Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.
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sábado, outubro 22, 2011
DIGNIDADE (reportagem no Sudão)
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sexta-feira, abril 16, 2010
Laicos? Porquê?

As escolas fecham, o Estado decretou tolerância de ponto para os seus funcionários, a central sindical UGT pediu aos patrões privados para seguirem o exemplo do Estado. Como Estado laico não estamos mal…
Pouco importa que a Constituição proclame a não confessionalidade do Estado implícita no artigo 41.º, que trata da liberdade de religião e culto... e pouco importa que a Lei da Liberdade Religiosa diga que "o Estado não adopta qualquer religião." Não importa mesmo nada...
Pouco importa que a Constituição proclame a não confessionalidade do Estado implícita no artigo 41.º, que trata da liberdade de religião e culto... e pouco importa que a Lei da Liberdade Religiosa diga que "o Estado não adopta qualquer religião." Não importa mesmo nada...
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sábado, janeiro 09, 2010
Cão e gatilho

Tudo indica que Manuel Alegre está prestes a anunciar a sua candidatura às próximas eleições presidenciais. O evento aproxima-se e Alegre precisa de ir ocupando terreno (leia-se atenção dos media) para tentar apresentar-se como alternativa real ao actual PR. Não li a entrevista do Expresso. Não dou dinheiro aquele tipo e a edição online só tem trampa e lantejoulas no acesso gratuito.
Mas Cavaco leu, pela certa. Para ele ainda não chegou o dia. O cadeirão é dele e não há memória de um presidente que não tenha conseguido a reeleição para o 2º mandato. Cavaco espera por uma oportunidade. Dizem que será na visita do Papa a Portugal, em Maio próximo. Os salamaleques foram combinados entre a Presidência portuguesa e o Episcopado. Até houve uma aparente indelicadeza de Cavaco, quando o anúncio da visita foi feito primeiro pela Presidência, sem esperar (como seria protocolar) pelo comunicado dos bispos. O Papa será, assim, a espoleta da campanha de Cavaco, o que será uma definitiva separação de águas perante um adversário laico, republicano e socialista.
Mas Cavaco leu, pela certa. Para ele ainda não chegou o dia. O cadeirão é dele e não há memória de um presidente que não tenha conseguido a reeleição para o 2º mandato. Cavaco espera por uma oportunidade. Dizem que será na visita do Papa a Portugal, em Maio próximo. Os salamaleques foram combinados entre a Presidência portuguesa e o Episcopado. Até houve uma aparente indelicadeza de Cavaco, quando o anúncio da visita foi feito primeiro pela Presidência, sem esperar (como seria protocolar) pelo comunicado dos bispos. O Papa será, assim, a espoleta da campanha de Cavaco, o que será uma definitiva separação de águas perante um adversário laico, republicano e socialista.
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segunda-feira, novembro 30, 2009
57% de idiotas, na Suiça

Uma Europa sem minaretes não é só uma Europa intolerante. É também uma Europa ignorante da sua própria História.
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terça-feira, outubro 20, 2009
Questões de Fé
Sempre pensei que as questões de fé, as questões de consciência, não se discutem. Por isso evito entrar neste tipo de querelas que opõem crentes e descrentes. Muitas vezes, deixamo-nos levar pelas emoções e descuramos a racionalidade e acabamos por nos enganar… 
Conheci e admirei um homem que se chamava Mário Castrim. Foi um jornalista bastante conhecido no seu tempo, nomeadamente através das crónicas que assinava no há muito extinto Diário de Lisboa. Eram crónicas de sociedade, da sociedade vista através da televisão da época e acredito que não havia um único jornalista de televisão que passasse um dia sem pegar no DL só para ler o Castrim. Acontecia que o Mário Castrim era comunista confesso, militante do PC assumido. Não havia enganos, todos sabíamos que a visão dele era formatada pelas suas convicções políticas. Alguns até lhe puseram a alcunha maldosa de “coxinho das estepes”, porque o Castrim coxeava, de facto. A referência às “estepes” era uma alusão à Sibéria, província da URSS.
Um dia, fui almoçar à residência dos Missionários Combonianos, em Lisboa. Com alguma frequência, esses meus amigos convidavam-me para ir até lá para uns dedos de conversa que eles retribuíam com um almoço despretensioso.
Nesse dia, havia outros convidados e um deles era o Mário Castrim. Fiquei a saber que o Mário Castrim era um colaborador antigo da revista missionária Audácia, onde escrevia crónicas para crianças. Foi uma boa surpresa.

Conheci e admirei um homem que se chamava Mário Castrim. Foi um jornalista bastante conhecido no seu tempo, nomeadamente através das crónicas que assinava no há muito extinto Diário de Lisboa. Eram crónicas de sociedade, da sociedade vista através da televisão da época e acredito que não havia um único jornalista de televisão que passasse um dia sem pegar no DL só para ler o Castrim. Acontecia que o Mário Castrim era comunista confesso, militante do PC assumido. Não havia enganos, todos sabíamos que a visão dele era formatada pelas suas convicções políticas. Alguns até lhe puseram a alcunha maldosa de “coxinho das estepes”, porque o Castrim coxeava, de facto. A referência às “estepes” era uma alusão à Sibéria, província da URSS.
Um dia, fui almoçar à residência dos Missionários Combonianos, em Lisboa. Com alguma frequência, esses meus amigos convidavam-me para ir até lá para uns dedos de conversa que eles retribuíam com um almoço despretensioso.
Nesse dia, havia outros convidados e um deles era o Mário Castrim. Fiquei a saber que o Mário Castrim era um colaborador antigo da revista missionária Audácia, onde escrevia crónicas para crianças. Foi uma boa surpresa.E surpreendente é, também, a convicção que mantém Saramago inabalável no seu diletantismo anti-religioso. Tanto mais surpreendente quanto ele se aproxima da morte. Já vi alguns soçobrarem à angústia e, na dúvida, aceitarem a fé dos pais e avós. Saramago não.
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segunda-feira, outubro 19, 2009
Do Manual dos Maus Costumes

Dados estatísticos recentes fornecidos pelo Patriarcado de Lisboa mostram que em 2008 houve 3456 matrimónios, menos 4843 do que em 1998. Ou seja, uma queda de 62%. Ou seja, aquilo que há bem pouco tempo era um hábito entranhado na cultura do português médio está a cair em desuso… será o casamento religioso um mau costume?
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sábado, junho 20, 2009
A missão de Moussavi

Acho espantoso como no Ocidente se olha para o que se passa no Irão. Quem nunca antes se tenha interessado pelo assunto e leia, agora, os nossos jornais e blogues, ou oiça as nossas rádios e veja as nossas tv’s, há-de ficar a pensar que há um democrata de longa data chamado Moussavi que pretende derrubar o regime vigente e alterar o estado a que se chegou no Irão, onde a teocracia dos Ayatollah’s domina com mão de ferro tudo e todos. Mas não é nada disso que se passa.
Moussavi não é um outsider do regime, nunca foi. Acontece que para os Ayatollah’s o tempo de Moussavi já passou e o rejeitado percebeu que tinha ainda uma janela de oportunidade para não secar politicamente se reaparecesse como reformador. Então, Moussavi reciclou-se, eventualmente angariou apoios entre os adversários da teocracia, dentro e fora do Irão, porventura terá recebido financiamento para alimentar uma campanha eleitoral e o séquito de apoiantes que o enquadrassem na cena política. As democracias ocidentais costumam ser generosas em situações deste género. Foi assim que, durante muitos anos, o PS de Mário Soares foi alimentado por patrocinadores alemães e americanos.
Na minha opinião, Moussavi jamais será um democrata (tem um passado demasiado tenebroso e que, num regime mais aberto, se pode voltar contra ele), mas poderia ser um reformador, permitir alguma abertura política, principalmente na questão dos costumes. Daí o apoio que as mulheres lhe têm prestado, ansiosas por abandonarem o tchador que elas sentem como símbolo da desigualdade e da falta de liberdade.
Nos anos 80, Moussavi foi um fiel servidor do Ayatollah Khomeini, o pai da revolução iraniana e o tirano que instituiu o actual regime. Acredito que, hoje, Moussavi continua a apostar nas virtudes do regime, mas percebeu que sem uma reforma que permita alguma descompressão social os Ayatollah’s acabarão por perder o apoio da maioria da população e o regime acabará por cair. Moussavi quer salvar os Ayatollah’s, não derrubá-los, mas quer ser ele a conduzir essa reforma. Como homem religioso que é, Moussavi sente que essa é a missão que Deus lhe confiou.
Ora, nada disto quer dizer que a democracia está para acontecer no Irão.
Moussavi não é um outsider do regime, nunca foi. Acontece que para os Ayatollah’s o tempo de Moussavi já passou e o rejeitado percebeu que tinha ainda uma janela de oportunidade para não secar politicamente se reaparecesse como reformador. Então, Moussavi reciclou-se, eventualmente angariou apoios entre os adversários da teocracia, dentro e fora do Irão, porventura terá recebido financiamento para alimentar uma campanha eleitoral e o séquito de apoiantes que o enquadrassem na cena política. As democracias ocidentais costumam ser generosas em situações deste género. Foi assim que, durante muitos anos, o PS de Mário Soares foi alimentado por patrocinadores alemães e americanos.
Na minha opinião, Moussavi jamais será um democrata (tem um passado demasiado tenebroso e que, num regime mais aberto, se pode voltar contra ele), mas poderia ser um reformador, permitir alguma abertura política, principalmente na questão dos costumes. Daí o apoio que as mulheres lhe têm prestado, ansiosas por abandonarem o tchador que elas sentem como símbolo da desigualdade e da falta de liberdade.
Nos anos 80, Moussavi foi um fiel servidor do Ayatollah Khomeini, o pai da revolução iraniana e o tirano que instituiu o actual regime. Acredito que, hoje, Moussavi continua a apostar nas virtudes do regime, mas percebeu que sem uma reforma que permita alguma descompressão social os Ayatollah’s acabarão por perder o apoio da maioria da população e o regime acabará por cair. Moussavi quer salvar os Ayatollah’s, não derrubá-los, mas quer ser ele a conduzir essa reforma. Como homem religioso que é, Moussavi sente que essa é a missão que Deus lhe confiou.
Ora, nada disto quer dizer que a democracia está para acontecer no Irão.
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sexta-feira, março 20, 2009
Estranho amor

Para alguns membros da Igreja Católica, o amor pela doutrina é superior a tudo o mais. No caso dos apelos contra o uso do preservativo, como nos casos de condenação dos abortos efectuados a meninas que engravidaram ao terem sido violadas (como aconteceu recentemente no Brasil), o que está em causa mesmo é a ofensa à doutrina e não qualquer tipo de cuidado com a protecção da vida.
O que diz a doutrina? O Código de Direito Canónico diz que qualquer pessoa que pratique aborto é excomungada através de uma penalidade conhecida por latae sententiae. Esta é uma sentença automática, já que o aborto é uma espécie de crime publico no Direito Canónico, basta que exista para que seja punido sem necessidade de accionar qualquer mecanismo religioso.
O que diz a doutrina? O Código de Direito Canónico diz que qualquer pessoa que pratique aborto é excomungada através de uma penalidade conhecida por latae sententiae. Esta é uma sentença automática, já que o aborto é uma espécie de crime publico no Direito Canónico, basta que exista para que seja punido sem necessidade de accionar qualquer mecanismo religioso.
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quarta-feira, março 18, 2009
Falibilidade papal

Para combater as doenças sexualmente transmissíveis, a ICAR faz a apologia da abstinência sexual, mas nem todos podemos ser padres (mesmo esses…) e se seguíssemos à risca essa recomendação, a espécie humana entraria rapidamente em vias de extinção. A ICAR condena o uso do preservativo e, de um modo geral, de qualquer método de controlo de natalidade. Mas, ao tentar influenciar o abandono do preservativo, a ICAR comete um acto lesivo da protecção da vida. Tanto mais grave, quando esse apelo é dirigido a povos africanos, as principais vítimas da pandemia da SIDA precisamente devido à manutenção de comportamentos de risco, entre os quais, as relações sexuais desprotegidas.
Curiosamente, alguns cardeais e bispos e muitos padres e missionários católicos não têm rebuço em desobedecer ao Papa. Eles sabem, em consciência, que este tipo de apelo apenas contribui para a expansão das doenças. Infelizmente, há milhões de pessoas, em todo o Mundo, que seguem à risca os ditames da ICAR. Em países como, por exemplo, as Filipinas, Timor-Leste ou Brasil, onde as populações são predominantemente católicas e crentes na infalibilidade das palavras papais, condenar o uso do preservativo pode ser, mesmo, uma condenação à morte. Em África, 25 milhões de mortos exigem outra ética menos dogmática.
Curiosamente, alguns cardeais e bispos e muitos padres e missionários católicos não têm rebuço em desobedecer ao Papa. Eles sabem, em consciência, que este tipo de apelo apenas contribui para a expansão das doenças. Infelizmente, há milhões de pessoas, em todo o Mundo, que seguem à risca os ditames da ICAR. Em países como, por exemplo, as Filipinas, Timor-Leste ou Brasil, onde as populações são predominantemente católicas e crentes na infalibilidade das palavras papais, condenar o uso do preservativo pode ser, mesmo, uma condenação à morte. Em África, 25 milhões de mortos exigem outra ética menos dogmática.
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quarta-feira, fevereiro 11, 2009
Reflexos - 5

O PS abriu uma nova frente de batalha, como se já não bastassem as que existem.
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Ao anunciar que na próxima legislatura vai propor a legalização dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo, o PS colocou-se em rota de colisão com a Igreja Católica, com todas as Igrejas.
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Esqueceram-se, porventura, que a Igreja só trata bem os homossexuais que entram para o Seminário.
Esqueceram-se, porventura, que a Igreja só trata bem os homossexuais que entram para o Seminário.
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A foto de hoje é da autoria de Tiago Oliveira Peixoto Braga.
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domingo, fevereiro 08, 2009
Reflexos - 2

Reflexos é um espaço dedicado a fotografias, aos seus autores (mesmo das fotos que chegam sem assinatura) e aos momentos perpetuados ou invocados por essas imagens. Fotografias que eu gostaria de ter feito.
A de hoje lembra-nos a última visita de Bush ao Iraque e a coragem do jornalista Muntazer al-Zaidi que lhe arremesou os sapatos dizendo que era "um beijo de despedida, cão!"
Eis o monumento, em bronze, ao sapato de Muntazer al-Zaidi, em Bagdad.
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quarta-feira, janeiro 14, 2009
"Pensem duas vezes antes de casar com muçulmanos. É arranjar um monte de sarilhos!"
Dito assim, fora de qualquer contexto, até parece uma frase xenófoba mas, na verdade, trata-se de um dado factual.
São muitas as histórias de mulheres que perdem todos os seus direitos de cidadania, pelo simples facto de terem casado com homens muçulmanos. O problema não se põe, enquanto a família reside na Europa, mas passa a existir quando o homem regressa às origens e leva a mulher europeia com ele… A viver sob um qualquer regime islâmico, ela fica igual às outras mulheres. Ou seja, perde direitos patrimoniais, perde direitos de poder paternal, pode até perder (consoante o país onde vive) os simples direitos a sair de casa sozinha, de conduzir automóvel, de vestir a seu belo prazer, de ir ao cinema ou de se sentar numa esplanada a beber um chá.
São muitas as histórias de mulheres que perdem todos os seus direitos de cidadania, pelo simples facto de terem casado com homens muçulmanos. O problema não se põe, enquanto a família reside na Europa, mas passa a existir quando o homem regressa às origens e leva a mulher europeia com ele… A viver sob um qualquer regime islâmico, ela fica igual às outras mulheres. Ou seja, perde direitos patrimoniais, perde direitos de poder paternal, pode até perder (consoante o país onde vive) os simples direitos a sair de casa sozinha, de conduzir automóvel, de vestir a seu belo prazer, de ir ao cinema ou de se sentar numa esplanada a beber um chá.
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sábado, maio 19, 2007
Pagadoras de promessas

Fui a Fátima. Confesso que estive lá. Nem foi, de resto, a primeira vez. É verdade que não vou lá fazer nada. Não acredito naquilo e nem consigo ser boa companhia. Enfim, sempre sirvo de motorista para lá chegar e de lá sair. É uma função nobre.
Mais uma vez admirei-me com a convicção das pessoas de que Deus precisa que lhe peçam por favor.
A praça parecia quase vazia, mas esse é o
problema dos lugares muito amplos que dificilmente se conseguem encher com regularidade. Estariam lá alguns milhares de pessoas, mas pareciam poucas num espaço daquelas dimensões. O negócio das velas ia de feição. Continuam-se a pagar promessas em grande número.
Os negócios à volta das promessas já ultrapassam a imaginação dos mais expeditos. Já surgiram até os peregrinos profissionais, com sítio electrónico montado e tudo. Vejam aqui.
Duvido é que os peregrinos profissionais se sujeitem ao clímax do sacrifício que é o circuito do “joelhódromo” que continua a ser bastante utilizado. Mesmo de joelheiras (que as lojas de Fátima vendem), atravessar a imensa praça, dar a volta à Capelinha das Aparições e regressar ao ponto de partida, deve ser um exercício difícil e doloroso. Reparei que só as mulheres se sujeitam àquilo. Numa hora de observação, vi apenas um homem ajoelhar-se.
Não falei com nenhuma daquelas pessoas que se arrastavam por ali, mas estou convencido que estariam a pagar promessas. E se estavam a pagar, seria porque o favor foi concedido. Ou será que estavam a expiar pecados?
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sábado, março 03, 2007
O Santo Sepulcro
Jesus nunca ressuscitou, pela simples razão que nunca foi crucificado. Quem morreu na cruz terá sido um filho de Jesus com Maria Madalena, de nome Judá, que ocupou o lugar do pai, eventualmente, fazendo-se passar por ele. Depois, quando Jesus reapareceu, surgiu o mito da ressurreição.É mais ou menos esta a tese desenvolvida num documentário de James Cameron, elaborado à volta do achado arqueológico de uma tumba (primeira foto) onde se encontraram vários ossários e documentos escritos em aramaico que indiciam que se pode tratar de uma tumba familiar, pertencente à família de Jesus. Nos diversos ossários (pequenos caixões de pedra onde se encontraram ossadas) estavam inscrições com nomes de, por exemplo, Maria, Mateus, José, Jesus, Judá, etc. O achado arqueológico localiza-se numa zona limítrofe de Jerusalém. A datação situa o achado arqueológico na época de Jesus, há 2.000 anos.
Ossário com a inscrição "José"Quanto a mim, continuo com a opinião de que as questões de fé não se discutem. Mas a versão apresentada no documentário parece-me bastante mais plausível do que o dogma da ressurreição.
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- CN
- Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

