Philippe era bispo, um príncipe da Igreja Católica. E portava-se como tal. Penso que enfrentava as adversidades e as armas de fogo com uma serenidade só possível quando se tem a certeza de que os outros nos temem, mesmo aqueles que empunham as tais armas de fogo.Fiz-lhe uma pequena entrevista, que já não me lembro se incluí no documentário realizado para a SIC, mas que publiquei na revista dos missionários Combonianos, a Além Mar. Foi uma conversa curta e, portanto, lê-se em dois minutos… lembrei-me, agora, que esta entrevista que vos convido a ler, serve de resposta a uma questão que me colocaram no passado dia 4 de Fevereiro, num comentário a um texto: "Estes homens e mulheres estão espalhados por toda a África. A igreja católica tem desempenhado um papel útil, em África, a meu ver, em tempos ferozes...Quero lá saber se vêem na Senhora de Fátima uma entidade animista, o que era bom é que ela servisse para de alguma forma unir povos. Tens tido imenso contacto com estes missionários, por todo o lado, já percebi. Gostava de saber a tua opinião sobre isto; sobre o papel que poderiam desempenhar numa espécie de pedagogia da união, se é que isso faz algum sentido." Pois, a resposta está, realmente, na entrevista que podem ler nos arquivos da Além Mar.
Philippe Nkiere Kena tem uma grande dimensão humana. A igreja reparou nisso, obviamente, e já tratou de o promover. Se, um dia, houver um papa negro há-de ser alguém como este Philippe.

4 comentários:
Conheceste gente bem interessante nas tuas viagens.
Gostei especialmente da última resposta que ele deu.
Gostava muito de ver este grande Homem Papa !
Gente interessante, lugares interessantes, experiências interessantes... Obrigada por partilhar! Mas, como alguém disse, um dia destes, sabe sempre a pouco. Deve ser isso que nos faz voltar todos os dias! :)
Eu gostava era de ver os papas no lugar destes homens e mulheres.
Sou muito crítica das igrejas-instituições, mas é verdade que muitas almas dedicadas ao outro, à promoção da paz, aqui se reúnem tendo quase sempre de trabalhar contra corrente, com risco da vida, como os jornalistas. Achei curioso o teu post do outro dia sobre aqueles fulanos pagos, que vão com as máquinas perto do acontecimento e ajudam à guerra, e trazem informação fresca, de dentro. Não sabia que isso se podia fazer.
Não precisamos de papa, precisamos só de homens e mulheres com coragem para fazer o que o Vaticano não sabe nem quer fazer. E quanto ao Vaticano, havia hipótese de se dar aquilo à Palestina ou aos ciganos? Sei lá, a um povo qualquer sem terra. É que os adventistas do sétimo dia não tem direito a Estado... E a riqueza acumulada no vaticano podia ser trasnferida para uso dos missionários? Eh pá, isso é que era mesmo bestial!
(Não digam à minha mãe que digo estas coisas sobre o papa e o vaticano, ok?!)
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