Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.











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quarta-feira, março 16, 2011

É pena não haver concorrência a sério...

quinta-feira, abril 08, 2010

Cinismo mórbido

O vídeo é mais um anúncio da Nike, marca patrocinadora do famoso golfista Tiger Woods. Na verdade, é um bocadinho mais que um anúncio... é a prova provada de que quando há dinheiro envolvido, vale tudo até tirar o pai da campa... é que a voz que foi utilizada no vídeo é a voz do defunto pai do golfista. O pai pergunta-lhe se "aprendeste alguma coisa"...



... e a resposta é, obviamente, sim. A fingir... porque fingir continua a dar. A dar belos cachets e patrocínios, claro.

terça-feira, março 09, 2010

Sarmento não era escuteiro


A minha avozinha dizia que quando se “zangam as comadres, descobrem-se as verdades”, e não é que é verdade? Vejam só o que foi dizer ao Parlamento o presidente da PT, Henrique Granadeiro… que, quanto a pressões governamentais, sim tinha sentido, mas no tempo do Governo de Durão Barroso quando o ministro que tutelava a Comunicação Social, Morais Sarmento, tentou obrigar a PT a despedir três directores de jornais pertencentes ao grupo Lusomundo, a saber… Leite Pereira, Pedro Tadeu e Joaquim Vieira. Na sequência dessas pressões, Granadeiro pediu a demissão do cargo para não ter que aturar mais aquele ministro. Lembro que foi Morais Sarmento quem saneou Emídio Rangel, apenas porque aquele director da RTP não lhe “aparava os golpes”.
Seria isto um plano arquitectado para controlar os media?

Fraquinho


Então, respigando o que foi dito por Moniz no Parlamento, temos que, em tempos, ainda Sócrates era só ministro do Ambiente, terá tentado evitar a emissão de uma reportagem sobre um aterro sanitário algures no Alentejo… e que, António Costa, na época em que era ministro da Administração Interna, terá tentado impedir uma outra reportagem, alegando que estava cheia de incorrecções. Neste segundo caso, temos que a suspeita foi investigada, mas as investigações judiciais acabaram por dar razão ao ministro e arquivaram o caso.
É isto o arquétipo de um plano para controlar a comunicação social? Parece-me fraquinho…

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Fellatio sem fumo


Associar o consumo de tabaco a sexo forçado é uma idiotice. Para alguns publicitários não é. Em França, foi agora apresentada uma campanha anti-tabaco que provoca essa associação. Uma das fotos da campanha mostra um rapaz a ser “conduzido” para um fellatio… embora tenha um cigarro na boca.
A ideia dos publicitários é chocar. São peritos nessa área. Mas, sinceramente, associar o fellatio ao cancro que o cigarro provoca é coisa que me indigna. Diabolizar o sexo é uma idiotice. Para deixar de fumar, não precisamos de abandonar o sexo. Eu já deixei de fumar há uns anos e continuo a foder. Embora com mais parcimónia….

sábado, fevereiro 20, 2010

Notícia escrita por um "pé de microfone"


Acho fantástico que um jornal (qualquer um) faça eco de declarações deste tipo sem as contraditar. Para quem não sabe, o Governo regional paga, sustenta, é a razão de ser do Jornal da Madeira. Deste modo, apesar de ter um preço de capa (meramente simbólico) o jornal é, de facto, oferecido pelas esquinas do Funchal a todos quantos o queiram ler. Deste modo, AJJ não só tem o jornal nas mãos como mata qualquer tentativa de concorrência que surja. É que mais barato que o JM não é possível. Melhorzinho já não seria difícil...

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Liberdade em perigo? Ou Justiça em perigo?


Há aqui um paradoxo absurdo neste drama das escutas do caso “Face Oculta”. Por um lado, os envolvidos pela suspeita querem que os preceitos legais do segredo de justiça não sejam aplicados, que as transcrições sejam integralmente publicitadas e publicadas na imprensa. O juiz que tem o caso não deixa. Simultaneamente, ele ou alguém que tem acesso ao processo, passa para os jornais excertos das escutas, parcelas que não sabemos bem se estão descontextualizadas ou, mesmo, se são verdadeiras. Se a coisa fosse feita às claras, seria o próprio juiz, ou alguém por ele, a validar as transcrições, a colar o selo e a remeter o envelope para as redacções. E evitava-se este estendal à volta de um segredo de justiça que ninguém respeita e evitavam-se providências cautelares e alegações de que a liberdade de expressão está em perigo.

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Ali Babá


Sócrates tem de perceber que de nada lhe serve condenar o mensageiro, quando o autor da mensagem prossegue impune. E também tem de perceber que de nada lhe serve argumentar contra o crime da publicação de escutas, mesmo que tenham sido escutas ilegais, se o conteúdo dessas conversas for política ou socialmente relevante. A velha máxima de que “à mulher de César não lhe basta ser séria, tem de parecer séria” aplica-se que nem uma luva a este primeiro-ministro.

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Calhandreiros

O Mário Crespo tem o direito de escrever o que lhe vai pela alma e o primeiro-ministro o direito de pensar que o Mário é um “débil mental”. Isto não significa que aquilo que o Mário escreveu seja verdade nem que o primeiro-ministro tenha o direito de considerar o jornalista como “um problema a solucionar”.
O problema é que esta história é, de facto, uma “calhandrice” e descortinar a verdade é das tais tarefas difíceis de concretizar, até porque cada qual tem a sua… O Mário considera a fonte credível e publicou. Mas pode estar a beber de uma fonte “inquinada”, isso não podemos avaliar porque o Mário não a revelou. Só o facto da crónica ter sido publicada num site do PSD indicia o aproveitamento político da questão.
Para mim, trata-se de um fait divers pouco dignificante. Para todos os intervenientes.
Ainda assim, acho que devemos escutar o piar do pássaro. Não para o repetir, mas para aprender.

quarta-feira, janeiro 27, 2010

Propaganda


A notícia vem em todo o lado. A empresa que lançou este novo "electrodoméstico" não podia esperar melhor propaganda. Jornais, rádios e televisões encharcaram-nos com o nascimento desta "coisa", como se isto viesse contribuir para a felicidade de mais alguém além do dono da dita empresa...

E a propaganda é de tal ordem que o dado mais interessante não é divulgado: o preço.

sexta-feira, novembro 20, 2009

Palavras cruzadas


O senhor Procurador-Geral diz que anunciará amanhã (ao sábado?) a decisão que vai tomar sobre algumas das escutas policiais feitas às conversas de Vara com Sócrates mas, entretanto, parece que já mandou dizer pelos jornais o que se vai passar…
Só gostava de perceber como foi que nasceu a ideia de que Vara tinha pedido 10 mil € para propiciar contactos privilegiados ao empresário Godinho. É que, afinal de contas, dizem que a gravação dessa conversa não existe. E se a gravação não existe, como provar então que a conversa existiu? E se a gravação não foi feita, porque diabo só agora isso vem à baila, muitas manchetes depois de Vara estar a ser “frito”?

sábado, novembro 14, 2009

A namorada


Primeiro, quero dizer que conheço a Fernanda Câncio, trabalhei com ela uns meses e julgo que terei ido a dois ou três jantares onde a Fernanda também esteve. Ou seja, não somos amigos mas aprecio as suas qualidades profissionais e agrada-me a frontalidade e a argumentação que utiliza na discussão dos pontos de vista que defende.
Posto isto, quero também dizer que acho de mau gosto, misógino até, que utilizem o argumento dela ser a “namorada do primeiro-ministro” para rebaterem as opiniões que expressa.
Na verdade, seria muito mais fácil para a Fernanda Câncio se ela se protegesse um pouco e tivesse a humildade de perceber que nem sempre a convidam pelo intelecto.
No programa “A Torto e a Direito” da TVI terá sido esse o caso. Quem eles queriam ali era mesmo a namorada do primeiro-ministro e não a jornalista Fernanda Câncio.
Foi uma armadilha que teria sido fácil evitar, caso a vaidade não lhe tivesse toldado a perspicácia.
De resto, já tinha escrito isto mesmo em Fevereiro e Abril passados.

quinta-feira, outubro 15, 2009

Mal-me-quer bem-me-quer, muito pouco ou nada...



Quando em Maio o Conselho Regulador da ERC deliberou "reprovar a actuação da TVI”… “por desrespeito de normas ético-legais aplicáveis à actividade jornalística", os membros da Entidade foram acusados, em vários órgãos de comunicação social, de serem serventuários do poder já que, em causa, estavam 13 queixas que, em comum, tinham o facto de acusarem a TVI, nomeadamente o Jornal Nacional de 6ªfeira, de falta de rigor e de isenção em trabalhos jornalísticos sobre a questão do Freeport e que implicavam o primeiro-ministro.
Agora, a ERC vem dizer que a decisão de suspender o referido programa foi um acto ilegal da Administração da empresa que, por lei, não se pode imiscuir nas questões editoriais. Curioso, não é? Tenho de ler o Público, um dia destes…
Na verdade, a lei separa as águas entre actos administrativos e questões editoriais, numa tentativa de salvaguardar a Liberdade de Expressão… coitadita. Mas estas coisas só vêm à tona quando há bronca… Quando não, quem sabe das reuniões regulares do dono da SIC com a estrutura hierárquica da direcção de Informação do canal? Quem reclama por esse controlo eventualmente abusivo e pernicioso?
Ai, Liberdade, Liberdade…

quarta-feira, setembro 30, 2009

Vulnerabilidades


Cavaco veio falar-nos das suas preocupações e suspeições… Será que andam a “escutar” os emails presidenciais? Teme o senhor Presidente que o Estado esteja vulnerável. A questão é de uma ingenuidade abissal. Mas Cavaco é tudo menos ingénuo, ele sabe bem que Portugal é um país vulnerável, sim. Estamos completamente dependentes do exterior. Não produzimos quase nada, importamos quase tudo. Mais de 80% do que consumimos vem do estrangeiro. Carne, peixe, trigo, manteiga, roupa, automóveis. Sim, estamos vulneráveis. No dia em que houver uma querela internacional grave, vamos comer raspas. Os seus emails, mister President?

terça-feira, setembro 29, 2009

segunda-feira, setembro 21, 2009

Mais um para o desemprego


Ou é um agente com uma agenda política escondida ou é um tonto destravado ou, então, é mais um cordeiro sacrificado pela perfídia política. Acreditem no que vos der mais jeito, mas eu não alinho em alegações de loucura temporária nem em actos motivados pelo álcool. Mesmo se 20 anos de serviços fiéis à criatura possam levar qualquer um a desvairar por completo…

domingo, setembro 20, 2009

Os que assessoram os assessores


O facto de um assessor do Governo ou da Presidência contactar jornalistas, não tem mal. Também não é pecado os jornalistas contactarem assessores. Nem mesmo um director de jornal fala directamente com ministros ou o Presidente da República. O assessor existe precisamente para proteger a entidade, é uma espécie de guarda-costas para questões de comunicação.
O problema coloca-se quando o assessor utiliza o jornalista para veicular falsidades, meias verdades, deturpações. Para isso, o assessor conta com a inexistência de verdadeira investigação jornalística. É raro um jornalista ter tempo para apurar uma história, certificar-se de que não deixou pontas soltas, encontrar todas as respostas possíveis para a questão. É mesmo muito raro. Investigar leva tempo, tempo é dinheiro do patrão e há cada vez menos tempo para essas coisas. Além disso, nem sempre a história caminha na direcção pretendida. O assessor sabe, também, que à partida existe uma tendência para se tentar agradar a quem proporciona uma boa história. O jornalista agradece, o editor rejubila, o director exulta, o patrão faz contas às vendas, às audiências e ao comércio de interesses. O assessor joga ainda com a eventualidade de, a seu tempo, o jornalista poder vir a ser agraciado na sequência daquela troca de favores. Não é raro que o jornalista viva de um salário magrinho e os 2 mil e 500 euros de salário base de um assessor governamental não são de desprezar.
Andamos todos à procura de um futuro mais luminoso e os jornalistas pobres são sempre baratos de comprar.

sexta-feira, setembro 18, 2009

Fontanário inquinado


Quando era pequenino e me iniciei nestas coisas do jornalismo, ensinaram-me que não se deixam perguntas no ar. Um jornalista encontra respostas para as questões que coloca e, de preferência, até mais do que uma.
Quando o Público faz manchetes tipo “Estarão os assessores da Presidência a ser vigiados?”, tripudiando todos os manuais sem procurar sequer o contraditório, era óbvio que alguma coisa estava mal naquela prosa.
Hoje, a tramóia foi desvendada na 1ªpágina do Diário de Notícias. Digamos que quase tudo o que está ali escrito deve ser verdade. E utilizo o “quase” à cautela, porque também me parece claro que o DN está a ser utilizado no contra-ataque do gabinete do primeiro-ministro. E, no final, até pode ser verdade que algum SIS ande por aí a espiar telemóveis e emails de assessores e jornalistas. Ou então, o DN que nos diga quem lhe deu a cópia do email altamente confidencial enviado por um editor do Público ao correspondente do jornal no Funchal.
Na verdade, nada disto surpreende. Já aqui deixei no blogue alguns testemunhos da manipulação exercitada por órgãos de soberania. Leiam este, só para relembrar...
O que dirá MFL disto tudo?

segunda-feira, setembro 07, 2009

O valor das notícias


O lucro da EDP subiu no ano passado 20%, para 1092 milhões de euros, anunciou a empresa em Março passado, explicando que se tratou de um resultado que saiu ligeiramente acima do esperado. Foi ainda melhor, portanto…
A Galp alcançou lucros de 125 milhões de euros no último trimestre de 2008, uma subida de 198,8% face a igual período do ano anterior. Quase 200%... Os resultados superaram as estimativas, disseram os analistas, quase como quem pedia desculpa por lucros tão obscenos.
No mês passado, a Portugal Telecom (PT) anunciou que os seus lucros semestrais aumentarem em 1,7 % para 256,1 milhões de euros. Também neste caso, a subida dos lucros da empresa ficou acima das previsões dos analistas.
O Banco Espírito Santo fechou o primeiro semestre com lucros de 246,2 milhões, menos 6,8% do que no mesmo período do ano passado, mas acima do esperado pelos analistas.

Tudo isto, dados publicados pelos média. Assim mesmo, sem mais nem dúvidas...
Daqui concluo que ou os analistas financeiros portugueses são uns nabos ou andam a cantar de ouvido… fazendo os fretes aqueles que pretendem fazer passar a ideia de que a crise obriga a cortes orçamentais, a despedimentos, a reduções salariais, ao encerramento das empresas… ajudando a criar a sensação de que vale tudo para manter o posto de trabalho, até mesmo aceitar o inaceitável.

quinta-feira, setembro 03, 2009

Mitos, não!


Manuela Moura Guedes diz que tem pronta uma peça sobre o Freeport… exibam-na. Se não for na TVI, ofereçam-na à SIC ou à RTP. Alguém a há-de meter no ar. Deixem outros jornalistas, dos jornais, das rádios, visionar essa peça tomba-governos. Não a escondam… não criem mais um mito.

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Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

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