Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.











terça-feira, junho 30, 2009

O que vale uma borla


Não leio jornais gratuitos. Acho que o conceito de gratuito é um logro destinado a vender gato por lebre. Os ditos jornais mais não são que veículos publicitários travestidos de informação noticiosa. Não os leio e acabou-se.
Normalmente, leio os jornais na internet. A homepage do meu computador é o site EusouJornalista e é por lá que faço a primeira ronda pelos títulos. Depois, se acho que alguma coisa o justifica, vou ao quiosque e compro um jornal.
Mas, hoje, e pela 2ªvez nos últimos tempos, fui surpreendido com a oferta de um jornal. Parei num posto da BP para abastecer o carro, tomei um café e pedi o jornal i. Com o talão da despesa, o funcionário do posto deu-me o Jornal de Notícias. Há dias aconteceu-me o mesmo com o Público, oferecido num supermercado.
Acho que se trata de um estratagema inaceitável, de uma deslealdade a toda a prova. Basta que se saiba que estão a dar um determinado jornal para que todos os outros títulos deixem de ter procura. A maioria das pessoas não tem grandes convicções quanto à escolha de um jornal e se estão a dar um, sempre se poupa 1 €…
Tenho algumas dúvidas quanto aos benefícios comerciais de uma acção deste género. Será que oferecer um jornal durante algum tempo cria alguma habituação no leitor? Ou será que o valor que damos às borlas é directamente proporcional ao que esse produto nos custou?
Na verdade… eu trouxe o JN, mas ainda nem o folheei. O que eu queria mesmo era ler o i pelas razões que já expus no post anterior.

3 comentários:

Ferreira-Pinto disse...

Por acaso, sou dos teimosos ... compro fielmente o Público, a Visão e, a pedido das herdeiras (e quandos se tem duas adolescentes com 15 anos que gostam de ler há apenas que incentivar esse hábito), a Sábado. O resto é na "net".

Por isso, promoção ou oferta não me desvia dos hábitos mas agradeço. Sempre é mais um título que se lê e em papel.

No entanto, compreendo o sentido das palavras mas recordo que a concorrência e a necessidade de vender permitem e obrigam a que valha quase tudo.

Meu caro, o rigor jornalístico é chão que deu uvas e o que importa é ter muita receita. Isso sim, é o que norteia quem por hoje vai mandando na Comunicação Social.

Recordo, por exemplo, que quando o SOL apareceu, alguém, muito convencido, asseverava que aquele jornal jamais iria oferecer fosse o que fosse. Pois ...

Rui Herbon disse...

A essa prática chama-se dumping: colocar o produto no mercado abaixo do preço de custo, por um período determinado, para enfraquecer ou eliminar a concorrência. Em tempos já foi regulada, isto é, proibida, mas, como se sabe, estamos num tempo de desregulação.

Karocha disse...

Já somos 2 CN,ligo o pc abro o gmail e o primeiro separador é o eusoujornalista :-)

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Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

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