Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.











terça-feira, agosto 11, 2009

(o meu) Programa eleitoral - 3


Em Paris, a linha do RER-A (a linha A do comboio suburbano) serve cerca de 2 milhões de pessoas por dia. Nas horas de ponta, o comboio passa de 3 em 3 minutos. Para quem vive a 30 km de distância da cidade, o comboio é a grande alternativa a um bouchon de duas horas… É verdade que, às vezes, a circulação ferroviária sofre atrasos… é relativamente frequente acontecerem avarias ou tentativas de suicídio ou distúrbios entre passageiros que obrigam à intervenção policial e à interrupção da circulação, mas a alternativa continua a ser… um engarrafamento automóvel de duas horas. Além disso, o comboio é mais barato que o automóvel pessoal (o passe social mensal para a zona 5 custa menos de 100 € e é o mais caro), o comboio é muito menos poluente e, quando se vai sentado, sempre dá para ler o jornal ou algumas páginas de um livro enquanto não se chega ao destino.
Tudo isto para vos dizer que gostaria de ver algum dos candidatos a deputados defender soluções para as acessibilidades dos cidadãos ao centro dos grandes centros urbanos, principalmente Lisboa e Porto. Estranho que se fale tão pouco nisto… na necessidade de alargar a rede de metropolitano, na necessidade de se diminuir o consumo de gasolina e gasóleo, em fazer com que se deixe de perder várias horas por dia em engarrafamentos para ir para o emprego e voltar para casa. Nem só de TGV vive o transporte ferroviário…

6 comentários:

Fada do bosque disse...

Sustentabilidade?! é como o dinheiro... é do que menos falam!
Mas ainda estou para descobrir, do que é que a maioria dos políticos falam, que não sejam impropérios e insultos uns contra os outros!

Acho que isto chegou a tal ponto de mediocridade e mentira, que só quem for tolinho, acredita no que toca a promessas (?!).
Ainda por cima, aos nossos olhos, essas falsas promessas têm contornos mirabolantes.Envolvem muito dinheiro e já foi todo roubado.
Mas cá poderia dizer-se que esses políticos querem tudo à grande e à francesa!
VIVA A FRANÇA e os seus bons exemplos.
Por falar nisso, será que o Andrea mandou o teclado via contentor e fez novo acordo ortográfico, ou terá ido de férias?
Faz falta... faz falta :)

Monica disse...

Concordo em parte ... de facto a aposta nos transportes públicos suburbanos é essencial, tendo em conta a realidade da Gd Lx e Gd Porto ... mas há aqui outro pbl: cada vez que se reforça e alarga a rede suburbana, adensa-se a taxa de construção ... e o pbl não se resolve! Por que há outra aposta essencial a fazer, que requer especial coragem- "ressuscitar" os corações das grandes cidades, para que quem trabalha nos gds centros urbanos possa viver perto do trabalho, sem pagar um balúrdio pela casa onde vive ...

andrea disse...

Ah pois é, ca estou eu com o meu acordo ortografico, este post do Carlos toca-me ja que sou como ele foi, um utilizador do malfadado RER A.
Esta linha em particular é, segundo dizem, a mais saturada da europa.Por assim dizer o de Sintra a hora de ponta parece este em dias feriados.Isso deve-se a um erro de estratégia de desenvolvimento urbano que aconteceu por aqui, no fundo a concentraçao de serviços na nova àrea da Defense, com a localizaçao da habitaçao no lado oposto da cidade.Claro que isto foi uma opçao politica e nao técnica.
A questao é que aqui, uma vez constatado o disparate, ja se esta a construir uma segunda linha, paralela à primeira, que vai estar pronta daqui a cinco anos.Para quem tem que la andar diariamente a linha A é uma desgraça mas, os comboios circulam realmente cada tres minutos portanto é relativo.
Nem falo das vantagens a nivel ecologico e economico, que o transporte colectivo representa.
Em termos proporcionais e comparativos com o que aqui existe, Lisboa e cidades limitrofes deveriam ter neste momento seis linhas suburbanas tipo RER, mais duas pontes entre margens do tejo e mais trezentos kilometros de metro.Isto se considerarmos apenas o numero de habitantes.
Ja nem falo da qualidade do serviço e dos preços praticados que em portugal sao ridiculamente caros em comparaçao.
Portanto estou nesta questao, como voces, um politico que se apresente como candidato a governaçao tem que forçosamente falar destas questoes e propor soluçoes, nem é preciso pensar muito basta olhar para o mundo, ver o que esta feito e copiar os bons exemplos, voila.
Numa proxima oportunidade vou falar-lhes do esquema de saude publica que se pratica aqui.
Abraços.

Fada do bosque disse...

ANDREA

Que seria de mim sem si! :))
Se foi malfadado, não foi obra minha...ahahahahah

Mais caros os transportes em Lisboa?!... não diga!
Nós que temos o país mais "rico" da Europa...

1ºTemos a gasolina mais cara.
2ºTemos o gás mais caro.
3ºTemos a electricidade mais cara
4º Somos o único país da Europa. que paga contadores.
5º Temos os TLM mais caros.
6º Somos o país onde o fosso entre os ricos e pobres é o maior.

Acha que a maioria dos políticos se vai preocupar com isso?! E tentar copiar?!
UAUUU isso é que é, ser optimista!
Mas se aparecer um único que seja e credível, eu voto nele! :)

Abraço
E não se esqueça de tratar da Saúde, quando for oportuno, neste blogue do Carlos. :))
Resumindo... somo

TERESA SANTOS disse...

Também ando sempre por aqui. O Carlos pertence ao grupo (escasso?!) de pessoas que não fala por falar. Daí, o interesse que os seus posts suscitam.

E vamos vendo o que está mal (talvez fosse preferivel começar pelo que está bem. Parece-me que a lista seria minima!)e vamos denunciando.
Resultados práticos???
Abraço

TERESA SANTOS disse...

Ah, só mais um ponto a acrescentar à lista da Fada do Bosque:

- temos:
imigrantes explorados e maltratados (veja-se o que se tem passado no Alentejo);
- escravatura descarada e ninguém é responsabilizado;
- temos - a fazer fé na notícia do Público - uma Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) com dois inspectores, saliento DOIS (2) destacados para TODO o Baixo Alentejo;

não temos, por parte dos responsáveis:
- vergonha;
- respeito pelo outro, o que vive uma situação deplorável e dramática;
- respeito pelos nossos jovens;
- respeito pelos mais velhos;
Penso, que já não SOMOS...

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Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

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