Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.











segunda-feira, junho 22, 2009

Somos todos iranianos



O regime teocrático iraniano está a perder a face. A repressão já se salda em dezenas de manifestantes mortos e isso revela bem a natureza intolerante daqueles ayatolas e dos laicos que os servem.
Por cada morte de manifestantes, Moussavi vê aproximar-se a sua própria e, perdido por um perdido por mil, estica a corda o mais que pode, apelando à continuação das manifestações e a uma greve geral. Moussavi sabe que já não tem perdão possível, sabe que os acontecimentos já o ultrapassaram e só espera continuar a cavalgar esta onda até chegar vivo à praia.
Reparo, com curiosidade, que o que se está a passar parece confirmar uma predição (desejo?) deixado por Joshua num comentário ao meu anterior texto sobre o Irão. Contrapondo ao que eu dizia, que apesar dos protestos Moussavi não passava de um insider do regime, Joshua escreveu: “Certo, mas reciclado ou não, há gente a morrer pela esperança reformadora que ele representa e, no processo contestatário, essas multidões podem criar um efeito em espiral que transcenda largamente o seu símbolo Moussavi e lhe exija ainda mais que a mera transformação aveludada do Regime dos Ayatollahs. O líder pode ser arrastado, como os capitães aprilinos nas suas insatisfações de carreira, para uma coisa inteiramente nova, maior que eles.”

2 comentários:

Nuno Castelo-Branco disse...

Nem mais. O tal Moussavi será "atirado borda fora" à primeira oportunidade.

Blondewithaphd disse...

Não sei se somos todos iranianos, pelo menos acho que simpatizamos todos com um povo que reclama democracia. E, num país em que a maioria da população nasceu no pós-1979, estava na altura de haver a revolução geracional que caracteriza o desenvolvimento de qualquer país por via revolucionária: com Moussavis ou sem Moussavis.

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Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

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