Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.
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segunda-feira, setembro 05, 2011
Bairro Negro, reportagem de 1984
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segunda-feira, março 14, 2011
Manif à Rasca
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sábado, abril 03, 2010
Mulher
Durante semanas estava em todo o lado. Alegrava os tempos de espera nas paragens do autocarro e nas estações do metro. Animava a paisagem citadina nos cruzamentos, nas rotundas. Íamos à janela do escritório e lá estava ela, na esquina, com aquele olhar terno. Lisboa foi... uma cidade mais acolhedora. Depois, desapareceu. Tiraram-na. Mas ficou-nos na memória. E aqui, e no Face... e no Youtube
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terça-feira, janeiro 06, 2009
Matar
Na Palestina, em Gaza, morreram dezenas de pessoas que se encontravam abrigadas numa escola que o exército israelita atacou. Os soldados israelitas dizem que responderam a disparos vindos da escola…
Em Lisboa, um polícia da PSP matou com um tiro na cabeça um adolescente de 14 anos. O agente em questão diz que disparou depois de ter sido ameaçado pelo rapaz que empunhava uma pistola.
Do lado das vítimas, em Gaza e em Lisboa, acusa-se a outra parte de violência desmedida, desproporcionalidade de meios, abuso, atentado contra os direitos humanos.
Em Lisboa, um polícia da PSP matou com um tiro na cabeça um adolescente de 14 anos. O agente em questão diz que disparou depois de ter sido ameaçado pelo rapaz que empunhava uma pistola.
Do lado das vítimas, em Gaza e em Lisboa, acusa-se a outra parte de violência desmedida, desproporcionalidade de meios, abuso, atentado contra os direitos humanos.

No que diz respeito ao sucedido em Gaza, a versão israelita é plausível. Conheço muitos estratagemas utilizados por soldados em conflito e vivi situações parecidas… também em Bissau, durante a guerra civil de 98/99, por exemplo, os soldados de Nino utilizavam artilharia móvel que colocavam junto a habitações na hora de disparar e que, logo a seguir, retiravam. Quando a resposta vinha, os soldados já lá não estavam, apenas os civis… que eram os que levavam com os obuses em cima.
Quanto ao que se passou em Lisboa, sabemos que o rapaz estava num veículo roubado, com outros quatro comparsas, que não obedeceram à ordem de parar da polícia, fugiram e, depois de apanhados, resistiram à prisão. Foi nessa luta que o polícia disparou…
Lamento as mortes mas não consigo condenar os matadores. Acredito que tanto uns como outros sejam vítimas das circunstâncias... embora seja sempre difícil saber quem está a mentir.
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segunda-feira, maio 14, 2007
Cidadãos por Lisboa

A candidatura de Helena Roseta tem uma semana para reunir 4 mil assinaturas, condição sine qua non para ser aceite na corrida eleitoral para a Câmara Municipal de Lisboa.
Isso só será possível se os lisboetas se mobilizarem. Quem quiser dar uma ajuda, pode começar por aceder ao site do movimento, aqui.
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quarta-feira, maio 09, 2007
Os independentes
As próximas eleições para a Câmara Municipal de Lisboa vão ser curiosas, do ponto de vista socio-político. Os partidos políticos vão ter grandes problemas para encontrar bons candidatos. Logo, porque quem vencer essas eleições apenas terá dois anos para governar a capital e não os habituais quatro, o que quer dizer menos tempo para realizar obra e, mais do que isso, pouco tempo para recuperar a situação económica da cidade e reformar a gestão da autarquia. Enfim, esse pouco tempo poderá transformar-se numa armadilha política a prazo, já que o fracasso significará a derrota nas eleições que se realizarão, depois, em 2009.
Mas o grande problema dos partidos políticos é a candidatura de independentes. Para além do próprio Carmona Rodrigues, que deverá recandidatar-se para tentar uma vingança contra o PSD, temos a anunciada candidatura de Helena Roseta, que se desvinculou do PS para lutar pela edilidade. Helena Roseta é uma fortíssima candidata e não vejo como o PS e o PSD vão encontrar facilmente quem queira defrontar estes dois independentes.
Roseta tem bastante experiência política (foi deputada e presidente da Câmara de Cascais), é bastonária da Ordem dos Arquitectos e passa por ser incorruptível, o que é condição suficiente para ser eleita.Carmona tem um discurso de vítima, é o não-político que foi trucidado pelo aparelho do partido, é o “técnico competente” impedido de governar a cidade pelos políticos como, de resto, afirmou o próprio há dias: “Com sentido de responsabilidade, tal como o Comandante de um navio, não serei eu o primeiro a abandonar o barco. Nem permitirei que me atirem pela borda fora."
O principal problema de Carmona é ser arguido nos processos que envolvem a câmara, assim como os seus principais colaboradores. Por isso, acho que Carmona Rodrigues é muito mais frágil que Helena Roseta.
Seja como for, qualquer candidatura partidária contra Roseta ou Carmona arrisca-se a perder, o que no caso de eleições para a capital do país tem um significado político relevante.
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Acerca de mim
- CN
- Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média