Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.











sexta-feira, julho 07, 2006

Congo. De Land Rover

Durante esta estadia com os missionários portugueses no Alto Congo, fizemos duas viagens de carro. Uma de Bondo para Bambilo: 100 km, em 12 horas. A outra, de Bambilo para Zémio, na República Centro Africana: 200 km, em 48 horas. A velocidade de cruzeiro do velho Land Rover era de 5 a 10 km por hora. Dependia da picada e, principalmente, dependia das pontes que tivéssemos de atravessar. Era muito frequente encontrar árvores caídas a cortar o caminho. Árvores grandes, que morriam de velhice. Toneladas de madeira que tínhamos de cortar em pedaços suficientemente leves para poderem ser arrastados para a berma. Nas pontes, havia problemas de sustentabilidade… ou seja, as pontes eram de madeira, simples troncos deitados a unirem as margens dos rios, às vezes com uma face aparada. Apodreciam rapidamente e era necessário verificar se estariam em condições para aguentarem com o peso do carro. Como frequentemente não estavam, lá íamos nós de machado e serrote em punho cortar umas árvores para refazermos a ponte. Como o norte do Congo é uma imensa rede hidrográfica, de 20 em 20 km havia uma ponte para reparar…

3 comentários:

Patrícia Nogueira disse...

Pelos vistos, nem só em Portugal há pontes que caem.

Nuno Gouveia disse...

Embora no Congo não se diga frequentemente que se está num pais desenvolvido.

Isabela disse...

Sortudo!

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Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

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