Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.











sexta-feira, setembro 08, 2006

Economia paralela

Li hoje no Público que Louçã lançou “um vigoroso desafio ao Conselho Económico e Social para que faça um estudo rigoroso sobre o número exacto de desempregados em Portugal”. A dúvida do deputado parece-me legítima, porque tenho a certeza que há muito mais desempregados do que os que constam nas estatísticas oficiais.
Porque digo isto? Porque apercebi-me, agora, que há várias profissões que, na maioria dos casos, estão preenchidas por trabalhadores “fantasmas”. Por exemplo, se as senhoras julgam que todas as cabeleireiras, manicuras e esteticistas que trabalham no estabelecimento onde costumam ir pentear a popa ou depilar as pernocas estão, de facto, empregadas, desenganem-se. Muitas dessas pessoas trabalham sem salário (ganham percentagem sobre a receita que produzem) e, portanto, não descontam para a Segurança Social. São trabalhadores sem direitos e o estado não vê um tostão dos impostos que deveria cobrar.

Gostava era de perceber como se faz a contabilidade de um negócio que funciona nesses moldes… como se faz, de modo a que o Fisco não dê pela marosca. E se é assim nos cabeleireiros, quem garante que não seja igual noutras actividades? O que impede qualquer comerciante de praticar o mesmo esquema com os seus empregados? Principalmente naquelas actividades em que é difícil medir os consumos...
É claro que Louçã não se referia a esta situação particular, ele parece mais preocupado com o número de desempregados de longa duração que já deixaram de receber subsídio e, portanto, desapareceram da lista do IEFP.

2 comentários:

≈♥ Nadir ♥≈ disse...

Estou sem ânimo... talvez cansada...
Hoje serei breve direi apenas BOM FIM DE SEMANA
Beijos

planaltobie disse...

Desculpa-me o bitaite à treinador de bancada, mas para mim o país tem dois problemas: a corrupção e a economia paralela. Como falas no post deste último, acrescento a igreja que não paga impostos, as feiras enormes que existem e facturam milhões, o narcotráfico e o negócio do sexo, todos eles sectores que se conseguíssemos trazer prá luz do dia, legalizá-los e arrancar-lhes os impostos devidos, ai...

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Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

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