Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.











sábado, janeiro 09, 2010

Ideias purificadoras

Rectificar significa emendar, corrigir alguma coisa que está errada. Isto, em linguagem corrente. No meio científico, rectificar pode significar purificar, nomeadamente quando se pretende depurar algum componente químico de um líquido, destilando-o.
Dito isto, chego a pensar que aquilo que aparentemente é uma gralha do Diário de Notícias (no título do inquérito que promove hoje na edição online), pode não ser. Não faltam por aí apologistas do veto presidencial à lei que legaliza o casamento gay. Seria uma maneira de rectificar algo impuro.
Mas, já agora, reparem no "andamento" do inquérito (a meio da tarde de hoje): o "não" vai à frente com 672 votos, o que significará que existem mais leitores do DN a preferir que Cavaco "rectifique" as intenções dos partidos da esquerda parlamentar que votaram a favor do casamento gay.
Vamos ver o que faz Cavaco.
Mas, espero que a gralha seja mesmo gralha e que a ideia teria sido escrever ratificar (que significa confirmar, validar). É mau errar no vocabulário, mas é pior fazer de um jornal papel impróprio até para embrulhar castanhas assadas.

3 comentários:

José Teles disse...

De facto, é uma gralha grave, como se o Presidente fosse o Guia Supremo, como no Irão, e tivesse o poder de corrigir o que faz a Assembleia da República. Rectificar é corrigir um erro. Espera-se que os redactores do DN se apressem a rectificar. Já agora que não substituam por ratificar que seria também asneira.

José Teles disse...

Nem mais. Acabam de mudar para... ratificar. A asneira continua.

Fada do bosque disse...

É um bom exemplo do "bom" jornalismo português.

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Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

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