Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.











domingo, setembro 13, 2009

Televisão, da boa


Começaram hoje os tempos de antena relativos à campanha eleitoral. Uma oportunidade para rever algumas caras de políticos que só têm acesso à pantalha nesta ocasião. Na RTP-1, nem de propósito, o primeiro tempo de antena foi do POUS, de Carmelinda Pereira (na foto). Aposto que ninguém com menos de 30 anos sabe quem ela é.
O vídeo do POUS foi o mais pobre de todos. Limitou-se a um monólogo da líder, num estúdio sem decoração.
Seguiu-se o Partido Trabalhista Português. A ideia do vídeo baseou-se numa tentativa de humor completamente falhada. Foi tudo de um amadorismo confrangedor. Não acredito que, assim, consigam convencer muitos eleitores.
São assim, os vídeos de campanha de quase todos os partidos pobres…
Depois vieram CDS, CDU, BE… trabalhos profissionais, sem surpresas. Sem nada de realce o do PND, o MEP apresentou o apoio de Catalina Pestana (ex-Provedora da Casa Pia), o PS (épico) a exibir o medo de perder votos para o PSD e para o BE, e depois veio o 2ºpartido mais antigo de Portugal, PCTP/MRPP, que surpreendeu (e de que maneira!) ao apresentar o apoio de António Pires de Lima, ex-Bastonário da Ordem dos Advogados e personalidade tida como próxima do CDS. Se isto não é surpresa, não sei o que vos poderá surpreender…

3 comentários:

Fada do bosque disse...

A isso se chama uma boa surpresa!
Duas pessoas límpidas, juntas na política e de extremos opostos.

Depois é de olhar, com bons olhos e ver a podridão devastadora, dos ditos grandes e rebolar de riso... isto, para não ter um ataque de choro com tanta injustiça... QUE FOI FEITO DA JUSTIÇA??

Diogo disse...

Mais televisão da boa (desta vez a sério):

Jornal Nacional da TVI (7 de Setembro de 2009) - o embuste da Gripe A e os biliões ganhos pelas farmacêuticas com o medicamento Tamiflu

Jornalista da TVI: Um dos homens que mais tem lidado com a Gripe A em Portugal é o Director do Serviço de Doenças Infecciosas do Hospital Curry Cabral. Fernando Maltês afirma que a Gripe A vai matar menos gente do que uma simples gripe sazonal (gripe comum), que é mais inofensiva e trata-se, na maioria dos casos, com antipiréticos. O Director Geral de Saúde Espanhol é da mesma opinião.

Director Geral de Saúde Espanhol: Se morrem muitas pessoas em Espanha por contaminação atmosférica, ninguém presta atenção. Ou se morrem tantas pessoas por fumar, ninguém lhes presta atenção. Mas se, pelo contrário, morrem duas pessoas com gripe, presta-se muita atenção. É lógico, eu entendo, mas pouco a pouco a sociedade tem que amadurecer e dedicar o tempo que cada problema requer em função da sua gravidade.

Dr. Fernando Maltês: O Tamiflu, desde o princípio desta pandemia, tem sido encarado pela população como uma espécie de fármaco milagroso, o que não é verdade. E no que diz respeito à eficácia, concretamente no vírus da gripe, é uma eficácia que está, digamos, mal documentada. Se houver um conjunto de factores que digam – vale a pena administrar o fármaco – o médico administra, caso contrário, balançando os efeitos benéficos com os potenciais riscos, é preferível não administrar.


Jornalista da TVI: Já lá vão quatro meses desde que foi confirmado o primeiro caso de Gripe A em Portugal e, até agora, não há qualquer morto a registar. Em média, por ano, morrem em Portugal mais de mil e quinhentas pessoas de gripe, sem aberturas de telejornais e sem a Ministra da Saúde todos os dias nas televisões.

A verdade é que o mundo está preocupado com a Gripe A e já há empresas a ganhar milhões à custa do H1N1 (vírus da Gripe A) . A farmacêutica Roche, por exemplo, cujas vendas do seu Tamiflu caíram quase 70% quando o mundo percebeu que já não havia perigo de uma Gripe Aviária, vê agora as vendas desse mesmo medicamento dispararem em mais de 200%.

Ajuda importante também para a Glaxo Smith Kline, o laboratório britânico a quem Portugal já encomendou seis milhões de doses da vacina contra a Gripe A, a 8 euros cada uma (48 milhões de euros) , teve um ano difícil do ponto de vista financeiro. Eis senão quando, surge o tal vírus, H1N1, que deverá render, só ao laboratório britânico, cerca de dois mil milhões de euros, tendo em conta que as encomendas estão quase a atingir as trezentas milhões de doses.

VÍDEO da notícia na TVI

andrea disse...

nem digo nada que nao vi nenhum.
quanto a gripe estamos conversados, por aqui os media ja se aperceberam do alarmismo criado pelos proprios media, so que agora dar o braço a torcer ... doi.
portanto la vao disendo umas coisas mas cada vez com ar mais timido.
abraços.

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Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

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