Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.











terça-feira, janeiro 20, 2009

American Dream


A marcha iniciada em 1964 por Martin Luther King, só agora terminou, com a vitória de Barack Obama nas eleições presidenciais norte-americanas. Mas, este facto notável, não deve ser encarado como a vitória de um negro sobre os brancos. Primeiro, porque Obama foi eleito por uma maioria de eleitores brancos. Segundo, porque o novo presidente dos Estados Unidos é tão negro como branco e é até estúpido reduzir Obama a uma única esfera étnica. Terceiro, porque o que é bonito é pensar que o que esta eleição traz de novo é, precisamente, o abandono do preconceito racial.
Pessoalmente, alegra-me o facto do novo presidente dos Estados Unidos da América ser um tipo que se chama Barack Obama, mestiço de pai negro e mãe branca. Olho para os meus filhos e acredito que, para eles, se abriu uma nova janela de oportunidades.
Dito isto, acrescento apenas que Obama tem muito para provar, a partir de hoje, dia da tomada de posse. Como vai ele resolver a questão da retirada das tropas do Iraque? Como vai ele orientar as relações com a Rússia? Como vai ele influenciar a questão palestiniana? Como vai ele resolver o descalabro financeiro em que os EUA estão metidos? Como vai ele fechar a prisão de Guantanamo? Cá estaremos para ver do que será capaz, embora não devamos esperar milagres. Não é por Obama ter sido eleito que muda o regime político dos Estados Unidos.

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Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

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