Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.











sábado, dezembro 19, 2009

Zero


Como era bom de ver, a Cimeira de Copenhaga deu em nada, malgrado a encenação feita à volta de um tal acordo não vinculativo que não vale o papel em que foi redigido…
A questão climática está a ser discutida por aqueles que não a podem resolver. Não cabe aos políticos uma decisão dessas. Já há muito que os Estados privatizaram as competências que tinham na execução das decisões que poderiam influenciar esse tipo de políticas. A partir de então, cabe aos capitalistas decidirem como, quando e onde implantam unidades industriais e outras estruturas com impacto ambiental. Estou a falar de quê? De tudo… da industria, das obras públicas e construção civil, dos transportes, da extracção mineira, da agricultura e pescas, até da guerra… É que se, como parece, dentro de uns anos já poderemos andar com automóveis eléctricos, tudo o resto continuará a ser movido a petróleo. Já imaginaram uma guerra sem combustível, para além da carne para canhão?

7 comentários:

Fada do bosque disse...

Os problemas graves e sérios a nível Mundial, foram gerados pela cobiça do poder e ganância desmesurada daqueles que ao longo do tempo, nos roubaram a Democracia e nos tentam enganar, pondo o plebíscito nas nossas mãos. Esta mentira e usurpação da verdade espalha-se como uma praga a todo o Mundo Capitalista, no qual e através de falsas promessas levaram o homem à beira do abismo, arrastando consigo todas as espécies do Planeta.
A ganância extrema levou ao esgotar dos recursos e para mal dos cidadãos, uma crise Mundial foi imposta pelos Governantes a tempo de açambarcarem o que de melhor há para eles, todos os recursos! Nesse ponto de vista o golpe foi duro, pois penso que a crise foi premeditada, tendo o cidadão comum como vítima. Gerir recursos/população.
A maior hipocrisia desses gananciosos, foi colocar nas mãos do cidadão comum, a vida e a subsistência dos mais pobres e desprotegidos, deixando-os à mercê da solidariedade humana, onde os que pouco têm, terão que se mobilizar para socorrer os que nada têm, até quando possam e depois se verá...
Talvez um dia, esses que pouco têm desistam para não morrerem também de fome. Entretanto eles ficarão cada vez mais ricos e poderosos. Talvez seja a essa a esperança deles, deixar morrer muitos à fome... talvez seja mais fácil reduzir a população que o CO2!
O Tibete, tem sido o que para mim define melhor a hipocrisia dos líderes mundiais e incluo aqui Angola e Congo. Apenas três exemplos dão para fazer um apanhado: Um por causa da água, Tibete, outro pelo petróleo e minério, Angola outro pelo coltan, Congo! Assim vão as nossas "elites", com os interesses bem delineados e deixando a humanidade e as outras espécies à beira do exílio (alterações climáticas) e à morte, a bem dos recursos que tanto querem amealhar. Já pouco falta para acabarem o circuito fechado de pipelines mistos (água, petróle e gás)
Conseguiram nestes anos todos e através das manipulações de massas, ficar com tudo o que havia na Terra, sem que para isso conte a vida!
Se depender desses carrascos o destino da humanidade e não de nós, a breve trecho estaremos em agonia.
Mas se fizermos o que eles pretendem, o mesmo irá acontecer... e o que eles esperam são convulsões sociais em larga escala. Um povo que foi induzido pelos vendedores do oculto e de ilusões, através dos Media e novas tecnologias, será um povo duplamente revoltado por se ver privado de repente.
Será um futuro negro, pois aqui sabemos quem tem nas mãos todo o armamento e para comprovar que os carrascos não estão desatentos, ano passado, o ano da crise, foi o ano em que os países do Mundo mais gastaram em armamento. No top temos a China seguida dos EUA e em 3º a UE. Para quê?
Algo me diz que um futuro negro se avizinha, baseado apenas no paradigma os que muito têm, mais querem ter, usando jogos sujos de poder e pondo em risco a vida das espécies e das pessoas.
Aviões, tanques de guerra, heli's, porta-aviões, Hummer's e Mac's, fora outras coisas que me não passam pela cabeça, gastam petróleo. Quando ano passado, ouvi na TSF, no "Mundo num Minuto", que tinha sido o ano que mais gastaram em armamento, tive a certeza que acordos para quotas de redução de CO2, seriam para o tecto! E depois o Nobel para Obama?! tenham dó!

TSF
"24 NOV 09 às 23:48
O executivo norte-americano decidiu não assinar uma convenção internacional que proíbe as minas terrestres, revelou esta terça-feira o porta-voz do Departamento de Estado. Ian Kelly afirmou que a administração Obama acabou recentemente de reapreciar a questão e decidiu não mudar a política da administração Bush."

Muda-se o homem, continuam as políticas! Os EUA sem o negócio do armamento e da guerra não funcionam, bem como as outras potências.

Manuela Araújo disse...

O mundo tem líderes que não merecem assim ser chamados, porque são apenas marionetas do poder económico. A economia à frente das pessoas, e os mesmos sempre a ganhar à custa dos outros. Isto tem de acabar!
Copenhaga não foi desilusão, porque, apesar de alguma réstia de esperança, já toda a gente adivinhava.
Foi a constatação de que este planeta está muito doente, sobretudo na liderança.

Fada do bosque disse...

Entretanto gastam-se triliões na conquista do Espaço na NASA, CERN e o diabo a quatro. Quanto gastará em fuel uma viagem de um vaivém?!
Estações espaciais para quê? se não tentam sequer repor, um pouco do mal que foi feito no nosso"LAR"?
Tanta hipocrisia e tanta inacção para combater os perigos que nos vão afectar e pior, afectar irremediávelmente a geração dos nossos filhos! É que continuando assim, pobres do jovens que nem sabem em que horroroso mundo andam!
Eu nisto não me consigo "calar"! mas tem uma certa "piada", quando falo disto a quem está ao meu lado e apresento factos, a resposta é: agora já não há nada a fazer... APRE! SERÀ?
Estamos mesmo a ver, quem vai ser carne para canhão, os nossos FILHOS!

Dário Cardina Codinha disse...

Olá fadinha...

A investigação espacial serviu-nos de muito e ainda serve. Não se gasta dinheiro por curiosidade. Muuuitos produtos que usamos no dia a dia e que algum são de extrema importância existem graças a essa investigação.

Podes ler este post escrito pelo Carlos Oliveira:

http://astropt.org/blog/2009/08/11/vantagens-da-exploracao-espacial/

Tem mais de 50 tecnologias que usamos frequentemente

Fada do bosque disse...

Olá Dáriozinho... :))

Já sabia que ía apanhar contigo "em cima"... :)) Estava mesmo à espera! :))
Bem eu sei qye fazes parte dos priveligiados, mas não custa nada distribuir pelos que morrem à fome e à doença em todo o Mundo! Riqueza distribuida, isso seria fundamental e se víssemos bem as coisas, dava para tudo...
Aconselho-te a ler este texto do arqueólogo, António Valera e também te aconselho, a ler o blogue

http://irrealidadeprodigiosa.blogspot.com/

PIGS IN SPACE
«Há dias vi um programa que recreava a primeira viagem a Marte. Costumava olhar para estes programas com um sentimento de prazer que vinha de um orgulho pela capacidade criativa da Humanidade, uma das razões pelas quais aprecio viver. Mas dei comigo a ver o programa e a ter uma sensação algo diferente.

Como é sabido a institucionalização das Ciências Sociais deu-se durante o século XIX. Com essa institucionalização pretendia-se resolver problemas políticos e sociais de uma forma “científica”, o que na altura significava cientismo e determinismo.

A consagração das Ciências Sociais na Academia ocorreu, assim, como uma espécie de prestação de serviços ao poder. Uma assessoria científica à governação, que permitiu e incentivou o aparecimento de estruturas a elas dedicadas nas principais universidades europeias.

Foram tempos de determinismo. De um determinismo útil para o controlo tecnocrático dos movimentos sociais e políticos de mudança.

O século XX foi, em boa medida, um século bipolarizado entre a crescente afirmação dos determinismos de 1ª e 2ª geração (estes últimos nados bem dentro de novecentos) e o seu combate, através da defesa do particular, do criativo, do espaço de acção individual e espontânea, em suma da humanidade. A tecnocracia, contudo, foi-se impondo e tudo contaminando. E, na sua florescente e afirmativa radicalidade, foi fortalecendo um ideal mais antigo, iniciado na adolescência da modernidade: o Ideal do Progresso Ilimitado (A irrealidade prodigiosa da modernidade).

Este ideal tomou mentes e sistemas. Crescer, aumentar, acelerar, mais, tornaram-se palavras associadas a um ideal de vida, pessoal, grupal ou institucional. A bola de neve cresceu e estamos chegados ao ponto já não de controlo, mas de um descontrolo tecnocrático. E perante os problemas do “gigantismo”, muitos respondem com o fugir para a frente, ou seja, tentar crescer ainda mais, acelerar ainda mais, numa dinâmica que, não me canso de dizer, é menos própria do homem e mais da sua tecnologia.»

Acontecimentos como os de Copenhaga, que se pretendia uma unidade de concepção de travões e de iluminação das consciências sobre os limites do ilimitado, parecem não estar a funcionar. Parece que não nos resta senão continuar a fugir em frente, qual nuvem de gafanhotos, e ultrapassar as fronteiras do planeta, como um dia ultrapassámos as dos oceanos. Espaço aqui vamos nós.

Dário Cardina Codinha disse...

Olá fadinha,

Eu compreendo que se devesse distribuir alimentos pelo planeta mas alguns pontos são importantes:

1- Sem investigação espacial não haverá maquinaraia para produção em larga escala

2- Há uns 7 anos, para que a população inteira (6 mil milhões) pudesse viver com uma qualidade de vida mediana europeia necessitaríamos de 4,5 Terras para poder alimentar toda a gente.

3- Por último e isto é que estraga tudo:
3a- Países ricos não dão nada aos outros, pelo menos sem algo em troca.
3b- Países pobres não querem receber porque são orgulhosos.

A política estraga uma distribuição uniforme.

Obrigado pelo blog, mais um para seguir, hehe! já são uns 50.

Fada do bosque disse...

Olá Dáriozinho.
Não concordo mínimamente com a resposta 3b... os ditadores desses Países, ficam com tudo para eles... ou seja a dita ganância, POLÍICA maldita!
Fazes bem em em seguir esse blogue.
Carlos desculpe encher a sua caixa de comentários. :))

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Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

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