Ouvi isto e pensei que os jornalistas passam a vida a repetir notícias. No final de 2002 já eu dizia o mesmo e não fui o primeiro…

Em todas as enfermarias, a maioria dos doentes estava contaminada. Em qualquer enfermaria, desde a psiquiatria até à pediatria, passando pela medicina e pela infecto-contagiosa. Estive na maternidade e, também ali, uma boa percentagem de parturientes tinha Sida e ia dar à luz bebés contaminados. Aquilo era um carrossel demente… 90% dos bebés corriam sério risco de nascerem já infectados e o hospital não tinha anti-retro-virais para dar aos doentes. A verdade das mortes hospitalares era camuflada por certidões de óbito politicamente correctas… tuberculose, meningite, malária sempre pareciam menos mal que Sida.
A situação que encontrei em 2002 foi a mesma que já tinha encontrado dois anos antes e, pelo que ouvi agora, é a mesma que subsiste. Mas nunca nada muda?
3 comentários:
Não é possível combater a SIDA sem aceitação da doença, sem lhe dar nome. Se os médicos não dizem a verdade nas declarações de óbito não estão a prestar um bom serviço. É esse medo que mata, também. Que ajuda a matar, pelo menos.
raramente algo muda.....
jocas maradas
É uma catástrofe que ninguém tem coragem de travar.
E há coisas que mudam,Carlos.
Desde 2002 até agora a presidência já deve ter mudado as viaturas várias vezes.
Fique bem.
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