além de alguma censura pública.
Tudo isto é bom para as audiências (amanhã, o país inteiro vai estar sintonizado na TVI às 20 horas), pelo menos enquanto não houver uma decisão judicial inequívoca em relação aos problemas que envolvem o primeiro-ministro, nomeadamente o caso Freeport e o caso Cova da Beira, este último ainda por explorar devidamente pela média se o compararmos com o tratamento dado ao Freeport.
Voltando ao contencioso ERC/TVI, é óbvio que perante acusações de falta de isenção e imparcialidade, o Jornal Nacional de 6ªfeira não tem salvação possível. Agora, na minha opinião, pese embora a ERC seja, alegadamente, um órgão independente do governo, não se livra da fama de pau mandado e… são legítimas as leituras políticas sobre as decisões que toma. Não faltarão clamores contra esta decisão condenatória que muitos não hesitarão em apelidar de censória. É por isso que este género de conflito deve ser dirimido na barra do tribunal. Onde os arguidos têm direito a defesa e os condenados direito a recurso.

quarta-feira, maio 27, 2009

News from Queluz

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) deverá deliberar amanhã, na habitual reunião de conselho, sobre as 15 queixas recebidas contra o ‘Jornal Nacional de 6ª feira’, apresentado por Manuela Moura Guedes, na TVI, noticia hoje o Correio da Manhã.
Entretanto, fontes próximas da TVI dizem-me que o director-geral da estação terá desistido do anunciado processo contra o primeiro-ministro. Se isso for verdade, trata-se de um evidente recuo e será curioso verificar se as 6ªfeiras em Queluz passarão a ser mais calmas.
As mesmas fontes relatam um ambiente tenso na TVI, onde muitos jornalistas não se revêem no estilo, forma e conteúdos do Jornal Nacional de 6ªfeira nem… nos métodos e critérios de gestão de recursos humanos que o casal Moniz pratica.
Cá para mim, os patrões espanhóis dispensavam tudo isto de boa vontade. Problemas de sobra já eles têm, e embora a TVI seja um canal rentável, estas perturbações afectam o valor da empresa e é sabido que a Prisa anda a vender activos um pouco por todo o lado, na tentativa de diminuir uma dívida monstruosa à banca que se agravou com o despoletar da actual crise financeira mundial.

terça-feira, maio 26, 2009

...

Voltando à “vaca fria”, que é como quem diz, à passada sexta-feira na TVI, quando a Manuela Moura Guedes se engalfinhou com o bastonário Marinho Pinto… não acham estranho que, apesar do assunto ter suscitado enorme interesse (veja-se só o que se escreveu nos blogues e no twitter), os jornais de referência e as rádios e televisões não tenham tocado no assunto?
Alguns dirão que é por nojo, mas eu acho que é por proteccionismo, corporativismo profissional, puro calculismo político porque não se sabe se no futuro não vamos precisar de lhes pedir algum favorzito… e como têm medo de ofender, não dizem nada.

sábado, maio 23, 2009

A pantalha incandescente

O bastonário da Ordem dos Advogados é um homem sem medo, não tem papas na língua e marra em frente. Ontem, depois de se ter sentido insultado por Manuela Moura Guedes quando, em directo, foi entrevistado no Jornal Nacional de 6ªfeira da TVI, Marinho Pinto contra-atacou e acusou a apresentadora de notícias de praticar mau jornalismo (VIDEO).
A coisa resultou numa peixeirada digna de se ver, um momento alto da história da televisão portuguesa, onde a minha querida Manela revelou falta de lábia para esgrimir com o advogado.
No final, Marinho Pinto acabou por encenar a defesa dos pontos de vista expressos por José Sócrates, palavras que levaram o director-geral da TVI a anunciar publicamente que iria mover um processo judicial contra o Primeiro-Ministro por difamação. Não sabemos se o chegou a fazer, mas gostávamos de saber. E gostávamos de saber, também, se o mesmo vai acontecer agora com o bastonário da Ordem dos Advogados.

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Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

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