Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.











sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Há malucos para tudo (2ªparte)

O Presidente da Gambia insiste na farsa que iniciou há dias.













Depois de ter anunciado ao Mundo que sabia como curar a SIDA, Yahya Jammeh fez agora saber que resultados laboratoriais confirmam o sucesso do seu tratamento. Há coisas fantásticas, não há?
Foi o Pululu quem me voltou a chamar a atenção para isto, ao enviar-me um link para uma notícia da agência noticiosa angolana.















Li, então, que um tal “Souléymane Mboup, da Universidade Cheikh Anta Diop, de Dakar”, confirmou que o primeiro grupo de pacientes do Presidente gambiano apresenta “ausência de plasma viral ou a sua presença em muito fracas quantidades”, pelo que o tratamento à base de ervas medicinais “parece eficaz”.
Pois parece, mas não é. Ou então a comunidade científica internacional não passaria de um bando de idiotas.
O Presidente Jammeh pode ser curandeiro à vontade, que ninguém lhe leva a mal, mas não precisava de brincar com coisas tão sérias. Até pode enganar alguns desgraçados que se agarram a qualquer hipótese de cura, mas que pensará ele do modo como o Mundo o vê?














5 comentários:

inominável disse...

há mesmo loucos para tudo: para falsificar estudos (coisa que não é de agora!), para brincar aos médicos (eu própria, na minha infância, também gostava!), para ditar a vida e a morte de quem alimenta a "miséria do mundo" (referência a P. Bourdieu)...

mas porquê este falsete? não é com falsete que a voz melhor se faz ouvir...

Isabela disse...

Eu até posso acreditar que o homem conheça uma mistura de ervas capaz de adiar os sintomas ou de os atenuar temporariamente, porque reforça as defesas imunitárias... mas, a menos que ele seja Jesus Cristo em pessoa e operador de milagres, curar o HIV, por enquanto...
O que me espanta é estes gajos chegarem a presidentes de uma herdade, quanto mais de um país! A Gâmbia não é uma localidade ali colada a Setúbal?!

Matvey disse...

Este senhor não está bem... pronto, não está!

Rosenkreutz disse...

Caro senhor,
Em que dados se baseia para desmentir a cura para a sida, praticada no Senegal?
Você desmente mas não justifica!

Quero informa-lo a si e a todos os que consultam o seu blogue, de que já há vários anos que se cura a sida no Senegal. Mas não só a sida como também outras doenças, cuja cura a comunidade cientifica internacional desconhece. Eu próprio fui curado em 2 meses, dum cancro no colón.

Vai ousar desmentir-me a mim?

Para todos estes 3 comentários anteriores, eu só posso dizer: vão a África se tiverem coragem, e vejam com os vossos olhos. É de grande ignorancia criticar sem fundamentos para tal.

O meu nome é Antonio Alonso Martinez, vivo em Lisboa e Dakar, e gostarei de vêr se você publicará este meu comentário, ou se aplicará a sua "moderação activa".

Chacate Joaquim disse...

Aló Escrita em Dia!

Custa a verdade de que a cura para esta doença virá da África. primeiro porque o ocidente não deixaria isso acontecer! segundo porque o Africano é tão mesquinho que ele mesmo não reconhece a medicina tradicional que tem E finalmente porque discubrir o remédio de Sida é comparado a boa nova (chegada do Jesus cristo) custaria acreditar só vendo...

A gora, há resultados tangíveis dessa cura? o que é que está sendo feito para o domínio Público? aliás, mesmo que sejam ervas que melhoram a imunidade já é bem vindo poque os famosos ante-retrovirais tem efeitos colaterais gravíssimos. portanto seria um avanço pelomenos a este nível.

Quanto ao rosenkreutz. gostaria que nos apresentasse resultados tangíveis em termos de beneficiários confessos.

Outro conselho é, o Jesus quando se anunciou ninguém quis acreditar. para dizer que não queremos acreditar em ti nem em seu ïdole mas em suas obras devulgue suas obras como Cristo fez. curou e mandava o beneficiário dizer em sua casa, comunidade o que Deus o fizera. e vocês?

estou a espera no http://intelectualismoadministrati.blogspot.com/

Nós a Humanidade queremos dizer o que vimos e ouvimos...

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Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

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