Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.











quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Cinco anos depois, pelo menos a guerra acabou.

Savimbi morreu faz hoje 5 anos. Reli o diário de Alcides Sakala no dia 22 de Fevereiro de 2002 e, de novo, admirei-me com o tom frio que se sente das palavras escritas: “recebemos ao princípio da noite, mas com muito cepticismo, a notícia da morte do Presidente, anunciada em três comunicados de imprensa. Um do Governo de Angola, o segundo do Estado-Maior das FAA e o terceiro do Comando da Polícia Nacional de Angola. Anunciavam que o Presidente falecera às quinze horas de hoje, em combate.”
Recordo que depois da derrota no Cuíto, em Dezembro de 1999, a UNITA tinha sido expulsa do Andulo e do Bailundo. Savimbi organizou uma coluna militar, que também incluía milhares de civis, e procurava alcançar a Zâmbia. Essa coluna foi dividida em três, para dificultar a sua localização. Segundo o relato de Alcides Sakala, ele não estava com Savimbi quando o seu grupo caiu na emboscada montada pelas forças armadas angolanas.
Como foi que os de Luanda souberam do paradeiro de Savimbi? Há muitas teorias sobre isso. Uns dizem que foi graças à tecnologia dos americanos, que detectaram o sinal do telefone-satélite utilizado por Savimbi. Outros dizem que o mais velho foi atraiçoado pelos que estavam com ele, tipos cansados de anos de fuga pelo mato, a passar fome e com poucas esperanças de salvação.
Pelo menos a guerra acabou.

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Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

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