Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.











quinta-feira, junho 11, 2009

Caras de cú...

Nos dicionário da língua portuguesa, a palavra abstenção significa a recusa ou desistência voluntária de um direito político ou social ou de participar numa eleição. Ou seja, trata-se de um acto consciente que implica uma tomada de decisão. Não se trata, portanto, de uma atitude passiva ou negligente, o que não significa que parte dos abstencionistas não o seja.
Na verdade, a abstenção não tem qualquer tipo de influência no acto eleitoral, onde só contam os votos entrados nas urnas. Mas o mesmo se poderá dizer dos votos brancos ou nulos que também não têm qualquer tipo de validação. Abstenção e votos brancos ou nulos apenas contam para a estatística e, talvez, para a consciência dos dirigentes políticos. E contam de modo igual. De igual modo podem ser considerados veículos de protesto, já que incorporam a aparente vontade dos eleitores em não votar em qualquer um dos candidatos presentes.
Do meu ponto de vista, considero que a abstenção ou votar branco ou nulo, são expressões de protesto mais válidas do que, por exemplo, o voto em candidatos excêntricos, como foi o caso de Cicciolina, uma actriz porno que conseguiu ser eleita em 1987 para o Parlamento italiano. Uma mulher política com uma performance muito apreciada pela Democracia (link). Mais recentemente, outra estrela da pornografia, Milly D'Abbraccio, concorreu para o Parlamento italiano, numa campanha onde exibia o rabo com a frase «Basta destes caras de c...». Mas quem tem um primeiro-ministro chamado Berlusconi já está habituado a tudo.
Em Inglaterra, a vencedora do concurso Miss Grã-Bretanha 2008 decidiu disputar uma vaga no Parlamento, para “dar mais glamour” à House of Commons… a ruiva Gemma Garrett foi candidata pelo Partido Beauties for Britain (Partido Beldades para a Grã-Bretanha). Os ingleses, que infelizmente não são italianos, não elegeram a pequena.
E o que dizer da candidatura do macaco Tião, um chimpanzé do Zoo do Rio de Janeiro que foi proposto como candidato para as eleições autárquicas do Rio em 1996… o chimpanzé recebeu 9,5% dos votos expressos nas urnas, qualquer coisa como 400 mil votos. Foi o 3ºcandidato mais votado, teria tido direito a um lugar na vereação, mas o Tribunal Eleitoral brasileiro considerou nulos os votos expressos a favor do bicho. Uma pena, Tião tinha um sorriso tão bonito…

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Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

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