
Há 14 anos atrás, a SIC dava-se a conhecer, com a Alberta Marques Fernandes (a apresentar um noticiário intercalar a meio da tarde), com uma reportagem da Cândida Pinto sobre o deflagrar dos conflitos em Luanda e, pouco depois, na estreia do célebre programa Praça Pública, com uma reportagem minha e do Carlos Aranha sobre a seca no Alentejo. Mais tarde, o José Alberto Carvalho, no Jornal da Noite…
Hoje,
nenhum destes protagonistas está lá. Não estamos lá, nem (logicamente) fomos convidados para a festa pimba com que a SIC pretendeu maravilhar o povoléu. Nem nós,
nem qualquer um dos outros de quem o patrão se livrou nos últimos 4 anos.

A verdade, de qualquer modo, é que os
trabalhadores já há muito que deixaram de participar nestes festejos da empresa.
Deixaram de ter motivos, ou vontade, para tal. Cansaram-se do Bolo Rei e do Moet Chandon. O patrão, hoje, só conta com as "estrelas"... e, mesmo essas, pelo menos uma boa parte, apenas por dever de ofício.
O ambiente de trabalho, na SIC, está um deserto.
3 comentários:
é pena e apenas mais um reflexo das tristes paisagens públicas (e afinal reflexo das privadas) portuguesas...
é pena porque estamos a falar dos media e, quer queiramos, quer não, são eles que constróem e legitimam o conhecimento que circula nas massas...
se te deixa contente, fica a saber que não tenho televisão.
As metáforas (reptilário, deserto, etc) estão de uma precisão milimétrica, e adequação total. Conheço um jornalista português, muito querido, que concorda, de certeza.
É uma experiência para os neurônios e para o coração vir aqui. Abraços, deste sulbúrbio.
Carlos,
O "Senhor do bolo" está cada vez mais sem bolo....qualquer dia fica-se pelo "queques".
è uma pena ver tantas pessoas com talento a serem dispensadas.
Um abraço
Bruno
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