Ryszard Kapuscinski escreveu coisas espantosas sobre os africanos, durante décadas. Correu o continente de lés a lés, sempre atrás das revoluções, golpes de estado e guerras sem fim. Escrevia notícias e escrevia livros.
Os relatos de Kapuscinski levaram-me para o jornalismo e, talvez, para África. A notícia da sua morte só podia recebê-la de outro africano, realmente. Todos nós, africanos, acabamos de perder alguém que admirávamos.
Durante décadas, Kapuscinski escreveu sobre o que viu e sentiu: a exaltação das independências africanas, a esperança no futuro, as desilusões, a amargura das guerras, o tribalismo e o racismo de que os africanos são vítimas e prevaricadores.

Contava histórias de gente simples, do quotidiano das aldeias, de “uma África que não existe”, tal como ele disse.
1 comentário:
As fotografias são fantásticas, os meus parabéns.
Para quem tem África no coração como eu é sempre interessante visitar o seu blog.
Though, a sua escrita é um pouco radical!
susanavs
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