Pela lei angolana, nada impede a comercialização de marfim de elefante, malgrado tratar-se de um animal protegido por convénios internacionais. É assim que é relativamente fácil encontrar peças de marfim à venda nos mercados de artesanato em Luanda, principalmente em Benfica e na Ilha ou nas lojas dos hotéis da capital angolana.

Antes da guerra civil, segundo dados do WWF, havia mais de 10 mil elefantes no território angolano. Hoje, ninguém sabe bem, mas o WWF contou 246… durante muitos anos, a UNITA foi acusada de devastar as reservas de animais selvagens por necessitar de alimentar as suas tropas de guerrilha e para traficar o marfim dos elefantes. Dizem, (quem se lembra?) que o avião que se despenhou na Jamba com João Soares (filho de Mário Soares) caiu porque estava sobrecarregado com dentes de elefante que a UNITA traficava para a África do Sul. Não sei se é verdade… sei que vários generais das FAA (Forças Armadas de Angola) iam aos fins-de-semana de Luanda para a Kissama realizar safaris de helicóptero, com metralhadoras pesadas, com que chacinavam tudo o que mexesse… uns autênticos pândegos.
6 comentários:
E são pândegos destes que determinam destinos de países e, também, o destino da reserva biológica planetária.
a ganância dos "grandes" que penaliza os "pequenos"...
A queda do avião que transportava o Soares (filho), eis um acontecimento que gostava de ver esclarecido, só por curiosidade!
Caro CN
Um título mais que apropriado, de facto. Apesar da condenação de toda a comunidade internacional a estas atrocidades cometidas em nome da "pândega", lá continuam eles (e não só) felizes e contentes sem que "um raio" lhes caia em cima.
Resto de boa tarde para si
Também ouvi falar disso, através de um conhecido que é mecânico de aeronaves em Angola, alias ainda participei num churrasco aqui em almeirim com carne enviada lá Angola, carne de bichos do mato como ele disse.
Eis a Angola de hoje. Eis verdades que devem ser esclarecidos. Eis a revelação da verdade necessaria para um publico avido de informação, como é nosso caso em Angola.
Manuel Vieira
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