O que Zanzibar sempre quis foi ser independente, mas as suas riquezas sempre atraíram os gananciosos. Foi por isso que os portugueses também por lá andaram aos tiros de canhão. A ilha foi um dos centros de disputa entre Portugal e Oman, entre os séculos XVI e XVIII, até que Portugal foi corrido de vez e outros se instalaram.
Hoje, Zanzibar pouco mais é que um excelente resort turístico. Very tipical, povo simpático q.b., arquitectura oriental, canhões portugueses e condução automóvel pela esquerda.
Se alguém ainda está indeciso quanto às férias, esta é uma opção segura, embora um pouco dispendiosa… mas não há bela sem senão. As praias são muito boas e a cidade de Zanzibar, aka Stone Town (cidade de pedra), faz lembrar um pouco Alfama, Mouraria, o centro histórico de Lagos ou até de Évora…
... lembro-me de ter ficado fascinado com as portas das casas. As portas, feitas à mão, lindíssimas.
Também é interessante ir para as roças e entrar mato dentro, sentir o cheiro das árvores da baunilha ou da canela… e tentar perceber que aquilo, as especiarias, em tempos idos, foi a mola propulsora para o expansionismo mercantilista branco europeu, isto é, o capitalismo.Zanzibar é outro daqueles sítios onde apetece inventar um modo de vida e ficar por lá…

5 comentários:
Olá
Apetece mesmo ficar por lá!!
Um dos sitios mais bonitos onde estive!
Obrigada pela lembrança!
Se não nos "falarmos" :) antes umas excelentes féria !!!
Abraços e sorrisos
ana afonso :)
Pois, vê-se mesmo que estás quase, quase a ir de férias (risos).
Zamzibar, e também a Ilha de Moçambique, são lugares há muito do meu imaginário e estão na minha lista de locais a visitar.
Não os conheço, mas não acho que sejam parecidos com Évora, no entanto tem em comum com esta a existência de Centros Históricos distinguidos como Património da Humanidade pela UNESCO.
assim o espero...
Olá
Este seu texto está uma delícia, e as fotos são realmente maravilhosas! :)
Tenho realmente saudades de quando o via na Sic, naquela altura em que a Sic ainda conseguia fazer um jornalismo que prendia as pessoas ao ecrã (com assuntos interessantes, cativantes, e profundos). Era um jornalismo diferente, na minha modesta opinião: mais ousado, mais rebelde, mais incisivo.
E voltando ao texto e fotos, acho que ficámos todos com vontade de lá passar... e ficar por lá. :)
Um abraço
Que fotografias!
A baunilha está caríssima. Será que por lá é mais barata?
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