Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.











quarta-feira, janeiro 31, 2007

Crack house (continuação do post anterior)

Outro pormenor do modo expedito como se aplica a Justiça nos States.
Em Washington (e provavelmente em muitas outras cidades, se não em todas) quando a polícia desmantela uma organização de venda de droga, nomeadamente de crack, a casa do dealer é demolida (à semelhança do que fazem os israelitas com as casas dos palestinianos autores de atentados contra Israel), mesmo se nessa casa vivam outras pessoas que eventualmente não estejam relacionadas com o negócio. Imaginem que o pai é passador de crack, mas a mulher e os filhos não têm nada a ver com o caso. Pois, a casa vai abaixo, na mesma.

Vi isso acontecer quando por lá andei, em 1996. Quem me informou dos pormenores desta política foi mesmo um funcionário do governo americano. Os americanos acreditam que pelo castigo podem vergar o indivíduo.

Acreditam nisso e aplicam essa filosofia em quase tudo, até mesmo no relacionamento com outros países ou, agora, na chamada guerra contra o terrorismo. No que respeita ao terrorismo, já se percebeu que a estratégia não vai resultar. Quanto ao tráfico de droga, também não acredito que resulte, até porque haverá sempre alguém disposto a arriscar tudo para fugir da indigência, isto é, aqueles que não têm nada a perder.

3 comentários:

inominável disse...

a questão e o maior incentivo é mesmo esse: quem não tem nada a perder, só pode ganhar...

Ricardo disse...

Presumo então que a pena só seja aplicada nos drug dealers que têm casa própria.
Embora seguindo a lógica americana eu não estranharia que derrubassem casas alugadas, que é para o senhorio aprender a não alugar casas para traficantes.
A idéia da pena que ultrapassa o autor do ilicito me apavora, mas os americanos devem estar certos, afinal são os guardiães da liberdade no mundo não é?

Isabela disse...

Bem, eles também acreditam que a pena de morte funciona como exemplo, e eu não vejo os homicídios ou a criminalidade, em geral, baixar. Pelo contrário. Mas insistem.

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Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

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