Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.











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quarta-feira, março 23, 2011

11 dias depois...

segunda-feira, março 14, 2011

Manif à Rasca

quinta-feira, janeiro 06, 2011

Quantas vezes nasceu Cavaco?

domingo, setembro 19, 2010

Cerebrum !

segunda-feira, abril 26, 2010

Feios, ricos e maus


As notícias são esclarecedoras. Por causa do que se passa na Grécia (o deficit, a bancarrota, o horror!), estão a subir os juros que a banca internacional exige a Portugal. Por sua vez, os gregos precisam de não sei quantos triliões a breve prazo, mas dizem que esses mesmos banqueiros exigem juros proibitivos… ou seja, os banqueiros construíram um círculo vicioso de onde os países empobrecidos jamais serão capazes de sair… Gostava de perceber o que ganham com isso esses tais banqueiros… Será para manterem coutadas de mão-de-obra barata?... Não sei... mas percebo que estamos nas mãos deles. São eles quem nos governam, realmente. Os financeiros, os grandes especuladores que movimentam orçamentos que metem o nosso OGE na cova do dente… E não há como exterminá-los.

sexta-feira, abril 16, 2010

Laicos? Porquê?


As escolas fecham, o Estado decretou tolerância de ponto para os seus funcionários, a central sindical UGT pediu aos patrões privados para seguirem o exemplo do Estado. Como Estado laico não estamos mal…
Pouco importa que a Constituição proclame a não confessionalidade do Estado implícita no artigo 41.º, que trata da liberdade de religião e culto... e pouco importa que a Lei da Liberdade Religiosa diga que "o Estado não adopta qualquer religião." Não importa mesmo nada...

terça-feira, março 09, 2010

Sarmento não era escuteiro


A minha avozinha dizia que quando se “zangam as comadres, descobrem-se as verdades”, e não é que é verdade? Vejam só o que foi dizer ao Parlamento o presidente da PT, Henrique Granadeiro… que, quanto a pressões governamentais, sim tinha sentido, mas no tempo do Governo de Durão Barroso quando o ministro que tutelava a Comunicação Social, Morais Sarmento, tentou obrigar a PT a despedir três directores de jornais pertencentes ao grupo Lusomundo, a saber… Leite Pereira, Pedro Tadeu e Joaquim Vieira. Na sequência dessas pressões, Granadeiro pediu a demissão do cargo para não ter que aturar mais aquele ministro. Lembro que foi Morais Sarmento quem saneou Emídio Rangel, apenas porque aquele director da RTP não lhe “aparava os golpes”.
Seria isto um plano arquitectado para controlar os media?

Fraquinho


Então, respigando o que foi dito por Moniz no Parlamento, temos que, em tempos, ainda Sócrates era só ministro do Ambiente, terá tentado evitar a emissão de uma reportagem sobre um aterro sanitário algures no Alentejo… e que, António Costa, na época em que era ministro da Administração Interna, terá tentado impedir uma outra reportagem, alegando que estava cheia de incorrecções. Neste segundo caso, temos que a suspeita foi investigada, mas as investigações judiciais acabaram por dar razão ao ministro e arquivaram o caso.
É isto o arquétipo de um plano para controlar a comunicação social? Parece-me fraquinho…

segunda-feira, março 08, 2010

Não


Bom… ando com uma neura que nem posso. Tudo me irrita. Acho que é da chuva que não pára de cair. Já não sei quem me contou a graçola, mas que tal se puséssemos um contador da EPAL na chuva e mandássemos a conta para o S.Pedro?…
Irrita-me a perspectiva de ter de pagar mais do que a conta por esta crise para a qual eu e os meus pares nada contribuímos. Os bancos andaram a vender quimeras, os capitalistas engordaram pecúlios e quando ficou à mostra a mentira do sistema financeiro… põem-me uma conta à frente para pagar. Não quero pagar isto.
Não quero ficar com um salário cada vez mais magro, não quero ter de pagar cada vez mais, quando tenho de ir a um hospital do Estado nem quando envio os meus filhos para a escola pública. Não quero ver o Estado desfazer-se de empresas que constituem a própria essência do Estado… de que me serve que o Governo privatize a GALP, a REN, a CGD, a EDP?... se, com isso, nenhum dos serviços que essas empresas prestam vai baixar?
Estou cansado. Deve ser da chuva que não pára de cair…

sábado, fevereiro 13, 2010

Pinheiro Chagas dixit (muy antigo Primeiro-Ministro)


Está absolutamente demonstrado que só os poderes enfraquecidos perseguem a imprensa e, por outro lado, está igualmente demonstrado que nem por isso se tornam mais robustos e que, ao contrário, acabam quase sempre por se declarar vencidos. Só os poderes enfraquecidos temem a imprensa porque a imprensa não é para temer. - João Pinheiro Chagas (1863/1925)

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Liberdade em perigo? Ou Justiça em perigo?


Há aqui um paradoxo absurdo neste drama das escutas do caso “Face Oculta”. Por um lado, os envolvidos pela suspeita querem que os preceitos legais do segredo de justiça não sejam aplicados, que as transcrições sejam integralmente publicitadas e publicadas na imprensa. O juiz que tem o caso não deixa. Simultaneamente, ele ou alguém que tem acesso ao processo, passa para os jornais excertos das escutas, parcelas que não sabemos bem se estão descontextualizadas ou, mesmo, se são verdadeiras. Se a coisa fosse feita às claras, seria o próprio juiz, ou alguém por ele, a validar as transcrições, a colar o selo e a remeter o envelope para as redacções. E evitava-se este estendal à volta de um segredo de justiça que ninguém respeita e evitavam-se providências cautelares e alegações de que a liberdade de expressão está em perigo.

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Ali Babá


Sócrates tem de perceber que de nada lhe serve condenar o mensageiro, quando o autor da mensagem prossegue impune. E também tem de perceber que de nada lhe serve argumentar contra o crime da publicação de escutas, mesmo que tenham sido escutas ilegais, se o conteúdo dessas conversas for política ou socialmente relevante. A velha máxima de que “à mulher de César não lhe basta ser séria, tem de parecer séria” aplica-se que nem uma luva a este primeiro-ministro.

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Calhandreiros

O Mário Crespo tem o direito de escrever o que lhe vai pela alma e o primeiro-ministro o direito de pensar que o Mário é um “débil mental”. Isto não significa que aquilo que o Mário escreveu seja verdade nem que o primeiro-ministro tenha o direito de considerar o jornalista como “um problema a solucionar”.
O problema é que esta história é, de facto, uma “calhandrice” e descortinar a verdade é das tais tarefas difíceis de concretizar, até porque cada qual tem a sua… O Mário considera a fonte credível e publicou. Mas pode estar a beber de uma fonte “inquinada”, isso não podemos avaliar porque o Mário não a revelou. Só o facto da crónica ter sido publicada num site do PSD indicia o aproveitamento político da questão.
Para mim, trata-se de um fait divers pouco dignificante. Para todos os intervenientes.
Ainda assim, acho que devemos escutar o piar do pássaro. Não para o repetir, mas para aprender.

domingo, janeiro 31, 2010

Manif muito sonora, em Belém

Reportagem de telemóvel em punho.

sábado, janeiro 09, 2010

Cão e gatilho


Tudo indica que Manuel Alegre está prestes a anunciar a sua candidatura às próximas eleições presidenciais. O evento aproxima-se e Alegre precisa de ir ocupando terreno (leia-se atenção dos media) para tentar apresentar-se como alternativa real ao actual PR. Não li a entrevista do Expresso. Não dou dinheiro aquele tipo e a edição online só tem trampa e lantejoulas no acesso gratuito.
Mas Cavaco leu, pela certa. Para ele ainda não chegou o dia. O cadeirão é dele e não há memória de um presidente que não tenha conseguido a reeleição para o 2º mandato. Cavaco espera por uma oportunidade. Dizem que será na visita do Papa a Portugal, em Maio próximo. Os salamaleques foram combinados entre a Presidência portuguesa e o Episcopado. Até houve uma aparente indelicadeza de Cavaco, quando o anúncio da visita foi feito primeiro pela Presidência, sem esperar (como seria protocolar) pelo comunicado dos bispos. O Papa será, assim, a espoleta da campanha de Cavaco, o que será uma definitiva separação de águas perante um adversário laico, republicano e socialista.

Ideias purificadoras

Rectificar significa emendar, corrigir alguma coisa que está errada. Isto, em linguagem corrente. No meio científico, rectificar pode significar purificar, nomeadamente quando se pretende depurar algum componente químico de um líquido, destilando-o.
Dito isto, chego a pensar que aquilo que aparentemente é uma gralha do Diário de Notícias (no título do inquérito que promove hoje na edição online), pode não ser. Não faltam por aí apologistas do veto presidencial à lei que legaliza o casamento gay. Seria uma maneira de rectificar algo impuro.
Mas, já agora, reparem no "andamento" do inquérito (a meio da tarde de hoje): o "não" vai à frente com 672 votos, o que significará que existem mais leitores do DN a preferir que Cavaco "rectifique" as intenções dos partidos da esquerda parlamentar que votaram a favor do casamento gay.
Vamos ver o que faz Cavaco.
Mas, espero que a gralha seja mesmo gralha e que a ideia teria sido escrever ratificar (que significa confirmar, validar). É mau errar no vocabulário, mas é pior fazer de um jornal papel impróprio até para embrulhar castanhas assadas.

terça-feira, janeiro 05, 2010

O preconceito


Também tenho opinião sobre a questão do referendo ao casamento gay. Sou contra. Acho que ninguém tem que se meter num contrato entre duas pessoas.
Se as organizações religiosas rejeitam casamentos entre pessoas do mesmo sexo, é lá com essas organizações e as pessoas que as integram. Mas daí a quererem intrometer-se na orientação do Estado regulando o casamento civil…
Acho lastimável que os partidos da direita estejam a utilizar este assunto para fazer política. Tudo isto apenas serve para acicatar os homofóbicos e os dissimulados que têm raiva em ser gays…
Se este referendo for avante, cria-se um antecedente perigoso. É que, depois, que argumento vão eles utilizar para impedir outros referendos ofensivos dos direitos humanos? Ou vamos referendar também, por exemplo, a expulsão dos pedintes e dos sem abrigo do centro das cidades? São tão incomodativos e sujos, não é…? Ou vamos referendar a introdução de uma sharia qualquer para castigar os adúlteros? Que mau exemplo essa gente dá, não acham?

segunda-feira, janeiro 04, 2010

"scanners" para ver o corpo inteiro nos aeroportos


É o Público quem o diz: "Os aeroportos britânicos vão ser equipados com scanners que permitem visualizar todo o corpo dos passageiros"... (...) ... "O anúncio feito ontem pelo primeiro-ministro, Gordon Brown, e segue-se a idêntica iniciativa das autoridades holandesas, que fixaram um prazo de três semanas para a adopção de scanners corporais completos no aeroporto de Schiphol, em Amsterdão, na sequência da tentativa, no dia de Natal, de um suspeito de ligação à Al-Qaeda fazer explodir um avião de passageiros que ligava a cidade a Detroit, nos EUA"... (...) ... "A Alemanha poderá adoptar os scanners, mas está a avaliar os efeitos na privacidade dos passageiros, e a Itália pondera fazê-lo em Roma e Milão. A Nigéria já anunciou a intenção de dotar os seus aeroportos com aparelhos do mesmo tipo."
Trabalhar na Polícia de Fronteiras vai ser um posto muito pretendido...

sábado, janeiro 02, 2010

Serôdio


Não gostei da mensagem de Ano Novo do senhor Presidente da República. Achei o discurso um somatório de frases feitas, ideias repetidas e “bocas” atiradas para a plateia, sem destinatário certo. O Presidente não teve peito para chamar os bois pelos nomes e foi pena. Além disso, detectei algumas contradições. Por um lado, Cavaco diz que devemos ter cuidado na aplicação do dinheiro público e por outro lembra-nos que “possuímos uma longa História de que nos orgulhamos, porque no passado não tivemos medo”. Ora, esse passado glorioso deveu-se ao atrevimento sem limites dos dirigentes da época que, se tivessem tido cuidado, nunca se teriam lançado numa aventura desmedida e, à partida, nada apropriada a um pequeno país, pobre e semi-despovoado como era Portugal no século 15. Cavaco nem teria molhado os pés na rebentação suave do Atlântico…
Foi, enfim, um discurso em louvor de si mesmo. Cavaco começou por lembrar que há um ano tinha avisado de que 2009 iria ser um ano difícil e, agora, veio cobrar-nos essa premonição fácil. No final, disse que “no meio de tantas incertezas, os Portugueses podem ter uma certeza: pela minha parte, não desistirei e nunca me afastarei dos meus deveres e dos meus compromissos.” Que bom, fiquei aliviado…

segunda-feira, dezembro 21, 2009

Governança


Um comunicado do Ministério das Obras Públicas e Transportes informa o povo de que o Governo decidiu não aumentar as tarifas dos transportes públicos em 2010. Decisão sábia que, espero, deve ser replicada no que respeita às tarifas de água e electricidade e ao preço dos combustíveis, de um modo geral.
Se o governo pode decidir o preço dos bilhetes que as empresas de transportes públicos (muitas delas, empresas privadas) devem praticar, também pode decidir no mesmo sentido nos outros sectores. É a isso que se chama governar.

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Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

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