Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.











sábado, julho 29, 2006

Lenin Oil

Honoráveis,

Acabei de ler Lenin Oil, de Pedro Rosa Mendes. Trata-se de uma prosa infecta e perigosíssima que deve, desde já, ser indexada para aviso e cautelas da sociedade. Propaga ideias libertárias e inimigas da igualização pretendida pelos nossos mentores superiores.
Sugiro humildemente que tomem as providências necessárias. Sugiro, nomeadamente, que se seduza o autor, para que não volte a prevaricar deste modo e, seduzido, não reclame porque o livro não consta em destaque nas prateleiras das livrarias e supermercados. Seduzam-no com mulheres, meninos, pedrinhas ou bidões de crude, consoante as suas preferências. Mas recomendo toda a cautela e disfarce. Quanto menos se falar disto, melhor.
Se a sedução não funcionar, sugiro que se parta para métodos mais pragmáticos. Mas o que se tenha de fazer, que se faça sem sangue e com disciplina!
Para além de tudo o mais, assim se provará que democracia e corrupção não são antagónicas e, se por acaso fossem, não seria a nós que caberia dizê-lo. Com estas me subscrevo vosso fiel, e febril, servidor.Lenin Oil, Pedro Rosa Mendes e Alain Corbel (ilustrações), Dom Quixote, Lisboa, 2006

2 comentários:

Paulo Sempre disse...

As verdades maiores pautam-se pela descrição...enquanto se anunciam "migalhas" só para entreter a arraia miuda do Zé povinho....
Vou voltar com mais tempo.
Abraço

Paulo

Patrícia Nogueira disse...

« “Eu tenho um sonho.” É modesto. O Iraque está em paz. Sunitas, xiitas, curdos e turcomanos vivem felizes com os governantes que nós sugerimos que eles escolhessem. O novo exército nacional nacional iraquiano é sólido e leal aos nossos contribuintes. (…)
Os nossos rapazes já não são emboscados diariamente e, portanto, a sua presença é cada vez menos necessária no país. O petróleo, chantilly lustroso sobre este bolo de casamento, corre em abundância nos oleodutos do Kuwait e da Turquia. “Eu tenho um sonho.”
(…) É uma espécie de sonho televisivo, de noticiário global, onde cada imagem, cada notícia, é precedida de um mapa-mundo. O mapa vai-se fechando sobre uma região, um país, uma capital, um acontecimento, duas imagens, três segundos, antes de prosseguir com outro país, outro desastre, outra guerra. Um flash por rosto.(…) »
In: Lenin Oil, de Pedro Rosa Mendes

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Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

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