Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.











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terça-feira, setembro 21, 2010

Galissa, o kora e a casa Sonotone (salvo honrosas excepções...)

quarta-feira, abril 07, 2010

Benda Bilili - grande música, alma enorme



Vêm cá tocar no festival de Músicas do Mundo, em Sines, no próximo Verão.

sexta-feira, janeiro 01, 2010

Índio quer fumaça...

segunda-feira, setembro 21, 2009

Fome


A propósito de um email que me enviou um amigo brasileiro, lembrei-me do Metro de Paris. Não é raro escutarmos músicos de bom calibre que tocam nos corredores subterrâneos parisienses. O Metropolitano francês até os acarinha, com o tempo eles constituíram-se numa atracção turística e o Metro sabe bem que o som de um bom violino ajuda a estabelecer um ambiente mais harmonioso, mesmo se quem passa mal escuta a harmonia.
Mais do que uma vez dei comigo a pensar quem seriam aqueles músicos. Cheguei até a propor aos repórteres que trabalhavam comigo em Paris que fizessem reportagens sobre os músicos do Metro. Por acaso, acho que nunca fizeram… há sempre outras coisas que surgem e nos empatam as boas intenções. Mas, como ia dizendo, muitas vezes me interroguei sobre aqueles músicos. Muitos deles eram estrangeiros, tal como eu, emigrantes económicos vindos de todos os cantos do Mundo. Lembrei-me das histórias que ouvi contar ao Sérgio Godinho ou ao Jorge Palma, cujos acordes também ecoaram por aqueles corredores. E entristeci-me sempre ao reparar nas poucas moedas que iam caindo nos panos de feltro esticados no chão e na ausência completa de aplausos… e acho que essa deve ser a pior fome de um tocador de música, mesmo nos corredores do Metropolitano, a fome de aplausos.

sábado, março 10, 2007

Na Afriki

A guerra civil da Costa do Marfim exilou-a em Marselha. É uma rapariga com sorte, malgré tout…

Canta por todo o Mundo. Quem já a viu em palco sabe que é fascinante, carismática, poderosa.
Chama-se Dobet Gnahoré. Acaba de sair o seu segundo disco, “Na Afriki”.

sexta-feira, novembro 17, 2006

Desafinação

Andei anos sem entrar num transporte público. Digo-o sem ponta de pedantismo. Acho que o mesmo acontece com milhões de cidadãos que não se encaixam nos apertos, na inadequação, nos horários dos autocarros e do metropolitano.
A percepção que temos do mundo depende muito do estilo de vida que levamos, de facto. Para mim, Lisboa tinha menos pedintes, agora, do que há 20 anos. É verdade que, volta e meia, me apareciam uns miúdos romenos a vender isqueiros nos semáforos, sim, as ciganas continuavam a tentar ler sinas em algumas esplanadas, via alguns sem abrigo cobertos de cartão nos vãos de escada, mas todos eles, romenos, ciganos, sem-abrigo, eram aparições fugazes, passavam de raspão e não me tocavam. Isto é, não me incomodavam.

Um dia destes andei de metropolitano, de novo. Aproveitei para um tour pelas novas linhas e estações (embora já estejam feitas há anos, para mim são novas). Foi bom, até que apareceu um cego tocador de sanfona, com uma caixa de esmola pendurada. O homem entrou na carruagem e tocou… tocou… tocou… volta e meia, entoava o refrão “Olhó ceguinho!! Ajuuudem o ceguinhoooo!...”. Insistiu durante uma boa parte do trajecto. Angariou alguns cêntimos e, depois, mudou de carruagem. Também saí… no corredor em direcção à superfície, havia outros tocadores de miséria. Uns sentados em banquinhos, outros no chão exibindo mazelas físicas. Tal e qual há 20 anos. Não mudou quase nada, afinal de contas.

sábado, julho 08, 2006

Tcheka

“Amizadi fingidu duem
Amizadi fingidu ta due
Di algem ki sta pa mi
Ah! Coraçon fridu…”

Parece uma missa em latim, mas é um bocadinho de uma canção do Tcheka que ouvi, ontem à noite, num concerto na Torre de Belém.
Para quem gosta de blues, foi um momento precioso. Tcheka pertence a um grupo de jovens talentos musicais emergente em Cabo Verde. Com ele, não é só a voz, é também a guitarra e a alma que sobem ao palco.

A primeira vez que o ouvi foi na Cidade da Praia, em Março ou Abril de 2003, na minha última noite, depois de lá ter passado um mês numa acção de formação para jornalistas da televisão caboverdeana. Nessa noite, Tcheka era o “artista convidado” no concerto de outro miúdo, Vadu. Não sei de qual gosto mais.

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Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

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