Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.











quarta-feira, julho 01, 2009

Que se lixem!

Pressões?... Não... o que se passa é que para o deputado Branquinho e o PSD, mas também para todos os outros políticos e partidos, democracia é que na pantalha o governo e o PS tenham 50% do protagonismo noticioso, a oposição parlamentar 48% (dos quais, 28% só para o PSD) e a oposição não parlamentar 2%.
José Alberto Carvalho é obrigado, assim, a ir à Comissão de Ética (?) dar explicações sobre os critérios jornalísticos aplicados na RTP e que, pelos vistos, colidem com a necessidade imperiosa de preencher devidamente as quotas noticiosas da actividade partidária. Que se lixe o critério jornalístico, que se lixe o (des)interesse intrinseco das iniciativas partidárias, que se lixe tudo menos o preenchimento das quotas!

3 comentários:

Ferreira-Pinto disse...

Sai já uma Lei da Paridade na Comunicação Social!

Fada do bosque disse...

A máquina de propaganda do PSD labora astuciosamente, cheia de ardis e imposturas, para conseguir um fim...
Todos nós sabemos qual e quem está por trás de tudo isto!
O mesmo que em 2003 deixou um governo à deriva, deu de frosques, e controla tudo isto, lá de fora!
Parece impossível... portugueses que se vendem e a seguir, vendem o país.

José Teles disse...

Carlos, quando trabalhava no Parlamento para a RTP(a meio da década de 80, não sei se te lembras) ouvi de um deputado, que andava pela primeiras filas quase sempre - jurista eminente, antigo constituinte - que o alinhamento do TJ, independentemente das notícias que houvesse, devia respeitar a ordem dos órgãos de soberania: primeiro, a cobertura das actividades do Presidente da República que as há todos os dias, a seguir, o relato do que se passa na Assembleia da República, no plenário e nas comissões, em terceiro lugar, as notícias do Governo, suponho que a fechar a actualidade nacional vinham as notícias do Povo ou as actividades dos partidos, desta não tenho a certeza. Era assim que ele entendia "a televisão do Estado", na altura não havia outra. O Agostinho Branquinho foi beber a boas fontes.

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Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

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