Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.











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sexta-feira, setembro 23, 2011

Para os que ainda pensam que estamos no século XX

Street photography and Instagram photobooks by @koci from Blurb Books on Vimeo.

terça-feira, maio 03, 2011


http://letrasdeferro.blogspot.com/2011/05/intervencao-de-carlos-narciso-na.html

quarta-feira, março 23, 2011

11 dias depois...

segunda-feira, março 14, 2011

terça-feira, dezembro 14, 2010

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Our sisters

Irmão: igual, semelhante, membro da mesma confraria.

Sisters from Camfed on Vimeo.

Our Brothers

Irmãos nossos precisam de ajuda. Os que puderem, ajudem.

Brothers [US] from Camfed on Vimeo.

segunda-feira, março 15, 2010

Publica e notoriamente antiquados

O jornal Público gaba-se de ter seis milhões e meio de leitores online por mês, mas poderia ter o triplo se houvesse alguma estratégia para a Web naquela redacção. Se há, não se nota...
Para além de alguma actualização do noticiário ao longo do dia, o jornal pouco mais faz para agradar aos leitores. É uma espécie de serviço mínimo que facilmente será ultrapassado por quem souber fazer mais e um pouco melhor. Exemplo… a página de vídeos, hoje, teve direito a 5 vídeos novos: Laetitia Sadier , a voz dos Stereolab a solo em Portugal (um vídeo retirado do YouTube); LCD Soundsystem (outro vídeo retirado do YouTube); a morte do actor Peter Graves (igualmente retirado do YouTube); uma historieta sobre um cantor russo (do YouTube, também); um institucional sobre a peça Rei Édipo, em cena no Teatro Nacional Dona Maria II (fonte: Ípsilon). Ou seja, estamos no reino do “faitdivers” e quem quiser ver notícias com imagem terá de continuar a ligar a televisão – ainda devem pensar assim, lá em Picoas.

sábado, janeiro 09, 2010

Cão e gatilho


Tudo indica que Manuel Alegre está prestes a anunciar a sua candidatura às próximas eleições presidenciais. O evento aproxima-se e Alegre precisa de ir ocupando terreno (leia-se atenção dos media) para tentar apresentar-se como alternativa real ao actual PR. Não li a entrevista do Expresso. Não dou dinheiro aquele tipo e a edição online só tem trampa e lantejoulas no acesso gratuito.
Mas Cavaco leu, pela certa. Para ele ainda não chegou o dia. O cadeirão é dele e não há memória de um presidente que não tenha conseguido a reeleição para o 2º mandato. Cavaco espera por uma oportunidade. Dizem que será na visita do Papa a Portugal, em Maio próximo. Os salamaleques foram combinados entre a Presidência portuguesa e o Episcopado. Até houve uma aparente indelicadeza de Cavaco, quando o anúncio da visita foi feito primeiro pela Presidência, sem esperar (como seria protocolar) pelo comunicado dos bispos. O Papa será, assim, a espoleta da campanha de Cavaco, o que será uma definitiva separação de águas perante um adversário laico, republicano e socialista.

quinta-feira, dezembro 31, 2009

sábado, dezembro 19, 2009

Zero


Como era bom de ver, a Cimeira de Copenhaga deu em nada, malgrado a encenação feita à volta de um tal acordo não vinculativo que não vale o papel em que foi redigido…
A questão climática está a ser discutida por aqueles que não a podem resolver. Não cabe aos políticos uma decisão dessas. Já há muito que os Estados privatizaram as competências que tinham na execução das decisões que poderiam influenciar esse tipo de políticas. A partir de então, cabe aos capitalistas decidirem como, quando e onde implantam unidades industriais e outras estruturas com impacto ambiental. Estou a falar de quê? De tudo… da industria, das obras públicas e construção civil, dos transportes, da extracção mineira, da agricultura e pescas, até da guerra… É que se, como parece, dentro de uns anos já poderemos andar com automóveis eléctricos, tudo o resto continuará a ser movido a petróleo. Já imaginaram uma guerra sem combustível, para além da carne para canhão?

quinta-feira, dezembro 10, 2009

Deve ser inginheiro...


Medina Carreira especializou-se em partir a loiça. Não há vez nenhuma em que abra a boca para dizer coisas simpáticas. É sempre para partir. Assim se tem desdobrado a aceitar convites das televisões privadas, sempre sedentas de sangue e polémica, e dos círculos da oposição, sempre sedentos de tirar partido de todos os que se põem a jeito. E Medina, que também fez carreira à conta da política (militou no PS, foi ministro, apoiou Cavaco Silva na candidatura presidencial de 2006), lá anda a propalar ideias e críticas que, porventura, outros gostariam de expressar mas calam por conveniências de circunstância.
Confesso que não sei avaliar bem da justeza das críticas. Acho que muitas das teorias carecem de experimentação. Talvez Medina Carreira volte a ser ministro, um dia destes, e queira testar as suas próprias receitas.
Mas, por vezes, acho-o excessivo, injusto e parcial. Como, por exemplo, agora quando veio dizer que tudo está mal no sistema de ensino português, que os miúdos saem das escolas sem saber ler nem escrever e, portanto, não têm futuro: “o que é que se vai fazer com esta cambada, de 14, 16, 20 anos que anda por aí à solta? Nada, nenhum patrão capaz vai querer esta tropa-fandanga”, diz ele.
Este senhor bacharel em engenharia mecânica acha que ninguém sabe nada de nada, excepto ele. Mas está enganado… até porque muitos dos patrões que ele agora defende preferem mesmo a tal “tropa-fandanga” que sai da escola sem saber ler nem escrever… apenas porque são baratos e submissos, qualidades que o patronato valoriza em detrimento das qualificações profissionais e da experiência com provas dadas. Como podem imaginar, sei do que estou a falar.

segunda-feira, dezembro 07, 2009

Um calor de morte


Se não foram diminuídas as emissões de dióxido de carbono para a atmosfera, o aquecimento global irá provocar alterações climáticas de consequências catastróficas para a vida na Terra. Isto parece ser uma certeza, a acreditar em algumas teorias científicas. Mas como o desastre não está marcado para amanhã, os políticos tentam ganhar tempo e adiam consecutivamente as decisões. Como se aquilo que não vai acontecer no nosso tempo de vida, não tivesse de ser acautelado aqui e agora. Ora, se os políticos sabem quais as decisões que têm de tomar e não as tomam, por alguma razão será. Na verdade, a capacidade de executar as decisões que deveriam ser tomadas não está nas mãos dos políticos. Está nas mãos dos capitalistas. São eles quem decidem se as industrias continuam a poluir (porque lhes sai mais barato), são eles que decidem que os hidrocarbonetos continuarão a ser queimados para que as maquinarias não parem, são eles quem decidem quanto e quando se investe na investigação de energias alternativas e renováveis. E enquanto não lhes der jeito alterar o paradigma do “negócio”, nada irá mudar. É por isso que os governos de todo o Mundo não fazem nada para impedir o aquecimento global. Não está nas mãos deles.

quarta-feira, novembro 25, 2009

So many, so many


Os miúdos hoje já passam mais tempo no computador que a ver televisão. Pelo menos, os miúdos que vivem nos chamados países ricos e os que residem nos meios urbanos. Mas, globalmente, a televisão ainda tem a fatia de leão no que respeita à atenção que a população mundial presta aos meios de comunicação. E a preponderância da pantalha ainda está para durar, mesmo se os novos media galopam mais rápido. Nos Estados Unidos (onde tudo acontece primeiro), um estudo agora publicado revela que, em média, cada lar norte-americano tem 2,5 pessoas e 2,86 aparelhos de televisão. Ou seja, há mais televisores que pessoas, na América.

segunda-feira, setembro 07, 2009

Ainda vamos a tempo...

Passei ontem boa parte do dia a ver dois DVD’s. Um é um retrato inquieto sobre o futuro da Humanidade, o outro é um simples manifesto político.


imagem retirada do documentário Home - O Mundo é a nossa casa

Home é um documentário belíssimo cujos produtores não se pouparam a esforços ou despesas para o filmar. É uma volta ao Mundo em balão, toda a história é contada através de imagens aéreas dos sítios mais fantásticos do planeta. E tem um texto fortíssimo… que nos conta a história de milhares de milhões de anos de evolução da vida na Terra. E o modo abrupto como o homo sapiens rompeu equilíbrios estabelecidos desde há milénios. Hoje, a fome alastra e, em todo o Mundo, há mil milhões de pessoas sem que comer. 20% da população mundial consome 80% dos recursos do planeta. A Humanidade pratica a injustiça de modo impiedoso para consigo própria. Na Nigéria, por exemplo, que é o maior produtor de petróleo de África, 70% da população vive na miséria. Em termos globais, metade da riqueza mundial está nas mãos de 2% da população. Home termina com um apelo à moderação, à inteligência e à partilha. Porque talvez ainda haja tempo de evitar a rotura sem retorno de fenómenos como o aquecimento global, que irá transformar o clima da Terra de tal modo que poderá provocar o extermínio da vida no planeta, ou a exaustão dos recursos piscícolas, agrícolas, aquíferos… que, de igual modo, serão sinónimo de morte em larga escala.
imagem retirada do vídeo Garcia Pereira
Curiosamente, encontrei alguns pontos comuns com a mensagem do segundo DVD… e não é que o político mencione sequer as suas preocupações ecológicas. Mas é que, também no DVD de Garcia Pereira, se fala em desequilíbrios sociais, iniquidade na distribuição da riqueza, nos crescentes níveis de pobreza que fazem com que já existam 2 milhões de pobres em Portugal, na exploração desenfreada de alguns homo sapiens sobre outros homo sapiens.
Em Home, a primeira frase é… “por favor, oiça-me”.

segunda-feira, junho 29, 2009

Speaky TV


A Speaky.tv é uma das muitas webtv que já existem em Portugal. Mas esta tem uma particularidade, em vez de servir para a divulgação de uma região ou de uma cidade (como a maioria), serve a causa do seu mentor, Fernando Alvim.
A webtv foi inaugurada há dias, entre várias curiosidades, com uma entrevista ao Emídio Rangel, o que por si só é uma boa ideia para uma emissão de estreia, já que Rangel é pai de vários sucessos mediáticos, casos da TSF, SIC e SIC-Notícias. Sucessos que quando “largados” pelo progenitor entraram em declínio ou quanto muito estagnaram.
Essa entrevista, apesar de ter sido gravada há mais de 1 mês, é um documento curioso face à actualidade dos últimos dias. Sobre a TVI, por exemplo, posto perante a probabilidade de Moniz abandonar a direcção do canal e dele ser convidado a assumir, Rangel revelou-se um crítico feroz do estilo “carnívoro” de Manuela Moura Guedes, diz que o que ela faz ofende qualquer jornalista e que o Jornal das 6ªfeiras é “um capricho” de uma pessoa preguiçosa que não prepara as entrevistas. Em conclusão, Rangel diz que se alguma vez for ele a decidir que a demite, até “por razões estéticas”.
A entrevista tem outros tópicos interessantes, Rangel lembra que Balsemão é um “unhas de fome”, e um difamador, alguém com apetência para se rodear por yes men incompetentes. E revela que o homem que já vendeu Presidentes como quem vende sabonetes, já um dia teve de andar a vender enciclopédias para viver.

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Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

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