Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.











quinta-feira, março 22, 2007

Um tabloide de referência

Hoje, o Público roubou uma cacha ao 24 horas. O que será que este facto quererá dizer? Que o jornal de referência se está a tabloidizar, na luta pela sobrevivência?


Refiro-me à história sobre as alegadas irregularidades cometidas por José Sócrates na obtenção da licenciatura em Engenharia Civil, estudos terminados na Universidade Independente.
O que resulta da leitura das páginas 2, 3, 4 e 5 é que o caos organizativo, administrativo, da Universidade Independente não é de hoje. Mas nada prova que tenha existido algum suborno do actual primeiro-ministro para corromper os responsáveis da escola.
Da leitura de todas as peças que o jornal publicou sobre o tema, ressalta também que o Público sentiu obrigação de se justificar perante os seus leitores, pouco habituados a este tipo de jornalismo. Numa nota da Direcção Editorial, o jornal argumenta com “referências múltiplas” que se avolumaram na blogosfera “há cerca de um mês”, sendo que, na verdade, apenas um blog se tem dedicado exaustivamente a esse tema, num caso típico de obsessão, bastante comum na dita blogosfera.
Porque estou eu a defender aqui o homem? Porque este tipo de atentado ao carácter das pessoas é de uma eficácia tremenda. Dificilmente alguém se conseguirá limpar completamente de uma maquinação deste tipo. Nada se provou, mas a dúvida permanecerá para sempre. Foi isto que fizeram a Paulo Pedroso e que, agora, estão a fazer com Sócrates. O jornal investigou e não encontrou nada de conclusivo. Mesmo assim, publicou e, hipocritamente, lava as mãos dizendo que essa investigação “permite aos leitores ajuizarem sobre o que estava certo e o que estava errado no que se dizia à boca pequena”.

11 comentários:

_+*A Elite in Paris*+_ disse...

Pois, eu agora vejo que nao ca vinha ha muito tempo, uns onze meses desde o inicio desde meu terceiro blog.

Nao tenho acompanhado a realidade de Portugal (politicaquero dizer) porque a francesa ja esta cheia de pimenta, verdade seja dita mas no entanto sei que um mini escandalo ai é lançado que nem polvora como se fosse realmente sempre o que povo estivesse a espera...

é triste!

Cumprimentos meus de longe tão perto!

david santos disse...

Olá!
Pois é, meu amigo! Mas sejam eles como forem e viessem donde viessem, "temos" de gramá-los!
Mas atenção! O povo, ou melhor; os eleitores gostam deles. Estes não nos andarão a enganar?
Felicidades e continuação de boa saúde.
Até sempre

isabel victor disse...

CN, quero lá saber se o Sócrates é engenheiro ou não !
Estou muito mais interessada em saber o que é que ELE ( Sócrates ) vai fazer com os nossos votos do que o que é que ELE fez com o curso !
Aliás, deveríamos estar muito mais atentos aos resultados das aprendizagens do que ás " titularidades ". Vivemos num país de Doutores e Engenheiros que, na sua maioria, não sabem nada ! Ou seja, apenas conseguiram provar que souberam tirar (a quem, não se sabe ?) um curso !


Abraço

-pirata-vermelho- disse...

Está a ver no que dá a mania dos títulos?
O primeiro ministro não tem que ser enzenhêiro nem dótour nem nada disso - tem que ser capaz e diligente enquanto o detiver o cargo.
Em Portugal vai-se pagar caro a 'pose' e o fingimento em que permanentemente se vive.

Isabela disse...

Bem, não é novidade que Sócrates não percebe nada de nada. De Economia, népias. De Política, em qualquer das suas vertentes, népias. Na construção civil ainda não foi posto à prova, julgo, mas, com curso ou sem ele, deve ser népias.
Embora odeie o poder de construir e destruir, associado aos media, quando mal focado, estou-me lixando para os atentados ao carácter do primeiro-ministro. Não tem ele cometido todos os atentados sobre as nossas vidas, sem quaisquer problemas de consciência?! Não se promove à nossa custa?
Rebela-te à vontade contra a tabloidização, mas não tenhas pena dele.

para mim disse...

A propósito. Já acabaste o teu curso? Senão pergunta a Sócrates como é que ele conseguiu acabar o dele tão depressa e bem...

CN disse...

Zabita, refiro-me a questões de princípio, sejam lá quem forem os visados.

CN disse...

Fred, gosto muito de valentões e basófias. Pergunta tu, que talvez ele te responda. Como podes imaginar, conheço bem aquela escola. Sei da desorganização reinante, só não imagina que sempre tivesse sido assim. Agora, afirmar sem sombra de dúvidas que o Sócrates fez alguma coisa para que lhe trocassem a nota de 17 para 18 em duas disciplinas, acho um bocadinho estúpido, tanto mais que ele não tinha nada a ganhar com isso. Além de que, noutrra cadeira, fizeram o contrário, ou seja, desceram-lhe um ponto, igualmente sem coerência. Achas estranho o homem não sbaer bem quem foram os seus professores? Eu também não sei o nome de muitos dos professores que tive. Esqueci-me deles, porque, eventualmente, não valiam nada. Se Sócrates fez o mesmo, fez muito bem.

Isabela disse...

Sei muito bem o que são questões de princípio, e, de facto, aplicam-se seja qual for o visado... excepto se for o Sócrates!
E explico-te porquê: porque ele é o primeiro a desrespeitar questões de princípio. E tu conheces aquele provérbio: quem com ferros mata...

CN disse...

... com ferros morre. Mas, olha, isso é tão pouco católico...

Isabela disse...

Eu não sou católica e tu és cá um santinho!

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Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

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