Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.











quinta-feira, junho 08, 2006

Paquistão, Peshawar, 2001. Hospitalidade

Em Peshawar, uma parte da cidade é ocupada por população afegã. A colónia tem até nome próprio, qualquer coisa que se pronuncia aproximadamente “cafahan coçon”… enfim, um emaranhado de ruelas labirínticas onde os refugiados recriaram um ambiente típico, onde é proibido filmar ou fotografar mulheres e onde a maioria das lojas vendem as famigeradas burkas.Mesmo sem nunca ter entrado no Afeganistão, ali podemos ter uma ideia muito real de como eles vivem. Falei com vários membros daquela comunidade, todos homens, claro. Alguns eram refugiados antigos, do tempo da guerra contra a URSS. Outros, tinham acabado de chegar. Mas a conversa de todos conduzia para a mesma conclusão: os estrangeiros nunca tinham levado nada de bom para o Afeganistão… e, embora seja difícil entender os hábitos medievais daquela gente, acho que eles têm razão nesse capítulo. Ao almoço fomos convidados para nos sentarmos à mesa, em casa de Haji Abdul Jabbar, um tipo que se portava como chefe da comunidade. Aquele almoço foi o modo dele nos explicar a tradição pashtun de receber quem vem por bem e nunca expulsar de casa um visitante amigo. Em última análise, é ao abrigo dessa tradição que Osama Bin Laden ainda hoje está entre eles.

1 comentário:

karla disse...

:-)
Pois ...

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Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

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